Nome do Projeto
Paracoccidioides brasiliensis: avaliação micológica e sorológica em animais silvestres na região sul do Brasil
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
02/10/2014 - 02/10/2015
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Resumo
A paracoccidioidomicose (PCM) é uma doença de natureza granulomatosa e evolução crônica. Trata-se de uma das micoses sistêmicas endêmicas mais importantes da América Latina, destacando-se o Brasil como país com maior número de casos documentados. Duas diferentes formas clínicas de PCM são descritas, a aguda e a crônica. A forma aguda é mais grave e rara, acomete principalmente crianças e adolescentes de ambos os sexos, possui rápida e severa evolução. A forma crônica ocorre freqüentemente em trabalhadores rurais do sexo masculino, com acentuada predominância entre 30 e 50 anos de idade. O agente etiológico da PCM é o fungo termodimórfico Paracoccidioides brasiliensis, que possui o solo como habitat natural, onde é encontrado na sua fase filamentosa. Após mais de cem anos da primeira descrição da paracoccidioidomicose pouco se sabe sobre a eco-epidemiologia do fungo e importantes aspectos biológicos da interação patógeno/hospedeiro. Apesar de existir descrição destas características ambientais, pesquisas utilizando animais como sentinelas tem demonstrado que a infecção pelo fungo em áreas endêmicas parece ser mais comum do que postulado. Nas espécies silvestres, também há registros na literatura de estudos sorológicos e moleculares que revelaram a positividade da infecção pelo P. brasiliensis em diversas espécies, tais como: tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), quati (Nasu nasua), macaco-prego (Cebus apella), sagüi-de-tufo-branco (Callithrix jacchus), gambá-de-orelha-branca (Didepphis albiventris), tatu-do-rabo-de-porco (Cabassous centralis), bugio-preto (Alouatta caraya), preá (Cavia aperea), ouriço-cacheiro (Sphiggurus spinosus), mão-pelada (Procyon cancrivorus) e furão (Gallictis vittata). Entre os animais silvestres, destaque é dado ao tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) que por possuir um íntimo contato com o solo, além de ser considerado reservatório do P. brasiliensis também pode ser acometido por PCM, conforme já relatado. Considerando-se que o estado do Rio Grande do Sul é uma área endêmica de Paracoccidioides brasiliensis, com vários casos de paracoccidioidomicose descritos em humanos, e com poucos estudos a respeito da ecologia do agente, tornam-se necessários os estudos sobre esta infecção fúngica em animais silvestres os quais servem de sentinela para detecção da doença na região.

Objetivo Geral

Objetivo geral:
Pesquisar a infecção pelo Paracoccidioides brasiliensis nos mamíferos silvestres no sul do Rio Grande do Sul, Brasil, como forma de auxiliar na compreensão dos aspectos ecológicos e biológicos do agente na região.

Objetivos específicos:
- Avaliar a presença de anticorpos IgG específicos contra Paracoccidioides brasiliensis nos soros dos mamíferos silvestres recebidos pelo Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (NURFS) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), através da técnica de imunodifusão radial dupla em gel de ágar (ID) e ensaio imunoenzimático (ELISA).
- Avaliar a presença de Paracoccidioides brasiliensis nos mamíferos silvestres que vierem a óbito durante o estudo, através de exames micológicos (exame direto e cultivo) e histopatológicos.
- Comparar os resultados dos métodos sorológicos utilizados (ID versus ELISA) para detecção de anticorpos anti-P. brasiliensis em animais silvestres assintomáticos.
- Delimitar possíveis áreas ecológicas do P. brasiliensis na região sul do Rio Grande do Sul de acordo com a origem dos animais infectados.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALESSANDRA JACOMELLI TELES802/10/201402/10/2015
ANGELITA DOS REIS GOMES1202/10/201402/10/2015
CRISTIANO SILVA DA ROSA802/10/201402/10/2015
GREICI MAIA BEHLING802/10/201402/10/2015
JOSIARA FURTADO MENDES REDÜ1202/10/201402/10/2015
MARCO ANTONIO AFONSO COIMBRA802/10/201402/10/2015
OTAVIA DE ALMEIDA MARTINS802/10/201402/10/2015
RENATA OSORIO DE FARIA102/10/201402/10/2015
SERGIO JORGE802/10/201402/10/2015
STEFANIE BRESSAN WALLER802/10/201402/10/2015
TÁBATA PEREIRA DIAS1201/08/201431/07/2015
ÂNGELA LEITZKE CABANA1202/10/201402/10/2015

Fontes Financiadoras

Sigla / NomeValorAdministrador
CAPESR$ 0,00

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