Nome do Projeto
Diz Aí: Clínica Feminista e Antirracista
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
11/06/2021 - 31/12/2022
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Eixo Temático (Principal - Afim)
Saúde / Direitos Humanos e Justiça
Linha de Extensão
Saúde humana
Resumo
O projeto de extensão “Diz Aí: Clínica Feminista e Antirracista” integra uma das ações do Núcleo de Estudos e Pesquisas E’LÉÉKÒ e será realizado em parceria com a Serviço Escola de Psicologia (SEP) e com o Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NUPAD) da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFPel. Objetiva construir espaços coletivos e individuais de escuta terapêutica e de promoção de autocuidado para pessoas cujo sofrimento psíquico está transversalizado pela violência racista, sexista e LGBTIAfóbica. Tema potência de atender uma demanda reprimida por atendimento psicológico no SEP e no NUPAD; qualificar o cuidado em saúde mental de pessoa vitimadas pelo racismo, sexismo, homofobia e transfobia; fortalecer a clínica ampliada no curso de Psicologia; e qualificar a formação de futuras/os psicólogas/os para atuarem com a interseccionalidade de raça, gênero e sexualidade.

Objetivo Geral

Construir espaços coletivos e individuais de escuta terapêutica e de promoção de autocuidado para pessoas cujo sofrimento psíquico está transversalizado pela violência racista, sexista e LGBTIAfóbica.

Justificativa

O presente projeto de extensão integra uma das ações do Núcleo de Estudos e Pesquisas E’LÉÉKÒ e será realizado em parceria com a Serviço Escola de Psicologia (SEP) e com o Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NUPAD) da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFPel.
A psicologia enquanto ciência da modernidade está mergulhada nos propósitos de controle e domínio colonial, a partir de suas teorias, métodos experimentais e modelos de análises quantitativas que deram sustentabilidade a reivindicação do status de cientificidade. Ou seja, a psicologia se constituiu enquanto disciplina da norma, como refere Foucault (1999), reafirmando a existência de uma humanidade universal.
Essa universalização da humanidade e, consequentemente, homogeneização no modo de compreender o mundo leva-nos à negação diversidade humana invisibilizando, portanto, modos de ser, estar e observar o mundo.
A “universalidade abstrata” da humanidade (DUSSEL, 2007, p. 76), nega a existência de qualquer outra expressão do humano, de modo que a visibilidade do que é discutido na ótica dos direitos humanos está assentada na abstrabilidade e invisibilidade de algumas humanidades.
Santos (2010b, p. 39) afirma que “a negação de uma parte da humanidade é sacrificial, na medida em que constitui a condição para a outra parte da humanidade se afirmar enquanto universal”, ou seja, como a única humanidade real e detentora das próprias prerrogativas existenciais. Tal negação da diversidade humana, produz humanidades de concessão e subjetividades subalternizadas à grupo minorizados no que tange às relações de poder, tais como: pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTIA+, bem como mulheres negras, indígenas, quilombolas, lésbicas, transgênero, brancas entre outras.
O projeto parte de perspectivas teóricas e epistemológica feministas e antirracista a partir do pensamento de Lélia Gonzalez, bell hooks, Grada Kilomba, Beatriz Nascimento, Frantz Fanon para, em diálogo com a psicologia, se desafiar na construção de uma Clínica Feminista e Antirracista, com foco na qualificação da escuta psicológica de estudantes de psicologia da UFPel, da elaboração de estudos de casos e da construção de estratégias de intervenção junto a pessoas em sofrimento psíquico produzido pela violência racista, sexista e LGBTIAfóbica.

Metodologia

A primeira etapa constitui no levantamento de demandas para atendimento psicológico junto ao Serviço Escola de Psicologia da UFPel
A segunda etapa consiste na formação e no desenvolvimento de grupos terapêuticos e/ou rodas de conversas, cujos procedimentos são: 1) divulgação dos grupos terapêuticos e/ou rodas de conversas; 2) realização de entrevistas iniciais, por estagiários/as do curso de Psicologia, com pessoas encaminhadas ao grupo e/ou rodas de conversas ou que buscaram espontaneamente atendimento psicológico; 4) início dos grupos terapêuticos e/ou rodas de conversas.
As entrevistas iniciais objetivam a escuta, a avaliação e o estabelecimento de vínculo com as pessoas atendidas e serão realizadas em até seis encontros de cinquenta minutos cada. A cada entrevista, o caso será levado à supervisão pelas/os estagiárias/os e discutido com a supervisora acadêmica e as supervisoras locais. No último encontro das entrevistas iniciais a pessoa será encaminhada ao grupo terapêutico e/ou roda de conversa. Aqueles casos cuja demanda não puder ser atendida nessas propostas grupais serão encaminhados para outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial.
Os grupos terapêuticos e/ou rodas de conversas se caracterizarão como abertos, compostos por até 8 (oito) pessoas, com duração máxima de duas horas e trinta minutos. A coordenação do grupo terapêutico e/ou roda de conversa será realizada pelas/os estagiários/as de psicologia, que serão acompanhadas e orientadas pela supervisora acadêmica e supervisoras locais.

Indicadores, Metas e Resultados

1) Implementação de no mínimo dois grupos terapêuticos e/ou rodas de conversa;
2) Atenção à demanda reprimida de atendimento psicológico;
3) Qualificação do cuidado em saúde mental de pessoa vitimadas pelo racismo, sexismo, homofobia e transfobia;
4) Fortalecimento da clínica ampliada no curso de Psicologia;
5) Qualificação na formação de psicólogos/as para atuarem com a interseccionalidade de raça, gênero e sexualidade.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
BRUNA BARCELOS DUARTE
CRISTIANA VIGORITO AFONSO
DIEGO PORTELLA VIANA
ELIANA DUARTE DA ROCHA
HELEN CARVALHO GOMES SOARES
HUDSON CRISTIANO WANDER DE CARVALHO
MAIARA SCHEILA FREITAS SANTOS
MIRIAM CRISTIANE ALVES4
RAMONI GRÄFF
THAISE CAMPOS MONDIN4

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