Nome do Projeto
Tecnologias antigas e atuais na sustentabilidade do patrimônio industrial transfronteiriço: Rio Grande do Sul-Uruguai
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
16/02/2026 - 29/12/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Resumo
Investigam-se as conexões históricas e memoriais com o auxílio de ferramentas computacionais (Fuzzy AHP e SIG) que relacione remanescentes de patrimônio industrial das cidades situadas na Faixa de Fronteira do extremo sul do Arco Sul, no Brasil, bem como em localidades do Uruguai, sobretudo nas cidades-gêmeas. Trata-se de prospecção de objetos, documentos e outras fontes, bem como do local e contexto dos patrimônios industriais das cidades que se situam nessas regiões. Muitos desses objetos podem ser entendidos como produtos de “tecnologias intermediárias” (Schumacher, 1986), ou seja, objetos de fabricação simples e circunstancial, artesanal ou manufaturados, alguns oriundos do aproveitamento de outros objetos industriais e criados a partir de um projeto original ou de reuso do já existente. Tais objetos, que aqui se denominam “objetos modestos” – livres da “supertecnologia”- se circunscrevem no âmbito do patrimônio alimentar, industrial-alimentar e de transporte, circunstâncias imbricadas em um sistema de trocas e produção local, inclusive de subsistência e sobrevivência, que indica a interculturalidade desta faixa. Sul do Arco Sul é a denominação dada neste projeto para a área investigada que se refere à parte da Mesorregião Metade Sul do Rio Grande do Sul, ou seja, à fronteira terrestre com o Uruguai e adjacências. Nessa porção do Estado situam-se municípios com menores índices de desenvolvimento socioeconômico e com a particular permeabilidade cultural das cidades fronteiriças. Os métodos que serão empregados advém do estudo da paisagem histórica da produção, gestão cultural integrada do território e metodologia multicritério associada AHP-SIG. Destaca-se que o projeto se orienta por princípios da Política Nacional de Fronteira (PNFron, 2024), contribui com o objetivo VII e com os ODS 4, 5 e 11 da Agenda 20-30 e advoga o reconhecimento de técnicas e tecnologias que por muito tempo estiveram como soluções para a produção local e muitas das quais expressam o amálgama de conhecimentos compartilhados na fronteira.

Objetivo Geral

Identificar conexões pela prospecção de locais e objetos representativos de técnicas e tecnologias antigas, ativos ou musealizados, transformados ou recentes, relativos ao patrimônio alimentar, industrial-alimentar e de transporte. Além dos remanescentes industriais buscam-se objetos em museus, coleções particulares e outras instituições de guarda de acervos assim como em grupos determinados das comunidades, todos localizados no segmento de fronteira da Mesorregião Metade Sul do Rio Grande do Sul, incluindo parte da Campanha Gaúcha e que neste projeto, chamaremos de modo simplificado de “sul do Arco Sul”. O foco nesta área são as cidades gêmeas Brasil-Uruguai, e as demais nas quais se reconhece a legitimidade das “zonas de integração fronteiriça” (PDFF, 2009). Essas conexões serão verificadas tanto no Uruguai quanto no Brasil e nesse último, em municípios situados no sul do Arco Sul.

Justificativa

Como dito no resumo, esta proposta se origina em resultados obtidos ao longo do desenvolvimento de outros projetos, dentre os quais o mais antigo tem início em 2019. Atualmente, formou-se uma rede de pesquisadores que desenvolvem as propostas em colaboração, envolvendo alunos de graduação e stricto sensu (ver em: https://projetofabricadememorias.com.br/). Especialmente nos três últimos anos, durante as visitas técnicas a museus rurais, museus históricos, exposições eventuais ou pertencentes a particulares e patrimônios industriais, majoritariamente no território aqui especificado, foram sendo encontrados objetos singulares em acervos da zona de fronteira entre Rio Grande do Sul e Uruguai. Muitos guardavam relação entre si, seja pelo uso, período e local de fabricação etc. As dimensões dessas ocorrências foram se revelando resultantes de trânsitos entre os grupos que habitavam os dois lados da fronteira (por diferentes ocasiões, que habitavam um local sem fronteiras). De tais ocorrências, surgiu a questão que se deseja analisar enquanto se realiza a busca por tais vestígios, qual seja a de identificar, relacionar e descrever as conexões históricas da área meridional extrema do Arco Sul, da Faixa de Fronteira do Brasil, e o relativo no Uruguai, especialmente nas cidades-gêmeas entre os dois países, ainda que não só elas. Espera-se encontrar nessas conexões um fenômeno maior, que reflete a condição desses países (entendendo-se que do Brasil se está falando de parte do Rio Grande do Sul) no qual o dinâmico espaço cultural da América do Sul, encontrou uma confluência de técnicas e tecnologias decorrentes das intersecções culturais inerentes a essa região fronteiriça.
Assim, visa-se a prospecção de objetos modestos, ou aparentemente modestos, denominados a partir do conceito de tecnologias intermediárias, cunhado por Schumacher (1986), de fabricação local e circunstancial, que remetem ao uso dos recursos humanos e naturais como expressão de tecnologias tradicionais, em desuso ou ainda empregadas. E também a prospecção dos locais de trabalho onde a produção ou uso de tais objetos acontecia. A pesquisa de campo e a localização dos objetos se desenvolvem nas cidades que compõem o território estudado, em seus museus ou nas localidades que referem um modo de vida exemplar da ideia de transformação de tecnologias originais, que implica, também na transformação dos lugares de produção (por exemplo: fábricas que viram ruínas). Com ênfase no patrimônio alimentar e industrial-alimentar (fábricas de transformação do alimento) e no do transporte, tanto ferroviário como do veículo automotor, essa prospecção evidencia a problemática do desenvolvimento baseado em modelos que apresentam tanto a escala humana como a industrial e os nexos que se estabelecem no fluxo das interferências.
Ao analisar as ferramentas e os objetos utilitários, os lugares de produção, as técnicas de uso e como foram construídos e o aproveitamento dos mesmos objetos e lugares quando perdem sua função original, e ao empregar o georreferenciamento, que permita mapear onde esses itens estão ou foram encontrados, pretende-se que as intersecções se desvelem. Por meio delas, busca-se compreender as tecnologias em sua profundidade histórica, o que indica a pluralidade de culturas prospectáveis que caracterizam esses espaços. Além disso, com o uso da base de dados unificada (SIG), será possível relacionar diversas ocorrências, entre elas, se os objetos ainda permanecem nas comunidades, se foram transformados, suplantados ou ressignificados nos museus, e inferir se as perdas ou transformações traduzem impactos na sustentabilidade dos ambientes onde as técnicas eram ou são praticadas. Sob tal aspecto, considera-se o estudo de acordo com a abordagem de Peter Van Mensch (1994), como estudo dos objetos museológicos e musealidade e igualmente a relação entre museus locais e desenvolvimento (Varine, 2013).
As comunidades a serem selecionadas para o estudo representam uma amostragem do espaço sul-americano, no qual se reconhecem múltiplas matizes culturais. O Rio Grande do Sul possui 197 dos 588 municípios do total da Faixa de Fronteira do Brasil (IBGE, 2020), e 34% dos municípios do Codesul (PDFF, 2017). É o Estado com o maior número de cidades gêmeas, das quais metade estão na fronteira com o Uruguai, correspondendo à tipologia das interações modelo Sinapse, caracterizado pela grande integração entre as populações fronteiriças (PDFF, 2009). Portanto, questões históricas e culturais aproximam os dois países na área delimitada neste projeto dentro da sub-região XVII do Arco Sul (PDFF, 2009) e apresentam as curiosas disputas, mantidas como uma memória dos trânsitos daquilo que Garcia (2011) chamou de “Fronteira iluminada”. Por fim, o projeto orienta-se por quatro dos doze princípios da Política Nacional de Fronteira (PNFron, jun. 2024) e contribui especialmente com o seu objetivo VII e, entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 20-30, fundamenta-se sobre o ODS 11 e também considera os 4 e 5.

Metodologia

Esta pesquisa foi desenhada em uma base qualitativa e conjuga métodos diversos. Seu objeto é naturalmente interdisciplinar e, por isso, também a metodologia foi constituída com tal condição.
Existem fundamentos quantitativos que requerem etapas específicas de organização para constituição do portfólio documental que fundamentará o geoprocessamento. A plataforma a ser desenvolvida é um recurso que consiste na sistematização dos dados coletados, registros e documentos históricos, de forma a elaborar linhas do tempo das tecnologias pesquisadas em cada território. Além disso, serve como meio para expressar a situação das comunidades envolvidas e, após análise, apontar possibilidades e interpretações. O resultado esperado é uma cartografia de conexões mantidas e perdidas, além de reflexões engendradas com as próprias comunidades para os quais se aplicará duas metodologias de Apoio à Decisão (SAD) e Análise Espacial/Geográfica, no âmbito da Decisão Multicritério (AHP Fuzzy) e do Sistema de Informação Geográfica (SIG). Justamente pelo caráter subjetivo na eleição dos lugares e objetos, o método multicritério AHP Fuzzy (Saaty, 1990) poderá contribuir para equilibrar a imprecisão das subjetividades em uma hierarquização de valores transculturais. E, na sequência, para mapear os dados espaciais resultantes das decisões, será usada a ferramenta SIG (Tomlinson, 2008), cujo resultado será o de permitir a espacialização em camadas desses resultados
Serão empregadas, ainda, as categorias de “Cartografias de Investigação Digital Colaborativa” e “Gestão ativa” (Sobrino, 2013), oriundas da metodologia das paisagens históricas da produção, que se empenham na identificação das muitas variáveis que atuam sobre o patrimônio e que permitem que os grupos, localizados nos dois países, possam acessar os levantamentos.
Outra metodologia adotada no projeto é a Gestão Cultural Integrada do Território (Oosterbeek, 2010). Essa forma de Gestão implica em propor, constituir e gerenciar um trabalho compartilhado com as comunidades a partir de uma estrutura fundada em quatro pilares (Oosterbeek, 2010): educação, reconstrução da matriz sociocultural, envolvimento da comunidade e comunicação. Desse modo, é uma metodologia que privilegia e permite que se articulem as ações em: "[...] um núcleo identificado no patrimônio, pelo qual a valorização da materialidade residual de um tempo passado, que também está contido no presente, outorga à paisagem uma visão de conjunto partilhada" (Michelon, 2020, p. 87).
Como uma tipologia do patrimônio cultural, apresenta-se, de acordo com Oosterbeek (2010; 2012) em uma reunião de dados em contínua reestruturação. Sobre o patrimônio industrial e alimentar, observa-se que resultados consistentes precisam de estratégias de reativação como discutem Sobrino e Larive (2013) em um debate sobre o uso do patrimônio industrial, e que pode ser aplicado a outras tipologias com a mesma eficácia.
Diversas estratégias e métodos serão empregados para a localização e identificação dos objetos e lugares. Duas fontes, por vezes inter-relacionadas, são definidas: as comunidades e os museus (Varine, 2013). Nas comunidades, a permanência dos objetos, manufaturados ou não, é comum por questões de hábito, econômicas ou outras. E ao encontrar os lugares, encontram-se os objetos. Dois exemplos bem esclarecedores são o Museu Grupelli, que fica na propriedade da família Grupelli, no 7a distrito de Pelotas e que ocupa uma casa que já foi uma fábrica de vinhos da família. O outro exemplo, que segue a mesma trajetória é a casa de pedra da família Schiavon, também área rural de Pelotas, que de residência virou fábrica de vinhos e agora é área de eventos e museu.
Portanto, a identificação dos objetos do portfólio será feita, inicialmente, com base em duas categorias: tecnologias antigas e tecnologias atuais. A primeira categoria, relacionada aos aspectos que indicam as conexões buscadas, abrange os locais e objetos que podem ser de uso industrial ou os remanescentes industriais. Em levantamentos já localizados há sobreposições. Por exemplo: a Estação Férrea da cidade de Dom Pedrito possui um pequeno museu onde há um significativo conjunto de objetos que remetem a modos de produção local, ou seja, aqueles empregados na produção de bens, entre os quais alguns são produtos industriais. Espera-se que parte destas conexões possa ser encontrada nas narrativas dos museus, formadas com dados advindos de diversos modos, como é o caso do Museu Dom Diogo, na cidade de Bagé. Logo à entrada pelo lado da grande escadaria da fachada principal, encontra-se uma sala dedicada ao Centro Histórico Vila Santa Tereza em área rural da cidade. Estando o Museu no centro de Bagé, a sala estratégica é um convite para que os visitantes conheçam o interessante caso e a própria vila parcialmente restaurada.
Fontes que já se debruçaram sobre temáticas da região contribuem para a localização dos lugares e objetos como é a tese do Professor Alan que desenvolveu estudo sobre um objeto da Fronteira Sul em Jaguarão. Nesse âmbito, há outros trabalhos (Los Santos, 2024; Contreras, 2022; Gautério, 2022; Machado, 2022; Knutson, 2021; Pacheco, 2019, são os mais recentes).
Também se oportuniza lembrar que os estudos sobre as zonas de fronteira do Brasil são muitos e alguns com antiguidade importante. No Rio Grande do Sul, autores e grupos de pesquisa, sobretudo das universidades do Estado, têm gerado importantes trabalhos que abraçam os muitos aspectos que caracterizam essas regiões. Portanto, há uma ampla literatura que apoiará o trabalho, na medida em que as questões forem surgindo. Um aspecto importante, é que a internacionalização tanto como um ponto de vista ou como um conceito recente (Knight, 2003) é uma condição particular da região estudada. Muito bem diz a autora sobre essa palavra atravessar séculos de uso nas ciências e nas relações governamentais, porque no caso do Rio Grande do Sul-Uruguai, hoje se traduz em integração. Portanto, em quatro séculos de disputas e definição do território, pode-se dizer que o definitivo ajuste de visão ao que é um país e outro, na zona fronteiriça Rio Grande do Sul-Uruguai, é quase uma abstração conceitual já que é próprio desta zona de fronteira que as diferenças não se moldem nem se percam, mas se integrem.
Um segundo aspecto atravessa o campo estudado: a modernização. há diferentes dimensões que a formam e uma delas, justamente, é o desenvolvimento de uma cultura de inovação e adaptabilidade ao cenário global (Mardon, 2024). Ambos os aspectos redundam em uma nova perspectiva que para Neminska (2023) é uma abordagem de competência de pesquisa que se caracteriza pela interdisciplinaridade e estímulo à cooperação. Base da estratégia que já se vem empregando em outros projetos.

Indicadores, Metas e Resultados

METAS E INDICADORES
1 Manutenção e promoção de ações interinstitucionais que intensificam o compartilhamento de resultados advindos de pesquisas. Mínimo uma ação ao ano
2 Intensificação da reciprocidade entre as instituições envolvidas (UFPel, FURG e Unipampa) bem como complementaridade estratégica com a finalidade de evidenciar as transferências históricas que fazem da região uma área de integração cultural. Mínimo uma ação ao ano
3 Atualização de conceitos, referências e experiências, com indicação de mudanças ou alinhamento com tecnologias de ponta. Minímo uma revisão ao ano
4 Estreitamento da colaboração com a Udelar que é uma instituição estrangeira com a qual se compartilham aspectos geográficos, de mobilidade, históricos e culturais, além dos econômicos. Mínimo uma visita ao ano
5 Incentivo à produção cultural conjunta entre as instituições. Mínimo uma produção em todo o projeto
6 Desenvolvimento de co-orientação de dissertações e teses nos temas da proposta, bem como participação de bancas de defesa dos trabalhos, de missões vinculadas ao projeto e de publicações do PPGMSPC. Minímo uma revisão ao ano
7 Geração de documentos e conteúdos colaborativos com os museus e instituições visitadas. Mínimo um documento
8 Retorno dos resultados da pesquisa aos colaboradores, depoentes e comunidades visitadas, seja na forma de publicação, eventos compartilhados e orientações, quando cabíveis ou solicitadas. Sempre que possível
9 Produção de artigos e publicações com resultados. Mínimo dois ao ano
10 Participação e eventos com apresentação dos resultados. Mínimo um em todo o projeto

RESULTADOS ESPERADOS
1) Aumento da capilaridade dos resultados obtidos, envolvendo, inclusive, os cursos de graduação relacionados aos PPGs.
2) Intensificação do site do projeto hospedado na instituição principal que sediará os resultados de todas as etapas desenvolvidas;
3) Disseminação do conhecimento que ocorrerá nas metas previstas (um seminário a cada ano) e seus produtos imediatos (anais, livros, transmissão e circulação dos eventos gravados nas redes sociais) cujos temas estarão imediatamente relacionados ao escopo deste projeto.
4) Retorno de todos os conteúdos arrolados após às visitas aos museus, comunidades ou grupos colaboradores visitados. Esse resultado se desdobra em metas que pretendem incluir de muitos modos as comunidades colaboradoras.

Outros resultados possíveis:
1. Internacionalização do ensino e pesquisa: reforço aos temas relativos às políticas de fronteira, nas aulas de pós-graduação.
2. Oportunidaded de orientação de novos acordos interinstitucionais, bem como do compartilhamento de resultados advindos de pesquisas.
3. Produção de material de divulgação em espanhol e português em todos os produtos da parceria.
4. Desenvolvimento de ações conjuntas, inclusive em co-orientação de dissertações e teses nos temas da proposta ou a ela correlatos,
5. Participação de bancas de defesa dos trabalhos, de missões vinculadas ao projeto e de publicações dos programas de pós-graduação envolvidos com parceiros uruguaios estabelecidos na equipe e outros que venham a se incorporar à proposta.
6. Incentivo aos estudos que se atentem para novos conteúdos e produtos que poderão ser publicados pelas instituições dos membros da equipe.
7. Funcionalidade da plataforma de georreferenciamento e da ferramenta computacional para os registros encontrados.
8. Ampliação de parcerias internacionais, sobretudo por meio das propostas dos eventos com a participação dos membros da equipe e novos colaboradores.
7. A formação de novos pesquisadores em temáticas correlatas ou decorrentes da proposta.
9. As publicações em co-autoria com os membros da equipe Uruguai e a produção de catálogos com o registro dos objetos.
10. Participação dos membros da equipe em propostas de projetos que desdobrem os resultados obtidos.



Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALAN DUTRA DE MELO
CATERINE HENRIQUES MENDES
CLÁUDIA DA SILVA NOGUEIRA
CÁTIA MARIA DOS SANTOS MACHADO
FRANCISCA FERREIRA MICHELON4
JOAO FERNANDO IGANSI NUNES3
KATIA HELENA RODRIGUES DIAS
LAIANA PEREIRA DA SILVEIRA
LAURA IBARLUCEA DALLONA
LILIA WALTZER RODRIGUES
LUCAS ZUCHOSKI CEGLINSKI
LUIZ MIGUEL OOSTERBEECK
María Isabel Alba Dorado
NATHALIA DA SILVA BENITO
RAYZA ROVEDA ATAIDES
SABINA VALLARINO SEBASTI
UBIRAJARA BUDDIN CRUZ
UESLEI MENEZES VARGAS
VICENTE JULIÁN SOBRINO SIMAL
WAGNER HALMENSCHLAGER2

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