Nome do Projeto
Educação ambiental para conversão agroecológica na bovinocultura leiteira
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
17/04/2017 - 20/12/2019
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Multidisciplinar
Eixo Temático (Principal - Afim)
Meio ambiente / Educação
Linha de Extensão
Educação Ambiental
Resumo
Há uma demanda crescente por produtos orgânicos. A sociedade tem discutido a diferença entre produtos convencionais e orgânicos em função da saúde do trabalhador, do consumidor e do ambiente. O valor agregado aos produtos orgânicos é incentivo para a adoção, por parte de muitos produtores, que vêem na prática uma melhoria de condições de vida, tanto ambiental quanto econômica, aumentando a renda. A produção de hortifrutigranjeiros orgânicos tem aumentado a cada ano, mas a produção de leite orgânico é incipiente, apenas 0,1% do leite produzido no País é orgânico. Integrando o Programa Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão para Produção Orgânica de leite, NEA Bovinocultura leiteira – UFPel , o projeto orientará produtores e conduzirá ações de educação ambiental, durante o processo de transição agroecológica em propriedades rurais, para o uso sustentável e a produção de leite orgânico. O projeto tem como foco atingir pequenos produtores de leite dos municípios de Pelotas, Arroio Grande, São Lourenço, Canguçu e Piratini. Todos os municípios pertencem ao Território Zona Sul, RS, Brasil. Ações de educação ambiental apresentam potencial para conduzir o produtor a refletir sobre a forma que maneja sua propriedade e onde é possível mudar ou melhorar, contemplando a realidade do ator social e as possibilidades apontadas para mudanças, construindo um círculo de pesquisa e ação que se reflete na qualidade de vida das pessoas. De posse de conhecimentos básicos, o próprio produtor, sua família e seus vizinhos, são capazes de encontrar a solução, e dessa forma, melhorar as condições de sanidade de sua área. Portanto, é necessário executar ações que sensibilizem os indivíduos sobre a necessidade de conservação ambiental, oportunizando reflexão e discussão sobre destino correto dos resíduos, utilização de resíduos agrícolas para produção de adubos (compostagem e minhocultura), captação e uso da água, proteção de nascentes e margens dos rios, saneamento, manejo do solo, diagnóstico de espécies de plantas nativas, presença e importância dos animais silvestres, e, consequentemente, melhor qualidade do leite.

Objetivo Geral

Geral:
Promover ações de educação ambiental
Específicos:
1- Elaborar diagnóstico ambiental das propriedades rurais com vistas a transição agroecológica para produção de leite orgânico;
2- Documentar a composição da fauna silvestre presente nas propriedades rurais e suas alterações ao longo do processo de transição agroecológica;
3- Verificar a composição da flora silvestre presente nas propriedades rurais e suas alterações ao longo do processo de transição agroecológica;
4- Divulgar os resultados em encontros e congressos da área e publicação dos resultados parciais e finais
5- Envolver alunos dos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Sanitária, Veterinária e Zootecnia nas atividades desenvolvidas.
6- Avaliar ações e resultados para disseminação das experiências.
7 - Elaborar relatório final e publicações dos resultados obtidos.

Justificativa

A educação ambiental como instrumentação de trabalhadores rurais para produção de leite orgânico é pertinente devido a sua grande demanda como alimento, mas baixa produção sob manejo orgânico. Alinha-se à Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica quanto ao seu produto, mas requer acompanhamento para empoderar os produtores do Território Rural Zona Sul do Rio Grande do Sul. Assim como outros produtos agrícolas, a produção de leite orgânico tem potencial para gerar renda para todos os integrantes da família, inclusive mulheres e jovens, devido a possibilidade de industrialização, produzindo manteiga, queijos e outros produtos lácteos.
Público:
A presente proposta se destina a pequenos produtores rurais, que possuam até 20 animais, interessados em reestruturar suas propriedades rurais para produzir leite em bases ecológicas, em acordo com a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica ( Decreto n. 7.794 de 20 de agosto de 2012). A proposta envolve benefícios a diferentes públicos:
i) público produtor, que passará a produzir sob novas bases conceituais (sustentabilidade e valorização da cultura e do saber), com mais qualidade de trabalho e em ambiente salutar. Os benefícios para o público produtor abrangerão todos os integrantes das famílias, homens, mulheres e jovens. Tradicionalmente, os homens têm dirigido as atividades nas propriedades rurais, mas é necessário empoderar as mulheres, ofertando-lhes conhecimento e opções de rendimento com a produção para promover sua autonomia econômica, como por exemplo, produção de produtos derivados do leite. Quanto aos jovens é importante incentivá-los a participar das atividades produtivas, gerando renda para fixa-los na área rural, promovendo, desta forma, o desenvolvimento sustentável e a valorização de seu trabalho (Decreto n. 8.736 de 3 de maio de 2016).
ii) público da academia, alunos de graduação de áreas correlatas (Agronomia, Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Sanitária, Medicina Veterinária, Zootecnia), os quais poderão vivenciar práticas para uma produção sustentável, com qualidade ambiental e socialmente justa.
iii) público consumidor, que terá acesso a um produto com maior qualidade e sem risco de contaminação por agroquímicos e antibióticos.

Metodologia

1- Uma pesquisa inicial será conduzida para conhecer o histórico e a visão dos agricultores quanto as condições ambientais de sua propriedade, através de aplicação de questionário. Após verificação dos resultados e conclusão do diagnóstico ambiental, serão propostas atividades que contemplem as necessidades e sugestões verificadas nos questionários. Com vistas a aquisição de atitudes na ótica da sustentabilidade e saúde ambiental, serão propostas palestras para fomentar a discussão entre os produtores e seus familiares sobre os problemas ambientais verificados e possíveis soluções. Serão propostas outras atividades educativas, como cursos de aproveitamento de materiais reutilizáveis ou recicláveis, oficinas de compostagem e minhocultura, visitas técnicas dos agricultores a centros de pesquisa (EMBRAPA Cascata, UFPel) ou outros produtores agroecológicos, cursos de produção de pães, biscoitos, geléias, conservas e outros produtos de maior valor agregado com matéria-prima produzida na propriedade, visando, em especial, a valorização da mulher e sua inserção na área produtiva.

2 – Para diagnóstico e verificação da evolução de fauna, serão realizadas observações bimestrais em cada uma das propriedades elencadas no projeto, registrando a presença de animais através de fotos relatos dos moradores.

3 - O diagnóstico da vegetação será realizado através de caminhadas pela propriedade, objetivando a identificação e localização de áreas preservadas bem como de áreas de regeneração. Coletas serão realizadas para a identificação do material botânico. Após a definição do estado de conservação da vegetação nativa, proposições serão feitas para a preservação e manutenção dessas áreas.


Indicadores, Metas e Resultados

Indicadores:

Metas:
1- Envolver na execução do projeto 10 estudantes, 4 professores e 10 famílias de agricultores.
2- Realizar 6 palestras – Sujeito ecológico, agroecologia e sustentabilidade, plano de manejo orgânico, manejo de água e solos, plantas nativas e animais silvestres... mais algum assunto?????
3- Proporcionar 3 oficinas – reaproveitamento de materiais, montagem de minhocário e composteira, conservação do leite (pasteurização) e elaboração de produtos derivados do leite conforme o interesse dos
4- Produzir mínimo 4 publicações técnico-científicas (artigos científicos, resumos em eventos científicos, capítulos de livro)
5 - Produzir 3 publicações didático-pedagógicas (cartilhas)

Resultados esperados:

1- melhor qualidade de água, através do correto manejo de nascentes e margens de córregos,
2- melhores condições físicas e biológicas do solo, através da adoção de práticas conservacionistas,
3- destino correto dos resíduos, com adoção da prática de compostagem,
4- melhor paisagem, devido ao manejo de plantas nativas, pastagens, quebra-ventos, plantas medicinais e hortas,
5- redução do lixo produzido, devido a adoção de práticas de redução de desperdícios, reaproveitamento de embalagens e reciclagem de materiais,
6- valorização da biodiversidade.




Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ANDREI REI RODRIGUES SILVEIRA
ANELISE VICENTINI KUSS4
RAFAELA DORIGON MARTINS

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