Nome do Projeto
Antropoéticas
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/08/2020 - 30/11/2022
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Resumo
Este coletivo, cadastrado no CNPq como Grupo de Pesquisa "Antropoéticas - coletivo de pesquisa em ação", engloba, articula e visa dar continuidade às práticas e reflexões desenvolvidas no Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (LEPPAIS), um dos núcleos estruturantes do Bacharelado e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia, criado em 2008 com vistas à implementação da Antropologia Visual na Universidade Federal de Pelotas. Dentre diferentes ações e projetos desenvolvidos no LEPPAIS, estão as atividades e os encontros semanais agregando pesquisadores, discentes, docentes e membros de comunidades extra-acadêmicas que compõem sua equipe de pesquisa, mobilizada por reflexões a cerca da imagem enquanto potência perceptiva, polissêmica, comunicativa, ética, estética, poética e política. A composição deste coletivo modificou-se ao longos dos anos, e a alcunha Antropoéticas foi adotada em 2018, mantendo-se como princípio, a interação com a sociedade abrangente, a interdisciplinaridade com centros acadêmicos da UFPel, o dialogo com a Rede de Pesquisa em Antropologia Visual brasileira e com instituições científicas estrangeiras. Repercussões das atividades do coletivo são atualizadas no blog: https://wp.ufpel.edu.br/leppais/ .

Objetivo Geral

Propiciar reflexões, práticas e experimentações de linguagens e metalinguagens compartilhadas na exploração, desestabilização e descoberta de alternativas e recursos criativos para o desenvolvimento de processos e resultados de pesquisa em Antropologia e áreas afins. Pretende-se, com isso, ultrapassar as fronteiras disciplinares e integrar ensino, pesquisa e extensão, potencializando diálogos, interesses e desejos mútuos entre conhecimentos acadêmicos formais e conhecimentos populares anti-hegemônicos.

Justificativa

A restrição de alcance que a atual forma de produção intelectual concretiza, a saber, uma produção cada vez mais especializada, feita para os pares (que compartilham o mesmo objeto de estudo ou uma teoria), especialmente sob a forma de artigos acadêmicos, vem apresentando limitações práticas e epistêmicas que não se coadunam mais com a necessidade de descolonização do conhecimento e a busca de relações mais simétricas entre sujeitos que pesquisam e aqueles que são pesquisados. Urge, portanto, explorar caminhos de virada epistêmica que considerem diferentes cosmologias, de humanos, não humanos, modernos e não modernos, visando à produção de conhecimentos que extrapolem as fronteiras acadêmicas. Neste sentido, as pesquisas deste coletivo justificam-se pela necessidade de dar continuidade, viabilizar desdobramentos e promover inovação em ações e projetos desenvolvidos há mais de uma década no LEPPAIS, articulando-os em termos teóricos e aprofundando suas implicações epistemológicas.

Metodologia

A ampla gama de técnicas e métodos empregadas nas pesquisas individuais e coletivas dos integrantes deste Projeto são de caráter qualitativo e visam estimular a interface entre a Antropologia e as Artes, em busca de experimentações poéticas e criativas que envolvam desde o trabalho de campo, passando pela análise de dados, até a divulgação dos resultados, promovendo o diálogo e compartilhamento com os sujeitos da pesquisa ao longo de todo o processo de investigação e restituição da mesma. Neste sentido, a observação flutuante (PETONNET, 2008), a observação participante (MALINOWSKI, 1978; FOOTE-WHYTE, 1980), a (BENJAMIN, 1955); as caminhadas e deambulações (CARERI, 2013), acompanhadas de registros gráficos (KUSHNIR, 2014, AZEVEDO, 2016), fotográficos (GURAN, 1986; COLLIER JR., 1973; MARTINS, 2011, etc.), videográficos e sonoros (PIAULT, 2000; MAC DOUGALL, 1995; FREIRE e LOURDOU, 2009, etc.), constituem técnicas etnográficas de grande interesse. No contexto etnográfico, as grafias de vida (KOFFES e MANICA, 2015) ou etnobiografias (GONÇALVES, 2008), assim como as fotobiografias (BRUNO, 2012) merecem destaque. Da mesma forma, a etnoficção e a cartografia poética são amplamente usadas nas pesquisas deste coletivo.

Indicadores, Metas e Resultados

- Articulação entre ensino/pesquisa/extensão;
- compartilhamento dos processos de pesquisa com as comunidades em estudo;
- extroversão de conhecimentos através de publicações, participação em eventos científicos e artísticos;
- fortalecimento da comunicação com a Rede de Pesquisa em Antropologia Visual brasileira;
- intercâmbios internacionais (favorecidos pela qualificação pós-doutoral da coordenadora no IDEMEC/CNRS, França - ago/2019-jul/2020);
- auto-avaliação do coletivo.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
AMANDA DIAS WINTER
BINÔ MAUIRÁ ZWETSCH
CLAUDIA TURRA MAGNI3
DANIELE BORGES BEZERRA6
FLAVIA MARIA SILVA RIETH1
GUILHERME RODRIGUES DE RODRIGUES
HAMILTON OLIVEIRA BITTENCOURT JÚNIOR1
LISANDRO LUCAS DE LIMA MOURA
MATEUS FERNANDES DA SILVA
RENATA MENASCHE1
TÂNIZE MACHADO GARCIA
VITORIA DE LIMA CARDOSO
VIVIAN HERZOG1
WEMILLY SOARES PEREIRA
ÉRIC SILVEIRA BATISTA BARRETO

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