Nome do Projeto
Conversa de Museu
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
16/02/2026 - 24/12/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Eixo Temático (Principal - Afim)
Cultura / Comunicação
Linha de Extensão
Patrimônio cultural, histórico e natural
Resumo
A participação na proposta de extensão Conversa de Museu contribuirá de forma decisiva para a formação acadêmica e profissional dos universitários envolvidos, direta ou indiretamente, ao proporcionar a aplicação prática de conceitos teóricos sobre memória, patrimônio e extroversão do conhecimento. Ao atuarem diretamente na mediação entre o acervo e o público, produzindo o material audiovisual, ou dele se usando, os alunos desenvolverão, cada pessoa a sua medida, habilidades críticas de comunicação e interpretação, essenciais para a atuação em espaços culturais e museológicos. Além disso, o projeto fomenta o exercício da responsabilidade social e da cidadania, permitindo que os discentes compreendam o papel do museu como um agente de transformação e diálogo com a comunidade, fortalecendo sua capacidade de articulação interdisciplinar e o pensamento reflexivo sobre a preservação da memória coletiva. É nesse âmbito que o projeto surge como uma iniciativa de articulação e visibilidade do patrimônio cultural sul-riograndense, conectando pesquisadores, gestores e a comunidade em geral. Inspira-se e aproveita resultados parciais de pesquisas desenvolvidas pela equipe, como o projeto sobre tecnologias antigas e sustentabilidade de paisagens históricas, e pretende ir, aos poucos, desvelando e relacionando a complexa tapeçaria da memória social que forma o Rio Grande do Sul pela voz daqueles que atuam em instituições de memória, ou nelas pesquisam, sejam essas formais (como os museus instituídos, arquivos, bibliotecas, memoriais, centros de cultura) ou informais (como os ecomuseus e outras iniciativas de grupos ou associações).

Objetivo Geral

Desenvolver uma estratégia interdisciplinar e dinâmica que reforce o fato de que a memória social do Rio Grande do Sul não é um bloco monolítico, mas uma construção viva e movente. Ao integrar depoimentos de quem vivencia o cotidiano dos museus, de grupos que o propuseram ou os motivaram, de atores de outras instituições de memória, formais ou não, o projeto evidencia que a sustentabilidade dessas instituições é a garantia de que as futuras gerações compreendam as transformações tecnológicas e sociais do Estado, sua multiculturalidade, seu passado, inclusive trágico e injusto quanto aos habitantes originários e aos que, transformados em comodities, aqui chegaram como escravos. Em última análise, o projeto reafirma que o patrimônio — seja ele um grande museu histórico ou um pequeno acervo comunitário — é o suporte essencial para a triangulação de referências históricas que nos permitem habitar o presente com consciência do rastro técnico e cultural que nos precedeu.

Justificativa

Para entender como se forma a cultura do Rio Grande do Sul, é imperativo admitir que se trata de uma trama no tempo e no espaço, na qual fios essenciais foram escondidos. Uma boa parte dessas expressões encontra-se tanto nos museus tradicionais — que frequentemente guardam a narrativa oficial, o mobiliário de época e os vestígios de uma sociedade que suplantou outras — quanto nos museus não tradicionais ou comunitários, no qual pequenos grupos, inclusive familiares, encontram um lugar de expressão das suas memórias. Estes últimos, inclusive, em pesquisas em andamento, estão se mostrando de grande valor para a preservação da "memória das técnicas" e dos saberes invisibilizados. Enquanto os grandes acervos estatais documentam a formação política, os museus de imigração, ecomuseus e museus de moinhos e tantos outros preservam a cultura do trabalho e a resistência técnica de povos que moldaram a paisagem produtiva do Estado. No entanto, embora tais aspectos se revelem por ações investigativas, o que esse projeto pretende é dar voz aos que atuam nas instituições formais ou informais de guarda de memória no Rio Grande do Sul. E tais vozes, dos que atuam na linha de frente dessas instituições, podem revelar uma vontade de memória e com ela, a urgência na preservação dos lugares e acervos. Em depoimentos colhidos em outros projetos, os depoentes explicam ou destacam que um moinho ou uma ferramenta agrícola em exposição não é apenas ferro e madeira, mas um "lugar de memória" que explica a subsistência e o desenvolvimento tecnológico regional. Como apontam várias pesquisas do PPGMSPC, a análise desses locais de memória expande o horizonte teórico sobre as instituições que guardam o passado, fortalecendo o interesse da universidade, como instituição - que tem a possibilidade de funcionar como catalizadora do patrimônio cultural - em se aproximar dos que estão nesses locais e com essas comunidades, constituir estratégias de visibilidade e ação.

Metodologia

1. Localização e contato com as instituições e locais onde ocorrerão as Entrevistas. O recorte geográfico do trabalho dependerá dos recursos para realização das visitas.
2. Elaboração dos depoimentos com as pessoas dos lugares localizados, contactados e que aceitarem o convite.
3 Gravação dos depoimentos com os agentes dos museus, pesquisadores, historiadores e, principalmente, detentores do saber prático que atuam em museus não tradicionais, nos locais de trabalho.
4. Edição e disponibilização dos resultados no site do Grupo Fábrica de Memórias.

Indicadores, Metas e Resultados

Indicadores: Número de locais visitados, grupos e pessoas aderentes à proposta e entrevistas disponibilizadas. A expectativa é concluir o projeto com ao menos 10 visitas, entrevistas e publicações ao ano.
Metas: 1) Localizar no mínimo 20 instituições ou grupos que aceitem participar da proposta.
2) Realizar, em todos os locais de aceite, no mínimo 50% de entrevistas.
3) Editar e publicar 100% das entrevistas realizadas.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
FRANCISCA FERREIRA MICHELON3
KATIA HELENA RODRIGUES DIAS
LILIA WALTZER RODRIGUES
NATHALIA DA SILVA BENITO
UBIRAJARA BUDDIN CRUZ

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