Nome do Projeto
CONFECÇÃO DE MONOLITOS DE SOLOS COMO FERRAMENTA DIDÁTICA PARA ENSINO EM CIÊNCIA DO SOLO
Ênfase
ENSINO
Data inicial - Data final
18/04/2016 - 13/03/2017
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Agrárias - Agronomia - Gênese, Morfologia e Classificação dos Solos
Resumo
O solo esta presente em cotidiano e têm uma importância significativa para a sociedade, sendo utilizado para diversas finalidades. Este é um recurso natural encontrado em diferentes posições na paisagem, originado a partir da atuação do clima e dos organismos vivos sobre o material de origem, sendo modificado pelas atividades do homem. É um componente fundamental do ecossistema terrestre, pois exerce múltiplas funções ambientais e antrópicas, tais como: regulação do fluxo hídrico do planeta (armazenamento, escoamento e infiltração das águas da chuva e de irrigação), armazenamento e ciclagem de nutrientes para as plantas, suporte e fonte de nutrientes para as plantas, habitat para organismos, meio para obras de engenharia e descarte de resíduos, fonte de material bruto (material para aterros, fabricação de telhas, tijolos, etc.), além de útil do ponto de vista agrícola, na produção de alimentos, madeira, fibras, etc. Para que se possa dinamizar o ensino em ciência do solo, as instituições de ensino vêm diversificando cada vez mais o processo de ensino-aprendizagem através de metodologias mais específicas para cada curso bem como para cada tipo de aluno. Uma estratégia adotada por algumas universidades do Brasil, para cursos voltados as Ciências Agrárias, é a confecção de monólitos de solos. Estes por sua vez podem demonstrar, dentro da sala de aula ou em um laboratório, a realidade do campo ou a diversidade de tipos de solos que podem ser encontrado em uma região, estado ou país. Dessa maneira a confecção de monólitos de solos serve para como instrumento difusor do conhecimento nos campos da Geologia e da Pedologia, além de facilitar a prática pedagógica nestes ramos da ciência e conscientizar sobre a importância dos solos para a vida das pessoas, ampliando a compreensão de que estes recursos constituem parte essencial do meio ambiente.

Objetivo Geral

Desenvolver métodos didáticos para auxiliar no ensino da Ciência do Solo, utilizando Monólitos de Solo como ferramenta principal.

Justificativa

Em 1998, o Soil Taxonomy define solo como sendo “um corpo natural compreendido por sólidos (minerais e matéria orgânica), líquido e gases que ocorre na superfície terrestre, ocupa espaço, e é caracterizado por um ou mais dos seguintes: horizontes, ou camadas, que se distinguem do material de origem como o resultado de adições, perdas, transferências e transformações de energia e matéria ou a habilidade de suportar plantas superiores no ambiente natural”. Essa definição revela, em grande parte, a influência da idéia (conceito) do solo como meio para o crescimento de plantas, ou seja, vinculado ao seu uso agrícola.
A formação do solo resulta de um conjunto de processos pedogenéticos, oriundos de uma seqüência de eventos, incluindo reações complexas e rearranjos de matéria comparativamente simples. Portanto, os processos pedogenéticos são na realidade uma combinação de processos elementares (reações de intemperismo, de substituição iônica, síntese de substâncias minerais ou orgânicas, etc), no qual o domínio de um ou de suas taxas, produz um complexo de subprocessos e reações que em conjunto formam um determinado processo pedogenético. Em uma reportagem da Arizona State University, (Agosto 2008), para o site da UOL, cientistas encontraram taxas de produção do solo entre 0,03 e 0,08 mm por ano, em áreas de clima Temperado, com essa velocidade seria necessário cerca de 125 a 335 anos para se formar 1 cm de solo nesses locais. Quando tratamos de solos se deparamos com diversos problemas, pois o solo é algo muito complexo e repleto de variáveis. Hoje um dos problemas mais redundantes é a questão de degradação do solo, que é conseqüência de mau uso da terra por falta de conhecimento dos solos.
Portanto, a busca por novas alternativas dentro do processo de ensino aprendizagem dos cursos de graduação com disciplinas voltadas para a ciência do solo, se faz significativamente necessário visto da grande importância do assunto.

Metodologia

Serão selecionados 20 tipos de solos, visando exemplificar todas as regiões do Estado do Rio Grande do Sul com prioridade para os solos da região sul do Estado, incluindo de forma completa os de ocorrência no município de Pelotas.
A coleta dos monólitos terá foco inicial sob regiões representativas das unidades de mapeamento de solos (UM) do estado do Rio Grande do sul, onde as coletas dos referidos monólitos será realizada pela equipe de Pedologia do Departamento de Solos da UFPel, com disponibilidade de acompanhamento das coleta por alunos do curso de Agronomia e demais colaboradores e/ou interessados. Entende-se por monólito a coleta da amostra de todo o perfil do solo, mantendo não só a estrutura natural do perfil, como também a disposição dos horizontes tal como se observa na parede de um barranco ou de uma trincheira.
Juntamente com a coleta dos monólitos serão coletadas amostras dos perfis trabalhados, imagens dos locais de coleta (incluindo perfis, afloramento rochosos, uso atual e sinais de degradação, isto quando aparente). Os locais de coleta serão georeferenciados com GPS. Todos os conjuntos coletados serão analisados quanto as suas propriedades morfologias (Santos et al., 2005), químicas e físicas (Embrapa, 2011). Os solos ainda serão classificados sob diferentes sistemas de classificação, incluindo a Soil Taxonomy (2014), Embrapa (2013) e WRB (2014).
Os monólitos serão coletados indeformados com placas metálicas de 1,00 x 0,30 x 0,02m (altura x largura x espessura) e posteriormente resinados para sua conservação. O procedimento de coleta e confecção seguirá metodologia proposta por Pedron e Dalmolin (2009).




Resultados Esperados

Tendo em vista a abrangência deste projeto na esfera educacional, temos como resultados esperados:

- Maior divulgação da ciência do solo e, sobretudo, das pesquisas efetuadas, suas funções ambientais e sociais;
- Ampliação do conhecimento, com relação ao solo por parte dos graduandos da UFPEL;
- Trazer a Ciência do Solo ao contato direto com a comunidade acadêmica;
- Demonstração dos diferentes solos contidos no Rio Grande do Sul, e como deve proceder o manejo agrícola de diferentes áreas;
- Conscientizar a comunidade acadêmica da importância do estudo dos Solos bem como suas propriedades químicas e físicas.

Indicadores, Metas e Resultados

Este projeto tem em vista âmbitos permanentes, tendo em vista que com acumulo dos monólitos coletados teremos que viabilizar um local que possa acomodar todos os monólitos e suas informações, assim poderá ser dado sequência e ampliar o projeto. Este local servira como um museu de Solos, onde terá acesso a visitantes ampliando assim o acesso aos monólitos por parte de toda comunidade.
A alocação de um espaço físico para o Museu de Solos nas dependências da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel – FAEM/UFPel, tem total apoio do Departamento de Solos. Dessa maneira, a gestão do Museu será realizada pelo Departamento de Solos mais especificamente pelo setor de Pedologia na figura dos seus professores como curadores do Museu. Com apoio incondicional do Departamento de Solos e da FAEM os curadores buscarão constantemente a atualização do acervo do Museu bem como sua ampliação. Essa ampliação diz respeito também a um trabalho maior e mais intenso em relação a divulgação do Museu e suas atividades. Isso poderá ser alcançado com uma maior virtualização do espaço de ensino do Museu seguindo as tendências do ensino aliando ciência e tecnologia.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
AFONSO FINKENAUER218/04/201613/03/2017
ANA CLAUDIA RODRIGUES DE LIMA218/04/201613/03/2017
ANA PAULA ROZADO GOMES218/04/201613/03/2017
ARIEL LEONARDO BIANCHINI218/04/201613/03/2017
CEMILA PANSERA218/04/201613/03/2017
CLAUDIA LIANE RODRIGUES DE LIMA218/04/201613/03/2017
DANILO DUFECH CASTILHOS218/04/201613/03/2017
ELOY ANTONIO PAULETTO218/04/201613/03/2017
EMILIO MATTOS RODRIGUES218/04/201613/03/2017
FLAVIA FONTANA FERNANDES218/04/201613/03/2017
HELVIO DEBLI CASALINHO218/04/201613/03/2017
JEFERSON DIEGO LEIDEMER218/04/201613/03/2017
LEDEMAR CARLOS VAHL218/04/201613/03/2017
LUIZ FERNANDO SPINELLI PINTO218/04/201613/03/2017
MARCELO GONI BRAGA218/04/201613/03/2017
MARIA CANDIDA MOITINHO NUNES218/04/201613/03/2017
PABLO MIGUEL318/04/201613/03/2017
RENATA AIRES DE FREITAS218/04/201613/03/2017
RENATA PINTO ALBERT218/04/201613/03/2017
ROGERIO OLIVEIRA DE SOUSA218/04/201613/03/2017
ROSA MARIA VARGAS CASTILHOS218/04/201613/03/2017
TANIA BEATRIZ GAMBOA ARAUJO MORSELLI218/04/201613/03/2017
VICTORIA NOVO SCHMITZ218/04/201613/03/2017

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