Nome do Projeto
CINEMA PARADISO
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
23/03/2026 - 23/03/2029
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Eixo Temático (Principal - Afim)
Saúde / Cultura
Linha de Extensão
Saúde humana
Resumo
O Projeto promove a reflexão sobre aspectos psicológicos de interesse para a formação de Médicos Psiquiatras, e de outros estudantes da Universidade, criando um ambiente de debate entre comunidade discente, docente e em geral, favorecido pelo estímulo da linguagem cinematográfica.

Objetivo Geral

Criar um proveitoso ambiente de crescimento e de diálogo entre os profissionais do Departamento de Saúde Mental e a comunidade externa sobre temas de interesse geral a partir da discussão de filmes.

Justificativa

O Projeto Pedagógico da UFPel tem, em seus princípios gerais, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, que propõe o fomento de ambientes de aprendizagem em que a teoria e a prática se consolidem reciprocamente. O Projeto Cinema Paradiso promove a integração entre a teoria estudada no Curso de Residência Médica em Psiquiatria e a cultura geral, inclusive extramuros da UFPel, aprimorando a formação de nossos profissionais e aproveitando o diálogo com a comunidade externa. A psiquiatria, nossa área de atuação, é uma especialidade médica que tem a peculiaridade de fazer fronteira com várias áreas do conhecimento, até mesmo porque seu objeto de estudo é o próprio homem, seu mundo interno, suas relações, suas construções. A "Psicanálise", uma das disciplinas voltada para o estudo do funcionamento mental em suas mais diversas expressões, foi enfática neste movimento de associar diferentes conhecimentos, neste caso, a teoria psicanalítica com as artes, desde sua fundação. Freud e seus discípulos criaram um periódico especial, Imago, conduzido inicialmente por Otto Rank, com a preocupação de divulgar trabalhos de psicanálise aplicada e expandir a psicanálise. A análise de produções culturais (artísticas, religiosas ou de costumes), fornecia um importante material de estudo e ampliava a abrangência dos conhecimentos da Psicanálise para além da patologia, sugerindo que os mesmos processos psíquicos atuam nos indivíduos neuróticos ou normais, de carne e osso ou fruto da imaginação dos artistas. As obras artísticas, particularmente, seriam equivalente ao conteúdo manifesto de um sonho, escondendo um conteúdo latente, e assim, boas matérias-primas para a aproximação do inconsciente, conceito tão caro a Psicanálise. Os artistas conseguem expressar conteúdos latentes comuns a nós nas usas obras, o que cria nossa ligação com as obras. Além disso, as obras de arte estão disponíveis para o público, o que não acontece com as histórias das pessoas, principalmente dos pacientes. E, quanto mais compartilhados por muitos estes conteúdos presentes nas obras, mais universais e de maior valor artístico. Ao desfrutar de um filme, temos a oportunidade de experimentar algo de nós mesmos, nem sempre conhecido ou percebido. Ao dialogar sobre um filme, ampliamos ainda mais nossa vivência com nosso mundo interno e com o que podemos aprender a partir do outro, prazerosamente. Curiosamente, a psicanálise e o cinema nasceram na mesma época: final do séc. XIX. Conta à lenda que a concepção de filme nasceu de uma aposta sobre o cavalo. O cavalo, ao galopar, fica, em algum momento, com as quatro patas no ar?. A maneira de resolver esta questão foi colocar várias máquinas fotográficas em série, de maneira que fossem disparadas sequencialmente acompanhando o galope do cavalo. No meio da sequência de fotos, de fato tinha uma foto em que o cavalo estava com as quatros patas no ar! Mas outra visão também nasceu; ao olhar rapidamente a sequência de fotos, tinha-se a percepção do movimento do cavalo. O Cinema então trouxe uma maneira nova de vermos o mundo! Por volta de 1891, Thomas Alva Edison inventou o Cinetoscópio, um dispositivo com visor, dentro do qual um rolo de 1,5m de filme rodava ininterruptamente. Em 13 de fevereiro de 1895, nascia o cinema pelas mãos Lumière, que patentearam uma câmera com projetor. A partir destes feitos, desenrola-se a história do cinema; a construção dos "templos" dos filmes, a produção cinematográfica, os estúdios, o aprimoramento da linguagem cinematográfica, a chegada do som, a inserção do Cinema na cultura mundial, tornando-se a sétima arte. Por tudo isso, o diálogo sobre filmes é uma boa maneira de envolver as pessoas e discutir realidades internas e externas, assuntos de interesse dos profissionais do Departamento de Saúde Mental e da comunidade em geral.

Metodologia

O Projeto promove a reflexão sobre aspectos psicológicos de interesse para a formação de Psiquiatras, médicos e de outros estudantes da Universidade, criando um ambiente de debate entre comunidade discente, docente e em geral, favorecido pelo estímulo da linguagem cinematográfica.

Iniciamos o trabalho formando um grupo de professores e alunos de graduação e pós graduação para a organização dos encontros do projeto.
Definimos o calendário de encontros, com reuniões periódicas entre os colaboradores, e um encontro mensal para o debate dos filmes com a comunidade externa.
Os alunos de graduação efetuam os convites aos debatedores dos filmes, e divulgam os filmes e debatedores em redes sociais e através de cartazes fixados em distintos locais da Universidade.
Os colaboradores organizam a exibição dos filmes, provendo as demandas físicas e logísticas para tal.
Toda a comunidade engaja-se na discussão dos filmes após as exibições, oferecendo sua bagagem pessoal ou cultural para enriquecer o encontro.

Indicadores, Metas e Resultados

O Projeto Cinema Paradiso, pretende gerar mais interesse dos Médicos residentes pela Psiquiatria e por outras áreas do conhecimento. Aumentar o contato do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina/UFPel com a comunidade acadêmica da UFPel e com a comunidade em geral, divulgando a Psiquiatria, psicanálise, o interesse pelas artes e o essencial do humano, além de promover a difusão do conhecimento em saúde mental.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALANA REBECA PRIEBE KURZ
ANA CAROLINA ZEITUNI
ANA CLARA ROHLING
ANDRE MACHADO PATELLA1
ANGELICA DE AVILA MARTINS
ARIANE BARBOSA XAVIER
CARLOS AKIO YONAMINE
FERNANDO ALVES MABONI
GABRIEL DUARTE PAVANI
GUILHERME COVER SOARES
GUSTAVO CARVALHO COUTINHO ROSA1
GUSTAVO TOZATTI GALINA
HELOISA DOMINGUES
ISADORA DE SOUZA GONCALVES
MARCOS HENRIQUE CREVELARIO DOS SANTOS
MARIA FERNANDA SIMIONATO DE LEMES
MATHEUS DE SOUSA LOPES
OTAVIO RAMOS DA ROSA DE OLIVEIRA
PAULINE DE MARI LEOPOLDO
PEDRO CAVALLERI MACHADO
RENAN TERRA DE OLIVEIRA
THIAGO QUADROS COUTO

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