Nome do Projeto
ESTUDO DE METODOLOGIAS PARA AVALIAÇÃO DA TOLERÂNCIA DE GENÓTIPOS DE SOJA À DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
01/07/2016 - 31/07/2019
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias - Agronomia - Fisiologia de Plantas Cultivadas
Resumo
No Rio Grande do Sul, cerca de 5,9 milhões de hectares são classificados como de terras baixas, equivalentes a 20,5 % da área total do estado, e que poderiam ser incorporados ao processo produtivo. Do total, aproximadamente 5 milhões de hectares se encontram na forma de solos hidromórficos, constituindo 84 % do total de terras baixas, sendo que cerca de 900 mil hectares são ocupados com o binômio arroz irrigado-pecuária de corte. Desta maneira, as áreas de várzea do Rio Grande do Sul constituem um recurso produtivo do setor primário da economia que deve ser melhor explorado. A inundação do solo que ocorre nestas áreas acarreta em diversas alterações na capacidade do solo em suportar o crescimento das plantas, dentre elas a diminuição ou o desaparecimento de O2, a acumulação de CO2 e formação de compostos tóxicos, entre outros. Apesar da ocorrência de distúrbios metabólicos e fisiológicos decorrentes de tais ambientes, algumas espécies são capazes de crescer ou sobreviver por períodos limitados, sob essas condições. A cultura da soja [Glycine max (L.) Merr.], devido a importância sócio-econômica que assume na economia nacional, torna-se uma alternativa importante de cultivo para as áreas de terras baixas. A ocupação de áreas de várzea com o complexo da soja possibilitaria incremento em produção e melhor aproveitamento destas áreas, fortalecendo a agricultura gaúcha. Neste contexto, a soja surge como uma alternativa de cultivo às áreas de pousio, uma vez que utiliza praticamente a mesma infra-estrutura da lavoura de arroz. Para tanto, a busca de genótipos ou cultivares de plantas que sejam tolerantes ao excesso de água no solo tem apresentado importância crescente, pois o alagamento e o encharcamento do solo são episódios recorrentes em muitas áreas. Nesse sentido, a busca de estratégias metodológicas que permitam otimizar a seleção de genótipos de soja quanto à tolerância ao estresse por alagamento poderá refletir positivamente em termos de tempo e validação de resultados a serem alcançados nos programas de melhoramento genético e seleção assistida, podendo permitir avanços significativos na geração de variedades tolerantes ao estresse por alagamento, com impactos positivos sob o ponto de vista econômico, social e ambiental nas áreas agrícolas de solos de várzea da região sul do Rio Grande do Sul.

Objetivo Geral

- Objetivo Geral
Testar metodologias para avaliação da tolerância de genótipos de soja [Glycine max (L.) Merr.] à deficiência de oxigênio, em diferentes estádios de desenvolvimento, por meio de parâmetros bioquímicos relacionados ao metabolismo fermentativo e mecanismos antioxidantes enzimático e não-enzimático.

- Objetivos Específicos
• Testar e comparar metodologias de screening de genótipos de soja quanto à tolerância ao estresse por alagamento, em diferentes estádios de crescimento e sob condições de hipóxia e de pós-hipóxia,.
• Verificar os efeitos do estresse hipóxico e pós-hipóxico na atividade das enzimas antioxidantes glutationa redutase (GR), catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e ascorbato peroxidase (APX), em folhas , raízes e nódulos de genótipos de soja contrastantes quanto à tolerância ao estresse hipóxico e pós-hipóxico.
• Verificar os efeitos do estresse hipóxico e pós-hipóxico na atividade de enzimas da via glicolítica e fermentativa, tais como sacarose sintase (SS/SuSy), fosfofrutoquinase PPi-dependente (PPi-PFK), álcool desidrogenase (ADH) e alanina aminotransferase (AlaAT), em raízes e nódulos de genótipos de soja contrastantes quanto à tolerância à deficiência de O2.
• Avaliar os níveis de carboidratos, aminoácidos, ácidos orgânicos, metabólitos anaeróbicos, ATP, ADP, NADH e NAD+ em raízes e nódulos de genótipos de soja, com tolerância diferencial à deficiência de O2 (tolerantes e sensíveis), submetidos a condições de hipóxia e de pós-hipóxia.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALEXANDER JOSÉ DE SENA1201/07/201631/07/2019
ANDRESSA CAROLINE DE LIMA1201/04/201931/07/2019
ANDRESSA CAROLINE DE LIMA1201/10/201831/03/2019
DENISE DOS SANTOS COLARES DE OLIVEIRA101/07/201631/07/2019
EDUARDO BERNARDI101/07/201631/07/2019
EDUARDO MARCELINO BORGES MEGIATO1201/08/201831/03/2019
JOAO VICTOR LEMOS DA SILVA1201/09/201631/08/2017
KASSIA LUIZA TEIXEIRA COCCO2001/07/201631/07/2019
RAFAEL SILVA DA SILVA1201/08/201731/07/2018
SIDNEI DEUNER101/07/201631/07/2019

Fontes Financiadoras

Sigla / NomeValorAdministrador
CAPESR$ 79.200,00
EMBRAPAR$ 150.000,00

Página gerada em 25/01/2020 04:00:47 (consulta levou 0.110688s)