Nome do Projeto
Inovação e tecnologia na ciência do manejo de integrado de doenças de plantas e capacitação de recursos humanos em Fitopatologia
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/03/2018 - 28/02/2022
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Eixo Temático (Principal - Afim)
Tecnologia e Produção / Educação
Linha de Extensão
Segurança alimentar e nutricional
Resumo
Resumo As culturas da soja, do arroz, do feijão, do milho, do trigo e da cevada tem um papel destaque na economia do Rio Grande do Sul. Embora significativo progresso tenha sido obtido em ganhos de produtividade pelos programas de melhoramento, danos no rendimento e na qualidade dos produtos devido à ocorrência de doenças ainda é um problema recorrente. Visando reduzir os danos causados pelos patógenos, são adotadas diversas medidas de manejo, no que é chamado de manejo integrado de doenças, como uso de variedades com níveis maiores de resistência genética, aplicação de indutores de resistência e produtos com ação direta sobre o patógeno, entre outras. No entanto, a eficiência destas medidas é variável em função do momento de sua aplicação e região onde a cultura é cultivada. Assim, neste projeto estão propostas três linhas de pesquisa. Na primeira linha de pesquisa designada de “Eficiência agronômica das medidas de manejo” serão realizados experimentos para avaliar a eficácia de produtos químicos com ação direta no patógeno, indutores de resistência em plantas, fertilizantes foliares, fertilização silicatada, resistência genética de cultivares na redução da intensidade de doenças em plantas. Na segunda linha de pesquisa designada “segurança e qualidade alimentar” será avaliados medidas de manejo que reduzam a contaminação de grãos por micotoxinas e/ou por resíduos de agrotóxicos utilizados no combate as doenças de plantas. Na terceira linha de pesquisa designada de “mudanças climáticas e a fitopatologia, será analisado o efeito da alteração na concentração atmosférica de gás carbônico na suscetibilidade de plantas aos patógenos, na capacidade de defesa bioquímica e histológica da planta, e na eficiência de medidas de manejo sob elevada concentração de gás carbônico na atmosfera.

Objetivo Geral

Objetivo Geral
-Desenvolver trabalhos científicos nas mais diversas linhas de pesquisa em Fitopatologia para o teste, a melhoria e a geração de novas tecnologias e de inovação para o setor produtivo.

Justificativa

O balanço entre a demanda de alimentos pela população mundial e o que é realmente produzido, combinado com as discrepâncias no suprimento regional e sua demanda, indicam o estado global da segurança alimentar. No que tange a produção de alimentos, a ocorrência de problemas fitossanitários compromete de 20 a 40% do potencial das culturas. Dentre os problemas fitossanitátios, encontra-se as doenças de plantas. Estas não somente comprometem a quantidade de alimento produzido por unidade de área como também comprometem a qualidade do mesmo, seja por meio da depreciação durante o armazenamento ou pela contaminação com metabolitos nocivos a saúde humana, por exemplo a produção pelo micro-organismo de micotoxinas. Neste sentido, a proteção de cultivos contra patógenos tem um obvio papel no suprimento de alimentos de qualidade para a humanidade. Dentre as medidas de manejo utilizadas encontra-se a aplicação de agrotóxicos, uso de variedades resistentes, indução de resistência e praticas culturais. Entretanto, os agentes fitopatogênicos adaptam-se a estas medidas de manejo subvertendo-as. Como exemplo temos a seleção de populações de fungos resistentes a fungicidas, evolução de novas raças do patógeno que conseguem vencer a resistência genética das cultivares de plantas, evolução de patógenos de importância secundária para doenças limitantes a produtividade em função de variações climáticas (concentração de CO2, temperatura e regime pluviométrico), entre outros. Em função disto, há a necessidade de continua busca por novas tecnologias ou produtos (novas variedades, novos produtos com ação contra o patógeno ou promotor de resistência em plantas) ou adaptações das alternativas já existentes para maximizar a eficiência de controle das doenças e manter o potencial produtivo dos cultivos agrícolas. Assim, neste projeto será avaliado alternativas de manejo de doenças para as principais culturas anuais do Rio Grande do Sul visando adequar as medidas de manejo em função das demandas para cada situação de cultivo.

Metodologia

Linha de Pesquisa 1 – Eficiência agronômica das medidas de manejo;
Sub-projeto 1 – Manejo de doenças com fungicidas e indutores de resistência.
A aplicação foliar ou via tratamento de semente de fungicidas (específicos e/ou multisítios) e/ou indutores de resistência serão avaliados para manejo de doenças de plantas. Nestes estudos, serão considerados como alvos do estudo: doses dos produtos; época de aplicação; intervalo entre aplicações; modo de aplicação (via foliar, tratamento de semente ou via solo); tecnologia de aplicação (pontas de pulverização, volumes de calda, uso de adjuvantes, etc); eficiência de controle das doenças, custo x beneficio e viabilidade técnica para incorporação do produto no manejo integrado de doenças das culturas.

Sub-projeto 2 - Manejo de doenças de plantas com produtos alternativos.
Aplicação de fertilizantes foliares, fertilização silicatada (fonte de silício) no solo e/ou ajuste na dose de fertilizantes serão avaliados quanto aos benefícios para redução da intensidade de doenças de plantas e ganhos em produtividade e qualidade do produto. Essas medidas também serão avaliadas quando inseridas no manejo integrado envolvendo pulverização foliar de fungicidas. Para tal, as doses do produto, época de aplicação, associação ou não com outras medidas de manejo serão avaliadas quanto à eficiência de controle das doenças, produtividade e qualidade dos produtos.

Sub-projeto 3 - Resistencia genética de cultivares a patógenos e responsividade à medidas de manejo.
Diferentes cultivares será testadas quanto à adaptabilidade, responsividade as medidas de manejo das doenças (uso de fungicidas, indutores de resistência, fertilizações); suscetibilidade aos patógenos e produtividade final.


Linha de Pesquisa 2 – Segurança e qualidade alimentar

Sub-projeto 4 – Contaminação por micotxinas em alimentos.
Nestes estudos será avaliada e quantificada a presença de micotoxinas em alimentos, especialmente grãos. Experimentos serão realizados visando identificar produtos (fungicidas, indutores de resistência) que sejam eficientes na redução da intensidade da doença e na contaminação com as micotoxinas. Neste estudo também será avaliado o efeito das condições de armazenamento de grãos (umidade, temperatura, tempo de armazenamento, etc.) no acumulo e ou contaminação por micotoxinas causadas por fungos que infectaram a planta no campo ou por fungos que infectam grãos em armazenamento.


Sub-projeto 5 – Contaminação de alimentos por pesticidas.
Neste estudo será avaliada a presença e a concentração de fungicidas em alimentos, especialmente grãos. O objetivo será avaliar qual o momento da aplicação do produto que propicie controle eficiente das doenças com a menor contaminação do produto final. Nestes estudos também será avaliado o efeito da duração do ciclo da cultura e da suscetibilidade as doenças da variedade na necessidade de aplicação de fungicidas e consequentemente na contaminação do produto final com o agroquímico.

Linha de Pesquisa 3 – Mudanças climáticas e a fitopatologia

Sub-projeto 6 - Adaptação de cultivos a ambientes com altas concentrações de CO2.
O projeto tem por objetivo avaliar o efeito do aumento das concentrações atmosféricas de CO2 sobre a suscetibilidade de culturas aos diferentes patógenos. Ademais, será avaliado o progresso de epidemias de doenças fungicas em função da variação nas concentrações de CO2. Para tal, avaliações sequenciais da intensidade das doenças serão realizadas e com base nestes dados em função do tempo será ajustadas curvas de progresso da doença e cálculo da área abaixo da curva de progresso da doença. Em plantas submetidas a diferentes concentração de CO2 será avaliado variações nas respostas de defesa da planta aos patógenos. Para tal, será quantificada a atividade de enzimas de defesa contra patógenos por meio de analise em espectrofotometro, acumulo de compostos do metabolismo secundário, utilizando HPLC, e variações fisiológicas por meio da quantificação de trocas gasosas e concentração de clorofilas.

Subprojeto 7 – Proteção de culturas frente às mudanças climáticas.
Nestes experimentos será avaliado o efeito das mudanças climáticas na eficacia de medidas de manejo, especialmente o controle químico de doenças de plantas. Para tal, plantas serão cultivadas em ambiente natural e ambiente enriquecido com CO2 e avaliado o a eficácia e o período residual de proteção de fungicidas aplicados na folha. A eficácia será por meio da redução na intensidade da doença e o residual de produtos por meio da quantificação, por meio de analise em HPLC, da molécula fungicida nos tecidos da planta em diferentes tempos após a aplicação na planta.

Indicadores, Metas e Resultados

Indicadores operacionais do projeto:
-disponibilidade de recursos financeiros conforme demanda;
-conclusão das atividades propostas;

Indicador de desempenho
-verificar se os resultados planejados foram alcançados;

Indicadores de insumo
-números de pesquisadores envolvidos (profissionais e estudantes);
-valor investido;

Indicadores de produtos
-numero de artigos publicados;
-numero de teses/dissertações defendidas;
-numero de iniciações científicas concluídas;
-patentes requeridas;
-produtos ou processos novos/melhorados;

Indicador de inovação
-redução de custo/incremento de receita pela cadeia tritícola;

Indicadores sociais, econômicos e ambientais
-viabilidade de uso frente aos resultados obtidos;
-aceitabilidade social do produto/processo gerado;
-redução no uso de produtos de alto impacto ambiental.

Metas:
-Desenvolver tecnologias e serviços inovadores para o setor produtivo;
-Treinamento de 5 alunos em nível de mestrado.
-Treinamento de 4 alunos em nível de doutorado.
-Treinamento de 10 alunos de iniciação científica.
-Promover treinamento aos profissionais da área, em forma de palestras e minicursos para produtores rurais, técnicos, consultores a partir das informações geradas.
-Desenvolver material de treinamento para o setor produtivo.

Resultados esperados:
-Formação de recursos humanos com elevada capacidade técnica;
-Disponibilizar ao setor produtivo ferramentas e informações para o manejo integrado de doenças de plantas visando incremento de produtividade por unidade de área produzida e/ou melhor qualidade do produto;
-Aumento na eficiência no manejo das doenças reduzindo o custo de produção e consequentemente maior acessibilidade ao consumidor final;
-Ajustar as medidas de manejo visando adaptações frente as variações climáticas;
-Registro de patentes de produtos gerados ou tecnologia desenvolvida/aprimorada;

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ANDERSON EDUARDO BRUNETTO
ANDREA ELIZABETH ROMÁN RAMOS
EDEMAR ANTONIO ROSSETTO10
JERONIMO VIEIRA DE ARAUJO FILHO10
KEILOR DA ROSA DORNELES
LEANDRO JOSE DALLAGNOL10
LUIS ANTONIO DE AVILA5
PAULO CESAR PAZDIORA
TAILINE MANSKE HOLZ

Recursos Arrecadados

FonteValorAdministrador
Empresas parceirasR$ 550.000,00Fundação Delfim Mendes da Silveira

Plano de Aplicação de Despesas

DescriçãoValor
Colaboradores eventuais (pessoal CLT)R$ 6.000,00
EstagiáriosR$ 19.200,00
BolsasR$ 196.800,00
Hospedagem e alimentaçãoR$ 15.000,00
Manutenção de máquinas e equipamentosR$ 10.000,00
Assinatura de periódicos/anuidadesR$ 5.000,00
Reprodução de documentosR$ 15.000,00
Adequação do espaçoR$ 5.000,00
Despesa administrativa da fundação de apoioR$ 60.106,96
Outros serviçosR$ 2.880,00
Passagens e despesas com locomoçãoR$ 20.000,00
Despesas com diáriasR$ 15.000,00
Material de expedienteR$ 5.000,00
Material de laboratórioR$ 50.000,00
Material de manutenção de máquinas e equipamentosR$ 15.000,00
Material de limpezaR$ 5.000,00
Combustíveis e lubrificantesR$ 10.000,00
Obras e instalaçõesR$ 15.013,04
Equipamentos e material permanente (móveis, máquinas, livros, aparelhos etc.)R$ 80.000,00

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