Nome do Projeto
BRICS E CHINA: Uma análise da Política Internacional Contemporânea
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/06/2021 - 01/06/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Resumo
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul formam o BRICS. Diferentes em inúmeros aspectos, esses países têm mantido reuniões regulares desde 2009 para tratar pautas da agenda internacional. As diferenças não impedem que consensos sejam criados no BRICS, como também não geram quaisquer constrangimentos para iniciativas individuais e paralelas de seus membros. Alguns exemplos são: o Fórum de Diálogo IBAS, a Organização para Cooperação de Xangai (SCO), a Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP) e a Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI). A China tem destaque nos três últimos sendo promotora da BRI. Ora, a multiplicidade de iniciativas concomitante ao BRICS e, sobretudo, a participação da China nelas, suscita questionamentos acerca da interação entre os cinco membros e as ambições envolvidas. Especialmente o fato de que, apesar da não formalização, o BRICS permanece uma arena política para interação de seus membros. Diante do exposto, toma-se como problema de pesquisa a análise da política internacional contemporânea (2009 - dias correntes) na qual os Brics, em especial a China, tem adotado ações individuais de promoção de acordos e alianças em detrimento do aprofundamento da interação e das potencialidades no âmbito do BRICS.

Objetivo Geral

Compreender o multilateralismo existente entre Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul, em sua dimensão política e centrada no BRICS, num contexto em que a China propõe novos instrumentos de cooperação e interação multilateral sem o envolvimento direto dos parceiros do BRICS.

Justificativa

Desde sua formação o BRICS tem sofrido críticas acerca do seu alcance e viabilidade: pela dificuldade em compreende-lo enquanto grupo, aliança, bloco, instituição, regime ou organização internacional (CARVALHO at al, 2015; DAMICO, 2015); pela forma como tem estabelecido iniciativas conjuntas muito flexíveis e convenientes (ABDENUR, FOLLY, 2015); pela heterogeneidade de interesses e ambições que são, em parte, reflexo da assimetria de poder e capacidade entre os membros (ARMIJO; ROBERTS, 2014; DUGGAN; AZALIA, 2020).

O desequilíbrio quanto a distribuição de recursos materiais e de influência na governança global pode afetar a interação no BRICS. Economicamente, segundo dados de 2019 do Banco Mundial, China (2o), Índia (5o), Brasil (9o), Rússia (11o) e África do Sul (38o) eram assim posicionados no ranking de maiores economias do mundo. A China figura entre os principais parceiros comerciais de todos os demais Brics (COOPER, 2020). Rússia e China são membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). É histórica a demanda de Brasil e Índia por um assento permanente no CSNU. Os países participam de outras iniciativas em paralelo ao BRICS. Índia, Brasil e África do Sul conformam o Fórum de Diálogo IBAS. China e Rússia participam da Organização para Cooperação de Xangai (SCO). É notável, por sua vez, o esforço chinês na ampliação de sua ação internacional por meio de outras iniciativas como o Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI) e da recém criada Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP) (ROLLAND, 2017; SATAKE; SAHASHI, 2021).

A adoção de novas frentes de atuação por parte da China parece contribuir para a relativa perda do protagonismo que o BRICS teve no início de sua articulação. A razão disso seriam os diferentes desafios ao desenvolvimento, a prioridade e os instrumentos disponíveis e utilizados por cada um dos Brics para supera-los (DUGGAN; AZALIA, 2020).

Metodologia

Compreender o BRICS, as resultantes da interação entre seus membros e principalmente da China ao passo que isso se dá no espaço corrente de tempo demanda a adoção da metodologia histórica associada a dois métodos - a análise de conjuntura e a análise documental.

Essa metodologia permite observar processos e atores imersos num contexto delimitado e justificado pelo pesquisador: as décadas entre 2000 e 2020, período de criação do BRICS ao dias correntes (THIES, 2002). A análise de conjuntura propõe uma "leitura da realidade em movimento” permeada pela natureza imprevisível e causal da ação política. Cabe, portanto, avaliar os atores e sua ação (FORNAZIERI, 2014). Como atores: Brasil, Russia, India, China e África do Sul. Enquanto ação: o multilateralismo empregado no BRICS.

Serão empregados na análise documental dois softwares livres: o AntConc e o VOSviewer.

Indicadores, Metas e Resultados

i - A produção de artigos a serem submetidos para a participação em congressos e eventos e para publicação em periódicos nacionais e estrangeiros indexados com Qualis A1, A2 e B1 na area de Ciência Política e Relações Internacionais;

ii - O estabelecimento de um Observatório de Política Internacional dos Países em Desenvolvimento, com destaque para os países Brics.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
AMANDA CRISTINA SILVA PINHEIRO
AMANDA DA LUZ PERACHI
AMANDA DA LUZ PERACHI
Ana Flávia Ramos de Almeida
Ana Tereza Lopes Marra de Sousa
BEATRIZ DA SILVA CORDEIRO
BRUNA ABREU SILVEIRA
CAIO FERNANDO DA SILVA
CASSIANE LEONOR SANTOS DE SOUZA
Carlos Eduardo Ferreira de Carvalho
ESTER GRUPPELLI KURZ
JULIA MARIA SOARES ANDRADE RUDRIGUES
JÚLIA ADRIANE FERREIRA BRETANHA
MARIA JÚLIA SANTOS MATTOS
MARIANA VALLEJO COSTA
MONIKA WERONIKA DOWBOR4
NATANIELE PAIM SCHMUTZ
VITÓRIA DE BORBA
WILLIAM DALDEGAN DE FREITAS32

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