Nome do Projeto
Situação carcerária: um estudo sobre mães e crianças
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
09/08/2025 - 09/08/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Resumo
A presente pesquisa visa compreender como ocorre o acolhimento de mulheres gestantes, lactantes, e dos seus bebês no sistema prisional do Rio Grande do Sul. Ao identificar que “[...] o espaço da cadeia ou da prisão não é apenas material e objetivo, mas também ideológico e psíquico” (DAVIS, 2018, p. 36), a presente pesquisa vem à tona com o objetivo de clarificar a situação prisional existente que abarca mulheres residentes e seus descendentes, identificando se existe a transgressão dos direitos civis do indivíduo por via do Estado, ao direcionar o foco para a relação mãe-bebê e as consequências psíquicas para ambos os afetados do rompimento abrupto e involuntário deste vínculo.

Objetivo Geral

Compreender como ocorre o acolhimento de mulheres gestantes, lactantes, e dos seus bebês no sistema prisional do Rio Grande do Sul.

Justificativa

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Penais, no que consta o RELIPEN, em seu 17º (décimo sétimo) ciclo, 29.137 (vinte e nove mil cento e trinta e sete) mulheres habitam o sistema prisional brasileiro, sendo 9.289 (nove mil duzentos e oitenta e nove) presas provisórias onde 3.441 (três mil quatrocentos e quarenta e uma) passam dos 90 (noventa) dias de aprisionamento subdivididas em penitenciárias e presídios femininos e mistos, o que configura uma violação na lei proveniente do próprio Estado , aqui autor e deturpador de tal visto que quebra, para além do código penal, cláusulas pétreas de sua constituição no que observamos o art. 5º, inciso LXVII que apesenta em seu corpo que “ninguém será levado à prisão e nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança”.
Partindo desse pressuposto é notório, em primeira instância, o apagamento da população carcerária tendo o Estado papel de violador de seus direitos constitucionais previamente estabelecidos. Em segundo momento, nota-se a invisibilização da maternidade e, por consequência, dos infantes que coabitam com suas mães nas dependências do sistema penal, onde, segundo levantamento, o sistema penal brasileiro contava – durante o período de julho à dezembro de 2024 – com 180 (cento e oitenta) mulheres gestantes, 98 (noventa e oito) lactantes e 120 (cento e vinte) infantes residentes em estabelecimentos penais, no que 105 (cento e cinco) possuíam até seis meses, 14 (quatorze) até um ano e 1 (um) até dois anos, postergando o Estado, novamente, medidas constitucionais as quais salientam que nenhuma pena passará da pessoa do condenado , princípio penal e medida constitucional configurada clausula pétrea e portanto, direito imutável brasileiro. Segundo Bronfenbrenner (2011), o indivíduo é resultado não somente de seu fator biológico, mas sim do ambiente em que habita com seus pares, ao que Freire (2024) complementa que esse (o indivíduo) é resultado das relações que possui e executa, não somente do breve contato. Parte-se, portanto, do pressuposto que para que se exista o desenvolvimento integral do infante é necessária uma integração das diversas dimensões que perpassam o sujeito, a considerar o ambiente, o vínculo e os estímulos que recebe.

Metodologia

O projeto fundamenta-se na pesquisa bibliográfica e apresenta como viés analítico a Sociologia e a Sociologia da Infância, ao que alinha-se nesta escrita com Davis (2018) e Bronfrenbrenner (2011), assim como o direito positivado de todo e qualquer cidadão brasileiro estabelecido pelo regime da União.
Para realização deste estudo utiliza-se como base as legislações brasileiras, sobretudo a Carta Magna do Estado em mútuo com publicações, decretos, portarias e demais comunicações governamentais a estabelecer a priori os direitos dos indivíduos afetados, aqui sendo a mulher residente do sistema penitenciário brasileiro e seus descendentes que com ela coabitam

Indicadores, Metas e Resultados

Através desse projeto, espera-se
-Entender o quadro socioambiental do sistema prisional do RS, que abarca mães e crianças
-Construir dados sobre o tema tratado, por meio de pesquisa bibliográfica e entrevistas
-Estabelecer uma análise de cunho teórico sobre os dados construídos
-Compartilhar os resultados em eventos acadêmicos e comunitários

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
HARDALLA SANTOS DO VALLE
HELENA VAHL FERREIRA
JAQUELINE DE MATOS CORREA
JULIA WARNKE RAMM
MARCIA ANDREIA CAMARA DA CRUZ

Página gerada em 19/03/2026 10:46:08 (consulta levou 0.099590s)