Nome do Projeto
Potencial atividade larvicida do lixiviado bruto e destilado em Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
05/03/2025 - 05/03/2026
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Biológicas
Resumo
O aumento das temperaturas globais e as mudanças climáticas estão intensificando
a transmissão de doenças transmitidas por vetores, especialmente as arboviroses.
Mosquitos como o Aedes aegypti e o Culex quinquefasciatus são os principais
responsáveis por essa disseminação, favorecidos pela urbanização e pelas condições
sanitárias precárias. O uso indiscriminado de inseticidas químicos tem gerado
problemas como resistência dos insetos e danos ambientais, tornando urgente a
busca por alternativas mais sustentáveis. Fitoquímicos, substâncias presentes em
plantas, emergem como uma promissora opção para o controle de vetores, por serem
menos tóxicos e mais amigáveis ao meio ambiente. A exploração dessas substâncias
naturais representa um avanço significativo no desenvolvimento de larvicidas mais
seguros e eficazes, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças como
dengue, Zika e Chikungunya. O lixiviado de aterro sanitário surge como alternativa
para o desenvolvimento de larvicida, devido a sua composição com metais pesados e
compostos farmacêuticos, que pode induzir estresse oxidativo, levando a um aumento
na atividade da acetilcolinesterase, que é indicador de dano celular e
comprometimento da função neurológica nos peixes e que para mosquitos existem
inseticidas que atuam na inibição desta enzima. Diante disso, será realizado testes
nas concentrações de 10, 20, 30, 40 e 50%, acompanhados nos tempos 30 min, 2
horas e posteriormente a cada 24, 48 e 72 horas, de lixiviado em larvas de Aedes
aegypti e Culex quinquefasciatus, no Laboratório de Protozoologia e Entomologia, da
Universidade Federal de Pelotas, a fim de estimar a concentração em que 50% das
larvas são afetadas pela atividade do lixiviado.
Objetivo Geral
Avaliar o potencial larvicida do lixiviado bruto e lixiviado destilado em
Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti.
Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti.
Justificativa
As doenças transmitidas pelos mosquitos infectam até 700 milhões de pessoas
por ano. Diante das mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global, as
temperaturas médias globais aumentam, criando um ambiente mais propício para a
proliferação dos mosquitos, aumentando a quantidade em áreas até então menos
afetadas. Por muitos anos se utilizou inseticidas químicos como principal medida para
combatê-los e na prevenção de doenças transmitidas por esses vetores. No entanto,
o uso contínuo desses produtos levou a resistência de mosquitos a diversas classes
de inseticidas além dos impactos ambientais e à saúde humana. Nos últimos anos
tem-se dado importância e atenção a fitoquímicos, devido aos compostos bioativos
encontrados em diversas plantas com eficácia comprovada como inseticidas naturais.
Diante deste cenário, propõe-se uma alternativa promissora com uso de lixiviado.
por ano. Diante das mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global, as
temperaturas médias globais aumentam, criando um ambiente mais propício para a
proliferação dos mosquitos, aumentando a quantidade em áreas até então menos
afetadas. Por muitos anos se utilizou inseticidas químicos como principal medida para
combatê-los e na prevenção de doenças transmitidas por esses vetores. No entanto,
o uso contínuo desses produtos levou a resistência de mosquitos a diversas classes
de inseticidas além dos impactos ambientais e à saúde humana. Nos últimos anos
tem-se dado importância e atenção a fitoquímicos, devido aos compostos bioativos
encontrados em diversas plantas com eficácia comprovada como inseticidas naturais.
Diante deste cenário, propõe-se uma alternativa promissora com uso de lixiviado.
Metodologia
As amostras de lixiviado foram obtidas em parceria com o Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento de Compósitos e Materiais Poliméricos (LAPOCOL) da
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e encaminhadas para o Laboratório de
Protozoologia e Entomologia (LAPEn). Para a coleta de larvas de Culex
quinquefasciatus será delimitado regiões da área urbana na cidade de Pelotas, RS
em pontos com água parada e elevada presença de matéria orgânica. O procedimento
de coleta das larvas de C.quinquefasciatus ocorrerá com auxílio de concha
entomológica adaptada de volume igual a 350ml e cabo extensor, adaptado com cabo
de vassoura. As amostras de ovos de Aedes aegypti serão adquiridos em parceria
com Laboratório de Biologia de Artrópodes, Departamento de Microbiologia,
Imunologia e Parasitologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
As larvas de C.quinquefasciatus serão colocadas em frascos de vidro vedados
devidamente com a água do criadouro. Os frascos de vidro serão encaminhados para
o Laboratório de Biologia de Insetos do Instituto de Biologia, Departamento de
Microbiologia e Parasitologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde será
realizada a triagem dos espécimes coletados, em bandejas com água declorada,
selecionando-se 20 larvas de 1°, 2°, 3° e 4° estádio para cada tubo Falcon (50ml)
identificados nas concentrações de 10, 20, 30, 40 e 50% tanto para o lixiviado bruto
(RL) quanto para o lixiviado destilado (DRL), além dos controles com água destilada
como controle negativo e um larvicida piretroide como controle positivo (inseticida
Butox). Os tubos Falcons terão a quantidade de 30 ml de água destilada e posterior
concentração de lixiviado definida (10, 20, 30, 40 e 50% do total de 30 ml) e além
disso, em todas as amostras será colocada uma quantidade de ração de peixe (3-
algae granulat) macerado como alimento, para não interferir nos resultados. Os testes
serão realizados em triplicata para cada concentração, contendo 20 exemplares de
larvas de 1° ao 4° estádio. Por fim, serão observados nos tempos, 30 minutos, 2 horas
e subsequentemente a cada 24, 48, 72 horas seguindo metodologia de Ferreira (2021)
com modificações.
Além disso, em cada concentração será feito um acompanhamento do
desenvolvimento das larvas até o estágio adulto para verificar se os tratamentos não
tiveram algum efeito tardio no comportamento e na morfologia. As larvas serão
alocadas em caixa organizadora com voal em condições ideias (±27°C, 70-80% de
umidade e 12:12h de fotoperíodo) com fornecimento de solução açucarada como
fonte energética. Esse acompanhamento será realizado no Laboratório de Biologia de
Insetos, Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas.
Posteriormente, em cada concentração dos lixiviados, as larvas que por
ventura não responderem a estímulos serão colocadas em solução de formol a 10%
e sem seguida levadas para o Laboratório Regional de Diagnósticos, da Universidade
Federal de Pelotas, para analisar histologicamente os danos causados pela ação de
cada tratamento.
A análise dos dados será feita através do Software GraphPad prism onde será
feito a análise de variância (ANOVA), a concentração inibitória mínima (IC 50) para
estimar a concentração em que 50% das larvas são afetadas pela atividade do
lixiviado e o Teste de Tukey para fazer a comparação entre médias e verificar a
eficácia dos tratamentos.
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e encaminhadas para o Laboratório de
Protozoologia e Entomologia (LAPEn). Para a coleta de larvas de Culex
quinquefasciatus será delimitado regiões da área urbana na cidade de Pelotas, RS
em pontos com água parada e elevada presença de matéria orgânica. O procedimento
de coleta das larvas de C.quinquefasciatus ocorrerá com auxílio de concha
entomológica adaptada de volume igual a 350ml e cabo extensor, adaptado com cabo
de vassoura. As amostras de ovos de Aedes aegypti serão adquiridos em parceria
com Laboratório de Biologia de Artrópodes, Departamento de Microbiologia,
Imunologia e Parasitologia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
As larvas de C.quinquefasciatus serão colocadas em frascos de vidro vedados
devidamente com a água do criadouro. Os frascos de vidro serão encaminhados para
o Laboratório de Biologia de Insetos do Instituto de Biologia, Departamento de
Microbiologia e Parasitologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde será
realizada a triagem dos espécimes coletados, em bandejas com água declorada,
selecionando-se 20 larvas de 1°, 2°, 3° e 4° estádio para cada tubo Falcon (50ml)
identificados nas concentrações de 10, 20, 30, 40 e 50% tanto para o lixiviado bruto
(RL) quanto para o lixiviado destilado (DRL), além dos controles com água destilada
como controle negativo e um larvicida piretroide como controle positivo (inseticida
Butox). Os tubos Falcons terão a quantidade de 30 ml de água destilada e posterior
concentração de lixiviado definida (10, 20, 30, 40 e 50% do total de 30 ml) e além
disso, em todas as amostras será colocada uma quantidade de ração de peixe (3-
algae granulat) macerado como alimento, para não interferir nos resultados. Os testes
serão realizados em triplicata para cada concentração, contendo 20 exemplares de
larvas de 1° ao 4° estádio. Por fim, serão observados nos tempos, 30 minutos, 2 horas
e subsequentemente a cada 24, 48, 72 horas seguindo metodologia de Ferreira (2021)
com modificações.
Além disso, em cada concentração será feito um acompanhamento do
desenvolvimento das larvas até o estágio adulto para verificar se os tratamentos não
tiveram algum efeito tardio no comportamento e na morfologia. As larvas serão
alocadas em caixa organizadora com voal em condições ideias (±27°C, 70-80% de
umidade e 12:12h de fotoperíodo) com fornecimento de solução açucarada como
fonte energética. Esse acompanhamento será realizado no Laboratório de Biologia de
Insetos, Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas.
Posteriormente, em cada concentração dos lixiviados, as larvas que por
ventura não responderem a estímulos serão colocadas em solução de formol a 10%
e sem seguida levadas para o Laboratório Regional de Diagnósticos, da Universidade
Federal de Pelotas, para analisar histologicamente os danos causados pela ação de
cada tratamento.
A análise dos dados será feita através do Software GraphPad prism onde será
feito a análise de variância (ANOVA), a concentração inibitória mínima (IC 50) para
estimar a concentração em que 50% das larvas são afetadas pela atividade do
lixiviado e o Teste de Tukey para fazer a comparação entre médias e verificar a
eficácia dos tratamentos.
Indicadores, Metas e Resultados
Por meio deste trabalho espera-se verificar se o lixiviado possui atividade
larvicida significativa nas espécies Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti. Além
disso, visa determinar a causa da ação larvicida nos lixiviado, especificamente quais
variáveis físico químicas afetaram a morfologia e desenvolvimento das larvas e fazer
um comparativo entre a eficácia do lixiviado bruto e destilado. Histologicamente,
pretende-se mostrar quais alterações foram significativas em cada espécie.
larvicida significativa nas espécies Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti. Além
disso, visa determinar a causa da ação larvicida nos lixiviado, especificamente quais
variáveis físico químicas afetaram a morfologia e desenvolvimento das larvas e fazer
um comparativo entre a eficácia do lixiviado bruto e destilado. Histologicamente,
pretende-se mostrar quais alterações foram significativas em cada espécie.
Equipe do Projeto
Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
---|---|---|---|
AIRAN DE QUEVEDO FERNANDES | |||
CAMILA BELMONTE OLIVEIRA | 2 | ||
Filipe Obelar Martins | |||
JULIA VICTORIA SANTOS DE SOUZA | |||
RONYSSA DOS SANTOS RIBEIRO | |||
SIARA SILVESTRI | |||
YAN WAHAST ISLABÃO |
Fontes Financiadoras
Sigla / Nome | Valor | Administrador |
---|---|---|
PROAP/CAPES / Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior | R$ 2.000,00 | Coordenador |
Plano de Aplicação de Despesas
Descrição | Valor |
---|---|
339030 - Material de Consumo | R$ 2.000,00 |