Nome do Projeto
Extensão Inovadora para o Desenvolvimento Tecnológico de Formulações Orais Sólidas com Potencial de Transferência para o Setor de Nutrição e Saúde Animal
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
06/05/2026 - 06/05/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Multidisciplinar
Eixo Temático (Principal - Afim)
Tecnologia e Produção / Saúde
Linha de Extensão
Desenvolvimento de produtos
Resumo
A crescente demanda por soluções eficazes e tecnologicamente avançadas para a produção animal impõe desafios significativos ao setor agropecuário, exigindo inovações baseadas em evidência científica robusta. Este projeto tem como propósito impulsionar o desenvolvimento de formulações orais sólidas (FOS) voltadas à nutrição e à saúde animal, com foco inicial em ruminantes, mas com potencial de expansão, a médio e longo prazo, para outras espécies de interesse zootécnico e comercial, como aves, suínos, peixes, cães e gatos. A proposta contempla o uso de tecnologias de ponta, incluindo extrusão, esferonização, recobrimento funcional e microencapsulamento, com o objetivo de desenvolver pellets, grânulos, bolus e outras formas sólidas capazes de proteger compostos bioativos sensíveis, aumentar sua estabilidade físico-química, controlar a liberação ao longo do trato gastrointestinal e otimizar a eficácia nutricional e terapêutica. Com alto potencial de impacto técnico-científico e social, o projeto busca aproximar a pesquisa aplicada das necessidades concretas da cadeia produtiva, promovendo a geração de produtos inovadores, seguros, eficazes e sustentáveis, com elevado valor agregado para o mercado agroindustrial.

Objetivo Geral

Fomentar a inovação tecnológica no setor agropecuário por meio do desenvolvimento, caracterização e validação de formulações orais sólidas (FOS) aplicadas à nutrição e à saúde animal, com ênfase inicial em ruminantes, visando aproximar a pesquisa aplicada das demandas produtivas, fortalecer a articulação universidade-empresa e promover a geração de soluções de alto valor agregado, sustentáveis e adaptáveis a diferentes espécies, contribuindo para o avanço tecnológico e o desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.

Objetivos Específicos

• Realizar a prospecção científica, tecnológica e de propriedade intelectual relacionada às formulações orais sólidas aplicadas à saúde e nutrição animal, identificando tendências, lacunas e oportunidades de inovação para o setor produtivo nacional.
• Desenvolver protótipos de formulações orais sólidas (grânulos, pellets, bolus e outras estruturas multiparticuladas) com diferentes tecnologias de modulação de liberação, proteção ruminal e estabilidade funcional, utilizando processos como extrusão, esferonização e recobrimento funcional.
• Caracterizar fisicoquimicamente as formulações desenvolvidas, com ênfase na análise térmica, reológica, morfológica e de liberação in vitro, empregando técnicas avançadas para avaliação da funcionalidade e integridade dos compostos bioativos.
• Validar, em ambiente controlado e em propriedades rurais parceiras, o desempenho técnico e biológico das formulações selecionadas, avaliando seus efeitos sobre parâmetros zootécnicos, fisiológicos e sanitários, com foco inicial em ruminantes e, progressivamente, em outras espécies de interesse zootécnico (aves, suínos, peixes e animais de companhia).
• Estabelecer parcerias com empresas, cooperativas, instituições técnicas e órgãos reguladores para promover a transferência de conhecimento, cocriação de soluções e viabilidade de escalonamento produtivo das formulações desenvolvidas.
• Formar e capacitar recursos humanos em ciência e tecnologia aplicada à produção de FOS, integrando estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais do setor em atividades de desenvolvimento, teste e avaliação de produtos.
• Promover ações de divulgação científica, tecnológica e institucional que ampliem a visibilidade da linha de pesquisa, incentivem a cultura da inovação e consolidem a universidade como agente ativo no desenvolvimento regional e na resolução de desafios da agropecuária nacional.

Justificativa

As formulações orais sólidas (FOS) representam uma classe estratégica de sistemas farmacotécnicos destinados à administração oral de compostos bioativos — como nutrientes, aditivos funcionais e medicamentos — na forma de estruturas sólidas tecnologicamente processadas, tais como grânulos, pellets, bolus, extrusados, cápsulas e comprimidos. No contexto da nutrição e saúde animal, essas formulações oferecem vantagens importantes, como estabilidade durante o armazenamento, precisão na dosagem, facilidade de administração e, sobretudo, a possibilidade de controlar a liberação dos ativos no trato gastrointestinal. Tecnologias como microencapsulamento, recobrimentos funcionais, esferonização e extrusão permitem o desenvolvimento de FOS capazes de proteger compostos sensíveis da degradação ruminal, gástrica ou ambiental, aumentar a biodisponibilidade e garantir maior eficácia biológica dos ingredientes, otimizando o desempenho zootécnico e terapêutico em diferentes espécies.
No Brasil, entretanto, o mercado de FOS para animais de produção e de companhia ainda é fortemente dependente de produtos importados, especialmente aqueles que incorporam tecnologias mais sofisticadas, como os bolus de liberação segmentada, os aditivos rumen-protegidos e os complexos microencapsulados com liberação entérica. Embora existam iniciativas nacionais importantes, grande parte da indústria local opera com limitações estruturais e tecnológicas que dificultam a internalização desses processos. Os principais gargalos incluem a escassez de infraestrutura para testes avançados (como análises reológicas, morfológicas e de liberação in vitro), a baixa integração entre pesquisa acadêmica e setor produtivo e a carência de recursos humanos qualificados em tecnologias farmacotécnicas aplicadas à produção animal.
Nesse cenário, a proposição de um projeto voltado ao desenvolvimento de FOS inovadoras no ambiente acadêmico, com forte interface com a pesquisa aplicada, reveste-se de grande relevância científica, tecnológica e estratégica. A recente aquisição de um equipamento de alta precisão para análises reológicas amplia significativamente a capacidade da equipe envolvida em investigar e desenvolver sistemas sólidos orais com características específicas de liberação, proteção e estabilidade. Serão empregadas tecnologias como extrusão, esferonização e recobrimento funcional para formular produtos que atendam às necessidades de desempenho nutricional e sanitário de ruminantes (público-alvo inicial do projeto), com potencial de expansão para outras espécies como aves, suínos, peixes, cães e gatos. Assim, o projeto almeja não apenas preencher lacunas técnicas do setor agropecuário brasileiro, mas também gerar soluções inovadoras com alto valor agregado, alinhadas às demandas por sustentabilidade, biossegurança e eficiência produtiva.

Metodologia

O projeto será conduzido ao longo de quatro anos, estruturado em fases interdependentes que articulam atividades de pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental, validação tecnológica e articulação com o setor produtivo, com foco no impacto social e econômico da inovação. Inicialmente, será realizada uma ampla prospecção científica e tecnológica envolvendo revisão sistemática da literatura e mapeamento de patentes nacionais e internacionais, a fim de identificar tendências, lacunas e oportunidades para o desenvolvimento de formulações orais sólidas (FOS) aplicadas à saúde e nutrição animal. Essa etapa servirá de base para o delineamento dos protótipos-alvo a serem desenvolvidos, com foco prioritário em ruminantes, mas considerando desde o início a escalabilidade e adaptabilidade das tecnologias para outras espécies, como aves, suínos, peixes, cães e gatos.
Paralelamente, serão conduzidas análises físico-químicas, térmicas, reológicas e morfológicas dos insumos e matrizes utilizadas nas formulações, utilizando-se o equipamento recentemente adquirido para análises reológicas como ferramenta central na caracterização dos materiais e otimização dos processos de extrusão, esferonização e recobrimento. A partir desses dados, serão elaborados lotes piloto de FOS com diferentes características de liberação, proteção e estabilidade, os quais serão submetidos a testes laboratoriais de desempenho físico e funcional, incluindo estudos in vitro de liberação controlada, resistência a ambientes simulados do trato digestivo e análises de integridade dos compostos bioativos.
Em articulação com propriedades rurais parceiras, instituições de ciência e tecnologia, empresas de nutrição e saúde animal e agências de fomento à inovação, os protótipos selecionados serão avaliados em laboratoriais simuladas e em estudos de campo sob condições reais de uso, considerando parâmetros zootécnicos, metabólicos e sanitários. Essa etapa será fundamental para validar a aplicabilidade das tecnologias e gerar dados robustos que subsidiem eventual escalonamento produtivo. Ao longo do projeto, serão promovidas ações de integração entre a universidade e o setor produtivo, por meio de eventos técnico-científicos, visitas técnicas, oficinas de cocriação com profissionais da área e divulgação dos avanços em feiras agroindustriais, buscando ampliar a rede de colaboração e promover a transferência de conhecimento.
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto atuará estrategicamente na formação de recursos humanos qualificados, com a inclusão de estudantes de graduação, pós-graduação e jovens pesquisadores em todas as etapas do processo. Essa participação será orientada não apenas à capacitação técnico-científica, mas também ao estímulo da cultura de inovação e empreendedorismo, com vistas à geração de novas soluções e modelos de negócio no setor agropecuário. Por fim, ao longo de sua execução, o projeto adotará indicadores de desempenho e impacto voltados à avaliação de sua efetividade técnico-científica, adesão por parte de atores estratégicos e contribuição à inovação aberta e ao desenvolvimento regional, especialmente em contextos produtivos de média e pequena escala.

Indicadores, Metas e Resultados

1. Prospecção científica, tecnológica e de propriedade intelectual
• Indicadores: Número de artigos, patentes e tecnologias mapeadas; relatório de prospecção entregue; número de áreas prioritárias identificadas.
• Meta: Elaborar, no primeiro ano, um relatório técnico com pelo menos 30 documentos analisados (artigos científicos, patentes e tecnologias comerciais), identificando 5 lacunas relevantes para o desenvolvimento de FOS nacionais.
• Resultados esperados: Consolidação de um panorama técnico-científico atualizado que fundamentará a tomada de decisões no desenvolvimento das formulações, identificando oportunidades para inovação incremental e radical.

2. Desenvolvimento de protótipos de FOS com diferentes tecnologias
• Indicadores: Número de protótipos desenvolvidos e processados; diversidade de formatos testados; descrição de processos otimizados.
• Meta: Desenvolver, ao longo dos quatro anos, ao menos 10 formulações sólidas em diferentes formatos e composições, utilizando técnicas como extrusão, esferonização e recobrimento funcional.
• Resultados esperados: Disponibilidade de protótipos inovadores com alto potencial de aplicação comercial e capacidade de atender a diferentes demandas nutricionais e sanitárias.

3. Caracterização físico-química, térmica, reológica e funcional
• Indicadores: Número de análises realizadas; banco de dados de propriedades tecnológicas; laudos de liberação in vitro.
• Meta: Caracterizar 100% dos protótipos produzidos quanto às suas propriedades físicas, térmicas, reológicas e funcionais, com uso de equipamentos de alta precisão.
• Resultados esperados: Obtenção de perfis detalhados das formulações que subsidiem ajustes técnicos e a seleção das alternativas mais promissoras para uso em campo.

4. Validação dos protótipos em condições experimentais e de campo
• Indicadores: Número de testes in vivo realizados; número de propriedades rurais parceiras; parâmetros zootécnicos avaliados.
• Meta: Realizar, a partir do segundo ano, ao menos 5 testes de campo com as formulações mais promissoras em ruminantes, com expansão gradual para outras espécies.
• Resultados esperados: Geração de evidências sobre a eficácia e viabilidade dos produtos, com potencial para licenciamento, transferência de tecnologia ou incubação de soluções inovadoras.

5. Estabelecimento de parcerias e articulação com o setor produtivo
• Indicadores: Número de parceiros institucionais envolvidos; número de reuniões técnicas realizadas; acordos de cooperação ou cartas de intenção assinadas.
• Meta: Formalizar ao menos 5 parcerias estratégicas com cooperativas, empresas ou instituições de pesquisa ao longo dos quatro anos.
• Resultados esperados: Ampliação da rede de colaboração universidade-setor produtivo, aumentando a probabilidade de adoção e escalonamento das tecnologias desenvolvidas.

6. Formação e capacitação de recursos humanos
• Indicadores: Número de estudantes envolvidos; número de TCCs, dissertações ou teses vinculadas ao projeto; participação em eventos científicos.
• Meta: Envolver no mínimo 15 estudantes de graduação e pós-graduação durante o projeto, resultando em pelo menos 10 trabalhos acadêmicos vinculados e 20 participações em eventos técnico-científicos.
• Resultados esperados: Fortalecimento da nova linha de pesquisa por meio da formação de uma equipe técnica qualificada e preparada para dar continuidade às inovações após o término do projeto.

7. Divulgação científica, tecnológica e institucional
• Indicadores: Número de publicações técnicas e científicas; número de ações de divulgação realizadas (palestras, oficinas, feiras, mídias digitais); público alcançado.
• Meta: Publicar ao menos 5 artigos científicos e promover 10 ações de divulgação ao longo do projeto, atingindo diretamente um público estimado de 1.000 pessoas entre produtores, técnicos, estudantes e formuladores de políticas públicas.
• Resultados esperados: Ampliação da visibilidade da universidade como polo de inovação agropecuária, fortalecimento da interface ciência-tecnologia-sociedade e estímulo à cultura de inovação.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ARTHUR ROHRIG RABASSA
EDUARDO JODAR MORAES
ELIZA ROSSI KOMNINOU42
FLAVIO MOREIRA DE SOUZA
FRANCINE DE CASSIA CAVALHEIRO TEIXEIRA
FRANCISCO AUGUSTO BURKERT DEL PINO
HENRIQUE DA ROSA FEIJO
JAINE GABRIELE FERNANDES DOS SANTOS
LARISSA GATTI CAPELI
LUCAS PETITEMBERTE DE SOUZA
MANOELA FURTADO
MARCIO NUNES CORREA10
MARIANE VITORIA DIAS GOULART
MILENE LOPES DOS SANTOS
MONIKY CUNHA GONCALVES
NATALIA DA SILVA DOS SANTOS
RAYANE VENTUROSO ALMEIDA
SILVIA TRISCH DOS SANTOS
SUELE DA SILVA
VINICIUS FARIAS CAMPOS2
VIVIANE ROHRIG RABASSA11
WILLIAM BORGES DOMINGUES

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