Nome do Projeto
Diferença colonial e crítica feminista na teoria e prática da ciência
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
17/05/2018 - 17/05/2022
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas - Arqueologia - Teoria e Método em Arqueologia
Resumo
Posicionado nas epistemologias-políticas feminista e descolonial, o projeto tem a diferença como tema prioritário de reflexão; diferença pensada sobretudo a partir da estrutura dicotômica hierárquica do pensamento moderno, onde a alteridade como desigualdade se expande por todos os pares dicotômicos clássicos (natureza/cultura, passado/presente, humano/não-humano, sujeito/objeto, masculino/feminina). Em todos os casos, a medida da desigualdade é postulada a partir de uma posição privada de sujeito – masculino, heterossexual, branco, cristão (ou ateu), capaz, burguês - o sujeito ocidental moderno. Com sua estrutura racista, sexista e classista, a ciência é uma das mais eficientes instituições que atuam na permanência, no tempo e no espaço, do pensamento moderno colonialista. Assim, o campo da ciência tanto é um lugar prioritário para intervenções feministas descoloniais – um lugar de produção de conhecimento que se quer ocupar a partir de práticas contra-hegemônicas e transformadoras – quanto um lugar privilegiado para a observação e escrutínio crítico das assimetrias que permeiam os processos de produção de conhecimento legitimados pela ciência hegemônica. Diferença colonial e crítica feminista na teoria e prática da ciência é um projeto de pesquisa teórica e empírica, sustentada pela leitura, discussão e produção bibliográfica e diálogo com diferentes corpus empíricos propostos por pesquisas de graduação, mestrado e doutorado sob orientação da coordenadora, além de seus demais projetos de pesquisa e extensão.

Objetivo Geral

Objetivo geral: Articular e entrosar projetos de pesquisa de graduação e pós-graduação através da abordagem crítica da ciência e do pensamento moderno e do estudo de ‘epistemologias do sul’, conhecimentos e processos de produção de conhecimento não ocidentais e não modernos.
Objetivos específicos:
- Identificação e análise das assimetrias de sexo, gênero, raça e outros possíveis marcadores de relações de opressão e desigualdade na produção intelectual da arqueologia brasileira;
- Discussão de pressupostos hegemônicos da disciplina que se traduzem em interpretações tradicionais do passado de populações não-brancas que tanto ignoram a relevância que sexo, sexualidade e gênero podem ter assumido naqueles contextos, quanto ignoram os efeitos, no contemporâneo, da manutenção de estereótipos e preconceitos que elas fomentam numa sociedade estruturada pelo racismo e sexismo;
- Discussão e proposição de contra-narrativas sobre iniqüidades, agência de gênero e ação coletiva;
-- Treinamento de discentes em análises bibliométricas e de material arqueológico histórico e indígena;
- Estimular o entrosamento entre pesquisa e extensão através da discussão e proposição de intervenções na restituição da pesquisa e na socialização de conhecimento produzido na academia;
- Organização de grupo de estudos para conduzir a pesquisa e discussão teórica e estimular a tradução de textos de referência de epistemologias não modernas (indígenas, latinoamericanas, africanas, etc.) e fomentar a articulação pesquisa-extensão.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
Bruno Santos Noguez817/05/201817/05/2022
CAROLINE ARAÚJO PIRES BARRETO817/05/201817/05/2022
DIOGO TRADE OLIVEIRA GOMES801/08/202017/05/2022
DIOGO TRADE OLIVEIRA GOMES2001/08/201931/07/2020
DIOGO TRADE OLIVEIRA GOMES2001/08/201831/07/2019
GABRIELLE REIS FERREIRA817/05/201817/05/2022
GABRIELLE REIS FERREIRA2001/09/202031/08/2021
GUSTAVO JARDEL COELHO817/05/201817/05/2022
JOCYANE RICELLY BARETTA2017/05/201817/05/2022
LARA DE PAULA PASSOS817/05/201817/05/2022
SARAH KELLY SILVA SCHIMIDT817/05/201817/05/2019

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