Nome do Projeto
Efeito das características antropométricas maternas antes e durante a gestação sobre a composição corporal das crianças aos 6 - 7 anos de idade: coorte de nascimentos de pelotas, 2004
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
01/03/2011 - 01/03/2015
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Resumo
A epidemia da obesidade que atinge diversos países demanda urgência na tentativa de compreender os mecanismos que levaram a esta condição (Caballero, 2007). A obesidade aumenta o risco de hipertensão e diabetes, condições que tem sido vistas com incidência crescente em crianças (Lobstein et al., 2004, Hotu et al., 2004, Kain et al., 2009). O aumento da obesidade materna foi considerável nas últimas décadas (Lu et al., 2001, Ehrenberg et al., 2002). Este incremento foi paralelo ao aumento da prevalência de partos de recém-nascidos grandes para idade gestacional (Surkan et al., 2004, Ehrenberg et al., 2004, Jensen et al., 2003) e com altas taxas de obesidade na infância (Ogden et al., 2006). O recém nascidos macrossômicos têm maior risco de apresentar obesidade na vida adulta (Sorensen et al., 1997, Rasmussen et al., 1998, Eide et al., 2005). A elevada prevalência de obesidade em populações obstétricas sugere um ciclo-vicioso: os filhos de mulheres obesas foram predispostos no ambiente uterino para desenvolver obesidade infantil, síndrome metabólica e diabetes. Particularmente, as filhas na idade adulta têm grande probabilidade de serem obesas e desenvolverem diabetes, expondo seu filho na gestação a uma programação para tornar-se obeso, resistente à insulina e diabético (Hull et al., 2011, Boney ET al., 2005, Pettitt et al., 1983). O IMC corporal materno reflete as influências genéticas e ambientais, mas, é necessário determinar o quanto da variância é explicada a partir destas características familiares comuns, para predizer a adiposidade nas crianças em diferentes idades. A evidência indica que o IMC materno pré-gestacional está associado positivamente com a MG e PGC nos neonatos e crianças, mas, nem todos os estudos observaram esta associação na análise multivariada (Hull et al., 2008, Berkowitz et al., 2005, Gale et al., 2007, Harvey et al., 2007). Da mesma maneira, estudos têm apontado que a associação com o GPG e MG ou PGC é positiva (Hull et al., 2011, Crozier et al., 2010, Gale et al., 2007). Não se tem evidência suficiente para estabelecer o comportamento da MLG. Estes estudos em países de média renda são limitados, bem como aqueles que mediram o desfecho (composição corporal) com técnicas indiretas. Em estudos de ciclo vital não se tem nenhum estudo com este tipo de desfecho em países de média e baixa renda. Antes do ano 2005, o desfecho principal utilizado como indicador da composição corporal era o IMC (Stuebe et al., 2009, Koupil et al., 2008, Tequeanes et al., 2009, Laitinen et al., 2001). No entanto, os avanços tecnológicos e o ingresso de novas formas de mensuração dos compartimentos corporais permitiram o estudo da MG e MLG associadas com todas as condições precoces e com o crescimento (Mingrone et al., 2008, Wells et al., 2006). Tendo estabelecido que as características maternas antes e durante a gestação podem influenciar a composição corporal nas crianças, este projeto tem a propor a avaliação da relação entre o IMC materno pré-gestacional e o GPG sobre a composição corporal das crianças aos 6-7 anos, pertencentes à Coorte de Nascimentos de 2004 da cidade de Pelotas (Brasil).

Objetivo Geral

Objetivo geral



Avaliar as associações entre o IMC materno pré-gestacional, GPG, altura materna e a
composição corporal (MG, MM, PGC) nas crianças da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2004, aos 6-7 anos de idade. Avaliar as associações entre o IMC materno pré-gestacional, GPG e altura materna e a duração da amamentação nas crianças da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2004, aos dois anos de idade.



Objetivos específicos



- Realizar uma revisão sistemática na literatura com o objetivo de analisar as evidências na
literatura dos efeitos do IMC materno pré-gestacional e GPG sobre a composição
corporal em crianças determinada por métodos indiretos.

- Descrever os padrões de IMC materno pré-gestacional e GPG, segundo estratificações
padronizadas e recomendações da Academia Americana (IOM, 2009).

- Determinar a associação do IMC materno pré-gestacional e GPG, de forma independente,
com MG, MM, PGC em crianças com 6-7 anos de idade.

- Realizar a análise separadamente segundo sexo das crianças.

- Determinar a associação entre IMC materno pré-gestacional e a duração do aleitamento
materno avaliado aos dois anos de idade entre as crianças da Coorte de Nascimentos de
Pelotas de 2004, estratificada por sexo.

- Estabelecer a associação entre GPG, baseado nas estratificações padronizadas
recomendadas pela Academia Americana (IOM, 2009), e a duração do aleitamento
materno avaliado aos dois anos de idade entre as crianças da Coorte de Nascimentos de
Pelotas de 2004, diferenciada por sexo.

- Avaliar o comportamento destas associações segundo as variáveis socioeconômicas e
comportamentais maternas durante a gestação e contemporâneas das crianças.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
02
20
ALICIA MATIJASEVICH MANITTO215/07/201301/03/2015
HELLEN CASTILLO LAURA2015/07/201301/03/2015

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