Nome do Projeto
Achados incidentais em imagens de pacientes atendidos pelo Serviço Central de Radiologia da Universidade Federal de Pelotas
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
08/06/2026 - 08/06/2031
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
Os achados incidentais fazem parte da rotina clínica dos cirurgiões dentistas que solicitam exames de imagens para a investigação diagnóstica. O presente estudo visa realizar um levantamento destas alterações em pacientes que realizaram exames por imagem no Serviço Central de Radiologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, através da análise das imagens obtidas pelo setor durante os anos de 2020 a 2025, bem como dos anos que estão por vir entre 2026 a 2028.
Objetivo Geral
Este estudo tem como objetivo investigar a prevalência e o padrão radiográfico de achados radiográficos incidentais, entre eles, a osteoesclerose idiopática (OI) nos maxilares de uma subpopulação do sul do estado do Rio Grande do Sul que estão realizando tratamento odontológico. Busca também realizar um levantamento de outros achados em radiografias odontológicas, tomografias/ultrassonografias de cabeça e pescoço em pacientes atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas entre os anos de 2020 a 2028, identificando sua frequência, distribuição e características imaginológicas.
Justificativa
Ao longo dos anos, surgiram questões sobre o papel e o nível de responsabilidade dos dentistas na descoberta de achados radiográficos incidentais. Os dentistas devem estar cientes da possibilidade da existência de patologias em pacientes que realizam tratamento odontológico e devem ser capazes de identificar tais patologias em radiografias. Para evitar o manejo inadequado do paciente, o diagnóstico correto destes achados, em especial as osteoescleroses (OI), é essencial e requer conhecimento sobre a anatomia e patologia da região da cabeça e pescoço. Além disso, a etiologia OI não é clara. Como ela pode ser considerada uma variação anatômica do osso trabecular, nenhuma terapia é recomendada, apenas o monitoramento radiográfico. Sendo assim, alertar a comunidade acadêmica sobre esse aspecto variável é importante. Além disso, os clínicos frequentemente encaminham casos potenciais de OI a radiologistas para uma segunda opinião ou a cirurgiões para excisão das lesões. Como estes achados radiográficos dependem de uma avaliação subjetiva, existe ainda o risco de ignorar lesões ou chegar a diagnósticos equivocados, o que pode levar a erros diagnósticos.
Além disso, embora comumente encontrada em radiografias, existem poucos estudos sobre OI e não há estudo anterior que tenha investigado a prevalência e as características de OI em uma população do sul do estado do Rio Grande do Sul. Justifica-se por essas razões citadas anteriormente, este trabalho de pesquisa.
Além disso, embora comumente encontrada em radiografias, existem poucos estudos sobre OI e não há estudo anterior que tenha investigado a prevalência e as características de OI em uma população do sul do estado do Rio Grande do Sul. Justifica-se por essas razões citadas anteriormente, este trabalho de pesquisa.
Metodologia
1. Delineamento inicial do estudo e aspectos éticos
Este estudo já obteve aprovação ética do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (parecer- 94634725.5.0000.5317). Inicialmente, o estudo será conduzido utilizando radiografias panorâmicas realizadas entre 02 de janeiro de 2025 e 30 de dezembro de 2025. Estas radiografias são parte de um banco de imagens radiográficas digitais, de pacientes atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (FO-UFPel), no Serviço Central de Radiologia (SCR) neste período. Por se tratar do uso de dados secundários, não há condições para a obtenção dos termos de consentimento informado dos pesquisados, mas sim do setor detentor destes dados. A justificativa para a ausência do termo de consentimento (Anexo A) e a autorização para uso das imagens por parte do setor de arquivamento destas (Anexo B), estão em anexo.
2 Coleta dos dados inicial
O cenário do estudo será o SCR da FO-UFPel . Serão utilizadas radiografias panorâmicas realizadas com fins de diagnóstico para posterior tratamento odontológico no ano de 2025. Todas as radiografias já foram ou serão realizadas no mesmo equipamento X Mind Panoramic Ceph X-Ray, Cranex (Finlândia) com voltagem ajustada de 63-81 kVp e 6-10 mA, e tempo de exposição de 17s. O protocolo é ajustado à idade, altura e peso do paciente. Foi utilizada uma placa de fósforo flexível e reutilizável para registro da imagem radiográfica panorâmica odontológica tamanho 15x30 cm e esta foi digitalizada pelo digitalizador VistaScan - Modelo Combi Plus - Dürr Dental (Alemanha).
3 Tamanho e seleção da amostra do estudo
O tamanho da amostra será calculado considerando a prevalência de achados patológicos incidentais nas radiografias panorâmicas. A literatura descreve uma prevalência entre 2,5% a 8,8% (Hlongwa et al., 2023; Farhadi, Ruhani e Zarandi, 2016; Sisman et al., 2013; Al-Habib, 2022; Tolentino et al., 2014; Miloglu et al., 2009). Será considerado um nível de confiança de 95%, um limite de confiança de 5% e uma prevalência de 8,8%. Considerando estes parâmetros, será necessário uma amostra de 126 indivíduos que realizaram radiografias panorâmicas no SCR, em 2025.
Para selecionar quais indivíduos que as suas radiografias farão parte da amostra, inicialmente as radiografias serão numeradas, conforme os registros do SCR e será feito um sorteio do número de indivíduos necessários, até o tamanho amostral necessário. Esse sorteio será proporcional ao número de homens e mulheres, conforme os registros do SCR, bem como a idade dos participantes.
Somente serão incluídas no estudo, as radiografias que mostram toda a maxila e mandíbula (incluindo os côndilos), sem distorção, sem assimetria e sem erro devido ao posicionamento inadequado do paciente para exposição. A avaliação da qualidade e da inclusão da radiografia será feita por uma especialista com doutorado em Radiologia.
4 Logística do estudo
As imagens radiográficas serão analisadas e os dados relacionados serão coletados por duas pesquisadoras. Uma estudante do curso de graduação em odontologia e uma especialista com doutorado em Radiologia, com 25 anos de experiência clínica. Para a interpretação das imagens, será utilizado um notebook (Intel® Core™ i5-2430M CPU @ 2.40GHz 2.40 GHz) com tela de 15 polegadas (horizontal) e 9 polegadas (vertical) e resolução de 1600x900 pixels. Serão utilizadas as mesmas condições de iluminação e ambiente, sem interrupções durante uma série de no máximo 20 observações por sessão (1h) para evitar fadiga visual do operador. As radiografias serão visualizadas no DBSWIN da Dürr Dental, um software do Sistema digital semidireto, compatível com a placa de fósforo utilizada para leitura.
5 Treinamento para interpretação
Antes da classificação, será realizado um processo de treinamento e calibração para o OI. Inicialmente, um treinamento teórico e prático será realizado entre os avaliadores do estudo (acadêmica e professora) para estabelecer critérios diagnósticos unificados e diretrizes de anotação para OI, garantindo consistência na interpretação. Ao todo serão revisadas 20 radiografias panorâmicas. Após, será realizada a calibração propriamente dita. Cada uma avaliadora irá avaliar separadamente mais 20 radiografias panorâmicas, diferentes daquelas do treinamento, e será calculado o escore de confiabilidade intra-operador.
6 Desfecho do estudo
Para o diagnóstico, será considerado caso de OI quando houver na imagem área(s) radiopaca(s), frequentemente de formato elíptico ou arredondado, com tamanho variando de um mínimo de 3 mm a mais de 2 cm e desprovidas de qualquer conexão identificável com estruturas dentárias adjacentes. Esta classificação refere-se à descrição amplamente reconhecida de lesões ósseas radiopacas, assintomáticas e não expansivas, sem etiologia dentária ou sistêmica identificável e serão a base para estabelecer o diagnóstico definitivo para casos de OI, garantindo que apenas lesões consistentes com uma anomalia óssea primária sejam rotuladas como tal.
Em relação às imagens radiográficas de OI, estas serão classificadas quanto:
formato da lesão (regular ou irregular);
padrão interno (homogêneo ou heterogêneo)
localização no arco (mandibular ou maxilar)
localização por por região (incisivo, canino, pré-molar ou molar)
lado (direito ou esquerdo ou bilateral)
relação com os dentes:
1 apical: localizadas ao redor dos ápices radiculares, relacionadas com a lâmina dura, ou próximas dos dentes, sem relação com a lâmina dura
2 interradicular: se o tecido esclerótico estiver limitado à área entre as raízes
3 apical e interradicular: se as radiopacidades estiverem localizadas nos ápices e exibam extensão significativa entre as raízes.
4 longe de dentes ou área edêntula
efeito nos dentes adjacentes (provoca ou não reabsorção externa)
7 Variáveis de exposição do estudo
Serão coletadas as seguintes informações do cadastro do paciente:
sexo do paciente;
idade do paciente
Estas informações serão correlacionadas com a prevalência de OI.
8 Análise dos Dados
Os dados coletados serão digitados em planilha do tipo EXCEL, sendo avaliados pelo programa JAMOVI. Serão realizadas análises estatísticas descritivas para variáveis qualitativas por meio de frequências absolutas e relativas .
Para avaliar a associação entre as variáveis independentes e o desfecho do estudo (presença de osteoesclerose) serão utilizados os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher, com significância de 5%.
Este estudo já obteve aprovação ética do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (parecer- 94634725.5.0000.5317). Inicialmente, o estudo será conduzido utilizando radiografias panorâmicas realizadas entre 02 de janeiro de 2025 e 30 de dezembro de 2025. Estas radiografias são parte de um banco de imagens radiográficas digitais, de pacientes atendidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (FO-UFPel), no Serviço Central de Radiologia (SCR) neste período. Por se tratar do uso de dados secundários, não há condições para a obtenção dos termos de consentimento informado dos pesquisados, mas sim do setor detentor destes dados. A justificativa para a ausência do termo de consentimento (Anexo A) e a autorização para uso das imagens por parte do setor de arquivamento destas (Anexo B), estão em anexo.
2 Coleta dos dados inicial
O cenário do estudo será o SCR da FO-UFPel . Serão utilizadas radiografias panorâmicas realizadas com fins de diagnóstico para posterior tratamento odontológico no ano de 2025. Todas as radiografias já foram ou serão realizadas no mesmo equipamento X Mind Panoramic Ceph X-Ray, Cranex (Finlândia) com voltagem ajustada de 63-81 kVp e 6-10 mA, e tempo de exposição de 17s. O protocolo é ajustado à idade, altura e peso do paciente. Foi utilizada uma placa de fósforo flexível e reutilizável para registro da imagem radiográfica panorâmica odontológica tamanho 15x30 cm e esta foi digitalizada pelo digitalizador VistaScan - Modelo Combi Plus - Dürr Dental (Alemanha).
3 Tamanho e seleção da amostra do estudo
O tamanho da amostra será calculado considerando a prevalência de achados patológicos incidentais nas radiografias panorâmicas. A literatura descreve uma prevalência entre 2,5% a 8,8% (Hlongwa et al., 2023; Farhadi, Ruhani e Zarandi, 2016; Sisman et al., 2013; Al-Habib, 2022; Tolentino et al., 2014; Miloglu et al., 2009). Será considerado um nível de confiança de 95%, um limite de confiança de 5% e uma prevalência de 8,8%. Considerando estes parâmetros, será necessário uma amostra de 126 indivíduos que realizaram radiografias panorâmicas no SCR, em 2025.
Para selecionar quais indivíduos que as suas radiografias farão parte da amostra, inicialmente as radiografias serão numeradas, conforme os registros do SCR e será feito um sorteio do número de indivíduos necessários, até o tamanho amostral necessário. Esse sorteio será proporcional ao número de homens e mulheres, conforme os registros do SCR, bem como a idade dos participantes.
Somente serão incluídas no estudo, as radiografias que mostram toda a maxila e mandíbula (incluindo os côndilos), sem distorção, sem assimetria e sem erro devido ao posicionamento inadequado do paciente para exposição. A avaliação da qualidade e da inclusão da radiografia será feita por uma especialista com doutorado em Radiologia.
4 Logística do estudo
As imagens radiográficas serão analisadas e os dados relacionados serão coletados por duas pesquisadoras. Uma estudante do curso de graduação em odontologia e uma especialista com doutorado em Radiologia, com 25 anos de experiência clínica. Para a interpretação das imagens, será utilizado um notebook (Intel® Core™ i5-2430M CPU @ 2.40GHz 2.40 GHz) com tela de 15 polegadas (horizontal) e 9 polegadas (vertical) e resolução de 1600x900 pixels. Serão utilizadas as mesmas condições de iluminação e ambiente, sem interrupções durante uma série de no máximo 20 observações por sessão (1h) para evitar fadiga visual do operador. As radiografias serão visualizadas no DBSWIN da Dürr Dental, um software do Sistema digital semidireto, compatível com a placa de fósforo utilizada para leitura.
5 Treinamento para interpretação
Antes da classificação, será realizado um processo de treinamento e calibração para o OI. Inicialmente, um treinamento teórico e prático será realizado entre os avaliadores do estudo (acadêmica e professora) para estabelecer critérios diagnósticos unificados e diretrizes de anotação para OI, garantindo consistência na interpretação. Ao todo serão revisadas 20 radiografias panorâmicas. Após, será realizada a calibração propriamente dita. Cada uma avaliadora irá avaliar separadamente mais 20 radiografias panorâmicas, diferentes daquelas do treinamento, e será calculado o escore de confiabilidade intra-operador.
6 Desfecho do estudo
Para o diagnóstico, será considerado caso de OI quando houver na imagem área(s) radiopaca(s), frequentemente de formato elíptico ou arredondado, com tamanho variando de um mínimo de 3 mm a mais de 2 cm e desprovidas de qualquer conexão identificável com estruturas dentárias adjacentes. Esta classificação refere-se à descrição amplamente reconhecida de lesões ósseas radiopacas, assintomáticas e não expansivas, sem etiologia dentária ou sistêmica identificável e serão a base para estabelecer o diagnóstico definitivo para casos de OI, garantindo que apenas lesões consistentes com uma anomalia óssea primária sejam rotuladas como tal.
Em relação às imagens radiográficas de OI, estas serão classificadas quanto:
formato da lesão (regular ou irregular);
padrão interno (homogêneo ou heterogêneo)
localização no arco (mandibular ou maxilar)
localização por por região (incisivo, canino, pré-molar ou molar)
lado (direito ou esquerdo ou bilateral)
relação com os dentes:
1 apical: localizadas ao redor dos ápices radiculares, relacionadas com a lâmina dura, ou próximas dos dentes, sem relação com a lâmina dura
2 interradicular: se o tecido esclerótico estiver limitado à área entre as raízes
3 apical e interradicular: se as radiopacidades estiverem localizadas nos ápices e exibam extensão significativa entre as raízes.
4 longe de dentes ou área edêntula
efeito nos dentes adjacentes (provoca ou não reabsorção externa)
7 Variáveis de exposição do estudo
Serão coletadas as seguintes informações do cadastro do paciente:
sexo do paciente;
idade do paciente
Estas informações serão correlacionadas com a prevalência de OI.
8 Análise dos Dados
Os dados coletados serão digitados em planilha do tipo EXCEL, sendo avaliados pelo programa JAMOVI. Serão realizadas análises estatísticas descritivas para variáveis qualitativas por meio de frequências absolutas e relativas .
Para avaliar a associação entre as variáveis independentes e o desfecho do estudo (presença de osteoesclerose) serão utilizados os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher, com significância de 5%.
Indicadores, Metas e Resultados
Meta em 2025: Classificar 100% das lesões identificadas quanto ao formato, padrão interno, localização anatômica, lateralidade, relação com os dentes e presença de reabsorção radicular.
Resultado esperado em 2025: Descrição detalhada das características radiográficas da osteoesclerose idiopática observadas na população estudada.
Para 2026 a 2031 serão criadas novas metas e ações.
Resultado esperado em 2025: Descrição detalhada das características radiográficas da osteoesclerose idiopática observadas na população estudada.
Para 2026 a 2031 serão criadas novas metas e ações.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ADRIANA ETGES | 1 | ||
| ALEXANDRE EMIDIO RIBEIRO SILVA | 1 | ||
| CAROLINE DE OLIVEIRA LANGLOIS | 2 | ||
| JULIANA LIMA DO AMARAL |