Nome do Projeto
LIGA ACADÊMICA DE DOAÇÃO E TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E TECIDOS
Ênfase
Ensino
Data inicial - Data final
16/02/2026 - 09/02/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A Liga Acadêmica de Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos (LIDOT) tem como propósito aprofundar e disseminar o conhecimento sobre as práticas, diretrizes e produções científicas relacionadas à doação, captação e transplante de órgãos e tecidos. Sua criação parte do reconhecimento da necessidade de mais aprofundamento sobre a temática na formação dos cursos da saúde, preparando ativamente o acadêmico para os desafios éticos, técnicos e assistenciais que serão apresentados ao longo de sua trajetória profissional. Além disso, a LIDOT atua no combate aos estigmas e mitos que constituem os principais empecilhos para o aumento da taxa de doação no país, promovendo a conscientização e o engajamento ético-social tanto na comunidade acadêmica quanto na população geral.

Objetivo Geral

Capacitar os estudantes para compreender e aplicar os princípios da
Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos, criando uma maior conexão entre acadêmicos
de Medicina e Enfermagem e o assunto. A iniciativa visa ainda distribuir conhecimentos
fundamentais sobre morte encefálica, captação e transplante, além de incentivar, por
múltiplas vias, o cuidado em saúde e a promoção do bem-estar social.

Justificativa

Para a doação de órgãos é necessário a colaboração entre a equipe responsável e a
sociedade. Para que isso ocorra, a população precisa entender o assunto e concordar em doar. É
muito importante que essa informação chegue a todas as pessoas. Os profissionais da saúde e as
equipes multidisciplinares precisam estar bem preparados, pois são eles que vão cuidar de tudo e
conversar com a família no momento da perda de um ente querido. Por isso, a doação de órgãos
depende de dois lados: a população bem informada e os profissionais capacitados.
Na atualidade da saúde brasileira, a doação de órgãos e tecidos é uma temática de alta
relevância, com dados que refletem tanto avanços quanto desafios persistentes. Com base nas
últimas estatísticas, referentes ao período de 2023 a 2024, o país registrou aproximadamente
2.800 doadores efetivos no ano, o que representa uma taxa de cerca de 14,5 doadores por milhão
de habitantes. Esse desempenho permitiu a realização de aproximadamente 8.500 transplantes,
um número significativo, mas que ainda convive com uma lista de espera composta por cerca de
25.000 pacientes à espera de um órgão que possa salvar suas vidas.
Um doador de órgãos falecido, em bom estado, pode salvar ou transformar diretamente a
vida de até 10 (dez) pessoas por meio da doação de órgãos sólidos e tecidos. Os órgãos que
podem ser transplantados são coração, pulmões (2 (dois)), fígado, rins (2 (dois)), pâncreas e
intestino, no total sendo 8 (oito) órgãos sólidos. A complexidade desse cenário pede uma atuação
coordenada e eficiente por equipes multiprofissionais, fator essencial para diminuir a mortalidade
entre aqueles que aguardam por um órgão (NOGUEIRA et al., 2017).
A negação familiar ainda é um dos fatores preponderantes para a não realização das
doações, focando a urgência de campanhas de conscientização contínuas e mais eficazes para
educar a população sobre a importância e o processo de doação de órgãos, assegurando que vidas
salvas por transplantes não sejam perdidas por desinformação. Os motivos de recusa estãorelacionados à crença, valores e falta de compreensão sobre o processo de doação e transplante.
Familiares demonstram não compreensão do diagnóstico de morte encefálica, por verem o
coração batendo e medo de que o consentimento seja interpretado como uma eutanasia. A
desconfiança na assistência e a sensação de serem cobrados para doar são fatores cruciais para a
recusa. Ademais, pesquisas mostram que muitos estudantes ainda têm dúvidas ou ideias erradas
sobre doação de órgãos, como desconfiança sobre como é confirmada a morte encefálica ou
sobre a transparência do processo. Como esses futuros profissionais também terão o papel de
orientar a população, é essencial que sua base de conhecimento seja sólida e confiável. (SILVA;
MANTOVANI; PRETTI, 2016).
Nesse contexto, torna-se imprescindível investir na formação e capacitação dos futuros
profissionais da saúde, preparando-os para atuar de maneira qualificada em todas as etapas do
processo de transplante (BATISTA & KUSTERER, 2010). Entretanto, se nota pouca demanda de
abordagens pedagógicas continuadas sobre o tema nas instituições de ensino, o que restringe a
difusão de conhecimentos acerca da doação, captação e transplante de órgãos e tecidos.
Diante dessa realidade, a Liga Acadêmica de Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos
(LIDOT) surge como meio para mudar essa situação e aumentar a propagação do assunto entre
estudantes, profissionais e sociedade. As ligas acadêmicas somam-se à educação formal ao
abordar temas específicos que nem sempre são suficientemente explorados ou ofertados como
obrigatórios nos currículos universitários. Elas representam a execução das Diretrizes
Curriculares Nacionais, que aconselham a integração entre ensino, pesquisa e extensão durante a
graduação. Desse modo, a LIDOT atuará no auxílio dessa falha na formação e na preparação
profissional diferenciada, capacitando os acadêmicos para que possam atuar com segurança e
eficiência na área, lidando com os desafios éticos, culturais e de comunicação característica ao
processo de doação e tornarem-se agentes de conscientização eficientes, combatendo os
preconceitos e a falta de informação na sociedade.

Metodologia

A LIDOT será vinculada à Universidade Federal de Pelotas, sediada na cidade de
Pelotas, campus da FAMED (Faculdade de Medicina), sendo composta por acadêmicos
do curso de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas, professores da
área da saúde, médicos, e demais profissionais de saúde dos centros de atenção à saúde.
Os membros serão subdivididos entre as categorias:
I – Coordenador
II – Orientadores
III – Membros Efetivos
Coordenação e Estrutura Operacional:
A coordenação das atividades é responsabilidade dos membros fundadores da liga, com
supervisão conjunta dos professores Coordenadores e Colaboradores.
Local e Periodicidade:
As ações teóricas, práticas e científicas da liga ocorrem quinzenalmente,
preferencialmente no campus da Faculdade de Medicina, conforme disponibilidade. As
informações detalhadas (data, horário e local) são previamente comunicadas aos
integrantes por e-mail.
Metodologia das Atividades:
A LIDOT adota metodologia diversificada, que inclui:
● Discussão de casos clínicos e artigos científicos;
● Cursos introdutórios elaborados pelos membros e direcionados aos discentes;
● Organização de jornadas, simpósios e eventos interligas.

Indicadores, Metas e Resultados

Especificações das ações propostas:
I - Seminários: Os membros da liga realizam apresentações expositivas sobre
temas pertinentes ao módulo em estudo, com o objetivo de consolidar o
conhecimento teórico do grupo. Os conteúdos são previamente definidos em
cronograma e disponibilizados a todos os participantes.
II – Palestras, Mesas Redondas e Minicursos: Realização de eventos com
professores e profissionais convidados para ministrar palestras sobre aspectos
atuais de doenças relevantes, com abordagem ampla que inclua vivências,desafios e satisfações de sua prática profissional. Essas atividades visam à
formação e ao aprimoramento de habilidades humanizadas e holísticas dos
discentes, contribuindo para uma relação profissional-paciente ética e para uma
conduta profissional mais reflexiva e qualificada.
III – Atividades de Pesquisa: Envolvimento em projetos de pesquisa que
incluem revisão de prontuários para elaboração de relatos de caso, realização de
iniciação científica na área, e produção de trabalhos e artigos científicos. A
LIDOT incentiva e oferece suporte para a publicação científica de seus membros.
Subdivisão das atividades de pesquisa propostas pela liga:
I – Participação em Congressos
II – Apresentação de Trabalhos em Eventos: Apresentação de trabalhos
elaborados por grupos de membros da liga, sob a perspectiva das atividades
desenvolvidas pela LIDOT.
III – Promoção de Eventos na Universidade: Realização da Jornada Acadêmica
anual da LIDOT, com o objetivo de atualizar a comunidade acadêmica e
profissionais de saúde não vinculados à liga sobre temas relevantes em Doação e
Transplante de Órgãos e Tecidos.
IV – Atividades de Extensão: Participação em ações do projeto de extensão da
UFPel "Conversando com a comunidade sobre doação de órgãos e tecidos", por
meio da organização de campanhas e consultorias direcionadas à população
pelotense e a comunidade acadêmica, independente do curso, da UFPEL, fora do
âmbito universitário, e do apoio à divulgação de materiais informativos, como
manuais, panfletos e sites, sobre a temática.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
DENISE CARRICONDE MARQUES1
ELINE IGNACIO GULAO
HYANA PEREIRA SILVA
LUIS EZEQUIEL CUNHA CARDOSO CORREA
MARCELO MIRANDA FERREIRA JUNIOR
MARCIO OSORIO GUERREIRO1
MARIA EDUARDA COSTA DOS SANTOS
MICHELE MANDAGARA DE OLIVEIRA1
RODRIGO SCALETZKY KNUTH

Página gerada em 27/02/2026 18:09:45 (consulta levou 0.174062s)