Nome do Projeto
Professores de Química em formação com e na comunidade escolar
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
01/03/2021 - 28/02/2024
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Exatas e da Terra
Eixo Temático (Principal - Afim)
Educação / Educação
Linha de Extensão
Formação de professores
Resumo
Este projeto tem objetivo principal a promoção de atividades de extensão, via curricularização da extensão, vinculadas especialmente a componentes curriculares de Estágio Supervisionado e de Prática como Componente Curricular do Curso de Licenciatura em Química da UFPel, bem como contribuir com interação, ação e reflexão com e na comunidade universitária, em especial, escolas de educação básica. O projeto contribui com a formação de estudantes e de professores de escolas e, consequentemente, com a formação inicial de professores de Química. As atividades serão realizadas via extensão universitária, no planejamento articulado a componentes curriculares do Curso, por meio do estudo no e do contexto de escolas parceiras, do planejamento de abordagens teórico-metodológicas e da implementação e da avaliação das ações realizadas. Os resultados da extensão visam contribuir com a formação de estudantes e de professores da educação básica, e/ou profissionais interessados em viabilizar processos de ensino e de aprendizagem de e sobre Ciências/Química. Desse modo, para além de propiciar a inter(ação) dialógica entre universidade e escola, propiciando estudo, planejamento e realização de ações e de reflexões, espera-se contribuir com a formação humana e social dos participantes em e com atividades extensionistas vinculadas aos Estágio Supervisionado, às Práticas como Componente Curricular do Curso e ações extensionistas.

Objetivo Geral

Contribuir com a formação de estudantes e profissionais de ensino de escolas de educação básica e, consequentemente, com a formação de professores de Química, via extensão universitária, por meio do estudo do contexto das escolas parceiras, do planejamento de abordagens teórico-metodológicas e da implementação e avaliação das ações realizadas na interlocução universidade-escola.

Justificativa

A proposta do projeto busca contemplar a curricularização da extensão (UFPEL, 2019) articulada a componentes curriculares de Estágio Supervisionado e de Práticas como Componente Curricular (PCC) no Curso de Licenciatura em Química da UFPel, bem como contribuir com impacto na comunidade universitária a ações que também pode envolver e articular outros Projetos de ensino, pesquisa e extensão do Curso, de outros cursos de graduação, do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática e o Programa de Pós-Graduação em Química da UFPel.
O Curso Licenciatura em Química da UFPel tem por objetivo a formação de profissionais aptos a trabalhar na Educação Básica, com participação ativa no desenvolvimento de processos pedagógicos relacionados com o Conhecimento Químico e na defesa do ambiente e da região em que atuam. O Curso de Licenciatura em Química também tem por objetivo a formação de um cidadão crítico e comprometido com as transformações sociais e com seu desenvolvimento intelectual, capaz de se atualizar constantemente e de estabelecer mecanismos para interação com a comunidade (UFPEL, 2019).
O Curso (UFPEL, 2019) busca o desenvolvimento de competências e habilidades – previstas pelas Diretrizes Curriculares para os cursos de Química - Licenciatura, pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Formação de Professores e pelas Resoluções e Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica –, destacando-se as seguintes: a) capacidade de atuar no magistério na Educação Básica, analisando e elaborando programas para os últimos anos do ensino fundamental e no ensino médio, utilizando metodologias de ensino variadas e contribuindo para o desenvolvimento intelectual e do interesse científico dos discentes; b) capacidade de organizar e usar recursos para o Ensino de Química tais como laboratórios de Química; escrever e analisar criticamente livros didáticos; saber utilizar e analisar softwares educacionais no ensino de Química; c) visão crítica com relação ao papel social da Ciência e à sua natureza epistemológica, compreendendo o processo histórico-social de sua construção; d) capacidade de incorporação à prática, de resultados da pesquisa em ensino de Química, visando solucionar os problemas relacionados ao processo de ensino e aprendizagem; e) consciência da importância social da profissão como possibilidade de desenvolvimento social e coletivo.
Ainda, cabe enfatizar a busca pela formação proposta em Diretrizes vigentes, atualmente, na Resolução CNE/CP n° 2/2015, das Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial e continuada de professores (BRASIL, 2015), que entende que “a formação de profissionais do magistério deve assegurar a base comum nacional, pautada pela concepção de educação como processo emancipatório e permanente, bem como pelo reconhecimento da especificidade do trabalho docente, que conduz à práxis como expressão da articulação entre teoria e prática e à exigência de que se leve em conta a realidade dos ambientes das instituições educativas da educação básica e da profissão.
O projeto está ligado à formação profissional do Curso, pois estará ligada a componentes curriculares de PCC (Instrumentação para o Ensino de Química; História, Filosofia e Epistemologia da Ciência; e Interação Universidade-Escola) e de Estágio Supervisionado (I, II, III e IV). Além do exposto, atividades específicas podem ser criadas, para além dos créditos previstos nos componentes curriculares, somando carga-horária a discentes do curso, em Atividades complementares.
Segundo o Projeto Pedagógico do Curso (2019): a PCC e seus desdobramentos transcendem a sala de aula da universidade para as realidades do ambiente escolar e da própria educação escolar, devendo compreender a articulação com os conhecimentos, as competências e as habilidades adquiridas nas diversas atividades formativas ao longo do curso de graduação (BRASIL, 2015; UFPEL, 2017,); e o estágio supervisionado é uma atividade específica intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho acadêmico, e visa ao desenvolvimento de competências próprias da atividade profissional de professores, devendo estar previsto no projeto pedagógico do curso, na área de formação e atuação do professor em formação inicial (UFPEL, 2019).
Segundo a Política institucional para Formação de Professores (UFPEL, 2017), compreende-se que a relação entre a teoria e a prática fornece elementos básicos para o desenvolvimento de conhecimentos e de habilidades necessários à docência, tal relação deve ocorrer de forma contínua e concomitante durante a formação docente, ou seja, a “correlação teoria e prática é um movimento contínuo entre saber e fazer na busca de significados na gestão, administração e resolução de situações próprias do ambiente da educação escolar” (BRASIL, 2015, p. 31). Essas acepções relacionam-se a um dos princípios da formação profissional do magistério da Educação Básica o qual expressa que a articulação entre os conhecimentos científicos e didáticos deve estar em consonância com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, complementando o currículo e a formação do profissional (BRASIL, 2015).
A perspectiva é de que sujeitos que constituem a Universidade e a Escola (comunidade) apre(e)ndam com base na interação, no diálogo e no planejamento e na realização de diferentes atividades. As ações articulam o campo do ensino, da pesquisa e da extensão, pois os referenciais são ancorados na concepção da problematização e da dialogicidade, existindo a troca de conhecimento entre os sujeitos que ensinam e os sujeitos que aprendem. Na educação dialógica e problematizadora os mediadores também aprendem sobre o objeto e contexto em estudo, na visão do mundo dos sujeitos, e os sujeitos participantes aprendem à luz das percepções do conhecimento científico (FREIRE, 2001, 2005). Neste caso, o Projeto envolve a atuação da universidade em seguimentos de redes de ensino de Pelotas/RS, a partir das intervenções no meio social, do estudo e planejamento, da reflexão sob as ações, no sentido de que a proposta tenha um ciclo de qualificação permanente dos sujeitos, com base em ações e na pesquisa, o que viabiliza qualificar a complexidade que envolve o campo profissional de professores de Química (MALDANER, 2003; GALIAZZI, 2014).
No cenário deste projeto, entende-se a escola e a universidade como instituições da sociedade, uma construção cultural na qual o estudante se apropria de conhecimentos, subsídios e argumentos (como os que envolvem as Ciências da Natureza e suas Tecnologias) por ela mediados, como ferramenta cultural que busca o seu desenvolvimento, de forma a poder refletir e agir com mais consciência e responsabilidade sobre problemas relacionados à comunidade em que está inserido, emitindo sua opinião a partir de um sistema de valores e de informações, mas dentro de um comprometimento social (SANTOS; SCHNETZLER, 2010, BRASIL, 2006, 2015). Nessa perspectiva, ao invés de um repasse de informações, cabe à escola e à universidade a função social de mediar acessos a e sobre conhecimentos historicamente produzidos pela humanidade e que contribuam para a análise crítica e a resolução de problemas da realidade dos aprendizes, mediante uma educação dialógica, crítica e transformadora das potencialidades da vida, para melhor (FREIRE, 1996, 2001, 2005).
Na escola, “a apropriação de conhecimento tem a sua razão de ser na sua ligação com necessidades da vida humana e com a transformação da realidade social” (LIBÂNEO, 1994, p. 151). Isso reporta para a importância do professor (da escola e da universidade), envolver-se na compreensão global do processo educativo na sociedade, visto que a sociedade, os contextos sociais, a Ciência, os meios de textualização e comunicação, a função da escola, os conhecimentos e as práticas do professor, modificam-se.
Segundo Freire (2001, p. 31): "a posição normal do homem no mundo, como um ser de ação e de reflexão, é de “ad-mirador” do mundo. [...] capaz de refletir sobre si e sobre a própria atividade que dele se desliga, o homem é capaz de “afastar-se” do mundo para ficar nele e com ele. Somente o homem é capaz de realizar esta operação, de que resulta sua inserção crítica na realidade. “Ad-mirar” a realidade significa objetivá-la, aprendê-la como campo de sua ação e reflexão. Significa penetrá-la, cada vez mais lucidamente, para descobrir as inter-relações verdadeiras dos fatos percebidos." Os sujeitos em inter(ação) entre universidade-escola buscarão “ad-mirar” a realidade, de modo a possibilitar a (trans)formação de sujeitos e contextos. Também, fundamentamo-nos na perspectiva histórico-cultural, em que os conhecimentos não são pensados como prontos e acabados, mas em permanente estado de negociação, tensão, movimentos de (re)criação e (re)interpretação de informações, conceitos e significados, mediante interações com o Outro (VIGOTSKI, 2001, 2007; BAKHTIN, 2009). Cada contexto enriquece e realimenta o outro, mutuamente, orientando e dando a entender modos de pensar e agir no mundo, agregando processos de mobilização, de (re)construção e de aprimoramento de concepções pedagógicas e epistemológicas de professores (MALDANER, 2003), a exemplo daquelas que constituirão as atividades extensionistas deste projeto.
Desse modo, para além de propiciar a inter(ação) dialógica entre universidade e escola (propiciando estudo, planejamento e realização de ações e de reflexões), espera-se contribuir com a formação humana e social dos participantes em atividades extensionistas, considerando questões fundamentais à formação docente e que envolvem, por exemplo: interação, tecnologias de informação e comunicação, metodologias, inovação, linguagem, cognição, direitos humanos, inclusão, respeito à diferença, como às diferentes culturas, às questões de gênero e étnico-raciais (BRASIL, 2012, 2013, 2015, UFPEL, 2019).

Metodologia

De modo geral, a metodologia é ancorada nos princípios que fundamentam as Diretrizes de Formação de Professores de Química e Diretrizes Nacionais da Educação Básica, mediada no planejamento que vai considerar questões particulares a cada componente curricular das PCC e dos Estágios Supervisionados. Nesse processo, haverá troca de conhecimento entre os sujeitos da interlocução universidade-escola, a partir de diferentes contextos sociais, do estudo e do planejamento, das intervenções com intenção pedagógica, da reflexão e da pesquisa sob as ações, no sentido de que a proposta tenha um ciclo de qualificação permanente dos sujeitos.
A metodologia estará atrelada à organização dos componentes curriculares de PCC (Instrumentação para o Ensino de Química; História, Filosofia e Epistemologia da Ciência; e Interação Universidade-Escola) e de Estágio Supervisionado (I, II, III e IV). Além do exposto, atividades específicas podem ser criadas, para além dos créditos previsto nos componentes curriculares, somando carga-horária a discentes do curso, em Atividades complementares. Nesse sentido, o Projeto pode extrapolar os componentes curriculares, ao envolver e articular outros Projetos de ensino, pesquisa e extensão do Curso, de outros cursos de graduação, do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática e o Programa de Pós-Graduação em Química da UFPel.
A perspectiva é de que sujeitos que constituem a Universidade e a Escola (comunidade) apre(e)ndam com base na interação, no diálogo e no planejamento e na realização de diferentes atividades, como: na apropriação de diferentes referenciais teóricos (como referenciais da área da Educação Química, Diretrizes Nacionais, Base Nacional Comum Curricular); na inserção e na reflexão no e sobre o contexto de intervenção, no estudo e interação da realidade de comunidades escolares; no planejamento de ações, a exemplo de oficinas, de cursos de formação, etc., com base no contexto acompanhado e em perspectivas teórico-metodológicas diversificadas; na implementação das ações junto a professores e/ou estudantes da escola, em espaços da escola e/ou universidade; na avaliação das etapas e atividades, com registros, escritas de relatórios, pesquisa, de trabalhos para eventos e/ou e promovendo a socialização no contexto dos componentes curriculares, eventos e/ou outros contextos e grupos sociais.

Indicadores, Metas e Resultados

Indicadores e Metas:
1 . Introduzir e/ou formalizar atividades já desenvolvidas em componentes curriculares na curricularização de extensão do Curso de Licenciatura em Química, atendendo os 10% de extensão no âmbito da formação profissional dos cursos de graduação;
2 . Contribuir com a atividades e ações que busquem complementar a formação inicial de graduandos do Curso de Licenciatura em Química;
3 . Elaborar ações que se articulam com outros Projetos (de Ensino, Pesquisa, Extensão, Pibid, Residência Pedagógica) do Curso e de outros Cursos de graduação e dos Programas de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática e em Química da UFPel;
4 . Ampliar a inserção do Curso de Licenciatura em Química em escolas de Pelotas, trabalhando com situações e demandas provenientes do contexto que engloba as escolas parceiras e o campo de atuação profissional do Curso;
5 . Contribuir com a formação continuada de professores e com a formação de estudantes da educação básica, via ações extensionistas que envolvem a educação, em especial, o ensino de e sobre Ciências/Química;
6 . Contribuir com a formação humana e social dos participantes em atividades extensionistas, considerando questões que envolvem estudos atuais da Educação Química, diretrizes nacionais da educação básica e de formação de professores, Base Nacional Comum Curricular, direitos humanos, inclusão, respeito à diferença, como às diferentes culturas, às questões de gênero e étnico-raciais;
7 . Elaborar diários, relatórios crítico-reflexivos, resumos e/ou trabalhos completos como modo de registro, formação de recursos humanos, e com resultados que expressam a avaliação sobre as atividades extensionistas;
8 . Realizar a socialização das ações de extensão junto aos componentes curriculares, em seminários, eventos ou congressos (a exemplo do Congresso de Extensão da UFPel), desde o primeiro ano de execução de ação e/ou componentes curriculares que contemplam a curricularização da extensão do Projeto.
Resultados esperados:
1) Consolidação de parcerias para realização das atividades de extensão, buscando ampliação de comunidades escolares interessadas em ações do Curso de Licenciatura em Química da UFPel;
2) Realização de inter(ação) entre sujeitos da UFPel (professores, licenciandos) com diferentes escolas de Pelotas;
3) Viabilização do estudo de referenciais teóricos, articuladamente ao planejamento de atividades didático-pedagógicas que viabilizará a execução das ações junto a comunidades universitária, em especial, professores e estudantes das escolas parceiras;
4) Planejamento e execução de atividades, com o aprimoramento e o desenvolvimento de novos estudos e reflexões, na formação humana (pessoal, conceitual, atitudinal e procedimental) dos sujeitos envolvidos (professores e estudantes da escola e da universidade);
5) Contribuição com a formação de professores de Ciências/Química, por exemplo, ao propiciar discussões e reflexões, no e sobre o contexto escolar e universitário, sobre questões como: a linguagem da Ciência, a educação como direito de todos, os processos de mediação didática de conhecimentos químicos escolares, entre outros;
6) Contribuição na formação dos sujeitos com base em situações que permeiam a complexidade do contexto da educação básica, a partir do estudo da realidade, o desenvolvimento e análise de espaços de ensino de Ciências/Química, acompanhando a elaboração de novos conhecimentos, que são permanentes, demandam apropriação, construção e reconstrução de conhecimentos específicos aos professores em formação inicial e continuada e aos estudantes da educação básica;
7) Articulação de ações e de parcerias com outros Projetos do Curso (Extensão, Pesquisa, Ensino, Pibid, Residência Pedagógica) e de outros cursos de graduação, dos Programas de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática e em Química da UFPel, haja vista atividades de divulgação científica e o interesse de inserção desses cursos e programas na comunidade escolar.
8) Realização de diferentes modos de registro e de socialização dos resultados das ações desenvolvidas, seja no âmbito do Curso, nos componentes curriculares ou na escrita de pesquisa trabalhos em eventos e/ou em revistas da área de Ensino e Educação em Ciências/Química.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALZIRA YAMASAKI1
BRUNO DOS SANTOS PASTORIZA2
CHARLENE BARBOSA DE PAULA
FABIO ANDRE SANGIOGO2
FERNANDA JARDIM DIAS DA PIEDADE
JHONATAS DA SILVA NUNES
MAIRA FERREIRA1
MATHEUS DE LIMA RUFINO
PAOLA BORK ABIB KOHN
THEO LAHORGUE ROSCOFF
VITÓRIA SCHIAVON DA SILVA

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