Nome do Projeto
Atletismo em Cores
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
15/09/2026 - 29/09/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Eixo Temático (Principal - Afim)
Saúde / Saúde
Linha de Extensão
Esporte e lazer
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento que apresenta importantes interferências no comportamento adaptativo, principalmente nas áreas da comunicação e da interação social, além de características marcantes como movimentos, comportamentos ou interesses restritos e repetitivos. É comum notar que, por vezes, pessoas com TEA são excluídas de atividades esportivas, o que enseja o isolamento social. Indivíduos com TEA tendem a ser sedentários e mais propensos a riscos de saúde decorrentes da inatividade física. O atletismo é um esporte que, por sua diversidade de modalidades e possibilidades de fragmentação das habilidades motoras, tem grande potencial para inclusão de pessoas com TEA. Sendo assim, o objetivo deste estudo será ofertar oficinas diversas de modalidades do atletismo para pessoas da comunidade pelotense diagnosticadas com TEA. As atividades serão realizadas duas vezes por semana, com duração de 60 minutos (iniciadas de maneira gradual). Com isso, tem-se o intuito promover momentos de socialização, incentivar a saúde física e o movimento corporal, bem como promover o desenvolvimento psicossocial e o potencial atlético desses cidadãos.
Objetivo Geral
O presente projeto visa promover atividades de atletismo para a comunidade pelotense diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como desenvolver metodologias alternativas para mitigar ou eliminar as barreiras enfrentadas por essas pessoas na prática da modalidade.
Justificativa
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, que apresenta importantes interferências no comportamento adaptativo, principalmente nas áreas da comunicação e da interação social, com características marcantes de movimentos, comportamentos ou interesses restritos e repetitivos (Brasil, 2025). É comum notar que, por vezes pessoas com TEA são excluídas de atividades esportivas, o que enseja em isolamento social (Burg; Soares-Caldeira, 2025). Indivíduos com o transtorno tendem a ser sedentários e mais propensos a riscos de saúde decorrentes da inatividade física (Burg; Soares-Caldeira, 2025).
No cotidiano da pessoa com TEA a prática de atividade física, exercício físico ou esportes pode auxiliar na regulação do comportamento, no desenvolvimento das habilidades sociais, na melhora da coordenação motora e na percepção do próprio corpo (Burg; Soares-Caldeira, 2025). O atletismo é um esporte que, por sua diversidade de modalidades e possibilidades de fragmentação das habilidades motoras, possui grande potencial para inclusão desses indivíduos (Silva, 2025).
O atletismo e suas modalidades têm sido uma das atividades físicas mais almejadas pelos familiares de pessoas com TEA (Magalhães et al., 2025). A prática regular desse esporte, oferece grandes benefícios para crianças e adolescentes dentro do espectro autista, dentre esses ganhos, pode-se citar que o praticante apresenta melhorias no desenvolvimento motor, na socialização, na disciplina e no aumento da autoestima (Magalhães et al., 2025).
Porém, pessoas com TEA enfrentam enorme dificuldade de engajamento devido à necessidade de lidar com a interferência de inúmeros estímulos do ambiente, como sons, cores, texturas, formas e tamanhos de objetos, além da presença de pessoas estranhas à sua rotina (Brasil, 2025). Há falhas na inclusão e no suporte a pessoas autistas em contextos sociais e educacionais, por vezes, as famílias relatam barreiras relacionadas à falta de profissionais capacitados, à infraestrutura inadequada e a preconceitos que dificultam a participação em atividades comuns, como brincadeiras e esportes (Barros, 2025). Dessa forma, buscando proporcionar uma melhor qualidade de vida a esse público por meio da prática do atletismo, justifica-se a execução deste projeto de extensão.
No cotidiano da pessoa com TEA a prática de atividade física, exercício físico ou esportes pode auxiliar na regulação do comportamento, no desenvolvimento das habilidades sociais, na melhora da coordenação motora e na percepção do próprio corpo (Burg; Soares-Caldeira, 2025). O atletismo é um esporte que, por sua diversidade de modalidades e possibilidades de fragmentação das habilidades motoras, possui grande potencial para inclusão desses indivíduos (Silva, 2025).
O atletismo e suas modalidades têm sido uma das atividades físicas mais almejadas pelos familiares de pessoas com TEA (Magalhães et al., 2025). A prática regular desse esporte, oferece grandes benefícios para crianças e adolescentes dentro do espectro autista, dentre esses ganhos, pode-se citar que o praticante apresenta melhorias no desenvolvimento motor, na socialização, na disciplina e no aumento da autoestima (Magalhães et al., 2025).
Porém, pessoas com TEA enfrentam enorme dificuldade de engajamento devido à necessidade de lidar com a interferência de inúmeros estímulos do ambiente, como sons, cores, texturas, formas e tamanhos de objetos, além da presença de pessoas estranhas à sua rotina (Brasil, 2025). Há falhas na inclusão e no suporte a pessoas autistas em contextos sociais e educacionais, por vezes, as famílias relatam barreiras relacionadas à falta de profissionais capacitados, à infraestrutura inadequada e a preconceitos que dificultam a participação em atividades comuns, como brincadeiras e esportes (Barros, 2025). Dessa forma, buscando proporcionar uma melhor qualidade de vida a esse público por meio da prática do atletismo, justifica-se a execução deste projeto de extensão.
Metodologia
O projeto proposto concentra-se na abordagem educativa de práticas esportivas das modalidades do atletismo para pessoas da comunidade pelotense diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O atletismo é uma modalidade individualizada de fácil adaptação, ideal para o TEA devido à sua previsibilidade e baixo contato físico inicial. Ao unir saúde (enfermagem), movimento (educação física) e tecnologia (engenharia), o projeto garante uma prática segura, mensurável e altamente inclusiva, gerando inovação social acadêmica e mudando a realidade da comunidade atendida.
Protagonismo Discente e Contextualização: Os estudantes das engenharias (CEng), enfermagem e educação física trabalharão de forma conjunta para um maior aproveitamento e desenvolvimento de habilidades e capacidades que as diferentes áreas poderão assumir frente as atividades de atletismo para a população pelotense diagnosticada com TEA. Cada área aplicará seu conhecimento técnico específico em um planejamento prévio com a coordenadora e coordenador adjunto do projeto. Os discentes de educação física ajudarão na prescrição das atividades de atletismo para as diferentes faixas etárias. Os alunos de enfermagem, ajudarão a monitorar os sinais vitais em todos os encontros, antes das sessões de treinamento. Os estudantes das engenharias darão o aporte no desenvolvimento das ferramentadas (materiais) de apoio adaptados ao ambiente e as faixas etárias dos grupos de TEA, no ambiente onde serão desenvolvidas as atividades práticas e durante os treinamentos (todos os encontros), a partir do diagnóstico prévio, onde todos os estudantes estarão envolvidos diretamente com a comunidade de pessoas com TEA. As áreas cruzaram os dados para ajustar as atividades in loco (no próprio local). Os parâmetros biomédicos aferidos pela enfermagem e os dados de movimento coletados pelos alunos das engenharias ajudarão a educação física a adaptar a carga de treino das modalidades de atletismo em tempo real. A maneira transdisciplinar do programa inova e supera as fronteiras das disciplinas para focar no bem-estar global do participante com TEA. O aprendizado gerado cria uma nova metodologia de inclusão social, saúde e esporte que transforma a comunidade.
Inicialmente, os alunos das três áreas de conhecimento, realizarão avaliações das barreiras para a prática desportiva do atletismo. Para mitigar condições adversas de saúde e compreender as especificidades dos participantes, serão aplicados dois instrumentos, conforme sugere o Guia de Atividade Física para Pessoas com TEA (Brasil, 2025): a Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA); e a Childhood Austism Rating Scale (CARS). Esses testes serão aplicados por meio de entrevistas com os próprios participantes ou com seus familiares. Posteriormente, será avaliado o nível de atividade física diária com o auxílio de pedômetros, cuja aferição poderá ser obtida via aplicativos de celular ou sensores integrados em relógios inteligentes que os alunos das engenharias poderão criar e auxiliar os alunos das demais áreas. Também serão realizadas avaliações antropométricas para verificação do peso, da estatura e da relação cintura/quadril. Em seguida, aplicar-se-ão testes de aptidão física funcional, como a aptidão aeróbia, por meio do protocolo de teste corrida/caminhada de 1 milha (aproximadamente 1609metros), adaptado conforme a idade do participante - crianças mais novas poderão realizar o teste em distâncias reduzidas, por exemplo ¼ de milha ou ½ milha, nestes testes os alunos das engenharias captarão os movimentos dos participantes para auxiliar os estudantes de educação física no monitoramento do treino. Para a avaliação da função musculoesquelética, adotar-se-á o teste de força de preensão manual. Outros testes diagnósticos poderão ser adicionados no decorrer do projeto, conforme a necessidade identificada nas aulas práticas, e nos monitoramentos que as diferentes áreas estarão realizando.
Após a etapa de avaliações e consolidação dos dados iniciais, serão ministradas as aulas focadas nas modalidades do atletismo. Cada sessão terá duração de 60 minutos, com frequência de duas vezes por semana, sendo que o tempo de atividade por aula evoluirá de maneira progressiva até atingir o limite estipulado. O público-alvo será composto por integrantes da comunidade pelotense com diagnóstico de TEA, divididos em dois grupos por faixa etária: o primeiro compreenderá crianças de 05 a 10 anos, eu segundo abrangerá indivíduos de 18 anos ou mais. O plano de ensino das modalidades do atletismo será elaborado de acordo com as habilidades motoras dos participantes, identificadas na etapa avaliativa inicial, também conforme o monitoramento clínico pela enfermagem, avaliações fisiológicas pelos estudantes de enfermagem e avaliação do ambiente e reduzindo as barreiras dos TEAs através de apoio das engenharias na confecção de materiais e instrumentos adaptados in loco. Ao final do período de intervenção, serão realizados novos testes para verificação dos ganhos motores e psicossociais advindos das práticas de atletismo.
O Centro de Engenharias terá um papel fundamental no desenvolvimento deste projeto, atuando em conjunto com a comunidade pelotense com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A contribuição envolve o desenvolvimento in loco de materiais adaptados para as atividades de atletismo, além de novas ferramentas para aferir e monitorar a intensidade dos treinos.
Essas engenharias enriquecerão o mérito científico do trabalho, entregando tecnologia aplicada à saúde para a comunidade pelotense com TEA. Além disso, a iniciativa promove um ambiente multidisciplinar essencial: os discentes da UFPel expandem e aplicam seus conhecimentos na prática, enquanto a comunidade local é diretamente beneficiada.
Protagonismo Discente e Contextualização: Os estudantes das engenharias (CEng), enfermagem e educação física trabalharão de forma conjunta para um maior aproveitamento e desenvolvimento de habilidades e capacidades que as diferentes áreas poderão assumir frente as atividades de atletismo para a população pelotense diagnosticada com TEA. Cada área aplicará seu conhecimento técnico específico em um planejamento prévio com a coordenadora e coordenador adjunto do projeto. Os discentes de educação física ajudarão na prescrição das atividades de atletismo para as diferentes faixas etárias. Os alunos de enfermagem, ajudarão a monitorar os sinais vitais em todos os encontros, antes das sessões de treinamento. Os estudantes das engenharias darão o aporte no desenvolvimento das ferramentadas (materiais) de apoio adaptados ao ambiente e as faixas etárias dos grupos de TEA, no ambiente onde serão desenvolvidas as atividades práticas e durante os treinamentos (todos os encontros), a partir do diagnóstico prévio, onde todos os estudantes estarão envolvidos diretamente com a comunidade de pessoas com TEA. As áreas cruzaram os dados para ajustar as atividades in loco (no próprio local). Os parâmetros biomédicos aferidos pela enfermagem e os dados de movimento coletados pelos alunos das engenharias ajudarão a educação física a adaptar a carga de treino das modalidades de atletismo em tempo real. A maneira transdisciplinar do programa inova e supera as fronteiras das disciplinas para focar no bem-estar global do participante com TEA. O aprendizado gerado cria uma nova metodologia de inclusão social, saúde e esporte que transforma a comunidade.
Inicialmente, os alunos das três áreas de conhecimento, realizarão avaliações das barreiras para a prática desportiva do atletismo. Para mitigar condições adversas de saúde e compreender as especificidades dos participantes, serão aplicados dois instrumentos, conforme sugere o Guia de Atividade Física para Pessoas com TEA (Brasil, 2025): a Escala de Avaliação de Traços Autísticos (ATA); e a Childhood Austism Rating Scale (CARS). Esses testes serão aplicados por meio de entrevistas com os próprios participantes ou com seus familiares. Posteriormente, será avaliado o nível de atividade física diária com o auxílio de pedômetros, cuja aferição poderá ser obtida via aplicativos de celular ou sensores integrados em relógios inteligentes que os alunos das engenharias poderão criar e auxiliar os alunos das demais áreas. Também serão realizadas avaliações antropométricas para verificação do peso, da estatura e da relação cintura/quadril. Em seguida, aplicar-se-ão testes de aptidão física funcional, como a aptidão aeróbia, por meio do protocolo de teste corrida/caminhada de 1 milha (aproximadamente 1609metros), adaptado conforme a idade do participante - crianças mais novas poderão realizar o teste em distâncias reduzidas, por exemplo ¼ de milha ou ½ milha, nestes testes os alunos das engenharias captarão os movimentos dos participantes para auxiliar os estudantes de educação física no monitoramento do treino. Para a avaliação da função musculoesquelética, adotar-se-á o teste de força de preensão manual. Outros testes diagnósticos poderão ser adicionados no decorrer do projeto, conforme a necessidade identificada nas aulas práticas, e nos monitoramentos que as diferentes áreas estarão realizando.
Após a etapa de avaliações e consolidação dos dados iniciais, serão ministradas as aulas focadas nas modalidades do atletismo. Cada sessão terá duração de 60 minutos, com frequência de duas vezes por semana, sendo que o tempo de atividade por aula evoluirá de maneira progressiva até atingir o limite estipulado. O público-alvo será composto por integrantes da comunidade pelotense com diagnóstico de TEA, divididos em dois grupos por faixa etária: o primeiro compreenderá crianças de 05 a 10 anos, eu segundo abrangerá indivíduos de 18 anos ou mais. O plano de ensino das modalidades do atletismo será elaborado de acordo com as habilidades motoras dos participantes, identificadas na etapa avaliativa inicial, também conforme o monitoramento clínico pela enfermagem, avaliações fisiológicas pelos estudantes de enfermagem e avaliação do ambiente e reduzindo as barreiras dos TEAs através de apoio das engenharias na confecção de materiais e instrumentos adaptados in loco. Ao final do período de intervenção, serão realizados novos testes para verificação dos ganhos motores e psicossociais advindos das práticas de atletismo.
O Centro de Engenharias terá um papel fundamental no desenvolvimento deste projeto, atuando em conjunto com a comunidade pelotense com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A contribuição envolve o desenvolvimento in loco de materiais adaptados para as atividades de atletismo, além de novas ferramentas para aferir e monitorar a intensidade dos treinos.
Essas engenharias enriquecerão o mérito científico do trabalho, entregando tecnologia aplicada à saúde para a comunidade pelotense com TEA. Além disso, a iniciativa promove um ambiente multidisciplinar essencial: os discentes da UFPel expandem e aplicam seus conhecimentos na prática, enquanto a comunidade local é diretamente beneficiada.
Indicadores, Metas e Resultados
Com a execução deste projeto, espera-se oferecer à comunidade pelotense diagnosticada com TEA atividades lúdicas baseadas em diversas modalidades do atletismo. Dessa forma, fortalecer os vínculos sociais e desenvolver habilidades motoras dos participantes, proporcionando melhorias significativas na qualidade de vida dessa comunidade.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ADRIAN FRANCISCO DA SILVA VIANA | |||
| CÁTIA FERNANDES LEITE | 10 | ||
| GILSON SIMOES PORCIUNCULA | 6 | ||
| RODRIGO DE OLIVEIRA DA SILVA |