Nome do Projeto
Rede de Pesquisa em Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (ReTOC): otimizando a assistência e tratamento – Ambulatório de Saúde Mental da UFPel
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/09/2016 - 31/08/2020
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
Este projeto visa definir e operacionalizar a participação do Ambulatorio de Saude Mental da Faculdade de Medicina da UFPel juntamente com vários centros acadêmicos e de pesquisa do Rio Grande do Sul na formação de uma rede de pesquisa, tomando inicialmente, como paradigma de pesquisa o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), transtorno psiquiátrico que acomete cerca de 2% da população em geral e se caracteriza por pensamentos ou imagens intrusivos, irracionais, intermitentes e que abrangem quaisquer tipos de conteúdo, muitas vezes seguidos de comportamentos que aliviam transitoriamente esses pensamentos e que podem envolver quaisquer tipo de atitude ou movimentos. Foram convidados a participar, 10 centros universitários de referência em psiquiatria que tenham condições de recrutar uma equipe para compor a rede. Uma vez estabelecida a rede, o projeto inicial envolverá o estudo de aspectos clínicos (psicopatológicos) do TOC e que ainda não estão completamente compreendidos na literatura científica, como por exemplo: estabilidade dos subtipos de sintomas obsessivo-compulsivos ao longo do tempo, juízo crítico em relação aos sintomas, características de personalidade, funcionamento familiar, sexualidade, conhecimento dos tipos de tratamentos que estão sendo ou já foram realizados (estadiamento) com pacientes e familiares, entre outros. Após essa primeira fase investigativa (caso-controle), alguns centros poderão propor intervenções terapêuticas (com novos projetos complementares a este), enquanto outros poderão participar apenas no seguimento naturalístico desses sujeitos. Ao final de 3 e 4 anos, os pacientes serão reavaliados quantos às características clínicas e demográficas, intensidade dos sintomas, funcionamento familiar e qualidade de vida. Assim, a metodologia de pesquisa da rede de pesquisa envolverá, inicialmente, 2 delineamentos: fase 1:estudo de caso-controle; e fase 2: estudo de seguimento (coorte). Para participar do estudo, os indivíduos deverão preencher os seguintes critérios de inclusão:(1) ter o diagnóstico de TOC, segundo os critérios do DSM5, formulado através do uso de Entrevista Clínica Estruturada/ Transtornos do Eixo I, Edição para Pesquisa; (2) ter um escore mínimo na Escala YBOCS de 8 para a presença de obsessões e compulsões; 5 para a presença de apenas obsessões ou compulsões. (3) assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (em anexo), que atenderá ao solicitado pela Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Uma vez que o principal objetivo do projeto é essencialmente clínico/assistencial, os únicos critérios de exclusão serão: o sujeito (ou seu representante legal) não concorde em participar e não assine o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, capacidade cognitiva reduzida para a compreensão das questões a serem administradas (Escalas e inventários). Todos os pacientes avaliados terão disponibilidade de atendimento nos centros envolvidos no projeto. O recrutamento de pacientes será feito através de uma ampla divulgação da ReTOC na mídia-leiga.Serão aceitos sujeitos provenientes da rede assistencial pública e privada.

Objetivo Geral

O objetivo da participação na ReTOC consiste em desenvolver ações de pesquisa, de avaliação de tratamentos e de estimulo ao conhecimento de forma sistemática na área dos transtornos do espectro obsessivo-compulsivo (TOC), de maneira colaborativa entre centros de excelência em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Justificativa

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é constituído por um componente cognitivo (obsessões), o qual consiste de pensamentos invasivos e intermitentes, desconfortáveis com vários temas em seu conteúdo, sendo os mais comuns de contaminação e de simetria/arrumação, e por um componente comportamental (compulsões), que são comportamentos repetitivos que servem para “aliviar” a ansiedade ou eliminar as obsessões. Afeta cerca de 2,5% da população mundial e se manifesta independentemente de sexo, raça, nível de inteligência, estado civil, nível sócio-econômico, religião e nacionalidade. Estima-se que o TOC seja o quarto transtorno psiquiátrico mais freqüente, superado apenas pelas fobias, depressão e dependências químicas. A expressão clínica do TOC é complexa e tem sido o foco de diversos estudos de grupos de pesquisa brasileiros que encabeçam esta proposta. Por exemplo, vários estudos sugerem que o TOC é uma transtorno heterogêneo com diversas subtipos baseados no gênero,na idade de início, na presença de certos tipos de sintomas obsessivo-compulsivos, na presença de tiques, de transtornos de controle dos impulsos e da resistência ao tratamento. Destarte, o TOC não parece englobar uma única patologia, mas uma gama de transtornos com características diversas. O Manual diagnóstico e es¬tatístico de transtornos mentais, em sua quinta edição (DSM 5) aceitou essa realidade e organizou o capítulo de Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo, onde estão classificados o TOC, a Tricotilomania (mania de arrancar cabelos) a Escoriação neurótica, o transtorno Dismórfico Corporal e a Transtorno de Acumulação. A diversidade de apresentações psicopatológicas do TOC e dos transtornos associados a ele repercute na abordagem terapêutica e seus desafios, bem como nas taxas de resposta aos tratamentos disponíveis.

Metodologia

Integrar-se a pelo menos 5 centros de pesquisa universitários na formação da rede no primeiro ano, entre os seguintes: UFCSPA – Universidade Federal de Ciências da Saúde;UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul;PUCRS – Pontífice Universidade Católica do Rio Grande do Sul; UFSM – Universidade Federal de Santa Maria; UFPel – Universidade Federal de Pelotas; FURG – Fundação Universitária de Rio Grande; UPF – Universidade de Passo Fundo; ULBRA – Universidade Luterana do Brasil; UNISC – Universidade de Santa Cruz; UCS – Universidade de Caxias do Sul; coletar dados de pelo menos 30 pacientes com TOC no primeiro ano e cerca de 100 pacientes ao final de 4 anos; acompanhar a evolução dos quadros psicopatológicos e seus tratamentos em pelo menos 40 pacientes em 4 anos; participar de 2 encontros regionais por ano, para treinamento das equipes e discussão de projetos da ReTOC e específicos de cada centro, totalizando 6 a 8 eventos em 4 anos; promover a participação de membros da equipe de pesquisa em eventos científicos relevantes ao tema e tópicos correlatos em saúde mental; estimular a produção de artigos científicos para publicação em conjunto com os demais centros.

Indicadores e Metas

1) Tamanho amostral parcial e total
2) Número de artigos publicados em revistas com Qualis mínimo B1 (Fator de Impacto mínimo de 1,85)
3) Número de manuscritos gerados ( p ex, dissertações);
4) Número de participações em eventos científicos sobre o tema e correlatos ao longo de 4 anos;
5) Número de participantes por evento/simpósio;
6) Número de pessoas treinadas em diagnóstico e tratamento ao longo de 4 anos;
7) Número de trabalhos apresentados em eventos científicos pelos membros do projeto sobre assuntos envolvendo o projeto;
8) Atividades e envolvimento do PRM em Psiquiatria da UFPel no projeto, difundindo conhecimentos relativos ao tema, à metodologia de pesquisa e tecnologias de informação

Resultados Esperados

Levando-se em conta que o custo anual de um paciente com TOC na Inglaterra (não há dados disponíveis no Brasil) está em torno de 25.000 libras ao ano (NICE) (40) (cerca de R$141.500 – Banco Central em 5 de fevereiro de 2016 – valor da libra em reais: R$5,66), estima-se que a identificação precoce, o melhor entendimento da doença com encaminhamento para tratamentos adequados, treinamento de equipes para instituição de tratamentos convencionais (farmacológico ou psicoterápico) possam reduzir o custo da patologia, entendendo-se custo com seus componentes diretos (atendimento, preço do tratamento) e indiretos (dias de ausência ao trabalho, benefícios por licença de trabalho, qualidade de vida, comprometimento de familiares ou cuidadores, etc).O treinamento de profissionais da área da saúde na identificação precoce dos casos e encaminhamento para tratamento adequado pode reduzir significativamente o impacto na qualidade de vida que o TOC proporciona, não apenas dos pacientes, mas de seus familiares.O envolvimento de outros centros de excelência do estado servirá de fator multiplicador do conhecimento já consubstanciado pela literatura vigente, mas também será gerador de conhecimento regional, tornando a compreensão da patologia e do funcionamento dos pacientes portadores mais ampla. Isso proporcionará atendimento/tratamento mais humanizado e individualizado.O compartilhamento de experiências de pesquisa multiplicará não apenas o conhecimento no tema central, mas também de tecnologias e metodologias de pesquisa que poderão ser expandidas para outras temáticas e para outros grupos de pesquisas. Desta forma, do treinamento de profissionais da área de saúde mental decorrerá o desenvolvimento autônomo de produção de pesquisa envolvendo entrevistas clínicas e fenomenológicas. O compartilhamento de experiência entre pacientes e familiares nos diversos eventos que acontecerão, poderá servir de conforto e de facilitador no acesso aos tratamentos propostos pelos diversos centros d

Indicadores, Metas e Resultados

1) Tamanho amostral parcial e total
2) Número de artigos publicados em revistas com Qualis mínimo B1 (Fator de Impacto mínimo de 1,85)
3) Número de manuscritos gerados ( p ex, dissertações);
4) Número de participações em eventos científicos sobre o tema e correlatos ao longo de 4 anos;
5) Número de participantes por evento/simpósio;
6) Número de pessoas treinadas em diagnóstico e tratamento ao longo de 4 anos;
7) Número de trabalhos apresentados em eventos científicos pelos membros do projeto sobre assuntos envolvendo o projeto;
8) Atividades e envolvimento do PRM em Psiquiatria da UFPel no projeto, difundindo conhecimentos relativos ao tema, à metodologia de pesquisa e tecnologias de informação
Levando-se em conta que o custo anual de um paciente com TOC na Inglaterra (não há dados disponíveis no Brasil) está em torno de 25.000 libras ao ano (NICE) (40) (cerca de R$141.500 – Banco Central em 5 de fevereiro de 2016 – valor da libra em reais: R$5,66), estima-se que a identificação precoce, o melhor entendimento da doença com encaminhamento para tratamentos adequados, treinamento de equipes para instituição de tratamentos convencionais (farmacológico ou psicoterápico) possam reduzir o custo da patologia, entendendo-se custo com seus componentes diretos (atendimento, preço do tratamento) e indiretos (dias de ausência ao trabalho, benefícios por licença de trabalho, qualidade de vida, comprometimento de familiares ou cuidadores, etc).O treinamento de profissionais da área da saúde na identificação precoce dos casos e encaminhamento para tratamento adequado pode reduzir significativamente o impacto na qualidade de vida que o TOC proporciona, não apenas dos pacientes, mas de seus familiares.O envolvimento de outros centros de excelência do estado servirá de fator multiplicador do conhecimento já consubstanciado pela literatura vigente, mas também será gerador de conhecimento regional, tornando a compreensão da patologia e do funcionamento dos pacientes portadores mais ampla. Isso proporcionará atendimento/tratamento mais humanizado e individualizado.O compartilhamento de experiências de pesquisa multiplicará não apenas o conhecimento no tema central, mas também de tecnologias e metodologias de pesquisa que poderão ser expandidas para outras temáticas e para outros grupos de pesquisas. Desta forma, do treinamento de profissionais da área de saúde mental decorrerá o desenvolvimento autônomo de produção de pesquisa envolvendo entrevistas clínicas e fenomenológicas. O compartilhamento de experiência entre pacientes e familiares nos diversos eventos que acontecerão, poderá servir de conforto e de facilitador no acesso aos tratamentos propostos pelos diversos centros d

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALINE DUMMER VENZKE
ANA CRISTINA HAAS
ANA PAULA FABRES BEHRENSDORF
ANNA MARTHA MARCHEWICZ
ARTHUR ZAGO FERRI
BEATRIZ FRANCK TAVARES2
CARLOS ALBERTO PURPER BANDEIRA2
CATHERINE LAPOLLI2
DAIANE SCHMACHTENBERG11
DEBORA FISCHER PETTENON
ELIANDERSON DO ROSARIO
EVELINE BORDIGNON
EVELYNNE ELLEN SILVA OLIVEIRA
FABIO MONTEIRO DA CUNHA COELHO2
GABRIEL ANTÔNIO FROSI CERVO
GRAZIELA MAYUMI TOMA2
GUSTAVO JOSE JUNG
ISMAEL FARIAS VAZ
JOAQUIM IGNACIO SILVEIRA DA MOTA NETO11
LAURA SIGARAN PIO DE ALMEIDA2
LUCIANA DE OLIVEIRA MARQUES2
LUIS ROBERTO CUNHA DA ROCHA2
MARTHA OLIVEIRA ABUCHAIM
NATHALIA ZANDONADI
NICOLLE ROSWAG GONCALVES
NILZA MARIA BERTOLDI1
PATRICIA PORTANTIOLO MANZOLLI2
PAULO EDUARDO FAVARETTO
RAMAILE TOME SANTANA
RAMON CORDOVA SANTOS
RENARD COGNO AZUBEL
RENATO VREENEGOOR DA COSTA
RODOLFO TOMAZINI BENDER
SAMUEL DE OLIVEIRA RODRIGUES
TATIANA DE FREITAS DAME
THAIS GIORGI SILVEIRA
VINICIUS DE SIQUEIRA AFONSO

Fontes Financiadoras

Sigla / NomeValorAdministrador
QINC / Quintiles, INC.R$ 480.000,00Fundação de Apoio Universitário - FAU

Plano de Aplicação de Despesas

DescriçãoValor
Encargos s/ serviços (20% INSS s/ RPA)R$ 4.000,00
EstagiáriosR$ 20.000,00
BolsasR$ 300.000,00
Hospedagem e alimentaçãoR$ 6.840,00
Manutenção de máquinas e equipamentosR$ 2.700,00
Confecção de cartaz para divulgaçãoR$ 4.500,00
Despesa administrativa da fundação de apoioR$ 38.400,00
Outros serviçosR$ 13.950,00
Passagens e despesas com locomoçãoR$ 46.800,00
Despesas com diáriasR$ 10.584,60
Material de expedienteR$ 7.450,00
Equipamentos e material permanente (móveis, máquinas, livros, aparelhos etc.)R$ 24.775,40

Página gerada em 22/08/2019 02:05:53 (consulta levou 6.972532s)