Nome do Projeto
Economia dos Desastres Naturais: Evidências para o Rio Grande do Sul
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
30/06/2026 - 30/06/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Resumo
A tragédia climática de 2024 no Rio Grande do Sul representou um dos maiores desastres naturais da história recente do estado, resultando em perdas humanas e materiais significativas. Esse evento teve início em 27 de abril de 2024, com fortes chuvas que persistiram por mais de 10 dias, causando enchentes devastadoras. As áreas mais impactadas incluíram os vales dos rios Taquari, Caí, Pardo, Jacuí, Sinos e Gravataí, além do Guaíba em Porto Alegre e da Lagoa dos Patos em Pelotas e Rio Grande. A Região da Serra também sofreu deslizamentos de terra. No total, 169 pessoas morreram, 44 estão desaparecidas e mais de 629 mil pessoas foram desalojadas. Várias cidades ficaram submersas, estradas foram bloqueadas e pontes destruídas, com grandes perdas registradas nos setores agrícola e industrial devido à destruição das plantações e das instalações industriais. No contexto brasileiro, diversos estudos investigaram o impacto de emergências climáticas, como chuvas intensas e deslizamentos de terra, na economia. Ribeiro et al. (2014) investigaram o custo econômico do excesso de chuvas em Santa Catarina entre novembro e dezembro de 2008, utilizando o método de controle sintético. Os resultados indicaram que a produção industrial mensal foi 5,13% menor do que seria se as chuvas não tivessem ocorrido até o final de 2010. Lima e Barbosa (2018) exploraram os efeitos econômicos diretos e indiretos de um desastre natural, utilizando a enchente de 2008 em Santa Catarina como estudo de caso. Utilizando um painel balanceado de dados municipais de 2005 a 2010, os autores descobriram que os municípios diretamente afetados pela enchente sofreram uma redução de 7,6% no PIB per capita no ano do desastre. Três anos após a enchente, o PIB per capita retornou aos níveis pré-desastre em todos os setores, exceto no agrícola. Niquito et al. (2021) analisaram os impactos econômicos de curto prazo do colapso da barragem de rejeitos de mineração "Fundão" em Mariana, Minas Gerais, Brasil. Conhecida como a "Tragédia de Mariana", o evento afetou vários municípios nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O estudo revelou um impacto negativo significativo no PIB total (-6,81%), no valor adicionado bruto da agricultura (-12,12%) e da indústria (-15,57%), com um impacto positivo no PIB total (+2,69%) nas localidades indiretamente afetadas. Neste contexto, o projeto visa desenvolver estudos que possam servir de base para formuladores de políticas públicas na região de Pelotas, promovendo ações para enfrentar a crise climática. Utilizando modelos matemáticos e econométricos, o projeto pretende prever a ocorrência de novos eventos e estimar os potenciais custos econômicos decorrentes de emergências climáticas. A recuperação completa do estado e da região depende de uma resposta coordenada e eficaz do governo, além de esforços contínuos de planejamento e mitigação para prevenir futuras catástrofes.

Objetivo Geral

O objetivo geral desse projeto é desenvolver estudos que possam servir como subsídio para as autoridades públicas monitorarem nível das águas da Lagoa dos Patos, bem como, mensurar os impactos econômicos causados pelas enchentes na região do município de Pelotas.

Justificativa

Em decorrência da maior catástrofe natural ocorrida no estado do Rio Grande do Sul que provocou uma centena de mortes e a destruição de muitos municípios gaúchos, a recomposição da economia deste estado é de suma importância para a retomada da vida da população. Nesse sentido, esse projeto pretende desenvolver um conjunto de estudos que sirvam como instrumento para as autoridades públicas utilizarem como ferramenta para a tomada de decisão. Em síntese, pretende-se desenvolver estudos que possam prever possíveis enchentes e mensurar o impacto econômico decorrente das regiões que foram completamente submersas pela suba da Lagoa dos Patos.

Metodologia

Serão utilizados modelos matemáticos e econométricos que possam utilizar o as informações hidrológicas pra prever potenciais novas enchentes. Nesse sentido, far-se-á o uso de ferramentas de Inteligência Artificial e Machine Learning. Ademais para estimar os potenciais impactos econômicos das regiões que foram afetadas, utilizar-se-á principalmente os modelos de diferenças em diferenças e controle sintético.

Indicadores, Metas e Resultados

- O desenvolvimento de relatórios que possam prover informações para as autoridades públicas;
- Desenvolvimento de artigos acadêmicos a serem publicados em eventos e revistas no extrato qualis A1-A4;
- A inserção de alunos de graduação e pós-graduação nessas pesquisas promovendo a integração entre os cursos da universidade e utilizando o conhecimento aprendido em problemas que tenham um impacto social relevante.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
GABRIELITO RAUTER MENEZES1
GREIKE JOSÉ MAIA AGUIAR
LUCAS VÍTOR ANDRADE LIMA
NAURIENNI DUTRA FREITAS
RODRIGO NOBRE FERNANDEZ1

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