Nome do Projeto
Rede Nacional de Avaliação do Risco Cardiovascular, Estado Nutricional e Consumo Alimentar em Crianças com Transtorno do Espectro Autista
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/05/2026 - 30/04/2031
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
Projeto multicêntrico de abrangência nacional que propõe a avaliaçãodo risco cardiovascular, estado nutricional, marcadores alimentares, bioquímica (glicemia em jejum, insulina, perfil lipídico e HOMA-IR), genética, qualidade do sono, prática de atividade física, condições clínicas e indicadores de vulnerabilidade social de crianças de 5 a 10 anos diagnosticadas com TEA e atendidas em serviços especializados do SUS. Trata-se de um estudo transversal, original e de grande dimensão amostral, distribuído pelas cinco macrorregiões do país e pelo Distrito Federal (RS, MG, GO, AC, RJ, BA, DF), assegurando representatividade geográfica e equidade na coleta de dados. Para familiares, cuidadores e pacientes estão previstas oficinas sobre alimentação, sono, rotinas, comportamento, comunicação e prevenção de agravos à saúde, e a produção de materiais educativos e audiovisuais para disseminação. Para profissionais do SUS e docentes universitários, planeja-se capacitações sobre o TEA e adaptação no acolhimento e no cuidado em ambientes de saúde e educação.
Objetivo Geral
Avaliar a prevalência de fatores de risco cardiovascular — incluindo possíveis influências genéticas — bem como o estado nutricional e os marcadores de consumo alimentar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando também indicadores de desigualdade e vulnerabilidade social, a partir de uma amostra representativa de pacientes atendidos por serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS) nas cinco macrorregiões e Distrito Federal do Brasil.
Justificativa
O projeto surge como resposta à necessidade premente de avaliar o risco cardiovascular em crianças com TEA, dado a prevalência elevada de excesso de peso, dificuldades alimentares, e perfil lipídico sérico elevado (50% com triglicerídeos e 30% com colesterol elevados). Frente a este cenário, também há necessidade em qualificar os profissionais de saúde para a supervisão qualificada para a população com TEA, fornecer evidências consistentes sobre desigualdades regionais e apoiar a implementação de estratégias de prevenção de doenças crônicas na infância.
Metodologia
Estudo multicêntrico original, transversal, com coleta de dados primários nas cinco macrorregiões e no Distrito Federal do Brasil. A rede de pesquisa reúne 10 serviços de saúde distribuídos nas cinco macrorregiões brasileiras e no Distrito Federal (RS, MG, GO, AC, RJ, BA, DF). A coordenação geral é realizada pela docente da UFPel, do PPG em Nutrição e Alimentos. Na UFPel, além de funcionar como um dos centros de coleta, docentes e discentes serão responsáveis pela organização logística do estudo, elaboração do questionário de pesquisa e treinamento das equipes dos demais centros. Quanto a logística do estudo, todas as crianças que acessam os serviços de neuropediatria e pediatria do SUS e integrantes do estudo durante o período de coleta serão triadas para o estudo. A captação e a coleta de dados serão conduzidas pelo centro coordenador do projeto (UFPel) em parceria com os centros participantes em duas entrevistas. A primeira entrevista será conduzida de forma presencial para aplicação de instrumentos de coleta de dados sociodemográficos, clínicos, antropométricos e do inventário alimentar. A aplicação dos instrumentos será realizada por pesquisadores previamente treinados utilizando tablets. Os instrumentos de coleta de dados serão desenvolvidos na plataforma RedCap®, garantindo a padronização, precisão e eficiência no processo de coleta de dados. Cada centro de pesquisa receberá um treinamento prévio conduzido pela equipe da UFPel. Também será disponibilizado um manual com todas as orientações necessárias para a aplicação dos instrumentos, aferição de medidas e logística de coleta de amostras de sangue e análises bioquímicas. Um questionário padronizado será utilizado para a coleta de informações sociodemográficas da criança (idade, sexo, renda familiar e percapita), dados maternos e paternos (idade, parentesco, escolaridade, atividade ocupacional, condições de saúde), do cuidador principal (idade, parentesco, escolaridade), a história clínica da criança (idade do diagnóstico, uso de medicamento, a presença de outros diagnósticos) e da família (histórico familiar de doenças) e exposição passiva ao fumo. Serão aferidas o peso, altura, circunferência da cintura, pressão arterial e realizada coleta de sangue. Todos os dados serão coletados em uma plataforma online e os dados serão monitorados e armazenados em servidor da UFPel.
Indicadores, Metas e Resultados
1. Captar ao todo 1500 crianças com TEA de 5 a 10 anos de idade.
2. Avaliar o risco cardiovascular.
3. Realizar análises da vulnerabilidade social e as desigualdades no acesso aos serviços de saúde, por meio de análises em nível individual e comparativo entre municípios, macrorregiões e em escala nacional.
4. Desenvolver modelo preditivo de risco cardiovascular específico para a população pediátrica com TEA, incorporando variáveis sociodemográficas, clínicas, genéticas e ambientais.
5. Promover ações educativas e de capacitação para funcionários, profissionais de saúde de unidades básicas, centros especializados e hospitais do SUS.
6. Desenvolver oficinas formativas destinadas a familiares, cuidadores e crianças com TEA, com foco em práticas de promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento da autonomia no cuidado cotidiano.
7. Produzir materiais audiovisuais educativos, incluindo vídeos curtos de animação, destinados a reforçar orientações de cuidado integral à saúde de crianças com TEA
2. Avaliar o risco cardiovascular.
3. Realizar análises da vulnerabilidade social e as desigualdades no acesso aos serviços de saúde, por meio de análises em nível individual e comparativo entre municípios, macrorregiões e em escala nacional.
4. Desenvolver modelo preditivo de risco cardiovascular específico para a população pediátrica com TEA, incorporando variáveis sociodemográficas, clínicas, genéticas e ambientais.
5. Promover ações educativas e de capacitação para funcionários, profissionais de saúde de unidades básicas, centros especializados e hospitais do SUS.
6. Desenvolver oficinas formativas destinadas a familiares, cuidadores e crianças com TEA, com foco em práticas de promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento da autonomia no cuidado cotidiano.
7. Produzir materiais audiovisuais educativos, incluindo vídeos curtos de animação, destinados a reforçar orientações de cuidado integral à saúde de crianças com TEA
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| EDUARDA DE SOUZA SILVA TEIXEIRA | |||
| GABRIELE AIRES ALDRIGHI | |||
| JULIANA DOS SANTOS VAZ | 4 | ||
| JÊNIFER LOPES BORCHARDT | |||
| Kamila Castro Grokoski | |||
| Kamila Castro Grokoski | 1 | ||
| LARISSA AMARAL DE MATOS | 1 | ||
| LINDA CEZAR SCHAFER | |||
| MARIA IZABEL MORAES DA SILVA | |||
| MARIANA GIARETTA MATHIAS | 4 | ||
| PAOLA DIAS COSTA STONE |