Nome do Projeto
HORTAS, QUINTAIS E JARDINS URBANOS - UMA ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR DE SUSTENTABILIDADE
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
01/11/2025 - 01/06/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Multidisciplinar
Eixo Temático (Principal - Afim)
Meio ambiente / Tecnologia e Produção
Linha de Extensão
Desenvolvimento urbano
Resumo
As hortas e quintais urbanos tem seu destaque ampliado pela relação direta com a sustentabilidade alimentar e ambiental, representando uma estratégia potencial para promover a sustentabilidade no entorno das cidades, onde são bem vistas e desejadas pelas comunidades. São espaços estratégicos coletivos de cultivo de alimentos em áreas do perímetro urbano das cidades, podendo envolver terrenos baldios, quintais, praças, escolas, paredes verdes ou até mesmo canteiros convencionais, contribuindo tanto para a segurança alimentar quanto para a preservação ambiental, aproximando os moradores do processo produtivo, do consumo e da qualificação espacial, fortalecendo a relação dos moradores com a natureza, gerando inclusão social, renda e integração comunitária, despertando a consciência ecológica, visto que fortalecem a conexão da população urbana com a natureza e os ciclos da vida. No aspecto alimentar, as hortas e quintais urbanos são iniciativas que podem oferecer alimentos frescos, nutritivos e acessíveis, reduzindo a dependência de cadeias longas de distribuição e diminuindo os custos relacionados ao transporte e às embalagens, além de que favorecem a autonomia das comunidades, reforçam a segurança alimentar e estimulam hábitos mais saudáveis, como por exemplo, o incentivo ao consumo de alimentos de base vegetal, como frutas, verduras e legumes produzidos localmente. No aspecto ambiental, as hortas e quintais urbanos contribuem no aproveitamento de áreas ociosas ou subutilizadas transformando locais antes degradados em espaços produtivos e verdes, favorecendo a redução da pegada de carbono, já que diminuem a necessidade de transporte e logística, ajudando na melhoria do microclima das cidades, reduzindo ilhas de calor, favorecendo a infiltração da água no solo e promovendo a biodiversidade ao atrair polinizadores, avifauna e outras espécies, valorizando o espaço urbano como local de convivência e educação ambiental. Como exemplos práticos, as hortas e quintais urbanos funcionam como pontes entre a cidade, a sociedade e a natureza, ajudando a repensar o sistema alimentar e tornando as cidades mais resilientes, verdes e saudáveis, destacando a possibilidade de hortas comunitárias (em bairros e praças sob a gestão de moradores locais), hortas escolares (educação ambiental) e os jardins verticais comestíveis (paredes como suportes estruturais). Através da qualificação espacial, a presença das hortas e quintais urbanos permite a redução de problemas que permeiam o perímetro urbano das nossas cidades, como por exemplo, a incidência e concentração de comunidades periféricas de baixa renda e poder aquisitivo que necessitam de políticas públicas capazes de colaborarem para a redução da fome, promover uma melhor qualidade de vida associada a padrões de sustentabilidade alimentar e ambiental, melhorando a percepção e configuração espacial, promovendo bem estar comunitário, a formação educacional e a saúde. Os atores do processo, as equipes multidisciplinares, agem favorecendo a percepção de como acontecem esses pontos positivos advindos do uso correto da tecnologia e da ciência a serviço da resolução destes problemas, propondo alternativas à humanidade, através do estabelecimento de hortas e quintais urbanos a partir de espécies olerícolas, condimentares, medicinais, aromáticas, pancs (plantas alimentícias não convencionais) e frutíferas nativas sob princípios agroecológicos, respeitando o ecossistema urbano.

Objetivo Geral

Promover e fomentar a qualificação de espaços ociosos reduzindo problemas que permeiam o perímetro urbano das nossas cidades, como por exemplo, a incidência e concentração de comunidades periféricas de baixa renda e poder aquisitivo, e em vulnerabilidade alimentar e social, que necessitam de políticas públicas capazes de colaborarem para a redução da fome, promovendo uma melhor qualidade de vida associada a padrões de sustentabilidade alimentar e ambiental, melhorando a percepção e configuração espacial, promovendo bem estar comunitário, a formação educacional e a saúde;
Estabelecer uma gestão de equipes hibridas multidisciplinares participativa, congregando a participação de alunos, TAES e Docentes participantes do projeto de forma a troca de saberes, humanidades e experiencias através do eixo extensão, favorecendo a formação educacional de estudantes junto a organização de ações , desde a colaboração, a organização e o planejamento de atividades (ensino e aprendizagem).

Justificativa

Promover e fomentar através de Projeto de extensão que a universidade chegue a simples espaços de cultivo, hortas e quintais urbanos constituindo-se em verdadeiros laboratórios vivos de inovação social e ambiental, essenciais para construção de ambientes mais sustentáveis e saudáveis.
Atuar como interlocutores (Universidade Pública e projetos de extensão universitária e cultura) diretos junto às comunidades antes, durante e depois da implantação das hortas e quintais urbanos, com acompanhamento semestral para verificar todo o processo que se estabelece dentro de cada uma das comunidades, gerando elementos para pesquisa, ensino e inovação.

Metodologia

Metas e métricas

O projeto será realizado em espaços estratégicos coletivos de cultivo de alimentos em áreas do perímetro urbano das cidades, podendo envolver terrenos baldios, quintais, praças, escolas, paredes verdes ou até mesmo canteiros convencionais, cidades, em terrenos com espaço para organização de hortas, podendo ser elas suspensas ou não.
A sistematização do projeto será realizada conjuntamente com a(s) comunidade(s), envolvendo reuniões preparatórias com a equipe técnica, envolvendo ações do tipo:
Cursos de formação de multiplicadores - tópicos especiais em sementes e mudas de espécies olericolas, condimentares, medicinais, pancs e frutíferas nativas;
Palestras e oficinas para aprendizagem envolvendo metodologias agroecológicas e sustentabilidade alimentar e ambiental;
Feiras urbanas - intercâmbio de saberes, sementes e mudas entre os participantes, incentivando a comunidade a participar da sistematização das hortas e quintais urbanos domésticos;
Metodologias e delineamento experimental para o desenvolvimento de ações.
Será utilizada como plataforma para métricas o sistema Trello.

Indicadores, Metas e Resultados

Dentre os impactos e resultados esperados a partir da instalação dessas hortas e quintais:
Alteração positiva a percepção das comunidades sobre a paisagem, a sustentabilidade, as boas práticas de alimentação, nutrição e saúde, e consequentemente o favorecimento econômico a partir do somatório dessas implantações, motivando a comunidade a adoção cotidiana dessas práticas, contribuindo em termos de sustentabilidade;
Alinhamento dos princípios básicos da ecologia urbana e da restauração ecológica participativa promovemos a recuperação da biodiversidade local e o fortalecimento dos serviços ecossistêmicos, como por exemplo a regulação climática e a polinização. Implantando a arborização com espécies frutiferas nativas vamos em busca dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU, ao unir a educação ambiental, o projeto contribui para a resiliência socioecológica do território pelotense e para a construção de uma cidade mais sustentável, inclusiva e culturalmente viva, através de componentes da paisagem e conforto ambiental, através de melhorias no microclima e criando uma identidade comunitária e criando estratégias e estímulos que estimulando a práticas anti sedentarismo.
Garantia de que as hortas urbanas como práticas que atravessam vários ODS, ao mesmo tempo em que garantem sustentabilidade alimentar, ambiental e social, e quando abordamos o tema hortas e quintais urbanos dentro do contexto da sustentabilidade alimentar e ambiental, elas se relacionam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030 da ONU: 2 (Fome zero e agricultura sustentável) garantindo acesso a alimentos frescos, nutritivos e de qualidade, contribuindo para a segurança alimentar e o combate à fome nas cidades, incentivo a práticas agrícolas sustentáveis em pequena escala; 3 (Saúde e bem estar) estimulando hábitos alimentares mais saudáveis, com consumo de hortaliças frescas, por exemplo, fortalecendo a saúde mental e bem estar ao aproximar as pessoas da natureza e do trabalho coletivo; 11 (Cidades e comunidades sustentáveis) transformando espaços urbanos ociosos em áreas produtivas e verdes, favorecendo a resiliência urbana, a convivência comunitária e a redução de ilhas de calor; 12 (Consumo e produção responsáveis) incentivando a compostagem e o aproveitamento de resíduos orgânicos, diminuindo a dependência de embalagens plásticas e cadeias logísticas poluentes. Somado a este contexto ambiental, a compostagem de resíduos orgânicos, frequentemente associada às hortas, favorece a ciclagem de nutrientes e evitando o desperdício; 13 (Ação contra a mudança global do clima) reduzindo emissões de gases de efeito estufa ao encurtar as cadeias de transporte de alimentos e contribuindo para a mitigação dos impactos climáticos nas cidades; 15 (Vida terrestre) promovendo a biodiversidade urbana, atraindo polinizadores e recuperando áreas degradadas.

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