Nome do Projeto
A influência do ambiente digital nos hábitos e escolhas alimentares de adolescentes.
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/08/2026 - 12/12/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações biopsicossociais, na qual a percepção corporal e a alimentação são frequentemente moldadas por padrões sociais, principalmente no ambiente das mídias digitais. Junto dessa influência, existe a alta demanda publicitária dos alimentos ultraprocessados, que em sua maioria apresentam uma hiperpalatabilidade, gerando maior desejo nos consumidores. Este estudo propõe avaliar a associação entre o uso das redes sociais por adolescentes, entre os 10 e 19 anos, e suas escolhas e hábitos alimentares, identificando como a exposição a diferentes conteúdos molda o consumo alimentar deste grupo. A metodologia baseia-se em um estudo transversal, envolvendo uma amostra estimada de 381 adolescentes, que serão selecionados por amostragem por conveniência, a partir da técnica snowball. A coleta dos dados ocorrerá a partir de um questionário eletrônico autoaplicável, dividido em quatro blocos. O primeiro bloco abordará as características sociodemográficas dos adolescentes. O segundo bloco avaliará o uso das redes sociais, questionando o tempo de tela dos participantes, o tempo dedicado às redes sociais e os conteúdos que mais os agradam referentes a alimentação, ou não. O terceiro bloco irá identificar o consumo alimentar dos últimos 30 dias, com perguntas baseadas no QFA-Nova. O quarto bloco avaliará a autopercepção de saúde dos adolescentes, com perguntas estruturadas a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O instrumento de pesquisa respeitará os preceitos éticos, exigindo assinatura dos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE), por se tratar de uma pesquisa com adolescentes, menores de idade, além de declarar os direitos e a confidencialidade dos dados fornecidos pelos participantes. Os dados obtidos serão submetidos a uma planilha digital no Excel e posteriormente, analisados no software Stata 13.0, a partir do teste de associação Qui-Quadrado, utilizando o nível de significância de 5% (p<0,05). Espera-se identificar associação entre o uso das redes sociais e os hábitos alimentares dos adolescentes, com maior consumo de alimentos ultraprocessados entre aqueles mais expostos a conteúdos alimentares e publicitários nas plataformas digitais.
Palavras chaves: adolescentes, redes sociais, escolhas alimentares, ambiente digital.
Objetivo Geral
Avaliar a associação entre o uso das redes sociais e as escolhas alimentares de adolescentes.
Justificativa
No contexto alimentar da adolescência, diversos fatores podem estar associados às suas escolhas alimentares, sendo eles: os meios de comunicação, a satisfação corporal, a tendência de comparação e a grande demanda de anúncios publicitários (Czubaj et al., 2025). A influência excessiva de conteúdos alimentares assistidos nas redes sociais, pode levar a tendências de comportamentos alimentares negativos, como alto consumo de ultraprocessados e a baixa ingestão de frutas, verduras e leguminosas com consequente desenvolvimento de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT´s), cada vez mais comum na população jovem (Louzada; Gabe, 2025).
Os hábitos criados no início do desenvolvimento biopsicossocial de adolescentes, refletem significativamente no comportamento que se estende durante a vida adulta, bem como os costumes que se mantêm, ou não (Frech, 2012), especialmente relacionados à alimentação e ao uso de redes sociais como fonte de informação. Por isso, entender as circunstâncias que moldam a alimentação do público jovem é importante, respeitando a individualidade de cada um, nessa fase marcada por transições cognitivas e sociais.
O avanço da influência alimentar nas mídias sociais, seguida pelo aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, a partir da promessa de praticidade, baixo custo e o sabor hiperestimulante (Monteiro et al., 2019), favorece a maior aceitação desse grupo, em relação a outros alimentos. Esse crescimento publicitário acerca de alimentos altos em aditivos químicos e baixos em nutrientes, promove uma homogeneização da alimentação, desde as primeiras fases da vida.
Nessas condições, se faz necessário entender os conteúdos referentes à nutrição que estão sendo publicados e consumidos em diferentes redes sociais, analisando o tempo de acesso dos adolescentes a eles e o possível impacto que causam nas suas escolhas alimentares. Assim, é possível avaliar até que ponto o acesso facilitado às mídias de comunicação contribuem com uma alimentação e nutrição de qualidade, além da promoção de saúde.
Os hábitos criados no início do desenvolvimento biopsicossocial de adolescentes, refletem significativamente no comportamento que se estende durante a vida adulta, bem como os costumes que se mantêm, ou não (Frech, 2012), especialmente relacionados à alimentação e ao uso de redes sociais como fonte de informação. Por isso, entender as circunstâncias que moldam a alimentação do público jovem é importante, respeitando a individualidade de cada um, nessa fase marcada por transições cognitivas e sociais.
O avanço da influência alimentar nas mídias sociais, seguida pelo aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, a partir da promessa de praticidade, baixo custo e o sabor hiperestimulante (Monteiro et al., 2019), favorece a maior aceitação desse grupo, em relação a outros alimentos. Esse crescimento publicitário acerca de alimentos altos em aditivos químicos e baixos em nutrientes, promove uma homogeneização da alimentação, desde as primeiras fases da vida.
Nessas condições, se faz necessário entender os conteúdos referentes à nutrição que estão sendo publicados e consumidos em diferentes redes sociais, analisando o tempo de acesso dos adolescentes a eles e o possível impacto que causam nas suas escolhas alimentares. Assim, é possível avaliar até que ponto o acesso facilitado às mídias de comunicação contribuem com uma alimentação e nutrição de qualidade, além da promoção de saúde.
Metodologia
METODOLOGIA
6.1 Delineamento e caracterização da amostra
Para avaliar a relação entre os conteúdos de alimentação e nutrição assistidos pelos adolescentes nas redes sociais e a influência deles em seus hábitos e escolhas alimentares, será realizado um estudo transversal, a partir de um questionário eletrônico (Anexo 1.).
A seleção da amostra será de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos (OMS, 2023), independente da sua escolaridade, que tenham acesso a redes sociais e que possam responder ao questionário eletrônico. Os participantes serão selecionados por amostragem por conveniência, a partir da técnica snowball – onde um participante indica a pesquisa a outros (Ting et al., 2025). Uma outra abordagem de divulgação da pesquisa, será o compartilhamento em grupos de WhatsApp entre os adolescentes. A combinação dessas abordagens permitirão um maior alcance de participantes que se interessam pela temática da pesquisa. A amostra excluirá adolescentes que não tenham acesso a internet ou que não façam uso de redes sociais. Outros critérios de exclusão a serem adotados, serão àqueles que não souberem responder ao questionário e participantes sem consentimento de seus responsáveis para realização da pesquisa.
O tamanho amostral foi estimado utilizando o software OpenEpi, versão 3.01. Considerou-se uma população finita de 38.441 adolescentes de 10 a 19 anos residentes em Pelotas-RS (IBGE, 2022), prevalência esperada de 50%, nível de confiança de 95%, erro máximo aceitável de 5% e efeito de delineamento igual a 1,0. Portanto, estima-se uma amostra de 381 adolescentes, com base em um cálculo feito por meio do software OpenEpi. Considerou-se como população de referência o número total de adolescentes, entre os 10 e 19 anos, da cidade de Pelotas-RS, conforme os dados populacionais disponíveis (IBGE, 2022), que relataram um número de 38.441 adolescentes residentes.
6.2 Aspectos éticos
O presente projeto será submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (CEP-FE/UFPel), respeitando os princípios éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 e pela Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde para pesquisas envolvendo seres humanos.
Por se tratar de pesquisa com adolescentes menores de idade, a participação somente ocorrerá mediante a concordância do responsável legal e do próprio adolescente. Inicialmente, o responsável terá acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), disponibilizado eletronicamente no início do formulário. Após a leitura do documento, deverá indicar sua concordância por meio de aceite eletrônico. Somente após essa etapa o adolescente terá acesso ao Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE), também apresentado eletronicamente, e poderá manifestar sua concordância em participar da pesquisa.
O sistema será configurado para permitir o acesso ao questionário apenas após a confirmação do TCLE e do TALE. Os participantes serão informados sobre os objetivos da pesquisa, os procedimentos envolvidos, os possíveis riscos e benefícios, a voluntariedade da participação e a possibilidade de desistência a qualquer momento, sem qualquer prejuízo.
Todos os dados coletados serão tratados de forma confidencial, observando os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018). As informações serão armazenadas em ambiente digital protegido por senha, acessível apenas aos pesquisadores responsáveis. Os dados serão utilizados exclusivamente para fins científicos e permanecerão armazenados por cinco anos após o término da pesquisa, sendo posteriormente destruídos.
6.3 Coleta de dados e instrumento de pesquisa
Os dados serão coletados por meio de questionário eletrônico autoaplicável hospedado na plataforma Google Forms. A divulgação ocorrerá por meio das redes sociais dos pesquisadores e da técnica snowball, na qual os participantes poderão compartilhar o convite da pesquisa com outros adolescentes elegíveis. Antes do acesso ao questionário, será disponibilizado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) ao responsável legal do adolescente. Após a manifestação eletrônica de concordância do responsável, o participante terá acesso ao Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE). Apenas após a concordância em ambas as etapas será possível iniciar o preenchimento do questionário. Não serão coletados dados pessoais identificáveis, tais como nome completo, CPF ou endereço eletrônico, juntamente às respostas do questionário, garantindo o anonimato dos participantes durante todas as etapas da pesquisa.
Os dados serão coletados por meio de um questionário eletrônico autoaplicável, divulgado inicialmente pela rede social Instagram e posteriormente compartilhado pelos próprios participantes por meio da técnica snowball. O acesso ocorrerá por meio de um link externo direcionado à plataforma Google Formulários, permitindo o preenchimento exclusivamente online. O período de coleta de dados está previsto para ocorrer entre os meses de julho, agosto e setembro.
Antes do início da participação, os adolescentes e seus responsáveis serão informados sobre os objetivos da pesquisa, o caráter voluntário da participação e a garantia de sigilo e confidencialidade das informações fornecidas.
O instrumento de coleta será composto por perguntas estruturadas, organizadas em quatro blocos temáticos:
Bloco 1 – Caracterização sociodemográfica: incluirá perguntas destinadas à caracterização da população participante, contemplando informações sociodemográficas, como: idade, sexo, ano escolar e cidade onde mora.
Bloco 2 – Uso de redes sociais e tempo de tela: abordará o uso de aparelhos eletrônicos e das redes sociais, buscando compreender a frequência de utilização, a exposição a conteúdos relacionados à alimentação e nutrição, bem como o interesse dos participantes por conteúdos alimentares ou publicidade de alimentos.
Bloco 3 – Consumo alimentar: incluirá um Questionário de Frequência Alimentar (QFA), elaborado com base no QFA-NOVA (Louzada et al., 2024), adaptado conforme os objetivos do presente estudo. As perguntas serão referentes ao consumo alimentar dos adolescentes, nos últimos 30 dias, incluindo as frequências que partem de “nunca” até “2 vezes ou mais por dia”. Os alimentos avaliados serão divididos em grupos alimentares, como: frutas; hortaliças; cereais e tubérculos; leguminosas; carnes e ovos; leite e derivados; pães e massas; conservas; embutidos; bebidas adoçadas; doces; lanches e fast-foods.
Bloco 4 – Autopercepção de saúde: será composto por questões adaptadas da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) (IBGE, 2019), com o objetivo de avaliar a autopercepção de saúde dos participantes.
6.4 Tratamento e análise de dados
Após o encerramento da coleta, será gerada uma planilha eletrônica do Excel contendo as informações obtidas no questionário. Inicialmente, será realizada a conferência da consistência e validação dos dados, com exclusão de respostas incompletas, duplicadas ou incompatíveis com os objetivos do estudo.
Posteriormente, os dados serão analisados no software Stata 13.0, em duas etapas. Primeiramente, será realizada análise estatística descritiva, por meio do cálculo de frequências absolutas e relativas para variáveis categóricas, além de medidas de tendência central e dispersão para variáveis numéricas.
Em seguida, será conduzida análise estatística inferencial, com o objetivo de testar as hipóteses da pesquisa e verificar possíveis associações entre o uso das redes sociais e os hábitos e as escolhas alimentares dos adolescentes, a partir do teste de associação Qui-Quadrado, adotando o nível de significância de 5% (p<0,05).
Para alcançar os objetivos propostos na pesquisa, será adotado como variável independente o uso das redes sociais pelos adolescentes, bem como o tempo médio da sua exposição diária às plataformas específicas, medindo o tipo de conteúdo sobre alimentação consumido nesse ambiente digital. Como variáveis dependentes serão considerados os hábitos e escolhas alimentares dos adolescentes participantes, a partir da frequência de consumo de determinados grupos de alimentos, além da influência do consumo de conteúdos sobre alimentação e nutrição percebida pelo próprio participante, nas suas decisões alimentares do cotidiano. Serão consideradas também, as variáveis de controle, ou seja, a especificação de fatores sociodemográficos (sexo, faixa etária, acesso a internet) para minimizar possíveis interferências externas no objetivo final do estudo.
6.5 Riscos e benefícios da pesquisa ao adolescente
A presente pesquisa apresenta risco mínimo aos participantes. Entretanto, algumas perguntas relacionadas aos hábitos alimentares, ao uso das redes sociais e à autopercepção de saúde poderão ocasionar desconforto emocional, constrangimento ou reflexão sobre aspectos pessoais do cotidiano.
Como medidas para minimizar esses riscos, os participantes poderão interromper ou desistir da participação a qualquer momento, sem qualquer prejuízo. Além disso, todas as perguntas poderão ser respondidas em local e horário de sua preferência, garantindo privacidade durante o preenchimento.
Caso algum participante manifeste desconforto significativo decorrente da participação na pesquisa, será orientado a procurar atendimento na rede pública de saúde ou nos serviços de apoio psicológico disponíveis em sua localidade.
Como benefício direto, os participantes receberão um material educativo digital contendo informações baseadas em evidências científicas sobre alimentação saudável, publicidade de alimentos e uso crítico das redes sociais. Como benefício indireto, os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de ações de educação alimentar e nutricional voltadas ao público adolescente.
6.1 Delineamento e caracterização da amostra
Para avaliar a relação entre os conteúdos de alimentação e nutrição assistidos pelos adolescentes nas redes sociais e a influência deles em seus hábitos e escolhas alimentares, será realizado um estudo transversal, a partir de um questionário eletrônico (Anexo 1.).
A seleção da amostra será de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos (OMS, 2023), independente da sua escolaridade, que tenham acesso a redes sociais e que possam responder ao questionário eletrônico. Os participantes serão selecionados por amostragem por conveniência, a partir da técnica snowball – onde um participante indica a pesquisa a outros (Ting et al., 2025). Uma outra abordagem de divulgação da pesquisa, será o compartilhamento em grupos de WhatsApp entre os adolescentes. A combinação dessas abordagens permitirão um maior alcance de participantes que se interessam pela temática da pesquisa. A amostra excluirá adolescentes que não tenham acesso a internet ou que não façam uso de redes sociais. Outros critérios de exclusão a serem adotados, serão àqueles que não souberem responder ao questionário e participantes sem consentimento de seus responsáveis para realização da pesquisa.
O tamanho amostral foi estimado utilizando o software OpenEpi, versão 3.01. Considerou-se uma população finita de 38.441 adolescentes de 10 a 19 anos residentes em Pelotas-RS (IBGE, 2022), prevalência esperada de 50%, nível de confiança de 95%, erro máximo aceitável de 5% e efeito de delineamento igual a 1,0. Portanto, estima-se uma amostra de 381 adolescentes, com base em um cálculo feito por meio do software OpenEpi. Considerou-se como população de referência o número total de adolescentes, entre os 10 e 19 anos, da cidade de Pelotas-RS, conforme os dados populacionais disponíveis (IBGE, 2022), que relataram um número de 38.441 adolescentes residentes.
6.2 Aspectos éticos
O presente projeto será submetido à apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (CEP-FE/UFPel), respeitando os princípios éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 e pela Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde para pesquisas envolvendo seres humanos.
Por se tratar de pesquisa com adolescentes menores de idade, a participação somente ocorrerá mediante a concordância do responsável legal e do próprio adolescente. Inicialmente, o responsável terá acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), disponibilizado eletronicamente no início do formulário. Após a leitura do documento, deverá indicar sua concordância por meio de aceite eletrônico. Somente após essa etapa o adolescente terá acesso ao Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE), também apresentado eletronicamente, e poderá manifestar sua concordância em participar da pesquisa.
O sistema será configurado para permitir o acesso ao questionário apenas após a confirmação do TCLE e do TALE. Os participantes serão informados sobre os objetivos da pesquisa, os procedimentos envolvidos, os possíveis riscos e benefícios, a voluntariedade da participação e a possibilidade de desistência a qualquer momento, sem qualquer prejuízo.
Todos os dados coletados serão tratados de forma confidencial, observando os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018). As informações serão armazenadas em ambiente digital protegido por senha, acessível apenas aos pesquisadores responsáveis. Os dados serão utilizados exclusivamente para fins científicos e permanecerão armazenados por cinco anos após o término da pesquisa, sendo posteriormente destruídos.
6.3 Coleta de dados e instrumento de pesquisa
Os dados serão coletados por meio de questionário eletrônico autoaplicável hospedado na plataforma Google Forms. A divulgação ocorrerá por meio das redes sociais dos pesquisadores e da técnica snowball, na qual os participantes poderão compartilhar o convite da pesquisa com outros adolescentes elegíveis. Antes do acesso ao questionário, será disponibilizado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) ao responsável legal do adolescente. Após a manifestação eletrônica de concordância do responsável, o participante terá acesso ao Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE). Apenas após a concordância em ambas as etapas será possível iniciar o preenchimento do questionário. Não serão coletados dados pessoais identificáveis, tais como nome completo, CPF ou endereço eletrônico, juntamente às respostas do questionário, garantindo o anonimato dos participantes durante todas as etapas da pesquisa.
Os dados serão coletados por meio de um questionário eletrônico autoaplicável, divulgado inicialmente pela rede social Instagram e posteriormente compartilhado pelos próprios participantes por meio da técnica snowball. O acesso ocorrerá por meio de um link externo direcionado à plataforma Google Formulários, permitindo o preenchimento exclusivamente online. O período de coleta de dados está previsto para ocorrer entre os meses de julho, agosto e setembro.
Antes do início da participação, os adolescentes e seus responsáveis serão informados sobre os objetivos da pesquisa, o caráter voluntário da participação e a garantia de sigilo e confidencialidade das informações fornecidas.
O instrumento de coleta será composto por perguntas estruturadas, organizadas em quatro blocos temáticos:
Bloco 1 – Caracterização sociodemográfica: incluirá perguntas destinadas à caracterização da população participante, contemplando informações sociodemográficas, como: idade, sexo, ano escolar e cidade onde mora.
Bloco 2 – Uso de redes sociais e tempo de tela: abordará o uso de aparelhos eletrônicos e das redes sociais, buscando compreender a frequência de utilização, a exposição a conteúdos relacionados à alimentação e nutrição, bem como o interesse dos participantes por conteúdos alimentares ou publicidade de alimentos.
Bloco 3 – Consumo alimentar: incluirá um Questionário de Frequência Alimentar (QFA), elaborado com base no QFA-NOVA (Louzada et al., 2024), adaptado conforme os objetivos do presente estudo. As perguntas serão referentes ao consumo alimentar dos adolescentes, nos últimos 30 dias, incluindo as frequências que partem de “nunca” até “2 vezes ou mais por dia”. Os alimentos avaliados serão divididos em grupos alimentares, como: frutas; hortaliças; cereais e tubérculos; leguminosas; carnes e ovos; leite e derivados; pães e massas; conservas; embutidos; bebidas adoçadas; doces; lanches e fast-foods.
Bloco 4 – Autopercepção de saúde: será composto por questões adaptadas da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) (IBGE, 2019), com o objetivo de avaliar a autopercepção de saúde dos participantes.
6.4 Tratamento e análise de dados
Após o encerramento da coleta, será gerada uma planilha eletrônica do Excel contendo as informações obtidas no questionário. Inicialmente, será realizada a conferência da consistência e validação dos dados, com exclusão de respostas incompletas, duplicadas ou incompatíveis com os objetivos do estudo.
Posteriormente, os dados serão analisados no software Stata 13.0, em duas etapas. Primeiramente, será realizada análise estatística descritiva, por meio do cálculo de frequências absolutas e relativas para variáveis categóricas, além de medidas de tendência central e dispersão para variáveis numéricas.
Em seguida, será conduzida análise estatística inferencial, com o objetivo de testar as hipóteses da pesquisa e verificar possíveis associações entre o uso das redes sociais e os hábitos e as escolhas alimentares dos adolescentes, a partir do teste de associação Qui-Quadrado, adotando o nível de significância de 5% (p<0,05).
Para alcançar os objetivos propostos na pesquisa, será adotado como variável independente o uso das redes sociais pelos adolescentes, bem como o tempo médio da sua exposição diária às plataformas específicas, medindo o tipo de conteúdo sobre alimentação consumido nesse ambiente digital. Como variáveis dependentes serão considerados os hábitos e escolhas alimentares dos adolescentes participantes, a partir da frequência de consumo de determinados grupos de alimentos, além da influência do consumo de conteúdos sobre alimentação e nutrição percebida pelo próprio participante, nas suas decisões alimentares do cotidiano. Serão consideradas também, as variáveis de controle, ou seja, a especificação de fatores sociodemográficos (sexo, faixa etária, acesso a internet) para minimizar possíveis interferências externas no objetivo final do estudo.
6.5 Riscos e benefícios da pesquisa ao adolescente
A presente pesquisa apresenta risco mínimo aos participantes. Entretanto, algumas perguntas relacionadas aos hábitos alimentares, ao uso das redes sociais e à autopercepção de saúde poderão ocasionar desconforto emocional, constrangimento ou reflexão sobre aspectos pessoais do cotidiano.
Como medidas para minimizar esses riscos, os participantes poderão interromper ou desistir da participação a qualquer momento, sem qualquer prejuízo. Além disso, todas as perguntas poderão ser respondidas em local e horário de sua preferência, garantindo privacidade durante o preenchimento.
Caso algum participante manifeste desconforto significativo decorrente da participação na pesquisa, será orientado a procurar atendimento na rede pública de saúde ou nos serviços de apoio psicológico disponíveis em sua localidade.
Como benefício direto, os participantes receberão um material educativo digital contendo informações baseadas em evidências científicas sobre alimentação saudável, publicidade de alimentos e uso crítico das redes sociais. Como benefício indireto, os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de ações de educação alimentar e nutricional voltadas ao público adolescente.
Indicadores, Metas e Resultados
### Indicadores, Metas e Resultados Esperados
Para avaliar a influência do ambiente digital nos hábitos e escolhas alimentares de adolescentes, serão utilizados indicadores relacionados ao uso das redes sociais, à exposição a conteúdos sobre alimentação e ao padrão de consumo alimentar dos participantes. Entre os principais indicadores estão o tempo médio diário de uso das redes sociais, as plataformas mais utilizadas, os tipos de conteúdos alimentares visualizados, a frequência de exposição a conteúdos sugeridos pelos algoritmos, o número de influenciadores digitais e nutricionistas seguidos, bem como a frequência de consumo dos diferentes grupos alimentares classificados segundo a NOVA. Também será considerado o relato dos adolescentes sobre mudanças em seus hábitos alimentares decorrentes de conteúdos visualizados nas redes sociais.
Como metas do estudo, pretende-se alcançar uma amostra mínima de 381 adolescentes, conforme o cálculo amostral realizado, caracterizar o perfil de uso das redes sociais entre os participantes, identificar os conteúdos relacionados à alimentação mais consumidos no ambiente digital e descrever o padrão alimentar dos adolescentes. Além disso, busca-se verificar a existência de associação entre a exposição a conteúdos alimentares nas redes sociais e os hábitos alimentares adotados pelos participantes, produzindo evidências científicas que possam subsidiar futuras ações de educação alimentar e nutricional voltadas a esse público.
Espera-se que os resultados demonstrem elevado tempo de exposição dos adolescentes às redes sociais, especialmente em plataformas de vídeos curtos, e frequente contato com conteúdos relacionados à alimentação e nutrição. Também se espera identificar uma associação entre maior exposição a conteúdos alimentares e maior consumo de alimentos ultraprocessados, bem como uma influência significativa das redes sociais nas escolhas alimentares dos participantes. Adicionalmente, prevê-se que muitos adolescentes acompanhem mais influenciadores digitais do que profissionais nutricionistas em suas redes sociais. Os achados poderão contribuir para a elaboração de estratégias de promoção da saúde, educação alimentar e uso crítico das mídias digitais, fortalecendo ações direcionadas à população adolescente e ampliando o conhecimento científico sobre a relação entre ambiente digital e comportamento alimentar.
Para avaliar a influência do ambiente digital nos hábitos e escolhas alimentares de adolescentes, serão utilizados indicadores relacionados ao uso das redes sociais, à exposição a conteúdos sobre alimentação e ao padrão de consumo alimentar dos participantes. Entre os principais indicadores estão o tempo médio diário de uso das redes sociais, as plataformas mais utilizadas, os tipos de conteúdos alimentares visualizados, a frequência de exposição a conteúdos sugeridos pelos algoritmos, o número de influenciadores digitais e nutricionistas seguidos, bem como a frequência de consumo dos diferentes grupos alimentares classificados segundo a NOVA. Também será considerado o relato dos adolescentes sobre mudanças em seus hábitos alimentares decorrentes de conteúdos visualizados nas redes sociais.
Como metas do estudo, pretende-se alcançar uma amostra mínima de 381 adolescentes, conforme o cálculo amostral realizado, caracterizar o perfil de uso das redes sociais entre os participantes, identificar os conteúdos relacionados à alimentação mais consumidos no ambiente digital e descrever o padrão alimentar dos adolescentes. Além disso, busca-se verificar a existência de associação entre a exposição a conteúdos alimentares nas redes sociais e os hábitos alimentares adotados pelos participantes, produzindo evidências científicas que possam subsidiar futuras ações de educação alimentar e nutricional voltadas a esse público.
Espera-se que os resultados demonstrem elevado tempo de exposição dos adolescentes às redes sociais, especialmente em plataformas de vídeos curtos, e frequente contato com conteúdos relacionados à alimentação e nutrição. Também se espera identificar uma associação entre maior exposição a conteúdos alimentares e maior consumo de alimentos ultraprocessados, bem como uma influência significativa das redes sociais nas escolhas alimentares dos participantes. Adicionalmente, prevê-se que muitos adolescentes acompanhem mais influenciadores digitais do que profissionais nutricionistas em suas redes sociais. Os achados poderão contribuir para a elaboração de estratégias de promoção da saúde, educação alimentar e uso crítico das mídias digitais, fortalecendo ações direcionadas à população adolescente e ampliando o conhecimento científico sobre a relação entre ambiente digital e comportamento alimentar.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| AMANDA GORZIZA SCHWALM | |||
| CHIRLE DE OLIVEIRA RAPHAELLI | 2 | ||
| MARJANA RADÜNZ | 4 |