Nome do Projeto
Remoção de compostos fenólicos presentes em meio aquoso por carvão ativado produzido a partir de resíduos lignocelulósicos da Região Sul do Brasil.
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
15/09/2014 - 15/09/2017
Unidade de Origem
Área CNPq
Engenharias - Engenharia Sanitária - Processos Simplificados de Tratamento de Águas
Resumo
Uma classe importante de contaminantes destacam-se os compostos fenólicos (fenol, m-cresol, o-cresol, 3,4 dimetilfenol e 2 etilfenol), que são reconhecidos como substâncias tóxicas, carcinogênicas que podem ser introduzidas nas águas dos rios através das emissões de efluentes industriais como os de papel e celulose, petroquímica, entre outros. Devido a alta volatilidade, solubilidade em água e baixa capacidade de biodegradação conferem problemas de gosto e odor em águas potáveis, mesmo em concentrações baixas, sendo tóxicos ao homem e aos organismos aquáticos. Por este motivo, constituem-se em padrão de potabilidade, sendo imposto o limite máximo de 0,001 mg/L pela Portaria 518/2004 do Ministério da Saúde. Dentre as diversas técnicas alternativas no tratamento de águas destaca-se o processo de adsorção. O carvão ativado proporciona a adsorção de uma ampla gama de compostos orgânicos e o fenômeno de adsorção é uma operação unitária que envolve o contato entre um sólido e um fluido, originando uma transferência de massa da fase fluida para a superfície do sólido. O carvão ativado é o nome comercial de carvões que se caracterizam por serem materiais carbonáceos porosos que apresentam uma forma microcristalina, não grafítica, que sofreram um processamento para aumentar a porosidade interna. Além dessa característica a presença de micro, meso ou macroporos nesse material é outro fator limitante na adsorção de compostos orgânicos. Entre os precussores para a produção de carvão ativado destacam-se a madeiras do pinus e do eucalipto, e endocarpo do côco. Para o carvão ativado a ser produzido no presente estudo será utilizada como matéria um rejeito das indústrias localizadas na Metade Sul do Rio Grande do Sul que processam pêssegos em latas que são os caroços de pêssego. A região é responsável por 95,3% da área e produção de pêssegos tipo indústria no Rio Grande do Sul, que tem um total de área de 14.933 hectares.. Atualmente, esses resíduos sólidos são rejeitos sem qualquer finalidade comercial. O intuito da presente proposta é a produção de carvão ativado pelo processo químico de ativação, utilizando como matéria prima os rejeitos (caroços) das indústrias de processamento de pêssego, bem como sua caracterização e a utilização no tratamento de águas contaminadas por compostos fenólicos. Espera-se nesse trabalho, obter um efluente e águas que apresentem menor contaminação e com um menor custo.

Objetivo Geral

O objetivo geral desse projeto consiste em avaliar a capacidade de adsorção do carvão ativado em pó, que será produzido através de rejeitos lignocelulósicos das indústrias de conserva de pêssego da cidade de Pelotas, na remoção dos contaminantes fenólicos dispersos em meio aquoso.
Os objetivos específicos consistem:
1) Produzir carvão ativado por processos físico e químico em escala de laboratório;
2) Quantificar os parâmetros de produção, tais como: concentração do agente químico ativador cloreto de zinco; tempo de carbonização e impregnação;
3) Calcular o rendimento de ambos processos para relativo a etapa de carbonização e ativação da matéria prima;
4) Determinar as características texturais (área BET), distribuição do tamanho de partícula; 5) Avaliar a estabilidade térmica pelas técnicas de TG/DTG (Termogravimetria) e DSC (Calorimetria Exploratória Diferencial); 6) identificar os grupos funcionais na superfície do carvão ativado por Infravermelho IFTR (Fourier Transform Infrared Spectroscopy);
7) Caracterizar as amostras ativadas através de análises dos índices de iodo e fenol, granulometria e densidade segundo metodologia da Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT;
8) Avaliar a capacidade adsortiva dos carvões ativados produzidos na remoção dos contaminantes através das aplicações de modelos teóricos de adsorção;
9) Descrever as curvas e comportamento das cinéticas de adsorção dos contaminantes;
10) Determinar os parâmetros de adsorção dos contaminantes, sobre os carvões ativados produzidos e compará-los com o carvão comercial.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
AMANDA CAVICHIOLI SHIMODA415/09/201415/09/2017
CLARICE VERGARA BRANDÃO415/09/201415/09/2017
JAQUELINE DENISE BALSAN415/09/201415/09/2017
MARIA LAIZ DE FÁTIMA CABRAL PONTES415/09/201415/09/2017
MARIANA FAGUNDES SARAIVA415/09/201415/09/2017
MARINA FERNANDES SOARES415/09/201415/09/2017
MIGUEL PINTO DE OLIVEIRA415/09/201415/09/2017
RUI CARLOS ZAMBIAZI115/09/201415/09/2017

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