Nome do Projeto
Aprendendo com o Usuário - III Edição
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
07/03/2022 - 31/12/2024
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Eixo Temático (Principal - Afim)
Meio ambiente / Tecnologia e Produção
Linha de Extensão
Desenvolvimento urbano
Resumo
O projeto vai dar continuidade às atividades de extensão e pesquisa do projeto "Aprendendo com o usuário - Estratégias de transformação do espaço habitacional", que objetiva oferecer assistência técnica ao ambiente construído de assentamentos precários. Este projeto é realizado com o suporte do Núcleo de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo – NAURB - e do Laboratório de Conforto e Eficiência Energética – LABCEE - da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pelotas. É desenvolvido na área da macro Região do São Gonçalo, e tem se voltado para a comunidade do loteamento Anglo, no bairro da Balsa, localizada na região Leste da cidade de Pelotas/RS, Zona Bioclimática 2, Sul do Brasil. O objetivo desta proposta é melhorar a qualidade de vida da comunidade da Macro Região do São Gonçalo, com ênfase no entorno imediato do Campus Anglo, reforçando os vínculos da universidade com a comunidade, através da assistência técnica para qualificação do ambiente construído. Reconhecendo que o processo de autoconstrução do espaço privado e coletivo é a estratégia para a adequação às necessidades dos moradores das áreas de maior precariedade no Brasil, o trabalho tem como objetivo dar assistência técnica e conscientizar os moradores que o conforto e bem-estar espacial deve ser levado em consideração nesse processo. Tem como objetivos específicos: 1) Dar continuidade à assistência técnica para a comunidade da macro Região do São Gonçalo. Dar assistência aos projetos de dispositivos climáticos implementados no Loteamento PAC Anglo, avaliando os resultados de sua implementação junto com a comunidade; 2) Efetuar projeto participativo de qualificação do entorno do Canal do Pepino envolvendo a população residente, a comunidade universitária e as empresas localizadas na microrregião; 3) Identificar as intervenções realizadas pelos moradores nos projetos-padrão dos programas habitacionais e dar assessoria técnica para os processos de melhoria e ampliação das unidade habitacionais. 4 ) Organizar o acervo de imagens , fotos e vídeos , gerados nas oficinas participativas da fase 1 e 2 do projeto “Aprendendo como o Usuário”e das presentes Ações e produzir material de divulgação para mídia digital. O projeto tem sua ênfase em métodos e técnicas de projetos participativos, dando ênfase na voz do usuário e na qualificação técnica da assessoria prestada pela comunidade acadêmica.

Objetivo Geral

O objetivo desta proposta é melhorar a qualidade de vida da comunidade da Macro Região do São Gonçalo, com ênfase no entorno imediato do Campus Anglo, reforçando os vínculos da universidade com a comunidade, através da assistência técnica para qualificação do ambiente construído. Reconhecendo que o processo de autoconstrução do espaço privado e coletivo é muito difundido no Brasil, o trabalho tem como objetivo dar assistência técnica e conscientizar os moradores que o conforto e bem-estar espacial deve ser levado em consideração nesse processo. Tem como objetivos específicos: 1) Dar continuidade à assistência técnica para a comunidade da macro Região do São Gonçalo. Dar assistência aos projetos de dispositivos climáticos implementados no Loteamento PAC Anglo, avaliando os resultados de sua implementação junto com a comunidade; 2) Efetuar projeto participativo de qualificação do entorno do Canal do Pepino envolvendo a população residente, a comunidade universitária e as empresas localizadas na microrregião; 3 ) Organizar o acervo de imagens , fotos e vídeos , gerados nas oficinas participativas da fase 1 e 2 do projeto “Aprendendo com o Usuário” e das presentes Ações e produzir material de divulgação para mídia digital.

Justificativa

A produção habitacional, motivada por critérios prioritariamente econômicos e funcionais, materializa espaços habitacionais de caráter padronizado, denominados “Projeto padrão de casa popular de baixo custo”, com áreas mínimas, acabamentos básicos e uma série de problemas espaciais e de conforto que geram insatisfações entre os usuários. Essa condição de inadequação da casa às reais necessidades e anseios dos moradores, pelo espaço mínimo que restringe as atividades cotidianas e pela inadequação de processos construtivos, acarreta um fenômeno de transformação e reconstrução do espaço físico a partir de iniciativas espontâneas dos moradores com recursos próprios, sem orientações de técnicos especializados quanto às tomadas de decisões na hora de reformar. Entender as questões relacionadas ao conforto ambiental e oferecer alternativas para sua melhorias pode ser uma contribuição significativa para a qualidade das unidades habitacionais. Dessa forma, a troca de experiencias, entre morador e profissionais arquitetos- urbanistas e discentes em formação, é uma oportunidade para conduzir à revisão dos parâmetros projetuais vigentes, considerando a qualidade de vida das famílias, especialmente em localidades de interesse social. A partir da interpretação da realidade social das famílias e da identificação das estratégias construtivas executadas, das necessidades e desejos dos moradores, os extensionistas serão capazes de orientar moradores em realidade social semelhante e até mesmo rever parâmetros projetuais que considerem a necessidade de flexibilidade do projeto, considerando a sua evolução ao longo do ciclo de vida. O conhecimento das adequações recorrentes dos projetos -padrão também propicia a proposta de soluções -padrão e a racionalização das ações de assistência técnica de qualificação do espaço habitado.
Ações de interesse coletivo das comunidades, como a qualificação do entorno do espaço habitado, bem como as medidas de preservação do ambiente natural também devem ser atendidas pelas ações dos arquitetos e urbanistas, sempre em processos participativos. O conhecimento das necessidades dos usuários do entorno , e o desenvolvimento de ações de educação ambiental poderão criar um real ambiente de apropriação deste espaço .
A Lei de Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social ( ATHIS) garante o direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social (Lei Federal 11.888/2008). De acordo com a Lei de ATHIS a assistência técnica deve cobrir todos os aspectos do projeto, acompanhamento e execução da obra, tarefas dos profissionais do setor, nas áreas de arquitetura, urbanismo e engenharia A lei afirma que a assistência técnica deve estar relacionada tanto à construção como à reforma, ampliação ou regularização fundiária da habitação, beneficiando não apenas os habitantes que recebem apoio, mas também os futuros profissionais, pois estes ampliam seu campo de ação .
O desenvolvimento de alternativas de qualificação da habitação e seu entorno, embasadas na avaliação de sua eficácia por métodos científicos, juntamente com a capacitação de alunos para o exercício profissional através do ensino e extensão, deve ser compromisso da formação de arquitetos e urbanistas de universidades públicas, viabilizando a implementação da Lei de ATHIS.
O estudo continuou as atividades de extensão e pesquisas anteriores , efetuadas área do loteamento Anglo e região da Balsa. A Fase 1 do Projeto , entre 2017e 2019 desenvolveu, a partir da perspectiva do morador, um Caderno com Recomendações Projetuais e Construtivas, que consideraram a flexibilidade continua da habitação e a personalização em projetos de habitação social, dando suporte para a prestação de assistência técnica profissional para orientar a execução de reformas em comunidades de vulnerabilidade social. A Fase 2, entre 2020 e 2021 foi de implementação de propostas de melhorias do conforto térmico das unidades habitacionais em processos participativos. O projeto avaliou a qualidade térmico-energética das unidades habitacionais do loteamento através da coleta de dados de campo, através de entrevistas e levantamentos. E por meio dos programas Energy Plus e Sketch Up, está realizando modelagens e simulações computacionais com base no uso real dos espaços. Através da parceria com o Rotary Pelotas e com a associação sem fins lucrativos italiana AK0, está executando painéis de isolamento térmico em 4 unidades habitacionais , com emprego de reciclagem de embalagens Tetra Pack. É necessário o acompanhamento destes dispositivos climáticos e sua avaliação de performance para poder replicar a solução adotada.

Metodologia

Os métodos e técnicas utilizados serão voltados para 1) a aquisição de informações sobre os moradores, sobre o ambiente construído e natural (medições, levantamento de campo, entrevistas, questionários; 2) para os processos participativos (com o suporte de meios de representação gráfica digital e de maquetes geradas por impressão 3D) e 3) para a divulgação junto a comunidade ( material de comunicação produzido para meios analógicos e digitais de divulgação).

Indicadores, Metas e Resultados

As metas e resultados esperados são 1) Assistência técnica para os projetos de dispositivos climáticos implementados no Loteamento PAC Anglo e apresentação e divulgação dos resultados de sua implementação junto a comunidade; 2) Projeto participativo de qualificação do entorno do Canal do Pepino realizado e apresentado aos parceiros; 3) Divulgação das ações de assistência técnica junto à comunidade local, junto aos meios de comunicação do município e AZONASUL e publicações acadêmicas.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ADRIANE BORDA ALMEIDA DA SILVA
Andressa Viviane Dumke Noviski
CAROLINA DE MESQUITA DUARTE
CINTIA VIEIRA ESSINGER
DANIELA VIEIRA GOULARTE
EDUARDO GRALA DA CUNHA3
Eduardo Ductra Bortolotti
GUSTAVO BENEDETTI SANTIAGO
LUANA HELENA LOUREIRO ALVES DOS SANTOS
LUÍSA DE AZEVEDO DOS SANTOS
NIRCE SAFFER MEDVEDOVSKI7
RAFAELA BORTOLINI1
RAUL BALBINOTI RODRIGUES
RUBIA FLORES ROMANI
SARA PARLATO
STEFAN POLACK
TALITA MARINI BRANDELLI

Página gerada em 30/06/2022 07:28:03 (consulta levou 0.081784s)