Nome do Projeto
Desenvolvimento de tecnologia wearables aplicada à atividade física de pessoas com TEA
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
15/09/2026 - 30/11/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Engenharias
Resumo
No Brasil, tem aumentado consideravelmente o diagnóstico de alguns transtornos neurológicos na população (Burg; Soares-Caldeira, 2025). Estudos epidemiológicos atuais refletem um crescimento significativo nas notificações de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no país (Barros, 2025). Crianças com TEA manifestam dificuldades na comunicação e interação social, além de apresentarem déficits motores expressivos, como hipotonia, desequilíbrio postural, problemas de coordenação e marcha atípica (Burg; Soares-Caldeira, 2025). O atletismo é um esporte que, por sua diversidade de modalidades e possibilidades de fragmentação das habilidades motoras, possui grande potencial para inclusão desse público (Silva, 2025). Ainda assim, existe uma lacuna na prescrição de exercícios físicos para pessoas com TEA, que incide diretamente sobre o controle da intensidade do treinamento. Para mitigar esse desafio, surgem novas tecnologias de custo relativamente baixo: os chamados dispositivos vestíveis (wearables). O objetivo deste projeto é construir um dispositivo vestível para detecção de glicose e lactato em suor humano, a ser utilizado por indivíduos com TEA participantes do projeto de extensão Atletismo em Cores.
Objetivo Geral
Construir um dispositivo vestível baseado em biomarcadores do suor (glicose e lactato) para monitorar e nortear a prescrição da intensidade do esforço físico de pessoas com TEA inseridas no atletismo.
Justificativa
A relevância deste projeto fundamenta-se no cenário epidemiológico atual do Brasil, que aponta para um crescimento expressivo no diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), impulsionado pelos avanços na identificação precoce e pela maior conscientização social (Barros, 2025). Diante desse aumento populacional, torna-se urgente o desenvolvimento de estratégias que mitigam as manifestações clínicas associadas ao transtorno, as quais envolvem barreiras de comunicação e interação social, além de déficits motores acentuados, como hipotonia, desequilíbrio postural, marcha atípica e dificuldades de coordenação (Burg; Soares-Caldeira, 2025).
Nesse contexto, a literatura científica consolida a prática regular de exercícios físicos como uma ferramenta terapêutica e inclusiva de alto impacto, capaz de otimizar a regulação comportamental, a percepção corporal e as habilidades sociais desse público (Brasil, 2025; Burg; Soares-Caldeira, 2025). O atletismo destaca-se como uma das modalidades esportivas mais requisitadas por familiares de pessoas com TEA, justamente por permitir a fragmentação das habilidades motoras e promover melhorias expressivas na coordenação, disciplina, socialização e autoestima de crianças e adolescentes iseridos no espectro (Silva, 2025; Magalhães et al., 2025).
Contudo, a aplicação prática do esporte enfrenta uma lacuna metodológica crítica: a dificuldade na prescrição e no monitoramento seguro da intensidade do treinamento para indivíduos com TEA (Brasil, 2025). Embora existam métodos objetivos para esse controle, o custo financeiro elevado restringe severamente o seu uso em larga escala (Brasil, 2025), enquanto os métodos subjetivos podem falhar devido às barreiras de comunicação inerentes ao transtorno.
Para solucionar esse impasse, a engenharia biomédica e a tecnologia assitiva oferecem os dispositivos vestíveis (wearables) como uma alternativa revolucionária, de baixo custo e alta portabilidade para o monitoramento da saúde e prevenção de comorbidades (Lanoux, 2014). A construção de um wearable focado na análise não invasiva de biomarcadores químicos no suor humano – especificamente a glicose e o lactato – justifica-se, portanto, pela necessidade de fornecer uma métrica fisiológica precisa, em tempo real e de baixo custo.
Em suma, este estudo justifica-se pelo caráter interdisciplinar inovador, que une a tecnologia de microssensores à Educação Física Adaptada. O impacto social e científico da proposta materializa-se na sua possível aplicação junto ao projeto de extensão Atletismo em Cores, oferecendo aos profissionais uma ferramenta acessível para qualificar a prescrição do treinamento e garantir uma prática esportiva segura, eficiente e verdadeiramente inclusiva para pessoas com TEA.
Esses dispositivos revolucionaram e ainda podem contribuir bem mais como monitoramento de saúde, prevenção e detecção de comorbidades, além de sua praticidade e baixo custo (Lanoux, 2014). Desta maneira pretende-se construir um dispositivo vestível para detecção de glicose e lactato em suor humano para ser utilizado por pessoas com TEA que participarem do projeto de extensão Atletismo em Cores.
Nesse contexto, a literatura científica consolida a prática regular de exercícios físicos como uma ferramenta terapêutica e inclusiva de alto impacto, capaz de otimizar a regulação comportamental, a percepção corporal e as habilidades sociais desse público (Brasil, 2025; Burg; Soares-Caldeira, 2025). O atletismo destaca-se como uma das modalidades esportivas mais requisitadas por familiares de pessoas com TEA, justamente por permitir a fragmentação das habilidades motoras e promover melhorias expressivas na coordenação, disciplina, socialização e autoestima de crianças e adolescentes iseridos no espectro (Silva, 2025; Magalhães et al., 2025).
Contudo, a aplicação prática do esporte enfrenta uma lacuna metodológica crítica: a dificuldade na prescrição e no monitoramento seguro da intensidade do treinamento para indivíduos com TEA (Brasil, 2025). Embora existam métodos objetivos para esse controle, o custo financeiro elevado restringe severamente o seu uso em larga escala (Brasil, 2025), enquanto os métodos subjetivos podem falhar devido às barreiras de comunicação inerentes ao transtorno.
Para solucionar esse impasse, a engenharia biomédica e a tecnologia assitiva oferecem os dispositivos vestíveis (wearables) como uma alternativa revolucionária, de baixo custo e alta portabilidade para o monitoramento da saúde e prevenção de comorbidades (Lanoux, 2014). A construção de um wearable focado na análise não invasiva de biomarcadores químicos no suor humano – especificamente a glicose e o lactato – justifica-se, portanto, pela necessidade de fornecer uma métrica fisiológica precisa, em tempo real e de baixo custo.
Em suma, este estudo justifica-se pelo caráter interdisciplinar inovador, que une a tecnologia de microssensores à Educação Física Adaptada. O impacto social e científico da proposta materializa-se na sua possível aplicação junto ao projeto de extensão Atletismo em Cores, oferecendo aos profissionais uma ferramenta acessível para qualificar a prescrição do treinamento e garantir uma prática esportiva segura, eficiente e verdadeiramente inclusiva para pessoas com TEA.
Esses dispositivos revolucionaram e ainda podem contribuir bem mais como monitoramento de saúde, prevenção e detecção de comorbidades, além de sua praticidade e baixo custo (Lanoux, 2014). Desta maneira pretende-se construir um dispositivo vestível para detecção de glicose e lactato em suor humano para ser utilizado por pessoas com TEA que participarem do projeto de extensão Atletismo em Cores.
Metodologia
A obtenção do óxido de grafite será realizada pelo método de Hummers e Offeman (1958) (p. 38). Uma massa de 1,0 g de grafite em pó e 0,5 g de nitrato de sódio serão misturados em 23 mL de ácido sulfúrico concentrado sob vigorosa agitação magnética em banho de água. Sequencialmente adicionados 3,0 g de permanganato de potássio, mantendo-se a reação sob agitação por 60 minutos. Na sequência, serão vertidos 46 mL de água destilada, mantendo a agitação por 15 minutos, seguidos pela adição de 140 mL de água destilada e 10 mL de peróxido de hidrogênio. O precipitado obtido será lavado repetidamente por centrifugação com água deionizada e seco em estufa a 50 °C por 3 dias.
Preparo do Óxido de Grafeno Reduzido (GOr):
Para a redução química do material, 100 mg de GO serão dispersos em 60 mL de água destilada utilizando um banho ultrassônico. Após a homogeneização, serão incorporados à mistura 900 mg de ácido ascórbico e 72 µL de etilenoglicol. A amostra será aquecida em estufa a uma temperatura entre 90 °C e 100 °C por um período de 2 horas. O sobrenadante com ácido ascórbico será removido, e o óxido de grafeno reduzido (GOr) resultante será seco em temperatura ambiente.
Impregnação e Funcionalização com Ferro (GOrFe):
O GOr seco será impregnado com uma solução de nitrato de ferro II a uma concentração de 10% em massa de Ferro. O excesso de umidade será extraído com papel filtro e as esponjas do material permanecerão imersas em 5 mL da solução de nitrato de ferro II por 5 minutos. Após a remoção do excesso de líquido, o material será seco em estufa a 40 °C por 72 horas. O processo de pirólise ocorrerá em forno tubular sob atmosfera inerte de nitrogênio, com rampa de aquecimento de 7 °C/min até atingir a temperatura de 700 °C, mantida por 120 minutos, gerando o nanomaterial GOrFe contendo óxido de ferro.
Preparação do Eletrodo de Trabalho e Imobilização Enzimática:
Limpeza do Substrato: Um eletrodo de carbono vítreo (3 mm de diâmetro) será polido com suspensões de alumina de 0,3 µm e 0,05 µm em tecido aveludado, seguido de lavagem em banho ultrassônico com etanol absoluto e água destilada (2 minutos cada) e secagem ambiente.
Preparo da Pasta Modificadora: Uma suspensão contendo 20 mg de GOrFe, 8 mL de etanol absoluto e 20 µL de Nafion® 5% será homogeneizada em sonicador/banho ultrassônico por 3 horas.
Modificação por Drop Casting: Serão depositadas 3 gotas (10 µL cada) da suspensão de GOrFe sobre a superfície do carbono vítreo, permitindo a evaporação do solvente por 4 minutos entre cada aplicação. O eletrodo modificado será seco a 4 °C por 2 horas.
Biossensorização (Glicose e Lactato): Para a detecção de glicose, a superfície será modificada com 6 µL de solução de glicose oxidase (GOx, 20 mg.mL⁻¹) e 6 µL de glutaraldeído 2,5% (v/v em PBS 0,10 mol.L⁻¹), agindo como agente de ligação covalente cruzada por 12 horas. (Nota: Para o monitoramento do lactato, um eletrodo paralelo ou uma região distinta da plataforma vestível receberá o mesmo tratamento físico, substituindo-se a GOx pela enzima Lactato Oxidase). O excesso de reagentes será removido por lavagem em solução tampão fosfato (PBS, 0,10 mol.L⁻¹, pH 6,5).
Caracterização Eletroquímica e Testes em Suor:
As análises serão conduzidas em um potenciostato acoplado a uma célula eletroquímica de três eletrodos: o eletrodo de trabalho modificado, um contra-eletrodo de platina e um eletrodo de referência.
Voltametria Cíclica (VC): Realizada em uma janela de potencial de -1,0 V a +0,8 V com velocidade de varredura de 50 mV.s⁻¹ em meio de PBS ou suor sintético (pH 6,5) para avaliar o perfil de oxirredução.
Amperometria: O monitoramento quantitativo dos analitos (glicose e lactato) ocorrerá sob potencial fixo de 0,200 V por 100 segundos, avaliando-se a variação da corrente faradaica proporcional após a adição dos padrões biológicos e em amostras de suor sintético compostas por ureia, cloreto de sódio e cloreto de potássio.
Arquitetura Estrutural e Concepção dos Eletrodos Flexíveis Multianalito:
O sistema sensor flexível compreende uma plataforma planar disposta em camadas sobre substrato polimérico isolante, dimensionada para detecção simultânea e independente de analitos sem interferência de sinal (cross-talk).
Preparo do Óxido de Grafeno Reduzido (GOr):
Para a redução química do material, 100 mg de GO serão dispersos em 60 mL de água destilada utilizando um banho ultrassônico. Após a homogeneização, serão incorporados à mistura 900 mg de ácido ascórbico e 72 µL de etilenoglicol. A amostra será aquecida em estufa a uma temperatura entre 90 °C e 100 °C por um período de 2 horas. O sobrenadante com ácido ascórbico será removido, e o óxido de grafeno reduzido (GOr) resultante será seco em temperatura ambiente.
Impregnação e Funcionalização com Ferro (GOrFe):
O GOr seco será impregnado com uma solução de nitrato de ferro II a uma concentração de 10% em massa de Ferro. O excesso de umidade será extraído com papel filtro e as esponjas do material permanecerão imersas em 5 mL da solução de nitrato de ferro II por 5 minutos. Após a remoção do excesso de líquido, o material será seco em estufa a 40 °C por 72 horas. O processo de pirólise ocorrerá em forno tubular sob atmosfera inerte de nitrogênio, com rampa de aquecimento de 7 °C/min até atingir a temperatura de 700 °C, mantida por 120 minutos, gerando o nanomaterial GOrFe contendo óxido de ferro.
Preparação do Eletrodo de Trabalho e Imobilização Enzimática:
Limpeza do Substrato: Um eletrodo de carbono vítreo (3 mm de diâmetro) será polido com suspensões de alumina de 0,3 µm e 0,05 µm em tecido aveludado, seguido de lavagem em banho ultrassônico com etanol absoluto e água destilada (2 minutos cada) e secagem ambiente.
Preparo da Pasta Modificadora: Uma suspensão contendo 20 mg de GOrFe, 8 mL de etanol absoluto e 20 µL de Nafion® 5% será homogeneizada em sonicador/banho ultrassônico por 3 horas.
Modificação por Drop Casting: Serão depositadas 3 gotas (10 µL cada) da suspensão de GOrFe sobre a superfície do carbono vítreo, permitindo a evaporação do solvente por 4 minutos entre cada aplicação. O eletrodo modificado será seco a 4 °C por 2 horas.
Biossensorização (Glicose e Lactato): Para a detecção de glicose, a superfície será modificada com 6 µL de solução de glicose oxidase (GOx, 20 mg.mL⁻¹) e 6 µL de glutaraldeído 2,5% (v/v em PBS 0,10 mol.L⁻¹), agindo como agente de ligação covalente cruzada por 12 horas. (Nota: Para o monitoramento do lactato, um eletrodo paralelo ou uma região distinta da plataforma vestível receberá o mesmo tratamento físico, substituindo-se a GOx pela enzima Lactato Oxidase). O excesso de reagentes será removido por lavagem em solução tampão fosfato (PBS, 0,10 mol.L⁻¹, pH 6,5).
Caracterização Eletroquímica e Testes em Suor:
As análises serão conduzidas em um potenciostato acoplado a uma célula eletroquímica de três eletrodos: o eletrodo de trabalho modificado, um contra-eletrodo de platina e um eletrodo de referência.
Voltametria Cíclica (VC): Realizada em uma janela de potencial de -1,0 V a +0,8 V com velocidade de varredura de 50 mV.s⁻¹ em meio de PBS ou suor sintético (pH 6,5) para avaliar o perfil de oxirredução.
Amperometria: O monitoramento quantitativo dos analitos (glicose e lactato) ocorrerá sob potencial fixo de 0,200 V por 100 segundos, avaliando-se a variação da corrente faradaica proporcional após a adição dos padrões biológicos e em amostras de suor sintético compostas por ureia, cloreto de sódio e cloreto de potássio.
Arquitetura Estrutural e Concepção dos Eletrodos Flexíveis Multianalito:
O sistema sensor flexível compreende uma plataforma planar disposta em camadas sobre substrato polimérico isolante, dimensionada para detecção simultânea e independente de analitos sem interferência de sinal (cross-talk).
Indicadores, Metas e Resultados
A validação do dispositivo no laboratório avalia de forma simples a montagem física, o circuito eletrônico e a resposta química com suor artificial. O primeiro indicador é a vedação e o fluxo do canal de fita dupla-face. A meta é que o suor artificial injetado corra sozinho por capilaridade e cubra os eletrodos em até 60 segundos. O resultado esperado é um canal estanque, que conduz o líquido perfeitamente sem vazar nas laterais e sem molhar a parte eletrônica. O segundo indicador monitora a estabilidade elétrica do circuito montado com o chip LM324 e o Arduino. A meta é manter a leitura de tensão na tela do computador firme, com oscilação máxima de 0,05 Volts. Como resultado, espera-se obter um sinal limpo e sem mau contato nas fitas de cobre, provando que a parte eletrônica artesanal funciona e consegue ler o sensor. O terceiro indicador mede a sensibilidade do biossensor flexível às variações de glicose e lactato. A meta é que o sinal na tela do computador suba pelo menos 0,1 Volts a cada vez que a concentração de açúcar ou lactato no líquido for aumentada. O resultado final será um gráfico em formato de degraus na tela do computador, gerando a prova física de laboratório necessária para proteger o invento no INPI como um modelo de utilidade para o público com TEA.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ADRIAN FRANCISCO DA SILVA VIANA | |||
| CÁTIA FERNANDES LEITE | 8 | ||
| GILSON SIMOES PORCIUNCULA | 6 |