Nome do Projeto
Seminários sobre Práticas Alternativas em Alimentação e Nutrição
Ênfase
Ensino
Data inicial - Data final
20/04/2020 - 20/04/2023
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A formação em Nutrição se organiza pelo currículo tradicional, conforme as normativas do Ministério da Educação e o perfil do nutricionista a ser formado. A Nutrição tem por foco a interface entre o alimento e o ser humano. A base biologicista é predominante nos currículos, com menos espaços a diversos campos dos saberes igualmente necessários à formação de nutricionista. Na atualidade, a retomada de práticas alimentares milenares vem aumentando na sociedade, como o não consumo de alimentos de origem animal, o uso de alimentos não convencionais e, a aquisição diretamente do produtor agroecológico. As discussões sobre a cultura alimentar e, as inovações no campo alimentar precisam perpassar o âmbito acadêmico. O conhecimento científico aliado às ações populares é elementar no preparo do profissional nutricionista. Sendo que, no currículo tradicional alguns temas não são abordados ou aprofundados, o presente projeto de ensino visa oferecer aos estudantes campo de estudo e diálogo sobre temas da atualidade no campo da alimentação. As atividades se desenvolvem através de seminários dialogados, a partir de publicações científicas, visitas técnicas a produtores e distribuidores de alimentos orgânicos, participação em eventos científicos e, em feiras e eventos da comunidade. Os resultados esperados são de participação efetiva de estudantes, elaboração de informes científicos e, ampliação da compreensão pessoal sobre as práticas alternativas no campo da Alimentação e Nutrição que se apresentam na atualidade.

Objetivo Geral

Proporcionar aos estudantes oportunidades de ampliação de conhecimentos a respeito de práticas alimentares não convencionais em nossa sociedade, com ênfase em alimentos orgânicos de base agroecológica.

Justificativa

A Ciência da Nutrição se dedica ao estudo dos alimentos e de componentes nutricionais que, ao serem consumidos contribuem ao crescimento e pleno desenvolvimento dos seres humanos. Essa visão biologicista da relação do homem com os alimentos, que ancora a Nutrição, necessita ultrapassar as fronteiras do conhecimento específico. A aproximação mais fina com os aspectos culturais, sociais, políticos, econômicos, agronômicos e, também, da própria história da humanidade, contribui para melhor compreensão sobre a realidade alimentar da população brasileira. Quanto maior o leque de saberes associados, mais oportunidades de expressão profissional terá o nutricionista, no âmbito social. A Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) envolve diversos critérios, para que seja garantida a oferta alimentícia e o adequado consumo, seguro e saudável. Importante, também, que esteja disponível à população alimentação de valor nutricional diversificado, com garantia de inocuidade, sem a presença de agentes biológicos e químicos que possam comprometer a qualidade alimentar. Segundo Azevedo & Pelicioni (2011), a agroecologia deve ser vista como elemento de promoção da saúde, de sustentabilidade e de segurança alimentar e nutricional. Atualmente, emergem muitas dúvidas sobre a qualidade de alimentos produzidos pela agricultura em nosso país e disponibilizados ao consumo humano. O sentimento de confiança está presente nas relações de produtor/comercializador e consumidor de alimentos orgânicos (TRUNINGER, 2013). As elevadas doses de agrotóxicos utilizados na agricultura e a identificação de resíduos de agroquímicos em quantidades acima de limites toleráveis, são um alerta (GREENPEACE, 2016). Os venenos usados na agricultura colocam em risco a saúde da população, conforme aponta o Relatório da ABRASCO (CARNEIRO et al., 2015). Em contraponto, a produção de alimentos, segundo a Agroecologia, precisa ser cada vez mais ampliada, em atenção ao direito humano à alimentação saudável (AZEVEDO; PELICIONI, 2011). Os alimentos orgânicos são produtos de boa qualidade, pois são frescos e integrais, de valor nutricional equilibrado, menor toxicidade e, com as características organolépticas preservadas (AZEVEDO, 2012). Na atualidade, ampliam-se antigas práticas alimentares, hoje tidas como não tradicionais em nossa cultura alimentar, tais como o vegetarianismo. Também, vem crescendo a adoção de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), assunto ainda pouco estudado por nutricionistas (CASEMIRO; VENDRAMIN, 2020). O nutricionista é o profissional da área da saúde formado segundo os princípios da ciência da Nutrição, cuja atuação ocorre em prol da promoção da saúde humana (CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS, 2018). A formação em cursos superiores deve se organizar em sintonia com o perfil profissional desejado. O Ministério da Educação norteia para a estrutura curricular dos cursos e, indica as competências e habilidades a serem desenvolvidas nos estudantes (BRASIL, 2001). Após quase duas décadas da publicação das Diretrizes Curriculares houve avanços e retrocessos sociais, que desafiam nutricionistas sobre as questões alimentares e nutricionais da população. Assim, o currículo da Nutrição precisa desenvolver nos estudantes, cada vez mais, o exercício da reflexão, do diálogo, da busca de soluções aos problemas alimentares em sociedade, dentre outros desafios. Lacunas existentes no desenvolvimento de competências e habilidades essenciais na formação do nutricionista, requerem ser resolvidas nos currículos dos cursos (SOARES; AGUIAR, 2010). A participação ativa de estudantes no processo de ensino e aprendizagem é algo positivo, o que confere significado ao que lhes é ensinado (PEDROSO; CUNHA, 2008). O ambiente acadêmico é local próprio para a disseminação de novos conhecimentos científicos e, é preciso avançar em metodologias de ensino inovadoras, que dialoguem sobre a teoria e a prática, estimulando os estudantes à ampliação das possibilidades de atuação como nutricionista, em prol da saúde humana e na garantia de acesso à alimentação saudável pela população.

Metodologia

As atividades presenciais ocorrerão em intervalo quinzenal, para a realização de Seminários a partir de leituras de textos científicos. Há possibilidade de alternância com o modo a distância, via WEB, em momentos em que esta modalidade se fizer apropriada. Haverá outros momentos para redações de textos e resenhas, pesquisas, visitas técnicas e, organização de eventos para a comunidade.
O Projeto estará aberto a atender demandas que surjam no decorrer do período letivo e, se relacionem aos objetivos propostos.

Indicadores, Metas e Resultados

Os resultados esperados apontam para a participação efetiva de estudantes e a ampla adesão às propostas do Projeto. Que sejam elaborados informes técnicos, ocorra a participação dos estudantes em eventos acadêmicos, como o CEG/UFPel e, que os estudantes manifestem ampliação do conhecimento sobre as práticas alternativas no campo da Alimentação e Nutrição em sociedade e, no momento atual.
O Projeto deverá desenvolver nos participantes o senso crítico e a curiosidade sobre o conhecimento ampliado no campo da Alimentação e Nutrição. O projeto poderá favorecer a retenção escolar.


AVALIAÇÂO do projeto ocorrerá através de:
- Participação ativa nos seminários,
- Assiduidade e frequência;
- Desenvolvimento de resenhas e trabalhos nos prazos indicados
- Participação em visitas, feiras, eventos e outras atividades do projeto
- Manifestação avaliativa no final do período letivo que transcorreu o projeto

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
BETIELE BADIA
BRUNA FERREIRA MARQUES
CECILIA GONZALEZ SARAVIA
Cristine Jaques Ribeiro
GABRIEL ERVINO BERTOLINI RECH
GABRIELLE DUMER DE OLIVEIRA
JAMILE WAYNE FERREIRA
JAMILE WAYNE FERREIRA
LAURA VARGAS HOFFMANN
LESSANDRA DE OLIVEIRA PEREIRA
MARIANA FASSBENDER
MATHEUS FRANCISCO DA PAZ
PAMELA CALDEIRA MOREIRA
SIMONI DORINI
SONIA TERESINHA DE NEGRI4
TATIANE TAVARES FUJII
THAIS MEUS VOGT
THALIA DE CARVALHO OLIVEIRA
UGO RIBEIRO COMPAROTTO
XEINER HERNANDES MORAES

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