Nome do Projeto
RESGATE DO PATRIMÔNIO IMATERIAL REFERENTE AOS USOS DA DIVERSIDADE VEGETAL NOS SÉCULOS XIX E INICIO DO XX PELAS POPULAÇÕES RURAIS NO RIO GRANDE DO SUL
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
01/12/2011 - 01/12/2015
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Biológicas - Botânica - Botânica Aplicada
Resumo
A identificação das espécies da flora e da fauna por parte dos grupos étnicos que ocupavam a região que hoje denominamos de Rio Grande do Sul, conhecimento este essencial para garantir a sobrevivência do homem na natureza, foi em parte assimilado pelas levas de europeus que foram ocupando o continente americano. A introdução premeditada e acidental de espécies de outras regiões levou junto com a incorporação de novas espécies de herbívoros (gado doméstico), a modificações significativas da paisagem e da composição botânica dos campos naturais. A estas espécies européias e asiáticas se somaram plantas africanas, algumas empregadas pelas etnias escravizadas como medicinais, alimentícias ou ritualísticas, outras de utilidade para os europeus e outras que ingressaram de forma acidental, por exemplo, nos navios junto com a forragem e a cama dos animais. Desta forma, principalmente a partir do século XVII, a fisionomia original e a diversidade da flora começaram a mudar de forma tal, que se fez necessário para o habitante pampeiro, poder identificar as espécies nativas, ao igual que as espécies introduzidas pelos europeus e africanos. Sendo assim, é lógico de esperar que esse conhecimento inicial das etnias nativas tenha-se misturado com os saberes dos conquistadores e das populações de escravos africanos. Pelo que, aos usos tradicionais dos recursos vegetais foram-se somando outras utilidades dadas pelos europeus e africanos. A flora fornecia um sem-fim de materiais de uso direto e indireto, que possibilitava e possibilita até hoje a sobrevivência no Pampa. Os usos da heterogênea biodiversidade do Pampa são muitos e variados, sendo que a modo de exemplo podem ser citados os seguintes: medicamentos; cosméticos; venenos; alucinógenos; ceras; óleos; gorduras; condimentos; alimento humano e animal; tinturas; látex; amido; taninos; bebidas fermentadas; fibras têxteis; material de construção; material de fabricação de utensílios domésticos, armas, embarcações; matéria prima para papel; inseticidas; lenha. Já a final do Século XIX grande parte deste conhecimento foi ficando restrito a populações remanescentes e fragmentadas, e a maior parte das espécies úteis até então empregadas para os usos anteriormente referidos foram ficando cada vez mais esquecidas na memória coletiva. As matérias primas naturais foram sendo substituídas por elementos sintéticos, além, do processo de redução do número de espécies utilizadas para a medicina e para a alimentação humana e animal. Sendo assim, estudos que visem o resgate do patrimônio cultural imaterial referente aos usos da diversidade vegetal nos séculos XIX e XX pelas populações no Rio Grande do Sul, conformam-se como ferramentas importantes para o desenvolvimento de estratégias de sustentabilidade do Bioma Pampa.

Objetivo Geral

1. Desenvolver um banco de dados sobre os usos das espécies vegetais pelas comunidades rurais no Rio Grande do Sul durante os séculos XIX e inícios do XX.
2. Resgatar o patrimônio cultural referente aos usos da diversidade vegetal nos séculos XIX e inícios do XX pelas populações rurais do Rio Grande do Sul.
3. Disponibilizar a informação recavada aos distintos atores sociais visando subsidiar estratégias de desenvolvimento sustentável do Bioma Pampa.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
4
04

Página gerada em 28/09/2020 04:42:23 (consulta levou 0.257362s)