Nome do Projeto
Associação entre indicadores de risco cardiometabólico e força muscular em estudantes universitários
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
14/04/2026 - 31/12/2026
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A força muscular tem sido reconhecida como um importante marcador de saúde, estando associada a desfechos cardiometabólicos e à redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis. Evidências apontam que níveis reduzidos de força estão relacionados à maior prevalência de resistência à insulina, adiposidade central, dislipidemia e hipertensão arterial, componentes característicos da síndrome metabólica. Entretanto, a maior parte dos estudos concentra-se em populações de meia-idade e idosos, havendo escassez de investigações envolvendo adultos jovens universitários. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo investigar a associação entre força muscular e indicadores cardiometabólicos em estudantes universitários. Trata-se de um estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa. A amostra será composta por estudantes regularmente matriculados na Universidade Federal de Pelotas, com idade entre 18 e 59 anos. A força muscular será avaliada por meio do teste de preensão manual com dinamômetro e do teste de uma repetição máxima (1RM) para extensores de joelho. Os indicadores cardiometabólicos serão determinados por medidas antropométricas, incluindo circunferência da cintura e relação cintura-quadril. A análise estatística incluirá estatística descritiva, teste de normalidade de Shapiro-Wilk e testes de correlação de Pearson ou Spearman, adotando-se nível de significância de 5%. Espera-se que os achados contribuam para a compreensão da relação entre força muscular e risco cardiometabólico em adultos jovens, auxiliando na elaboração de estratégias preventivas e intervenções no contexto acadêmico.

Objetivo Geral

Investigar a associação entre a força muscular e indicadores de saúde cardiometabólicos em estudantes universitários.

Justificativa

Embora a literatura científica aponte a importância da força muscular como um marcador relevante de saúde e como fator de proteção contra doenças cardiometabólicas (Volaklis et al., 2015), ainda são limitadas as evidências que investigam essa relação especificamente em populações jovens, como estudantes
universitários. A maioria dos estudos existentes concentra-se em adultos ou idosos (Farias et al., 2013; Song et al., 2021; Yang et al., 2012), o que deixa uma lacuna sobre como a força muscular se relaciona com a presença de fatores de risco metabólicos nessa população. Diante disso, justifica-se a realização deste estudo, uma vez que compreender a relação entre níveis de força e indicadores cardiometabólicos nessa população pode auxiliar na identificação precoce de fatores de risco, no desenvolvimento de estratégias de intervenção e na promoção de hábitos preventivos dentro do meio acadêmico.

Metodologia

Trata-se de um estudo observacional, transversal e analítico, com abordagem quantitativa. A amostra será composta por adultos de ambos os sexos. A seleção dos participantes será feita por conveniência através da comunicação boca-a-boca. Como critérios de inclusão, os participantes deverão estar regularmente matriculados na Universidade Federal de Pelotas e ter idade entre 18 e 59 anos. Baseado no estudo de Farias et al. (2013), será estipulado um N amostral de 30 pessoas.
Como critérios de exclusão, não poderão apresentar lesões musculoesqueléticas que impossibilitem a realização dos testes, usar medicamentos que interfiram na força muscular e possuir diagnóstico prévio de doenças neurológicas ou ortopédicas incapacitantes. O estudo será conduzido de acordo com as normas da resolução n o466/12 do conselho Nacional de Saúde e será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da ESEF/UFPel. Todos os participantes serão informados sobre os objetivos, riscos e benefícios do estudo e assinarão um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). As coletas ocorrerão no Laboratório de Avaliação Neuromuscular (LabNeuro) da ESEF/UFPel em dois dias distintos. No primeiro dia, após a assinatura do TCLE, será preenchida uma ficha de anamnese e coletados a massa corporal, estatura e os dados referentes aos indicadores cardiometabólicos. A seguir, será realizada uma familiarização com os testes de força máxima que serão utilizados posteriormente. Na semana seguinte, serão coletados os dados de força de preensão manual e força máxima de extensores de joelho na mesma sessão. Os desfechos serão coletados da seguinte forma:
Indicadores de risco cardiometabólico. A avaliação acerca dos indicadores cardiometabólicos será realizada por meio de medidas antropométricas indiretas, fundamentadas nos princípios da cineantropometria, que utiliza métodos não invasivos, de baixo custo e elevada aplicabilidade em estudos populacionais e acadêmicos, visto que exames laboratoriais não são viáveis.
Dentre as medidas antropométricas, será medida a circunferência de cintura, da qual serão adotados os pontos de corte de ≥94 cm para homens e ≥80cm para mulheres, indicando aumento do risco cardiometabólico, e ≥102cm para homens e ≥88cm para mulheres, caracterizando alto risco cardiometabólico, conforme recomendações da World Health Organization (WHO, 2008). A mensuração da circunferência da cintura será feita posicionando a fita no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca, com o avaliado em posição ortostática. A medida será registrada em centímetros.
Também será utilizada a relação cintura-quadril (RCQ), obtida pela razão entre a circunferência da cintura e a circunferência do quadril, considerando valores ≥0,90 para homens e ≥0,85 para mulheres como indicativos de maior risco cardiometabólico (WHO, 2008). Para o cálculo da RCQ, a medida da circunferência do quadril deverá ser realizada com o avaliado em posição ortostática (em pé), com os pés afastados na largura dos ombros, peso corporal distribuído igualmente e braços relaxados ao lado do corpo. Será utilizada uma fita antropométrica inelástica, posicionada horizontalmente ao redor do quadril, no ponto de maior protuberância glútea, garantindo que a fita permaneça paralela ao solo e ajustada sem compressão excessiva da pele. A leitura deve ser realizada ao final de uma expiração normal, registrando o valor em centímetros.
Força de preensão manual. A mensuração da força de preensão manual será realizada com um dinamômetro de preensão manual. Os participantes permanecerão sentados, com o ombro aduzido, articulação rádio-ulnar em posição neutra e cotovelo flexionado a 90o, sendo orientados a exercer máxima força possível ao pressionar o dinamômetro. A utilização da força de preensão manual justifica-se por sua relação com a massa muscular total e por evidências que indicam associação inversa entre níveis reduzidos de força muscular e a presença de síndrome metabólica, configurando-se como uma medida indireta relevante na avaliação do risco metabólico segundo Ruiz et al. (2008). Será realizada uma tentativa em cada mão. Será utilizado o maior valor para as análises.
Força muscular de extensores de joelho. Para o teste de 1 repetição máxima (1RM) de extensores de joelho, será utilizada uma cadeira extensora bilateral. O valor de 1RM será considerado a maior carga para realização de uma repetição durante a fase concêntrica. No dia do teste, os sujeitos realizarão um aquecimento geral com duração de cinco minutos em cicloergômetro e um aquecimento específico na cadeira extensora para a ativação dos grupamentos musculares solicitados. Posteriormente, o valor de 1RM de cada participante será definido em cinco tentativas no máximo, com três minutos de intervalo entre cada uso da Escala de Lombardi para redimensionamento da carga (Lombardi, 1989).

Indicadores, Metas e Resultados

Associação significativa entre a força muscular e indicadores de saúde cardiometabólicos em estudantes universitários.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
PÂMELA SILVA CARDOZO
STEPHANIE SANTANA PINTO2
VICTOR CAMPOS OLEA

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