Nome do Projeto
Memória, Identidade e Patrimônio: uma proposta de Educação Patrimonial para as Escolas Quilombolas de Pelotas/RS
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
15/06/2017 - 30/06/2018
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Eixo Temático (Principal - Afim)
Educação / Cultura
Linha de Extensão
Formação de professores
Resumo
O presente projeto tem como meta o trabalho de formação continuada com professores que atuam em escolas quilombolas no Município de Pelotas-RS. Nossa principal premissa é a educação patrimonial. A partir de um olhar reflexivo e crítico do educador, este, poderá tomar como referencial a cultura e o patrimônio. Dessa forma, pretendemos instrumentalizar os educadores no trabalho de educação patrimonial que pode ser desenvolvido tanto em oficinas que ocorrem nos projetos de educação integral quanto em trabalhos interdisciplinares que os professores realizam na escola. A partir de este olhar para o patrimônio pretende-se enfatizar as reflexões acerca das diretrizes curriculares nacionais para a educação escolar quilombola.

Objetivo Geral

Trabalhar a formação continuada de professores que atuam em escolas quilombolas no município de Pelotas - RS. Nossa principal premissa é a educação patrimonial. A partir de um olhar reflexivo e crítico do educador, este, poderá tomar como referencial a cultura e o patrimônio. Dessa forma pretendemos instrumentalizar os educadores no trabalho de educação patrimonial que pode ser desenvolvido tanto nas oficinas que ocorrem nos projetos de educação integral quanto nos trabalhos interdisciplinares que os professores realizam na escola. A partir de este olhar para o patrimônio pretende-se enfatizar as reflexões acerca das diretrizes curriculares nacionais para educação escolar quilombola.

Justificativa

A história quilombola está estreitamente ligada à história política e econômica de nossa cidade, através do ciclo do charque pelotense. A riqueza e opulência de nossa cidade, segundo GUTIERREZ(1993), consagrou-se especificamente no século XIX em função do trabalho do negro nas charqueadas (zona urbana da cidade), olarias e chácaras(na Serra dos Tapes, nossa atual zona colonial).
Pesquisadores começam a voltar seus estudos para o ponto de vista das “minorias”, que durante muito tempo as ações governamentais tentaram silenciar. É com esse olhar que tomamos contato com as pesquisas mais recentes sobre a história de resistência e luta de povos que buscavam sua sobrevivência no mundo da escravidão pelotense.
O Distrito Quilombo tem sua origem com a formação no século XIX do Quilombo de Manuel Padeiro. Encontramos um processo crime do referido grupo que agia na Serra dos Tapes: São relatos de roubos, assassinatos e raptos, nada que explique como os ancestrais das pessoas que moram hoje nas Comunidades Negras Rurais chegaram e permaneceram lá, se eles têm alguma ligação com o primeiro Quilombo ou não. Como enfrentaram e ainda hoje enfrentam as dificuldades impostas pelo meio rural, ainda mais para aqueles que não possuem escritura de suas terras, e que muitas vezes não têm acesso aos meios governamentais para os benefícios sociais. Essa história é importante ser reconstituída de uma forma didaticamente acessível aos nossos alunos para que estes possam compreender o processo histórico de ocupação da região e consequentemente os conflitos gerados pelo mesmo.
É preciso dar visibilidade à história da formação do Distrito Quilombo para que a comunidade, e em especial as comunidades escolares destas localidades tenham ciência da importância do processo de resistência organizado pela etnia negra no século XIX para a formação social, política e econômica de nossa região.
Precisamos trabalhar com os novos conceitos de quilombo para que os educadores compreendam quem são Comunidades Negras Rurais na atualidade.

Metodologia

Serão realizadas oficinas com o propósito de discutir sobre a importância da formação continuada e de difundir o conhecimento histórico sobre a região entre os educadores bem como discutir sobre a importância de se trabalhar com educação patrimonial para que tais conhecimentos possam ter um significado positivo entre alunos e familiares. “ Conforme a pesquisadora Maria de Loudes Horta, a educação patrimonial “pode ser definida como um instrumento de ‘alfabetização cultural’, que possibilita o indivíduo fazer leitura do mundo que o rodeia, e pode ocorrer na escola, bem como em todos os espaços sociais” (HORTA, 2006, p. 6).
A partir do trabalho de educação patrimonial também se torna possível um processo dialógico (FREIRE, 1996), o qual os alunos possam estar contribuindo com sua cultura, história e saberes-fazeres, constituindo um processo significativo para os atores sociais envolvidos neste processo.
Dessa forma, será proposto aos educadores que ao final do projeto, pensem nos conhecimentos socializados e se há uma forma de inseri-los no currículo oficial das escolas participantes.

Indicadores, Metas e Resultados

Ao final do desenvolvimento deste projeto esperamos poder contribuir para a valorização da história e da cultura afro-brasileira. Que os educadores possam adquirir conhecimento, em linhas gerais, sobre a resistência ao branqueamento e ao silêncio empreendidos pela etnia negra em nossa Cidade.
O presente projeto possibilitará, enfim, instrumentalizar os professores para o trabalho com a história do município em especial sobre os quilombolas do passado e as comunidades negras rurais da atualidade.
Esperamos produzir através da releitura da história dos quilombolas liderados por Manuel Padeiro, material que conte a história da região.
Acreditamos em ações como as expostas acima e gostaríamos de proporcionar a possibilidade de fornecer a formação continuada aos educadores para que estes possam pensar estratégias para o trabalho docente junto aos seus alunos e familiares, dando voz ao mesmos nas discussões que poderão ser proporcionadas durante a execução do presente projeto. Nossa expectativa é que este trabalho possa ir além, que professores, alunos e familiares possam tornar-se agentes emponderados e propagadores desse conhecimento.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALVARO LUIZ MOREIRA HYPOLITO1
CRISTIANE BARTZ DE AVILA

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