Nome do Projeto
Conte sua história de Pelotas
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
15/04/2024 - 30/12/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Eixo Temático (Principal - Afim)
Educação / Cultura
Linha de Extensão
Patrimônio cultural, histórico e natural
Resumo
Trata-se de um projeto com objetivo de valorizar e divulgar a história da cidade de Pelotas-RS contada pelo público. O projeto busca destacar as relações e os afetos que as pessoas estabelecem e mantêm com a cidade, bem como os sentidos que atribuem ao seu passado e ao seu presente. Partindo do pressuposto de que aspectos do passado da cidade podem ser narrados por qualquer pessoa, a partir de suas memórias e de consulta a fontes públicas ou privadas (principalmente fotografias de acervos pessoais), o projeto convida pessoas a produzirem pequenos textos (entre uma e três páginas) sobre determinados temas, como “pessoas”, “lugares”, “trabalhos”, “noite”, “festas”, “espiritualidades”, “comidas”, etc. Dado o crescente interesse público em comentar, rememorar, narrar e divulgar a história da cidade, principalmente nas redes sociais, este projeto vem ao encontro desses anseios, valorizando a memória social e os saberes populares. A concepção do projeto é livremente inspirada na obra “Conte sua história de São Paulo”, organizada pelo jornalista Milton Jung e publicada pela Editora Globo em 2006. A originalidade está na história da cidade de Pelotas contada pela própria sociedade, por pessoas de diferentes grupos sociais e gêneros, consolidando-se como uma atividade extensionista de história pública que aproxima universidade e comunidade.

Objetivo Geral

Valorizar e divulgar a história da cidade de Pelotas contada pelo público.

Justificativa

O interesse social pela história da cidade de Pelotas tem crescido muito na contemporaneidade. Sintomático desse interesse tem sido as publicações de livros, a realização de documentários e a proliferação de grupos nas redes sociais, notadamente o “Antiga Pelotas”, da rede social Facebook. Assim, além de pesquisadores/as ligados à universidade que desenvolvem pesquisas capazes de revelar aspectos da história da cidade, existem inúmeros anseios de pessoas comuns que guardam suas memórias (muito particulares, mas também coletivas porque compartilhadas com determinados grupos) sobre diferentes características da vida pelotense de outros tempos. Esses genéricos “outros tempos” tem suas limitações e o recuo temporal muitas vezes torna-se mais restrito ao século XX, acompanhado de documentos pessoais (fotografias, certidões, cadernos, diários, objetos) e de lembranças específicas (“eu lembro de”), ou marcadas pelos traços geracionais (“meu pai dizia”, “minha avó fazia”, “meu bisavô realizou”, “minha tia avó participou”, etc.). Ainda que limitadas, são essas as referências subjetivas que geram sentimentos como a saudade e a nostalgia, bem como a identificação com o local e o fortalecimento de identidades. As pessoas querem ser protagonistas da história da cidade, dividir experiências com a cidade, narrar e contar o que aconteceu, como aconteceu, o que se transformou no decorrer do tempo.
Importa ressaltar que o entendimento de história não está sendo tomado como o disciplinar, mas como narrativas de passado capazes de construir sentidos para o tempo, ainda que por intenções de verdade, de esquecimento, de justiça, de superação. Por esse motivo, as histórias contadas não terão a preocupação com o método histórico de produção de conhecimento, aproximando-se da lembrança, da subjetividade e da experiência. São construções de sentido para o tempo vivido que ganham conformação de “história”, que são intituladas “história”. Também cumpre dizer que o projeto é livremente inspirado na obra “Conte sua história de São Paulo”, organizado pelo jornalista Milton Jung e publicado pela Editora Globo em 2006.
Desse modo, esse projeto se justifica, pois sendo um projeto de história pública, busca ouvir e considerar a história feita e narrada pelo público. Que história de Pelotas as pessoas contam em suas casas, nos cafés, nos momentos de lazer ou nas redes sociais? Que elementos do passado da cidade, no tempo presente, têm sido relevantes para os diferentes grupos sociais da cidade? Que aspectos desse passado despontam nas conversas e na web? O que as pessoas querem falar, ouvir, ler sobre a história de Pelotas? São aspectos do cotidiano público (mercados, praças, festas, prédios, ruas, restaurantes, bares, comércio) ou do âmbito privado (roupas, casas, móveis, decorações, alimentos consumidos)? O que os/as pelotenses, das diferentes regiões da cidade têm a dizer? O que já estão dizendo nos meios de comunicação de que dispõem? O projeto, então, pretende amplificar a história contada pelo público.

Metodologia

Em primeiro lugar, vamos desenvolver as categorias que nortearão o projeto “Conte sua história de Pelotas”. Essas categorias não estão fechadas neste momento inicial do projeto, pois com o envolvimento e a participação popular, elas poderão sofrer alterações. Mesmo assim, nesse momento, estabelecemos:
 Pessoas (benzedeiras, doceiras, fotógrafos, cartomantes, bicheiros, vendedores, etc.)
 Festas (danceterias, bailes, pontos de encontro, bares, etc.)
 Lugares (colônias, esquinas, praças, mercados, praias, etc.).
 Áreas trabalhistas (agricultores, feirantes, soldadores, sapateiros, operários, pedreiros, etc.).
 Espiritualidades (igrejas, templos, terreiros, vivências religiosas, festas, etc.)
 Comidas (receitas, lancherias, lanches, restaurantes, hábitos alimentares, etc.).
 Paisagens urbanas (ruas, estradas, becos, avenidas, prédios, casas, pontes, construções, etc.).
O projeto prevê que pessoas escrevam textos (entre uma e três páginas) sobre um aspecto específico do passado da cidade (uma pessoa, um lugar da noite pelotense, um lugar da cidade, um ramo trabalhista, etc.), que contem, sob sua ótica, com seus argumentos, com suas fontes, um aspecto da história da cidade, com destaque para as transformações e permanências ao longo do tempo.
Sobre as pessoas a escreverem os textos:
1º) os coordenadores do projeto convidarão pessoas específicas para desenvolverem determinados textos, a partir de escolhas arbitrárias.
2º) os coordenadores divulgarão nas mídias locais (jornais da cidade) e nas redes sociais junto à comunidade pelotense, o projeto “Conte sua história de Pelotas”. Qualquer pessoa maior de 18 anos poderá se inscrever e enviar seu texto (em e-mail específico do projeto) nas normas criadas pelos autores (no entanto, sem qualquer garantia prévia de publicação). Os coordenadores serão os responsáveis pela leitura e seleção dos textos, obedecendo a critérios específicos, como: adequação ao projeto, tema/assunto delimitado e de caráter histórico, indicação da temporalidade (em que tempo foi/aconteceu: anos 1950, anos 1960, anos 1980, e assim por diante) e qualidade da redação (em conteúdo e em termos gramaticais). Outros critérios são a diversidade social, étnico-racial e de gênero no quesito autoria dos textos.
O projeto está dividido em quatro fases:
1º ) Divulgação, convites e inscrições para envio de textos – de abril a dezembro de 2024.
2º ) Seleção dos textos escritos pela comunidade – de janeiro a abril de 2025.
3º) Divulgação do projeto, como postagem nas redes sociais (Facebook e Instagram) com resumo, imagens (ilustrativas ou não) e autoria dos textos produzidos – de março de 2024 a dezembro de 2025.
4º) Organização e publicação de um livro/coletânea “Conte sua história de Pelotas” – de maio a dezembro de 2025.

As normas para a participação do público serão divulgadas em “Regulamento” próprio. No prazo estipulado em “Regulamento” para a entrega dos textos, haverá a necessidade de envio de “Cessão de direitos autorais para uso da Universidade e para publicação”. Ambos documentos (Regulamento e Cessão de direitos autorais) estão anexos a esse projeto.

Indicadores, Metas e Resultados

Divulgação nas mídias e redes sociais do andamento e dos resultados do trabalho.
Construção de uma história da cidade de Pelotas com a participação efetiva do público.
Publicação da coletânea “Conte sua história de Pelotas”.
Ampliação do interesse social pela História e pelos cursos de História da UFPEL.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ARISTEU ELISANDRO MACHADO LOPES4
GEOVANI DE FREITAS SILVA FILHO
LUCAS VISCARDI MARQUES
MAURO DILLMANN TAVARES4
SUÉLLEN DE MEDEIROS CORTES

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