Nome do Projeto
A influência da faixa de joelho sobre a percepção de dor e estabilidade em praticantes de agachamento livre com barra
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
12/05/2026 - 31/12/2026
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
O presente estudo tem como objetivo analisar os efeitos do uso da faixa de joelho sobre a percepção de dor e estabilidade em praticantes de agachamento livre com barra. Trata-se de um estudo experimental de abordagem quantitativa, realizado com adultos praticantes de musculação com dor no joelho. Os participantes realizarão três séries de 10 repetições máximas (10RM) em duas sessões sob diferentes condições: sem equipamento e com faixa de joelho, cuja ordem será randomizada. Será avaliada a percepção de dor por meio da Escala Visual Analógica (EVA) antes da sessão e após cada série em ambas as condições. A percepção de estabilidade articular será avaliada durante a segunda sessão, após as três séries de agachamento livre com barra, por meio de um questionário para identificar se houve ou não o aumento da estabilidade articular com o uso da faixa de joelho. Para a análise estatística, serão utilizadas a média, desvio-padrão e frequências absolutas e relativas. As variáveis contínuas serão testadas quanto à normalidade com o teste de Shapiro-Wilk. Apresentando normalidade, a percepção de dor será analisada com o teste ANOVA para medidas repetidas, com post-hoc de Bonferroni. A percepção de estabilidade articular será analisada com o Teste McNemar. O nível de significância adotado será de 5%. Espera-se que os resultados contribuam para o entendimento da influência desses acessórios na prática do treinamento de força, auxiliando na prescrição segura e eficaz do exercício.

Objetivo Geral

Analisar os efeitos do uso da faixa de joelho sobre a percepção de dor e estabilidade articular durante a realização do exercício agachamento livre com barra em indivíduos praticantes de musculação com dor no joelho.

Justificativa

Apesar da existência de estudos como os de Bennett (2021), Sinclair (2020) e Shween (2015) que investigaram os efeitos do uso de faixa de joelho na execução do agachamento sobre variáveis como ativação muscular, desempenho, amplitude de movimento, estabilidade, percepção subjetiva de esforço e conforto, percebe-se uma lacuna na literatura: não há estudos que avaliem dentro de um mesmo experimento, os efeitos desse acessório sobre a percepção de dor e a sensação de estabilidade articular, comparando duas condições distintas, sem equipamento e com faixa de joelho. Investigar esses desfechos é relevante, considerando que dor e falta de estabilidade podem agir como barreiras à prática regular do treino de força, influenciando adesão, segurança e progressão do praticante (Borges, 2023).

Metodologia

O presente estudo caracteriza-se como experimental de cunho quantitativo. Para tanto, serão realizadas duas sessões experimentais com adultos praticantes de musculação que realizarão o exercício agachamento livre com barra com e sem a utilização de uma faixa de joelho.
O estudo contará com a presença de homens e mulheres que treinem ativamente com conhecimento prévio sobre o agachamento livre com barra e apresentem desconforto articular no joelho.
Com base em estudo da literatura com abordagem metodológica semelhante ao presente estudo, estipulou-se um N amostral de 35 participantes (Aasa et al, 2015; Berglund et al, 2015).
O recrutamento dos participantes será feito via folder, divulgação via mídias sociais como Instagram, Whatsapp e Facebook, e a comunicação “boca a boca” pessoalmente.
Todos os participantes serão informados acerca dos objetivos, procedimentos, riscos e benefícios da pesquisa, e caso concordem, assinarão um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O projeto de pesquisa será submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pelotas. De acordo com a RESOLUÇÃO No 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012, os dados coletados neste estudo estarão em sigilo e de posse do responsável pelo estudo por no mínimo 5 anos. Após esse período os dados físicos (i.e., fichas em papel) serão queimados e os dados digitais apagados. Todos os participantes têm a possibilidade de a qualquer momento ter acessos aos dados.
Serão inclusos no estudo os indivíduos com idade entre 18 e 40 anos, saudáveis e que estiverem praticando musculação regularmente há pelo menos 6 meses com experiência prévia em agachamento livre com barra e apresentarem desconforto na articulação do joelho.
Serão excluídos do estudo os indivíduos que apresentarem diagnóstico de doença crônica ou doença musculoesquelética que impeça a prática de exercício físico.
A coleta de dados será feita na Sala de Musculação da Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia (ESEF), onde serão marcados uma data e um respectivo horário para cada participante. Um pesquisador da equipe de pesquisa, previamente familiarizado com o protocolo de medidas realizará o contato, agendamento, coleta dos desfechos e a recepção dos participantes no local nos dias agendados.
Em uma primeira sessão, será feita uma anamnese básica, medidas de massa corporal e estatura. Logo em seguida, será feita uma fase de demonstração do padrão de movimento, técnicas e correções do exercício agachamento livre com barra. O exercício agachamento livre será realizado com a barra apoiada nas costas, iniciando com os participantes em pé e será dividido em duas fases: a fase excêntrica (i.e., descida) será caracterizada pela flexão de quadris e joelhos até 90º e a concêntrica (i.e., subida) pela extensão de quadris e joelhos até aproximadamente 0º. Cada fase será realizada em 1,5 s. Na sequência, será determinada a carga correspondente a 10 repetições máximas (10 RM) para cada indivíduo por tentativa e erro (no máximo cinco tentativas, com intervalo de 3 minutos). Depois desses testes e medidas, os participantes retornarão para casa e voltarão na semana seguinte.
Nas sessões experimentais (i.e., segunda e terceira sessão) será apresentado um questionário breve de dor para saber o nível de dor antes da coleta, e logo serão realizadas mobilidades de tornozelo, joelho e quadril e um aquecimento específico com o próprio movimento agachamento livre ainda somente com a barra (barra olímpica de 20 kg). Depois do aquecimento, será colocada a respectiva carga de cada participante para dar continuidade à coleta, onde cada participante realizará três séries de 10 RM do agachamento livre com barra com três minutos de descanso entre cada. Ao final de cada série o avaliador aplicará o questionário breve de dor. O participante irá realizar o agachamento livre com e sem a utilização da faixa de joelho (faixa de polipropileno, tamanho 2 m, tensão média) em sessões distintas, com a ordem previamente randomizada e com intervalo mínimo de 48 h. Será sempre utilizada a mesma faixa em todos os participantes. O questionário de estabilidade articular será aplicado na última sessão após as três séries de agachamento livre.
Medidas antropométricas. Para as medidas antropométricas, serão registradas a massa corporal, a estatura e o índice de massa corporal (IMC). A massa corporal e a estatura serão mensuradas com uma balança digital com estadiômetro (WELMY, Santa Bárbara d’Oeste – São Paulo, Brasil).
O IMC será calculado a partir da razão entre a massa corporal em kg e o quadrado da estatura em metros (massa corporal/estatura²).
Nível de dor. O nível de dor antes e após o agachamento livre com barra será avaliado através da Escala Visual Analógica (EVA). O instrumento possui uma escala de 0 a 10 para a determinação da dor (Delgado, 2018).
Estabilidade articular. A estabilidade articular será avaliada através de um questionário elaborado pelo pesquisador. O questionário possuirá uma frase que determina o conceito de estabilidade articular na literatura, e baseado nisso, o participante responderá uma pergunta que possibilita responder “sim” ou “não” sobre a estabilidade articular proporcionada pela faixa de joelho.
Será realizada uma análise descritiva em que será usada média, desvio- padrão, frequências absolutas e relativas. As variáveis contínuas serão testadas à normalidade com o teste de Shapiro-Wilk. Caso apresente normalidade, a percepção de dor será analisada com o teste ANOVA para medidas repetidas, com post-hoc de Bonferroni. A percepção de estabilidade articular será analisada com o Teste McNemar. O nível de significância adotado será de 5%. Os testes estatísticos serão realizados no SPSS 25.0.



Indicadores, Metas e Resultados

Haverá diferença na percepção de dor e estabilidade articular durante a execução do exercício agachamento livre entre as condições estudadas (i.e., uso ou não da faixa de joelho). O uso da faixa de joelho apresentará menor percepção de dor e maior estabilidade articular durante a execução do exercício agachamento livre.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
BRUNO EZEQUIEL BOTELHO XAVIER
GABRIEL SILVA SOARES
PÂMELA SILVA CARDOZO
STEPHANIE SANTANA PINTO2

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