Nome do Projeto
O Desenvolvimento da Educação a distância da UFPel no Território Regional: Comunidade Universitária UAB UFPel em diálogo com os territórios: educação, cultura e inclusão digital
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
09/11/2026 - 31/10/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Multidisciplinar
Eixo Temático (Principal - Afim)
Educação / Cultura
Linha de Extensão
Desenvolvimento regional
Resumo
O projeto visa fomentar de forma integrada o desenvolvimento da EAD na UFPel no âmbito da Universidade Aberta do Brasil, com ênfase a formação pela extensão de estudantes dos cursos vinculados à Universidade Aberta do Brasil na UFPel. Comunidade acadêmica e interlocutores locais identificarão demandas educativas, culturais e de inclusão digital, definirão prioridades e construirão ações como rodas de conversa, oficinas, encontros públicos e produções audiovisuais. Com orientação docente e equipe, os estudantes participarão da escuta, do planejamento, da mediação, da produção e da avaliação das atividades. Os públicos externos contribuirão para as decisões e para a avaliação dos resultados. A ação nos territórios permite relacionar conhecimentos dos cursos a situações reais, fortalecer a formação acadêmica e cidadã e construir respostas úteis aos participantes. Os polos poderão funcionar como pontos de encontro mediante pactuação com seus responsáveis. Essas ações encontram respaldo direto no Plano de Trabalho UAB/UFPel, que prevê o financiamento de encontros presenciais, desenvolvimento de materiais pedagógicos, culturais e científicos
e ações de suporte diretamente relacionadas aos eixos norteadores. Na EAD esses fatores precisam ser planejados, considerando a distância física e temporal entre os agentes envolvidos. Conforme argumentam Vendruscolo e Behar (2016), os avanços sociais, econômicos, culturais e tecnológicos propiciam inúmeras mudanças no sistema de educação aberta a distância. Em vista disso, a perspectiva adotada é de que os recursos destinados ao desenvolvimento das atividades sejam mobilizadas de maneira articulada, possibilitando que diferentes ofertas compartilhem estruturas, ações formativas, eventos, deslocamentos, materiais e experiências, sempre que academicamente pertinente, ampliando o alcance e o impacto dos investimentos realizados. Da mesma forma, é pertinente destacar o crescimento do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), no sentido de reafirmar sua relevância estratégica para a democratização e a interiorização da educação superior pública, em especial, em regiões distantes dos grandes centros universitários, visto que a UAB vem se consolidando enquanto uma importante política de formação acadêmica e profissional, mediante a articulação e integração entre instituições públicas de ensino superior, governos e polos de apoio presencial. Convém salientar que entre 2021 e 2026, o fortalecimento da educação mediada por tecnologias digitais, a ampliação das oportunidades formativas e a reorganização das práticas educacionais impuseram novos desafios à gestão e à qualidade acadêmica. Nesse contexto, destaca-se o Edital CAPES nº 25/2023, que previu a oferta de até 290 mil novas vagas, evidenciando a dimensão das políticas de expansão do Sistema UAB. Paralelamente, as mudanças no marco regulatório da educação a distância, especialmente aquelas estabelecidas pelo Decreto nº 12.456/2025, vem reforçando a necessidade urgente de aprimoramento, qualificação dos processos pedagógicos, fortalecimento dos vínculos institucionais e integração entre universidades, polos e comunidades atendidas. Contudo são necessárias efetivas ações institucionais, considerando o tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão, na esfera da integração territorial. Assim, a proposição de um projeto que assegure condições operacionais e financeiras para essas atividades justifica-se pela necessidade de ampliar a abrangência das ações acadêmicas, favorecer a permanência e o êxito estudantil e garantir a continuidade das iniciativas desenvolvidas nos diferentes territórios, fomentando o desenvolvimento regional.
Objetivo Geral
Promover a formação pela extensão de estudantes da UAB/UFPel mediante a construção dialógica e a realização de ações com comunidades externas, voltadas a demandas educativas, culturais e de inclusão digital identificadas nos territórios e acompanhadas por avaliação e devolutiva pública
Justificativa
O Sistema Universidade Aberta do Brasil constitui uma política pública estratégica para a democratização e a interiorização da educação superior pública, particularmente para a formação inicial e continuada de professores. Sua organização pressupõe articulação entre União, estados, municípios, instituições públicas de ensino superior e polos de apoio presencial, permitindo que a formação universitária alcance populações e regiões que historicamente encontram maiores dificuldades de acesso à educação superior pública. Os estudantes da educação a distância mantêm vínculos cotidianos com diferentes localidades, escolas e grupos sociais. Essa inserção territorial cria possibilidades de construir ações universitárias em diálogo com problemas apresentados pelas próprias comunidades. Para concretizar essa possibilidade, o projeto precisa ir além do apoio aos cursos e estabelecer espaços de participação nos quais os interlocutores externos definam, junto aos estudantes, o que será trabalhado, como as atividades serão realizadas e quais resultados lhes são úteis. A formação pela extensão compreende a experiência social como parte do processo de aprender. Na extensão Paulo Freire defende a educação construída em diálogo entre sujeitos, com atenção aos conhecimentos produzidos na vida cotidiana. A proposta reconhece que os conhecimentos acadêmicos e os saberes presentes nas comunidades podem contribuir conjuntamente para compreender e enfrentar questões do território. Ainda, Moacir Gadotti (2003), relaciona a formação universitária à participação social e ao compromisso com questões relevantes para a comunidade. Essas contribuições orientam a atuação dos estudantes como participantes da construção de conhecimentos e das ações, ao lado dos interlocutores externos. Além disso, a Universidade Federal de Pelotas possui trajetória consolidada no Sistema UAB e reconhece a educação a distância como instrumento de democratização do acesso ao ensino superior e de desenvolvimento regional. Essa concepção encontra respaldo na própria estrutura financeira do PTA, que prevê despesas com atividades presenciais nos polos, participação em eventos, cursos e reuniões, mobilidade das equipes, materiais, serviços e apoio administrativo, tecnológico e pedagógico.
Dessa forma, o Projeto não constitui uma ação paralela às ofertas financiadas pela CAPES, mas um instrumento de execução acadêmica do próprio Plano de Trabalho, destinado a potencializar seus resultados, ampliar o alcance das ações financiadas e contribuir para o cumprimento da meta institucional de formação estabelecida para os cursos UAB/UFPel.
Dessa forma, o Projeto não constitui uma ação paralela às ofertas financiadas pela CAPES, mas um instrumento de execução acadêmica do próprio Plano de Trabalho, destinado a potencializar seus resultados, ampliar o alcance das ações financiadas e contribuir para o cumprimento da meta institucional de formação estabelecida para os cursos UAB/UFPel.
Metodologia
A execução será organizada em ciclos territoriais, com participação estudantil orientada e interlocução externa documentada. Na etapa de articulação, a coordenação dialogará com estudantes, coordenações dos cursos, responsáveis pelos polos e representantes de escolas, grupos e instituições da comunidade. A equipe identificará condições de participação e acessibilidade e solicitará anuência às instituições parceiras, sem pressupor adesão automática.
Na escuta, estudantes da UAB/UFPel e equipe facilitarão rodas de conversa e contatos com públicos externos, registrarão demandas e saberes locais e devolverão uma síntese para validação. Na pactuação, participantes escolherão temas e formatos viáveis e elaborarão conjuntamente planos de cada atividade: público, local ou meio digital, responsáveis, objetivos, duração, cuidados de acessibilidade e critérios de avaliação. Os temas poderão abranger educação, cultura ou inclusão digital conforme as demandas identificadas, sem fixar previamente intervenções para comunidades ainda não consultadas.
Na realização, estudantes e equipe UAB serão mediadores, oficineiros, entrevistadores ou produtores, sob orientação, e os integrantes externos contribuirão como participantes, colaboradores e, quando pertinente, coautores. Oficinas e encontros buscarão construção dialógica e aplicação social do que for desenvolvido. Produtos audiovisuais destinados ao público externo serão planejados com participação dos interlocutores, autorização de uso de imagem e revisão compartilhada antes da divulgação. Cada ação será cadastrada no gênero correspondente às atividades efetivamente realizadas.
A avaliação combinará registros de participação, observação das atividades, apreciação dos estudantes e retorno dos públicos externos. Ao término de cada ciclo, a equipe realizará devolutiva acessível, registrará os encaminhamentos aceitos pelas partes e examinará se houve resposta útil à demanda inicial e contribuição à formação cidadã discente. Os ciclos seguintes poderão ajustar as atividades ou gerar novas ações específicas no Cobalto.
Para dar conta dos objetivos e dos procedimentos, primeiramente a metodologia acionada será uma pesquisa qualitativa. Conforme Minayo (1994,p.22), ela trabalha com um universo de significados, crenças, valores e atitudes, respondendo questões muito particulares. Desse modo, a pesquisa qualitativa não pode ser reduzida “à operacionalização de variáveis”. Também será adotada a pesquisa ação participante que segundo Gil (1999, p.47), caracteriza-se pelo “envolvimentos dos pesquisadores e dos pesquisados no processo de pesquisa".
Outro procedimento adotado será reuniões periódicas com a equipe integrante do projeto e à comunidade parceira.
Na escuta, estudantes da UAB/UFPel e equipe facilitarão rodas de conversa e contatos com públicos externos, registrarão demandas e saberes locais e devolverão uma síntese para validação. Na pactuação, participantes escolherão temas e formatos viáveis e elaborarão conjuntamente planos de cada atividade: público, local ou meio digital, responsáveis, objetivos, duração, cuidados de acessibilidade e critérios de avaliação. Os temas poderão abranger educação, cultura ou inclusão digital conforme as demandas identificadas, sem fixar previamente intervenções para comunidades ainda não consultadas.
Na realização, estudantes e equipe UAB serão mediadores, oficineiros, entrevistadores ou produtores, sob orientação, e os integrantes externos contribuirão como participantes, colaboradores e, quando pertinente, coautores. Oficinas e encontros buscarão construção dialógica e aplicação social do que for desenvolvido. Produtos audiovisuais destinados ao público externo serão planejados com participação dos interlocutores, autorização de uso de imagem e revisão compartilhada antes da divulgação. Cada ação será cadastrada no gênero correspondente às atividades efetivamente realizadas.
A avaliação combinará registros de participação, observação das atividades, apreciação dos estudantes e retorno dos públicos externos. Ao término de cada ciclo, a equipe realizará devolutiva acessível, registrará os encaminhamentos aceitos pelas partes e examinará se houve resposta útil à demanda inicial e contribuição à formação cidadã discente. Os ciclos seguintes poderão ajustar as atividades ou gerar novas ações específicas no Cobalto.
Para dar conta dos objetivos e dos procedimentos, primeiramente a metodologia acionada será uma pesquisa qualitativa. Conforme Minayo (1994,p.22), ela trabalha com um universo de significados, crenças, valores e atitudes, respondendo questões muito particulares. Desse modo, a pesquisa qualitativa não pode ser reduzida “à operacionalização de variáveis”. Também será adotada a pesquisa ação participante que segundo Gil (1999, p.47), caracteriza-se pelo “envolvimentos dos pesquisadores e dos pesquisados no processo de pesquisa".
Outro procedimento adotado será reuniões periódicas com a equipe integrante do projeto e à comunidade parceira.
Indicadores, Metas e Resultados
As metas de execução serão definidas com os grupos participantes após a escuta inicial. Os indicadores distinguem participação, atividades realizadas, resultados sociais percebidos e contribuição à formação dos estudantes. Os valores numéricos dependerão da abrangência pactuada em cada território.
Interação externa. Indicadores: grupos ou instituições externas participantes; rodas de escuta com registro e validação; propostas definidas com interlocutores. Meta: registrar a participação externa em cada ciclo territorial; quantitativo a pactuar. Resultado esperado: prioridades compartilhadas e vínculo de trabalho estabelecido.
Formação pela extensão. Indicadores: estudantes ativos por ação; funções exercidas na escuta, no planejamento, na mediação e na devolutiva; registros reflexivos sobre a relação entre o curso e a prática. Meta: manter ao menos os discentes do Polo ativos durante toda a vigência de cada ação extensionista; demais quantitativos a pactuar. Resultado esperado: aprendizagens acadêmicas e cidadãs identificadas pelos estudantes e orientadores.
Realização comunitária. Indicadores: oficinas, encontros e atividades realizadas com público externo; presença e avaliação dos participantes. Meta: definir o número por plano de ação após escuta. Resultado esperado: atividades relevantes às demandas escolhidas com as comunidades.
Produção e acesso. Indicadores: produtos construídos com interlocutores externos, autorizados e efetivamente divulgados; registros de acesso e retorno. Meta: definir após pactuação temática. Resultado esperado: materiais públicos acessíveis e socialmente úteis.
Devolutiva e efeitos. Indicadores: devolutivas realizadas; mudanças percebidas pelos participantes; propostas de continuidade. Meta: uma devolutiva e avaliação compartilhada em cada ciclo realizado. Resultado esperado: aprendizado recíproco e encaminhamentos verificáveis, sem antecipar impacto de longo prazo.
Realizar cursos, oficinas e orientações; Participação de 75% dos inscritos; reduzir a evasão escolar dos cursos à distância. Disponibilizar materiais acessíveis; Oferecer suporte metodológico e pedagógico aos participantes;
Estabelecer parcerias institucionais.
Interação externa. Indicadores: grupos ou instituições externas participantes; rodas de escuta com registro e validação; propostas definidas com interlocutores. Meta: registrar a participação externa em cada ciclo territorial; quantitativo a pactuar. Resultado esperado: prioridades compartilhadas e vínculo de trabalho estabelecido.
Formação pela extensão. Indicadores: estudantes ativos por ação; funções exercidas na escuta, no planejamento, na mediação e na devolutiva; registros reflexivos sobre a relação entre o curso e a prática. Meta: manter ao menos os discentes do Polo ativos durante toda a vigência de cada ação extensionista; demais quantitativos a pactuar. Resultado esperado: aprendizagens acadêmicas e cidadãs identificadas pelos estudantes e orientadores.
Realização comunitária. Indicadores: oficinas, encontros e atividades realizadas com público externo; presença e avaliação dos participantes. Meta: definir o número por plano de ação após escuta. Resultado esperado: atividades relevantes às demandas escolhidas com as comunidades.
Produção e acesso. Indicadores: produtos construídos com interlocutores externos, autorizados e efetivamente divulgados; registros de acesso e retorno. Meta: definir após pactuação temática. Resultado esperado: materiais públicos acessíveis e socialmente úteis.
Devolutiva e efeitos. Indicadores: devolutivas realizadas; mudanças percebidas pelos participantes; propostas de continuidade. Meta: uma devolutiva e avaliação compartilhada em cada ciclo realizado. Resultado esperado: aprendizado recíproco e encaminhamentos verificáveis, sem antecipar impacto de longo prazo.
Realizar cursos, oficinas e orientações; Participação de 75% dos inscritos; reduzir a evasão escolar dos cursos à distância. Disponibilizar materiais acessíveis; Oferecer suporte metodológico e pedagógico aos participantes;
Estabelecer parcerias institucionais.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ALESSANDRA BELLETTI FIGUEIRA | |||
| BRUNA KLEIN COLUCCI | |||
| CARMEN ANITA HOFFMANN | 9 | ||
| CASSIUS ANDRÉ PRIETTO SOUZA | |||
| CRISTIANE MEDIANEIRA CANABARRO FLÔRES HÜBNER | |||
| DIONATAN BORN GARCIA | |||
| ELLEN SHAIANE TREICHEL MULLER | |||
| EVERSON GABRIEL MESQUITA DA MARTHA | |||
| FELIPE FEHLBERG HERRMANN | |||
| MARISLEI DA SILVEIRA RIBEIRO | 5 | ||
| MATHEUS NOGUEIRA LOPES | |||
| MATHEUS NOGUEIRA LOPES | |||
| MIGUEL MARTINS DOS SANTOS | |||
| MITIZI DE MIRANDA GOMES | 5 | ||
| PÂMELA RENATA MACHADO ARAUJO |
Fontes Financiadoras
| Sigla / Nome | Valor | Administrador |
|---|---|---|
| CAPES / Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior | R$ 573.750,00 | Fundação Delfim Mendes da Silveira |
Plano de Aplicação de Despesas
| Descrição | Valor |
|---|---|
| 339039 - Outros Serviços de Terceiro - Pessoa Jurídica | R$ 573.750,00 |