Nome do Projeto
III Seminário Internacional de Patrimônio Industrial, Alimento e Sustentabilidade
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
17/03/2025 - 31/07/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Multidisciplinar
Eixo Temático (Principal - Afim)
Cultura / Tecnologia e Produção
Linha de Extensão
Patrimônio cultural, histórico e natural
Resumo
O termo “tecnologia intermediária” foi cunhado, primeiramente, pelo economista alemão Ernest Frederick Schumacher, na sua conhecida obra “O Negócio é Ser Pequeno - Um Estudo de Economia que Leva em Conta as Pessoas” . O livro foi traduzido para o português em 1973, no mesmo ano em que foi lançada a primeira edição em inglês . A proposta de Schumacher ainda é muito influente e supreende como se ajusta bem ao conceito de sustentabilidade tal como se vê no presente. Inclusive alguns dos objetivos da Agenda 20-30 parecem ter sido desenhados sob tal inspiração. O pensamento do economista humanista valoriza a cultura e o conhecimento local como uma nova forma de elaborar a economia do mundo de modo sustentável. O que essas tecnologias geram são “objetos modestos” notoriamente simples, baratos e livres da “supertecnologia”. São objetos autorais sem assinatura e sem a pretensão de tê-la, são inventos e adventos de tecnologias intermediárias produtivas. Podem ser soluções viáveis para se ter ambientes menos desbastados e podem resultar mais condizentes com a dimensão humana. Por outro lado, podem estar na origem de atividades econômicas deletérias do meio ambiente e das culturas. Podem ser vias de mão dupla. No Rio Grande do Sul, encontram-se, eventualmente, nos museus comunitários e com as comunidades de cidades médias e pequenas. São objetos-vestígios, de fabricação simples e circunstancial, artesanal ou manufaturados, alguns oriundos do aproveitamento de outros objetos industriais e criados a partir de um projeto original ou da cópia ou inspiração em outros objetos. Fundamentalmente, prospectam modos de gerar soluções. São, portanto, resultados de Tecnologias Intermediárias (Schumacher, 1986). Neste evento, tais objetos se circunscrevem no âmbito do patrimônio alimentar e industrial-alimentar, mas não ignoram outras formas de patrimônio relacionados e, eventualmente, estão imbricados em um sistema de trocas e produção local, sobretudo de subsistência e sobrevivência.

Objetivo Geral

Promover uma ampla discussão conceitual bem como o compartilhamento de experiências diversas sobre as ocorrências destas tecnologias intermediárias em zonas rurais ou rururbanas em cidades médias ou de baixa densidade demográfica.

Justificativa

O evento dá continuidade aos seminários e congressos organizados anteriromente e avança em questões que vem se apesentando como soluções possíveis ou utópicas para probemas da realidade que oprimem as pequenas dimensões culturais e territoriais. Abordam-se temas relacionados ao ambiente da macro região sul de Pelotas, sul do Estado, na qual estão refletidas questões prementes observadas no cenário mundial, o que hoje, é esperado em qualquer lugar ocupado pelo ser humano. O que assistimos neste espaço confirma a globalidade das questões que atravessam os territórios: ambientes ameaçados, empobrecimento das populações e a evasão. Neste cenário, o que estamos registrando não é uma particularidade local, ainda que em território bem delimitado, se fazem melhor visíveis as perdas do ambiente natural, assim como os ganhos que se pode somar ao mudar estratégias e caminhos. Portanto, nem todas as questões são problemas. Muitas, são apenas reflexões. Dessas, algumas são temas de discussão no evento.
Para tanto, propomos debater a partir dos “objetos modestos”, aqui entendidos como expressão de tecnologias produtivas intermediárias, a criatividade, a adaptabilidade, que vimos materializadas neles.

Metodologia

Evento interdisciplinar, desenvolvido em quatro dias, apresentando um elenco nacional e internacional de convidados em mesas temáticas virtuais, com gravação e transmissão online aberta e conferências presenciais. Oportunizará a inscrição de trabalhos no formato de comunicação virtual e presencial, com publicação dos textos completos. Apresentará atividades paralelas e de divulgação científica: oficinas, pré-eventos e uma exposição. No quarto dia, haverá uma visita técnica e oficina. Desenvolve-se sobre três eixos: 1. Eixo Temático 1 - tecnologias nativas: sem recorrer à definição das TI, aqui se definem como aquelas próprias de povos e comunidades que empregam valores e conhecimentos ancestrais ou antigos e mantêm soluções de muita eficácia quanto às suas necessidades específicas.

2. Eixo Temático 2 - tecnologias adaptadas: são expressões de como comunidades diferentes operam soluções criativas e expressivas de modos de vida. Com isso, pretende-se contribuir com o debate de como os atores envolvidos optam por continuar adaptando suas ou outras tecnologias ao invés de ingressar ou manter-se em sistemas produtivos externos e de baixa eficácia para suas necessidades. Observam-se em casos específicos, nacionais ou estrangeiros (Quagliuolo, 2020), como as tecnologias relacionadas à produção das famílias em áreas rurais e rururbanas, oferecem possibilidades de sustento.

3. Eixo Temático 3 - Tecnologias alternativas inovadoras: dizem respeito às técnicas e ferramentas produzidas pelas comunidades e grupos tradicionais ou não, nos quais se observam os processos de apropriação, intercâmbio e inovação inerentes a cada uma. Destacam-se as mais sustentáveis, pelas quais se pretende que se estabeleça o contraponto entre o melhor aproveitamento dos recursos com o menor impacto ambiental, contrapondo-se ao sistema produtivista caracterizado pela mecanização, padronização e interesse direto no lucro.

Indicadores, Metas e Resultados

Espera-se atingir um público diverso acadêmico e não acadêmico, de ao menos 80 pessoas presenciais e 100 virtuais.
Espera-se a publicação dos anais com ao menos 50% dos textos completos de todos os trabalhos apresentados.
Espera-se obter plena adesão dos pós-graduandos na apresentação de comunicações, com ao menos 50% dos trabalhos apresentaados.
Espera-se conseguir oferecer ao menos quatro oficinas no evento.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALCIDES GOMES NETO
AMANDA MENSCH ELTZ
CATERINE HENRIQUES MENDES
CLÁUDIA DA SILVA NOGUEIRA
Denise Prado Costa
Edward Dutra dos Anjos
FRANCISCA FERREIRA MICHELON4
GUILHERME PINTO DE ALMEIDA
Giane Trovo Belmonte
INGUELORE SCHEUNEMANN
JOAO FERNANDO IGANSI NUNES30
JOSSANA PEIL COELHO
JULIANA MOHR DOS SANTOS
KATIA HELENA RODRIGUES DIAS
LAIANA PEREIRA DA SILVEIRA
LILIA WALTZER RODRIGUES
LUCIANA ROCHEDO SPENCER DOS SANTOS
Luiz Miguel Oosterbeeck
MARIA EDUARDA GAUZE CARDOSO
NATHALIA DA SILVA BENITO
Pablo Alberto Lacoste
RAYZA ROVEDA ATAIDES
SIDNEY GONÇALVES VIEIRA17
UBIRAJARA BUDDIN CRUZ24
Vicente Julián Sobrino Simal
WAGNER HALMENSCHLAGER

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