Nome do Projeto
Avaliação histomorfológica e condutância hidráulica do gênero Rubus spp.
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
08/07/2024 - 08/07/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Resumo
O gênero Rubus, família Rosaceae, compreende um numeroso conjunto, o qual estima-se haver 700 espécies, além de híbridos e muitas cultivares, sendo especialmente abundante no Hemisfério Norte. No Brasil, as espécies que possuem maior expressão comercial são a amoreira-preta e a framboeseira. A amoreira-preta tem apresentado notável crescimento de área cultivada nos últimos anos no Rio Grande do Sul, tornando-se uma importante cultura na cadeia de frutas do Brasil. Esse crescimento é atribuído a vários fatores sociais e econômicos. Devido ao baixo custo para implantação e manutenção do pomar e ser uma cultura de rápido retorno, além do uso reduzido de agrotóxicos, o cultivo da amoreira-preta se apresenta como importante alternativa de diversificação na agricultura familiar. A cultura da framboeseira foi introduzida com a chegada dos imigrantes alemães, que cultivavam nos quintais de suas colônias para consumo familiar. Porém, a produção comercial aconteceu pela primeira vez em Campos do Jordão, Estado de São Paulo. Posteriormente, foram realizados plantios nas regiões de Vacaria e de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e no Sul de Minas Gerais. Não existem dados precisos e atuais sobre a cultura da framboeseira no Brasil, porém região de Vacaria, RS, concentra a maior área de produção do Brasil, com cerca de 150 hectares. No entanto, um pomar com manejo adequado pode produzir 16 t ha-1. A cultivar Autunm bliss destaca-se das demais cultivares de framboeseira por possuir frutos grandes, de formato oval-cônico e coloração vermelho escura, de sabor agradável. Entretanto, os frutos apresentam forte aderência ao receptáculo e baixa firmeza
A água desempenha um importante papel para as plantas, sendo um fator limitante na produção. As principais funções da água nas plantas podem ser observadas na estrutura, no crescimento, no transporte, no metabolismo, entre outras. A falta de água ocasiona o fechamento de estômatos, redução da absorção de CO2, na regulação da atividade enzimática, transporte de íons e açúcares, e regulação térmica. É através das raízes que a planta absorve a água e sais minerais da solução do solo e transporta pelos vasos funcionais do xilema para o dossel, por meio de um gradiente de pressão impulsionado pela evapotranspiração. e por motivos ligados à teoria da Tensão-Coesão proposta por Dixon. Épocas prolongadas de estiagem tornam a pressão da seiva do xilema negativa, podendo exceder o limite que moléculas de água suportam, formando bolhas de gás nos condutos adjacentes conectados. Em seguida, essas bolhas acabam sendo puxadas para os vasos condutores cheios de seiva, proporcionando a rápida concentração de gases nos vasos do xilema, quebrando a coluna de água e danificando o transporte ascendente de água, fenômeno denominado como cavitação.
Objetivo Geral
Avaliação histomorfológica e condutância hidráulica dos ramos de amoreira-preta e framboeseira do gênero Rubus spp., na região do município de Capão do Leão, Rio Grande do Sul.
Justificativa
As pequenas frutas no Brasil têm um grande destaque pelas características nutricionais, por isso, têm despertado o interesse do produtor, comerciantes, consumidores e pesquisadores. Os maiores produtores da cultura de amoreira, estão localizados nas regiões do Sul e Sudeste do Brasil, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. A cultivar BRS Tupy é considerada a mais importante no Brasil, devido à sua produtividade, qualidade da fruta, adaptabilidade, baixo custo de produção e reduzido uso de agrotóxicos. Para a framboeseira, dados atuais sobre produção ainda são escassos, porém sabe-se que a região de Vacaria, RS, detém a maior área de produção do Brasil, com aproximadamente 150 hectares.
A cavitação ocorre nas plantas em resposta ao estresse hídrico. Este fenômeno ocorre quando há uma diferença entre a entrada de água pelas raízes e a perda de água pelas folhas. A fragmentação da força de coesão do líquido xilemático, forma bolhas no seu interior, que se difundem provocando a embolia. A presença da embolia nos condutos xilemáticos influencia no movimento do fluxo da água. Contudo, o xilema possui mecanismos para minimizar o possível efeito por meio das pontuações por onde pode continuar o fluxo da água. A cavitação é de maior frequência nos condutos de maior largura e pontoações maiores.
Na região Sul do Brasil a ausência de chuvas durante o crescimento desses frutos é bastante recorrente, e muitos pomares dispõem de irrigação de forma precária. Assim sendo, é de extrema importância estudos mais aprofundados sobre a otimização da água e mitigação de prejuízos na produção sustentável destas espécies.
A cavitação ocorre nas plantas em resposta ao estresse hídrico. Este fenômeno ocorre quando há uma diferença entre a entrada de água pelas raízes e a perda de água pelas folhas. A fragmentação da força de coesão do líquido xilemático, forma bolhas no seu interior, que se difundem provocando a embolia. A presença da embolia nos condutos xilemáticos influencia no movimento do fluxo da água. Contudo, o xilema possui mecanismos para minimizar o possível efeito por meio das pontuações por onde pode continuar o fluxo da água. A cavitação é de maior frequência nos condutos de maior largura e pontoações maiores.
Na região Sul do Brasil a ausência de chuvas durante o crescimento desses frutos é bastante recorrente, e muitos pomares dispõem de irrigação de forma precária. Assim sendo, é de extrema importância estudos mais aprofundados sobre a otimização da água e mitigação de prejuízos na produção sustentável destas espécies.
Metodologia
Os experimentos serão conduzidos no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. O município onde os experimentos serão realizados será em Capão do Leão, no Campus da Universidade Federal de Pelotas.
7.3 Variáveis a serem analisadas no experimento
- Cálculo da perda de condutância hidráulica (PCH)
- Avaliação do potencial hídrico dos genótipos descritos
- Densidade de vasos por área e diâmetro
- Avaliação das características anatômicas dos ramos dos genótipos descritos
7.4 Cultivares Utilizadas
BRS Xingu
De acordo com Raseira et al., (2018), a cultivar ‘BRS Xingu’ tem a mesma faixa de adaptação da cultivar Tupy (200 a 300 horas de acúmulo de frio hibernal), diferindo muito pouco em relação a ‘Brazos’. O hábito de crescimento das plantas é também semelhante a essa última, ou seja, semiereto a ereto. ‘BRS Xingu’ foi testada, dentre outros locais, em Ibiúna, SP, com ótimos resultados. Além disso, possui alta produtividade e baixo índice de reversão de cor após a colheita.
BRS Xavante
É uma cultivar de baixa necessidade em frio e boa produção. A floração inicia em setembro, estendendo-se até outubro. A maturação é precoce e a colheita inicia em meados de novembro. As frutas têm forma alongada, firmeza média, sabor doce-ácido, predominando a acidez, com teor de sólidos solúveis em torno de 8° Brix. O tamanho das frutas é bom, com peso médio próximo a 6g (ANTUNES et al., 2004)
BRS Tupy
É, atualmente, a cultivar de amoreira-preta mais plantada no Brasil, além de ocupar uma posição de destaque (aproximadamente 3.000 ha-1) no México onde é produzida, principalmente, para exportação aos Estados Unidos. Possui porte ereto, alto vigor, perfilhamento médio e contém a presença de espinhos e seu florescimento ocorre em setembro e outubro. A colheita, nas condições de Pelotas, vai de meados de novembro a início de janeiro. As frutas têm 8 a 10g de peso médio, sabor equilibrado acidez/açúcar e com teor de sólidos solúveis entre 8 e 10° Brix. É de baixa necessidade em frio (ANTUNES et al., 2004).
Autunm Bliss
Os frutos dessa cultivar de framboeseira são grandes, oval-cônicos, tendem a vermelho escuro, de sabor não acentuado, porém agradável. Produz em hastes primárias e amadurece antes de "Heritage". A planta é produtiva, com duas produções no mesmo ciclo, uma produção de primavera e outra no outono. Por isso, é considerada como variedade do tipo remontante (RASEIRA et al., 2004).
7.3 Variáveis a serem analisadas no experimento
- Cálculo da perda de condutância hidráulica (PCH)
- Avaliação do potencial hídrico dos genótipos descritos
- Densidade de vasos por área e diâmetro
- Avaliação das características anatômicas dos ramos dos genótipos descritos
7.4 Cultivares Utilizadas
BRS Xingu
De acordo com Raseira et al., (2018), a cultivar ‘BRS Xingu’ tem a mesma faixa de adaptação da cultivar Tupy (200 a 300 horas de acúmulo de frio hibernal), diferindo muito pouco em relação a ‘Brazos’. O hábito de crescimento das plantas é também semelhante a essa última, ou seja, semiereto a ereto. ‘BRS Xingu’ foi testada, dentre outros locais, em Ibiúna, SP, com ótimos resultados. Além disso, possui alta produtividade e baixo índice de reversão de cor após a colheita.
BRS Xavante
É uma cultivar de baixa necessidade em frio e boa produção. A floração inicia em setembro, estendendo-se até outubro. A maturação é precoce e a colheita inicia em meados de novembro. As frutas têm forma alongada, firmeza média, sabor doce-ácido, predominando a acidez, com teor de sólidos solúveis em torno de 8° Brix. O tamanho das frutas é bom, com peso médio próximo a 6g (ANTUNES et al., 2004)
BRS Tupy
É, atualmente, a cultivar de amoreira-preta mais plantada no Brasil, além de ocupar uma posição de destaque (aproximadamente 3.000 ha-1) no México onde é produzida, principalmente, para exportação aos Estados Unidos. Possui porte ereto, alto vigor, perfilhamento médio e contém a presença de espinhos e seu florescimento ocorre em setembro e outubro. A colheita, nas condições de Pelotas, vai de meados de novembro a início de janeiro. As frutas têm 8 a 10g de peso médio, sabor equilibrado acidez/açúcar e com teor de sólidos solúveis entre 8 e 10° Brix. É de baixa necessidade em frio (ANTUNES et al., 2004).
Autunm Bliss
Os frutos dessa cultivar de framboeseira são grandes, oval-cônicos, tendem a vermelho escuro, de sabor não acentuado, porém agradável. Produz em hastes primárias e amadurece antes de "Heritage". A planta é produtiva, com duas produções no mesmo ciclo, uma produção de primavera e outra no outono. Por isso, é considerada como variedade do tipo remontante (RASEIRA et al., 2004).
Indicadores, Metas e Resultados
Realização de cortes histológicos durante o ciclo das cultivares de amoreira-preta ‘BRS Xavante’, ‘BRS Xingu’ e ‘BRS Tupi’ e da cultivar de framboeseira “Autumn Bliss”.
- Análise de condutância mensal no xilema dos genótipos descritos.
- Mensurar a densidade de vasos por diâmetro e área
- Cálculo da perda de condutância hídrica dos genótipos descritos
- Análise de condutância mensal no xilema dos genótipos descritos.
- Mensurar a densidade de vasos por diâmetro e área
- Cálculo da perda de condutância hídrica dos genótipos descritos
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ANA LUCIA SOARES CHAVES | 4 | ||
| DELIVÉLTON DE ALEXANDRE LONGARAY | |||
| JUAN CARLOS JARDIM SOARES | |||
| JULIANA APARECIDA FERNANDO | 1 | ||
| LEONARDO LOPES GUIDOTTI | |||
| MARIANA SWENSSON NUNES | |||
| PAULO CELSO DE MELLO FARIAS | 3 |
Fontes Financiadoras
| Sigla / Nome | Valor | Administrador |
|---|---|---|
| CAPES / Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior | R$ 954,00 | Coordenador |
Recursos Arrecadados
| Fonte | Valor | Administrador |
|---|---|---|
| PROAP - CAPES | R$ 1.500,00 | Coordenador |
Plano de Aplicação de Despesas
| Descrição | Valor |
|---|---|
| 339030 - Material de Consumo | R$ 2.454,00 |