Nome do Projeto
Pesquisa Nacional para Avaliação do Impacto da Iodação do Sal (PNAISAL) - 2a etapa
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
20/12/2014 - 31/12/2016
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Resumo
Desde a década de 50, quando a adição de iodo ao sal de cozinha foi preconizada pelo Ministério da Saúde, foram realizadas quatro pesquisas para avaliar o impacto desta intervenção no Brasil. Tais pesquisas registraram significativa redução nas prevalências de bócio em todo o país. O último inquérito de abrangência nacional sobre a prevalência do bócio endêmico foi realizado em 1994-95. Em 2000, foi realizado o Projeto THYROMOBIL que consistiu em pesquisa focalizada em 17 municípios-sentinela, em apenas seis estados brasileiros. Apesar do notável avanço do controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo (DDI) no Brasil, ainda é necessário aperfeiçoar as ações de prevenção, controle e monitoramento do Programa Nacional para a Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo – Pró-Iodo. O monitoramento sistemático dos DDI é fundamental para evitar o ressurgimento deste problema em regiões onde o controle já foi alcançado. Nesse sentido, o Ministério da Saúde propôs a realização de um novo estudo de base populacional, a Pesquisa Nacional para Avaliação do Impacto da Iodação do Sal (PNAISAL), de abrangência nacional, com a finalidade de avaliar o impacto da iodação do sal produzido no Brasil, atendendo, assim, o preconizado pelo Pró-Iodo. A PNAISAL é um inquérito nacional, cuja amostra é constituída por 19.600 escolares, com idade entre 6 e 14 anos. Este estudo permitirá calcular estimativas independentes para cada uma das cinco regiões brasileiras e para cada unidade da federação. Deste total, já foram estudados 13.600 escolares provenientes de 18 estados e do DF, restando cerca de 6.000 para serem incluídos. Esses últimos pertencem a três estados da Região Nordeste (Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte) e cinco estados da Região Norte (Amapá, Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas). Todos serão contactados na escola, quando será coletada uma amostra de urina para medição da iodúria. Vinte por cento desses escolares serão visitados nos seus domicílios, ocasião em que se aplicará um questionário mais amplo e serão coletadas amostras do sal de cozinha consumido pela família. O resultado desta pesquisa tem alta relevância epidemiológica e política, uma vez que permitirá atualizar as bases de dados internacionais, no âmbito dos pactos firmados, e ainda credenciará o país a receber o “Certificado Internacional de Eliminação Virtual dos Distúrbios por Deficiência de Iodo” de seu território.

Objetivo Geral

Geral

Coletar informações que permitam a elaboração de indicadores que reflitam o estado nutricional de iodo na população brasileira, bem como informações que subsidiem a avaliação do nível de adequação da iodação do sal, visando a prevenção e o controle dos DDI sem risco de ocorrência de doenças associadas ao consumo excessivo deste micronutriente nos estados de Pernambuco (PE), Paraíba (PB), Rio Grande do Norte (RN), Amapá (AP), Roraima (RR), Amazonas (AM), Acre (AC) e Rondônia (RO).

Específicos:
a) Executar a segunda etapa da Pesquisa Nacional para Avaliação do Impacto da Iodação do Sal no Brasil – PNAISAL – provendo a avaliação do impacto da iodação do sal em amostra representativa da população de escolares, que estejam freqüentando escolas públicas e privadas, em área rural ou urbana nestes estados, devendo para isso:
• Mensurar o conteúdo de iodo na urina de escolares (6 a 14) anos, de ambos os sexos;
• Identificar a quantidade de iodo contido no sal utilizado nos domicílios destes escolares;
• Estimar a prevalência da deficiência severa, moderada e leve de iodo, da ingestão adequada, acima da adequada e excessiva de iodo, entre estes escolares, em conformidade com os pontos de corte definidos pela OMS e
• Determinar o percentual de domicílios de escolares que fazem o uso de sal iodado entre 15 e 60 ppm.
b) Prover dados para o completar o monitoramento do “Programa Nacional de Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo” - Pró-Iodo - sob responsabilidade legal do Ministério da Saúde e da ANVISA, regulamentado e reestruturado pela Portaria MS nº 2.362 de 1º de dezembro de 2005;
c) Coordenar e implementar todas as atividades de planejamento, coleta de informações e de amostras e de dados necessárias à consecução dos objetivos “a” e “b”.
d) Subsidiar a ação dos gestores, identificando as áreas do país que necessitam monitoramento sistemático da situação de iodo, tanto em termos de indicadores relacionados à excreção urinária de iodo quanto do teor de iodo no sal empregado nos domicílios.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final

Fontes Financiadoras

Sigla / NomeValorAdministrador
Ministério da SaudeR$ 729.460,00

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