Nome do Projeto
A Engenharia no Laboratório: Ressignificando a Química Experimental através da Aprendizagem Investigativa
Ênfase
Ensino
Data inicial - Data final
30/07/2026 - 31/07/2029
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Exatas e da Terra
Resumo
A disciplina de Química Experimental (12000476) da Universidade Federal de Pelotas é o primeiro contato dos acadêmicos de Engenharia com um laboratório de química universitário. Contudo, a repetição de roteiros puramente mecânicos e fora da área de atuação dos discentes, muitas vezes, acaba gerando desinteresse e distanciamento. Este projeto justifica-se pela necessidade de transformar o laboratório de química em um espaço de desenvolvimento de competências técnicas ligadas à futura atuação profissional do engenheiro, utilizando a experimentação como ferramenta de solução de problemas reais.

Objetivo Geral

Avaliar a prática pedagógica da disciplina de Química Experimental para os cursos de Engenharia da UFPel, visando o aumento do interesse e participação dos discentes a partir da modernização e contextualização das práticas abordadas.
Objetivos Específicos:
Adequar Roteiros: Reformular as práticas tradicionais de laboratório, inserindo problemas aplicados e estudos de caso da engenharia.
Reduzir a Evasão: Diminuir os índices de reprovação por falta de engajamento ou dificuldades de compreensão conceitual no laboratório.
Fomentar a Escrita Técnica: Substituir o formato de relatório escolar por miniarquivos científicos.
Capacitar Monitores: Treinar monitores da disciplina para atuarem como facilitadores da aprendizagem investigativa.

Justificativa

A reformulação da disciplina de Química Geral Experimental para os cursos de Engenharia da UFPel fundamenta-se na necessidade de alinhar o ciclo básico de formação às demandas contemporâneas das diretrizes curriculares nacionais e ao perfil tecnológico dos estudantes. A fragmentação do conhecimento e a aplicação de práticas focadas na reprodução de roteiros estáticos têm se mostrado ineficazes, resultando em desinteresse, baixas taxas de aprovação e evasão precoce.
Diante desse cenário, o projeto se justifica pelas seguintes frentes de atuação:
a) Inovação Metodológica através de Estudos de Caso a partir da adequação dos roteiros tradicionais para problemas aplicados conectando conceitos abstratos de química (como estequiometria, termodinâmica e cinética) a fenômenos reais da engenharia (como ciência dos materiais, corrosão e eficiência energética).
b) Combate à Retenção e Evasão propondo significado prático aos experimentos visando a melhoria do rendimento acadêmico e a redução dos índices de reprovação por falta de conectividade com a carreira.
c) Desenvolvimento da Escrita Científica e Profissional, a partir da substituição de relatórios escolares por miniarquivos científicos introduzindo ao aluno à linguagem corporativa e acadêmica.
d) Fortalecimento da Monitoria Acadêmica, a partir da capacitação de monitores para atuarem como facilitadores da aprendizagem investigativa enriquecendo. O monitor deixa de ser um mero organizador da aula para se tornar um agente ativo de docência, enquanto os alunos ganham um suporte pedagógico mais dinâmico e horizontal nas bancadas.

Em suma, este projeto visa uma transição pedagógica, transformando uma disciplina historicamente vista como um obstáculo pelos alunos em uma ferramenta formadora de competências técnicas e científicas para os futuros engenheiros.

Metodologia

A metodologia deste projeto de ensino será dividida em quatro etapas estruturadas, integrando a reestruturação pedagógica, a aplicação das metodologias ativas no laboratório de química e a avaliação contínua:
1) Análise Curricular: Levantamento das ementas das diferentes engenharias da UFPel (Civil, Eletrônica, Controle e Automação, Produção, Sanitária e Ambiental, Agrícola) para identificar as demandas químicas de cada área.
2) Escuta Ativa: Aplicação de questionário digital (Google Forms) com os alunos ingressantes para mapear suas principais dificuldades em química e expectativas profissionais.
3) Capacitação da Equipe: Treinamento dos monitores e bolsistas para atuarem como facilitadores/orientadores de bancada.
4) Abordagem Contextualizada: Substituição dos roteiros tradicionais por estudos de caso de engenharia.
4) Criação do Novo Manual: Produção do Manual de Química Experimental da UFPel, disponibilizado via plataforma Moodle (e-Aula).
5) Relatórios em Formato de Artigo cintíficos: Eliminação dos relatórios descritivos tradicionais. Os estudantes deverão redigir a conclusão das práticas no formato de um Artigo Científico Curto: Com introdução, metodologia, resultados (gráficos gerados em softwares) e referências.
6) Coleta de Feedback: Aplicação de questionário de percepção ao final do semestre para avaliar a eficácia da nova metodologia.

Indicadores, Metas e Resultados

Taxa de Rendimento Acadêmico: Percentual de alunos aprovados na disciplina de Química Experimental ao final do período letivo.
Índice de Evasão/Trancamento: Percentual de estudantes que abandonaram ou trancaram a disciplina antes do término do semestre.
Nível de Satisfação Discente: Média obtida através dos questionários de percepção aplicados no ambiente virtual de aprendizagem (e-Aula/Moodle).
Qualidade Técnica da Escrita: Nota média atribuída aos relatórios em formato de artigo científico ou parecer técnico de engenharia.
Assiduidade nas Bancadas: Frequência dos estudantes matriculados nas aulas práticas de laboratório.

A partir desta abordagem espera-se impactos positivos a curto, médio e longo prazo para a comunidade acadêmica das Engenharias e para o Centro de Ciências Químicas, Farmacêuticas e de Alimentos (CCQFA) da UFPel.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
CLAUDIO MARTIN PEREIRA DE PEREIRA1
EDUARDA SILVA DE AZEVEDO
FABRIELE DOS SANTOS BERMANN
SANDRA CRUZ DOS SANTOS6

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