Nome do Projeto
Tradução, interpretação, mediação linguística e disseminação de informações à comunidade
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
26/07/2021 - 26/07/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Linguística, Letras e Artes
Eixo Temático (Principal - Afim)
Comunicação / Direitos Humanos e Justiça
Linha de Extensão
Línguas estrangeiras
Resumo
Partindo da concepção de direitos linguísticos como direitos fundamentais, propõe-se a articulação de conhecimentos das áreas de Tradução, Letras, Comunicação e Direito a partir dos seguintes pilares: (1) realização de pesquisas com o objetivo de observar, descrever e interpretar os fenômenos de contatos linguísticos decorrentes das mobilidades humanas, analisando seus impactos na realidade social e visando à intervenção para garantir acesso e respeito a direitos fundamentais por meio do reconhecimento dos direitos linguísticos; (2) realização de projetos, ações de ensino, cursos e treinamentos com o objetivo de formar e capacitar pessoas para atuar com tradução, interpretação e mediação linguística e que possam atender à comunidade de forma pro bono; (3) prestação de serviços de tradução, interpretação, assessoramento ou mediação linguística, remota ou presencialmente, para a efetiva viabilização do acesso à saúde, à justiça, à assistência social e à promoção do desenvolvimento econômico-social-cultural à comunidade, especialmente a grupos em vulnerabilidade social, em migração ou refúgio, com dificuldades de compreender e se fazer compreender em língua portuguesa e a prestadores/as de serviços públicos ou de interesse público e tomadores/as de decisão em situações envolvendo pessoas nessas condições.

Objetivo Geral

Pesquisar, traduzir e disseminar conteúdos em áreas sensíveis e que visem a informar sobre o acesso e a efetiva proteção de direitos fundamentais, além de desenvolver ações de pesquisa e ensino visando a atingir à finalidade extensionista de prestar, remota ou presencialmente, serviços de tradução, interpretação, assessoramento ou mediação linguística "pro bono" a populações falantes de línguas minorizadas, em situação de vulnerabilidade social, migração ou refúgio e que tenha dificuldades na compreensão da língua portuguesa e/ou linguagem especializada, assim como assessorar profissionais da saúde, justiça e assistência social e demais pessoas ou instituições que atendam a grupos nessas condições.

Justificativa

A efetiva proteção da vida e o acesso aos atendimentos médicos, a serviços públicos e de interesse público e também à justiça, à cultura e ao desenvolvimento depende da capacidade de compreender e se fazer compreender em sua própria língua. Contudo, parte considerável do conhecimento (especialmente em áreas sensíveis) circula em idioma estrangeiro ou em linguagem de especialidade que demanda não apenas a profiência do idioma, mas também conhecimento de terminologia. Assim, a democratização das informações demanda, antes, esforços de tradução - sejam eles entre línguas diferentes ou dentro de uma mesma língua, como forma de mitigar as desigualdades (sócio-econômicas, antes de tudo, mas que se refletem no domínio da língua) e as relações de poder impulsionadas pelo acesso à informação e ao exercício qualificado da cidadania. Deste modo, propõe-se este projeto, coadunado com o disposto no art. 123 do Regulamento do Ensino de Graduação da UFPel (e visando a uma formação cidadã e socialmente referenciada), e também com a Resolução nº 01/2020, do COCEPE, de 20 de fevereiro de 2020, que "Institui a Política Linguística da Universidade Federal de Pelotas (UFPel)".

Metodologia

Após recrutamento e seleção de docentes e estudantes de graduação e pós-graduação da UFPel e instituições parceiras, além de voluntariado da comunidade, este projeto busca propor ações de ensino e pesquisa visando à formação de quadros que, ao final, possam implementar a meta extensionista da prestação de serviços pro bono de tradução, interpretação, assessoramento e mediação linguística à comunidade falante de línguas minorizadas, em situação de vulnerabilidade social, migração ou refúgio e que tenha dificuldades na compreensão da língua portuguesa e/ou linguagem especializada, assim como assessorar profissionais da saúde, justiça e assistência social e demais pessoas ou instituições que atendam a grupos nessas condições. Para tanto, busca-se, primeiro: (1) o estudo e a compreensão, por meio de leituras de textos, apresentações, exemplos e discussões guiadas, dos conceitos e contextos da Interpretação Comunitária e das relações entre intérpretes e as pessoas e instituições usuárias e prestadoras de serviços que demandem a interpretação (aqui entendida como a tradução oral); (2) o estudo e a compreensão de outras modalidades de atuação por meio da defesa dos direitos linguísticos, aqui compreendidos como direitos fundamentais, e promoção da inclusão pela via de políticas linguísticas; (3) a realização de pesquisas para a compreensão de conceitos e contextos necessários para a elaboração de traduções (inter /intralinguísticas) e criação de conteúdos com o objetivo de promover e disseminar produtos e informações para a proteção da vida e demais direitos fundamentais, para o acesso a serviços de saúde, justiça, segurança, educação e promoção do desenvolvimento econômico-social sustentável, a integração e a cultura; (4) o oferecimento de serviços pro bono de tradução, interpretação, assessoramento ou mediação linguística, remota ou presencialmente, preferentemente com agendamento prévio, para atendimento de população em situação de migração ou refúgio ou em vulnerabilidade social e linguística. Na ausência dessas prioridades, poderá a coordenação aceitar demandas outras, analisadas caso a caso. Além do atendimento a demandas de tradução interlínguas, este projeto também busca democratizar conhecimentos acadêmicos, promovendo atividades de tradução intralíngua (dentro de uma mesma língua), elaborando e disseminando à comunidade informação confiável e de democratizando o acesso a conhecimentos acadêmicos.

Indicadores, Metas e Resultados

Por meio deste projeto, espera-se: (1) contribuir com a comunidade na superação de barreiras linguísticas para a democratização de conhecimentos; (2) qualificar os/as docentes e discentes e prepará-los/as para a prática e a ética profissional por meio de pesquisas e leituras de textos, apresentações, exemplos e discussões guiadas, primeiro, e atendimento a serviços de assessoramento linguístico e a tradução de textos autênticos, depois; (3) aproximar a universidade da comunidade, promovendo contrapartidas sociais e qualificando os debates acadêmicos por meio da prática junto à comunidade; (4) atender a necessidades sociais emergentes, como as relacionadas ao acesso à saúde, justiça, educação, geração de emprego e de renda; (5) promover a integração entre comunidade e universidade, assegurada a relação bidirecional, assim como comunidade e estudantes de graduação e pós-graduação, e docentes de diversas instituições e áreas do conhecimento, incluindo línguas estrangeiras; políticas linguísticas; novas tecnologias; terminologia multilíngue; diversidade cultural; tradução e interpretação; desenvolvimento regional; direitos humanos; integração; (6) promover ações multidisciplinares e a colaboração interinstitucional, somando-nos como instituição parceria e apta a indicar novos integrantes para atuação voluntária junto ao banco de intérpretes em desenvolvimento em parceria entre a Universidade de Brasília e a Defensoria Pública da União para atuação em todo o território nacional.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALINE ALMEIDA DUVOISIN
ANDREA CRISTIANE KAHMANN8
Alessandra Meirelles Costa
André Luiz Ramalho de Aguiar
Angela Maria Erazo Monoz
BERNARDO KOLLING LIMBERGER2
CHRISTOPHER RIVE ST VIL
DANIELLA AVELANEDA ORIGUELA60
DIGMAR ELENA JIMENEZ AGREDA
FRANCIANY SILVERIO LIMA
KAREN DUTRA GOES
KATHELEN DUTRA GOES
MARINA DIAS DOS SANTOS
Sabine Gorovitz
Vanessa Boettge da Silva
ÂNGELA GOMES ALVES

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