Nome do Projeto
Grupo de estudos Atletismo em Cores para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Ênfase
Ensino
Data inicial - Data final
15/09/2026 - 29/09/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
Este projeto visa desenvolver atividades em grupo entre discentes, docente e mentora para a busca literária e científica de dados atualizados, nacionais e internacionais, em plataformas confiáveis sobre a prática do atletismo para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A principal missão do grupo é identificar as barreiras para que pessoas com TEA se tornem ativas fisicamente e propor soluções para os entraves que geram o sedentarismo nessa população. Os encontros para discussões dos temas levantados serão semanais, com duração de uma hora. Cada aluno deverá apresentar ao grupo as plataformas utilizadas e os principais achados na literatura. Ao final do período, o grupo construirá um material informativo para os pais e acompanhantes dos participantes do Projeto de Extensão Atletismo em Cores. Adicionalmente, será estruturado um artigo científico para publicação em periódico a ser definido posteriormente.

Objetivo Geral

O presente projeto tem como objetivo geral constituir um núcleo de discussão acadêmica entre mentora e estudantes, visando mapear os fatores restritivos à prática do atletismo por indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Adicionalmente, busca-se sistematizar estratégias metodológicas de intervenção esportiva que superem os entraves evidenciados na literatura especializada.

Justificativa

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado como um distúrbio do neurodesenvolvimento que acarreta impactos significativos no comportamento adaptativo, predominantemente nas áreas da comunicação e interação social. Manifesta-se, ainda, por meio de padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesse ou atividades (Brasil, 2025). Atualmente, observa-se no Brasil um incremento expressivo na prevalência do TEA; estimativas indicam que uma em cada 36 crianças e adolescentes, na faixa etária de três a 17 anos, é diagnosticada com o transtorno (Burg; Soares-Caldeira, 2025). No âmbito motor, indivíduos com TEA frequentemente manifestam hipotonia muscular, déficits na coordenação motora e baixa tolerância a atividades físicas prolongadas, fatores que repercutem negativamente no desenvolvimento motor e físico global (Burg; Soares-Caldeira, 2025). Algumas crianças com TEA ainda podem apresentar comportamentos como andar na ponta dos pés e apresentar movimentos repetitivos, chamados de estereotipias motoras (Burg; Soares-Caldeira, 2025). Adicionalmente, alterações como marcha idiopática (andar na ponta dos pés) e estereotipias motoras são comumente observadas nessa população (Burg; Soares-Caldeira, 2025).
O engajamento em programas de exercícios físicos constitui um desafio complexo para esses indivíduos, os quais precisam processar e integrar múltiplos estímulos ambientais, tais como variações sonoras, visuais e textuais, além de interagir com indivíduos alheios à sua rotina (Brasil, 2025). Não obstante, intervenções desportivas direcionadas, a exemplo do atletismo, têm o potencial de elevar a qualidade de vida dessa população. O atletismo e suas respectivas modalidades figuram entre as práticas mais demandadas por pessoas com TEA (Magalhães et al., 2025). Sua prática regular proporciona benefícios substanciais a crianças e adolescentes no espectro autista, incluindo o aprimoramento do desenvolvimento motor, a ampliação da socialização, o fortalecimento da disciplina e o incremento da autoestima (Magalhães et al., 2025). Contudo, a despeito de tais vantagens, barreiras limitam a adesão cotidiana a essas atividades. Familiares relatam como principais entraves à prática de exercícios a escassez de profissionais capacitados, a infraestrutura inadequada e estigmas sociais que restringem a participação de indivíduos com TEA em contextos lúdicos e esportivos (Barros, 2025). Diante desse cenário, e visando à promoção da saúde e da inclusão social dessa população, justifica-se a execução deste projeto de ensino. A proposta visa elucida os principais fatores restritivos à prática do atletismo no TEA, bem como desenvolver e propor alternativas metodológicas que subsidiem a superação de tais barreiras.

Metodologia

O desenvolvimento deste projeto de ensino dar-se-á por meio da formação de um grupo de estudos, composto pela mentora, docentes e discentes da Universidade Federal de Pelotas, focado na busca bibliográfica de dados atualizados, nacionais e internacionais, em bases de dados científicos confiáveis, sobre a prática do atletismo para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O objetivo central do grupo é identificar as principais barreiras para a inserção de indivíduos com TEA em atividades físicas e propor soluções para os entraves que geram o sedentarismo nessa população.
Os encontros para discussões dos temas levantados ocorrerão semanalmente, com duração de uma hora e trinta minutos. Cada discente deverá apresentar ao grupo as plataformas digitais utilizadas e os principais achados reportados pela literatura. Ao final do período, o coletivo construirá um material informativo voltado aos pais e acompanhantes das pessoas com TEA que integram o Projeto de Extensão Atletismo em Cores. Adicionalmente, o grupo estruturará um artigo de revisão da literatura para publicação em periódico científico a ser definido posteriormente.

Indicadores, Metas e Resultados

Com a execução deste projeto de ensino, pretendem-se alcançar os seguintes parâmetros:
Resultados Esperados: ampliação e disseminação do conhecimento científico acerca das barreiras e possibilidades associadas à prática do atletismo por indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA); e o fornecimento de subsídios teórico-práticos inovadores para os profissionais da área.
Metas: consolidação de um grupo de estudos com reuniões semanais; elaboração e publicação de um material informativo técnico-instrucional voltado a pais e responsáveis; e a estruturação de um artigo de revisão de literatura para submissão em periódico indexado.
Indicadores de impacto: o número de famílias assistidas pelo material informativo no Projeto de Extensão Atletismo em Cores; a publicação do artigo científico; e o índice de engajamento e produção acadêmica dos discentes envolvidos.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ADRIAN FRANCISCO DA SILVA VIANA
CÁTIA FERNANDES LEITE4
GILSON SIMOES PORCIUNCULA4
RODRIGO DE OLIVEIRA DA SILVA
VIVIAN NUNES PEREIRA

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