Nome do Projeto
Avaliação do índice de conforto térmico, parâmetros metabólicos e fisiológicos de ovinos com cetose subclínica expostos a radiação solar e a sombra
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
15/05/2020 - 15/05/2022
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Resumo
A ovinocultura no Estado do Rio Grande do sul continua sendo um dos principais responsáveis pela produção de ovinos do país, localizado principalmente na metade Sul do Estado (IBGE 2010). Atualmente, as propriedades ovinocultoras que antes tinham foco na comercialização de lã, iniciaram uma transição em seus processos produtivos, para o produto carne. A área de abrangência de produção está localizada na zona dos ecossistemas de clima temperado quente A temperatura média anual situa-se em torno de 18°C, os invernos são frios com temperaturas que chegam a 0°C e no verão registram-se temperaturas elevadas chegando, muitas vezes, aos 40°C. (EMBRAPA, 2008). Os animais, para terem máxima produtividade, dependem de uma faixa de temperatura adequada, também chamada de zona de conforto térmico, em que não há gasto de energia ou atividade metabólica para aquecer ou esfriar o corpo. Do ponto de vista de produção, este aspecto reveste-se de muita importância, pelo fato de, dentro desses limites, os nutrientes ingeridos pelos animais serem utilizados exclusivamente para seu crescimento e desenvolvimento (Baêta & Souza, 1997). A tolerância ao calor e a adaptabilidade a ambientes tropicais e subtropicais são fatores muito importantes para a produção ovina (Barbosa et al., 1995). Dessa forma, temperaturas elevadas e radiação solar intensa, podem levar os animais ao estresse térmico ocasionando declínio da produção em virtude da queda de consumo de matéria seca (Guerrini, 1981) e na deficiência digestiva (Bhattacharya & Hussian, 1974), além de aumentar as exigências de energia de mantença nos animais (McDowell, 1969). Um índice muito utilizado em pesquisas relacionadas aos estresse térmico em ovinos é o Índice de Conforto Térmico (ICT), criado por Barbosa e Silva (1995). Este índice leva em consideração a radiação e o vento como fatores importantes para estes animais. O ICT é calculado pela fórmula: ICT = (0,6678Ta) + (0,4969Pp{ta}) + (0,5444Tgn) + (0,1038vv), onde Ta é a temperatura do ar (°C), Pp{ta} é a pressão parcial de vapor (kPa) , Tgn é a temperatura do globo negro (°C) e vv é a velocidade dos ventos (m/s). Estes mesmos pesquisadores confirmaram a superioridade deste índice em relação ao Índice de Temperatura e Umidade em ovinos da raça Corriedale, Suffolke e Ideal quando em temperatura ambiental variando de 16 a 32°C, ao sol e à sombra. Além dos desafios encontardos quanto ao ambiente, outro fator que pode afetar a produtividade ovina são as desordens metabólicas, que geram um desequilibrio no organismo do animal, como a cetose, que é um exemplo de transtorno metabólico comum na ovinocultura. Este quadro é conhecido como acetonemia, toxemia da prenhez ou toxemia da gestação, tendo em vista que ocorre no último terço de gestação, onde a necessidade de glicose é bem mais acentuada (Garcia et al., 1996). Em consequencia do desequilibrio energetico, a cetose acomete os ruminantes sendo caracterizada pela queda na concentração de glicose e aumento excessivo dos corpos cetônicos. A cetose trata-se de doença comum em animais subnutridos, estressados com uma dificuldade em adaptar-se ao aumento da demanda metabólica (Garcia et al., 1996).

Objetivo Geral

Avaliar o índice de conforto térmico de ovinos com cetose expostos a radiação solar e a sombra.

Justificativa

Para os animais terem máxima produtividade, dependem de uma faixa de temperatura adequada, também chamada de zona de conforto térmico, em que não há gasto de energia ou atividade metabólica para aquecer ou esfriar o corpo. Do ponto de vista de produção, este aspecto reveste-se de muita importância, pelo fato de, dentro desses limites, os nutrientes ingeridos pelos animais serem utilizados exclusivamente para seu crescimento e desenvolvimento.

Metodologia

O experimento será realizado na Universidade Federal de Pelotas, durante um período de 13 dias compreendidos no mês de fevereiro de 2016. Serão utilizadas 10 borregas, sem raça definida, com 14 meses de idade e contemporâneas, divididas em 2 grupos experimentais: Grupo Sombra (GS) e Grupo Radiação Solar (GS), ambos com 5 animais distribuídos aleatoriamente.

O experimento compreenderá 14 dias e será dividido em 3 períodos: • O primeiro período será de indução a Cetose onde os animais serão submetidos à restrição alimentar durante 3 dias. Neste período os animais permanecerão por 72h em jejum, somente com oferta de água seguindo metodologias publicadas (Schneider et al., 2008; González et al., 2011). Neste período serão avaliados os níveis de corpos cetônicos dos animais com o aparelho Ketovet, a fim de manter o controle e evitar quadros de cetose clínica. No momento zero (antes de iniciar a restrição alimentar), 24h, 12h, e de 6h em 6h após o início da restrição, serão coletadas amostras de sangue através de venopunção, utilizando acoplador e agulha 25 x 7 mm em dois tubos, um com ácido etilenodiaminotetracético (EDTA) para obtenção de plasma e outro sem anticoagulante para obtenção de soro. Ao fim da restrição alimentar os animais passarão a receber a dieta normalmente.



• No segundo período, os animais serão submetidos a uma adaptação ao manejo empregado no período experimental, que compreende na contenção dos animais durante 3 dias, onde estes serão contidos por cabrestos em palanques individuais com agua à vontade. Neste período serão avaliados os níveis de corpos cetônicos uma vez ao dia para controle de cetonemia. • No terceiro período, os animais serão expostos ao sol e a sombra durante 9 horas diárias (das 8h às 17h), após este horário serão conduzidos novamente ao pavilhão onde passarão a noite. A oferta de alimento, composta por ração comercial peletizada e feno de alfafa, em uma proporção concentrado:volumoso de 45%:55%, será dividida em 2 tratos ao longo do dia (9h e às 16h30) sob uma oferta de 3% do PV e sobra estimada para 5%, em cochos individuais para controle de ingestão de matéria seca. As variáveis fisiológicas e comportamentais avaliadas serão: • Frequência respiratória (FR), obtida através de avaliação visual, observando os movimentos do flanco durante 60 segundos para se obter resultados expressos em movimentos por minuto (mov/min), serão coletadas três vezes ao dia (9h, 11h, 13h e 16h30) durante todo período experimental • Temperatura retal (TR), aferida com um termômetro clínico veterinário introduzido no reto do animal durante um minuto, realizando a leitura em °C, serão coletadas três vezes ao dia (9h, 11h, 13h e 16h30) durante todo período experimental;
Page 5 of 9 • Coletas de sangue para posterior avaliação de metabólitos e coletas de urina serão realizadas uma vez ao dia; • Variáveis comportamentais serão realizadas uma vez a cada um dia.
Dados bioclimáticos utilizados para posterior cálculo de índice de conforto térmico, serão obtidos diariamente na estação meteorológica da Embrapa Capão do Leão

Indicadores, Metas e Resultados

Que os animais submetidos ao estresse térmico apresentem alteração quanto ao conforto térmico.
Publicar os resultados obtidos em revistas da área.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ADRIANE DALLA COSTA DE MATOS
ANDREZA EBERSOL DOS ANJOS
ANTÔNIO AMARAL BARBOSA
BRUNO AUGUSTO OSTERKAMP BLOEMKER
CAMILA PIZONI
CARLA AUGUSTA SASSI DA COSTA GARCIA
CAROLAINE GARCIA DE MATTOS
CRISTIAN CAIO COFFERRI
CRISTIANE AMANDA DE OLIVEIRA
DIANE RAMIRES DAS NEVES
EDERSON DOS SANTOS
EDGARD GONÇALVES MALAGUEZ
EDUARDO SCHMITT1
ELIZA ROSSI KOMNINOU5
FRANCISCO AUGUSTO BURKERT DEL PINO5
GABRIELA BUENO LUZ
GILSON SANTOS DA SILVA
GUSTAVO FELIPE DA SILVA SOUSA
JOSIANE DE OLIVEIRA FEIJÓ
JULIANO PERES PRIETSCH
KAREN CRUZ FREITAS
LAURA VALADÃO VIEIRA
LUCAS BALINHAS FARIAS
LUIZA EISENHARDT
MAGNA FABRÍCIA BRASIL SAVELA
MARCIO NUNES CORREA1
MARIA CAROLINA NARVAL DE ARAUJO
MARINA DE MATTOS PETERSON
MICHELLE DE ALMEIDA OLLÉ
MILENE LOPES DOS SANTOS
MURYLLO BOTELHO MEDEIROS
NATÁLIA MACHADO RAHAL
RITIELI DOS SANTOS TEIXEIRA
RODRIGO FONSECA DA FONSECA
THAÍS CASARIN DA SILVA
Taís Isabele Corrêa
URIEL SECCO LONDERO
VINICIUS DE SOUZA IZQUIERDO
VIVIANE ROHRIG RABASSA5
YANCA NUNES WELTER

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