Nome do Projeto
Borges e Kabbalah: temática e teoria narrativa
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
29/06/2018 - 28/02/2020
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Estrangeiras Modernas
Resumo
O escritor argentino, Jorge Luis Borges, é um dos grandes nomes da literatura latino-americana e universal do século XX, tendo dedicado sua obra a contos, a textos ensaísticos e à lírica. Dono de uma construção narrativa peculiar, parece se valer da mística judaica em vários aspectos de sua obra, seja em sua temática ou em sua teoria da narrativa. Trataremos neste projeto de dois temas inesgotáveis por essência, a Kabbalah e a obra de Jorge Luis Borges. Dois caminhos, um derivado de outro, cuja fortuna crítica é abrangente ao extremo. Optaremos por uma perspectiva da teoria da narrativa em Borges e visitaremos o conceito de Kabbalah na academia, em textos da literatura mística e seu entendimento para o escritor argentino, revelando sua singular compreensão em textos ensaísticos e ficcionais e em sua relação com G. Scholem, que levou o tema da Sabedoria Sagrada à academia, e com seus demais críticos. Poucos são os estudos acadêmicos que integram literatura e Kabbalah, dos quais se destacam o supracitado G. Scholem e Harold Bloom e ainda Sosnovisky, Walter Benjamin e Charles Kiefer. Nesta esteira, nos propomos a fazer uma coleta da fortuna crítica ligada aos dois vieses. A Borges interessa pensar esta mística como hermêutica, como um modo de decifrar a difícil criptografia desta linguagem investigada pelos cabalistas, cujo principal objetivo é a leitura da Torá, o livro sagrado judaico. A Torá se inscreve na tradição como um livro sagrado, cuja escrita está cifrada em níveis diversos de entendimento, narrativas com histórias de fieis, linguagem alegórica, exposição de leis que geraram os dogmas judaico-rabínicos e, por fim, seu caráter secreto, ao qual se dedicam os cabalistas. Esta revelação do Criador ao homem através da escritura reitera a relação entre divindade e linguagem, é “um mundo de nomes divinos que se abrem de acordo com uma lei que lhes é própria. Os elementos da linguagem divina aparecem como as letras das Escrituras Sagradas. Letras e nomes não são apenas meios convencionais de comunicação. São muito mais” (SHOLEM, 2012. p. 48). Assim, o princípio do nome de Deus, o da Torá como um organismo e o princípio do significado infinito da palavra divina são, segundo o teórico, os princípios fundamentais da Kabbalah que, então, será basicamente uma técnica de leitura do texto sagrado da qual se apropria Borges em sua própria construção literária.

Objetivo Geral

Este projeto busca aprofundar as relações entre a obra de Jorge Luis Borges e a sabedoria da Kabbalah como hermenêutica à sua produção, com o intuito de fomentar tal debate e posterior produção acadêmica, temos como objetivo:
*Elencar e analisar a obra de Jorge Luis Borges em sua inter relação com os princípios da Kabbalah, em sua temática e em seu conceito de criação literária e teoria da narrativa.
*Apresentar proposições e chaves de leitura nesta relação entre a mística judaica e a obra do escritor argentino.
*Coletar a fortuna crítica da kabbalah como hermenêutica literária e como inter relação ao texto de Borges.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
AMANDA APARECIDA SILVA DA COSTA429/06/201826/06/2020
CAMILA ALEJANDRA LOAYZA VILLENA429/06/201826/06/2020
IVANA COSTA DOS SANTOS429/06/201826/06/2020
JESSÉ CARVALHO LEBKUCHEN429/06/201826/06/2020
ROBERTA NOGUEIRA CORRÊA429/06/201826/06/2020
WILLIAM MOTTA AFONSO429/06/201826/06/2020

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