Nome do Projeto
Impulsos e Virtudes no Pensamento de Nietzsche
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
01/03/2011 - 30/12/2013
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Humanas - Filosofia
Resumo
A relação entre as paixões (impulsos, afetos) é uma questão relevante e inquietante no pensamento filosófico moderno e contemporâneo. Descartes (Tratado das paixões) e Hume (Tratado da natureza humana, livros II e III) apresentaram ensaios (o racionalismo e o empirismo ético, respectivamente) para assegurar o domínio dos impulsos no campo da ética. Sem dúvida, essa questão é determinante também para Kant. Mas o filósofo transcendental de certo modo rebaixou a potência e o dinamismo das paixões no movimento da razão pura prática. Podemos encontrar em Schopenhauer um projeto maduro para repensar a dinâmica dos impulsos na motivação das ações humanas (vide a obra Sobre o Fundamento da Moral). Mas é em Nietzsche que pretendemos investigar as implicações do novo método filosófico (pautado na História, na fisiopsicologia e na genealogia da moral) para reconstruir a relação entre os impulsos e a ética. O trabalho crítico-desconstrutivo é fundamental para o projeto nietzschiano de estabelecer uma nova ética, com valores naturalistas, a saber, dos impulsos naturais (ou ‘naturalizados’) humanos. O foco deste projeto de pesquisa está no aspecto construtivo do pensador solitário alemão: a proposição de novas ‘virtudes’, sem o caráter moralizante da tradição racionalista e teológica. Para atingirmos essa meta, investigaremos obras do período intermediário (sobretudo Humano, demasiado humano e Aurora) e do período de maturidade de Nietzsche (Assim falou Zaratustra, Além do bem e do mal, Genealogia da moral e Crepúsculo dos Ídolos). Nietzsche não afirma os impulsos humanos em seu caráter espontâneo, imediato e irrefletido da natureza. No pensamento ético que se delineia a partir de Humano, demasiado humano (HH) há uma formulação de um lento processo de transformação (transmutação, Verwandlung) dos impulsos em virtudes, balizado pela vontade de poder (der Wille zur Macht) de dois modos de vida determinados: do nobre e do escravo. É no nobre que este conceito fundamental e essência de todo o ser e existente - a vontade de poder - poderia transmutar afirmativamente paixões em novas virtudes, a saber, em novos valores e tábuas de bem e mal.

Objetivo Geral

- Analisar textos de Nietzsche acerca da relação entre impulsos e virtudes, visando a uma discussão de problemas da filosofia moral moderna e contemporânea;
- Investigar as obras de cunho ético de Nietzsche (Humano demasiado humano, Aurora, Assim falou Zaratustra, Além do bem e do mal, principalmente) com apoio em comentadores, intérpretes (vide a bibliografia), e no confronto com pensadores da ética modernos e contemporâneos, no intuito de esclarecer os pontos problemáticos da genealogia das virtudes.

Equipe do Projeto

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