Nome do Projeto
Projeto Arqueológico Alto Canoas – PARACA, Um Estudo da Presença Jê no Planalto Catarinense
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
16/01/2017 - 01/01/2019
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-Histórica
Resumo
O “Projeto Arqueológico Alto Canoas – PARACA, Um Estudo da Presença Jê no Planalto Catarinense”, é um desdobramento do projeto binacional “Paisagens Jê do Sul do Brasil: Ecologia, História e Poder numa paisagem transicional durante o Holoceno tardio” (projeto temático FAPESP, processo nº 12/51328-3, AHRC-UK processo nº AH/K004212/1 ). Os estudos desenvolvidos por esse grande projeto de pesquisa no sul de Santa Catarina tem por objetivo compreender a história de longa duração da interação dos povos Jê do Sul com os diferentes ecossistemas da região, desde a costa atlântica, passando pela encosta da serra coberta com mata atlântica, subindo o planalto com campo e araucárias, e chegando até a região florestada da confluência dos rios Pelotas e Canoas. No desenvolvimento do projeto “A Natureza da Ocupação Jê no Alto Planalto Catarinense e Adjacências” foram mapeados diversos sítios arqueológicos associados às populações Jê Meridionais, como as estruturas semissubterrâneas, os montículos, as estruturas anelares, as grutas com sepultamentos, os sítios litocerâmicos e os sítios com inscrições rupestres. Nesse cenário, ainda apareceram alguns sítios em que são encontradas pontas de projétil lascadas comumente associadas à tradição arqueológica Umbu. Após essa etapa inicial de pesquisa constatou-se que o adensamento e a diversidade de sítios do Alto Rio Canoas reflete um processo de longa duração – que avança por um período de, pelo menos, 2000 anos de história (Corteletti 2012). A arqueologia das terras baixas sul-americanas é cada vez mais reconhecida como um campo de inúmeras pesquisas sobre a emergência de complexidade cultural e social dos povos que aqui viviam (DeBlasis et al. 2007; Iriarte 2006, 2009; Iriarte et al. 2004; Lima e Lópes Mazz 2000; Schmidt e Heckenberger 2009). As pesquisas sobre os Jê Meridionais não fogem a essa constatação, mesmo que poucas tenham abordado essa perspectiva diretamente. Assim sendo, a proposta do PARACA é falar a respeito de temas como territorialidade, relações econômicas e sociais e percepções de mundo que existiram no alto Canoas.

Objetivo Geral

(1) Ampliar e detalhar o mapa arqueológico regional iniciado na pesquisa prévia (Corteletti, 2012), a partir da realização de prospecções em áreas ainda não exploradas e escavações em sítios arqueológicos considerados importantes:
a. A prospecção seguirá a metodologia de Araújo (2001), ou seja, será realizado um “levantamento contínuo” em áreas de “amostragem aleatória estratificada” abrangendo todos os ecótonos da AE.
b. As áreas prioritárias a serem prospectadas são os vales do Rio Urubici, do Rio Dos Bugres, do Rio Lavatudo, cabeceiras do Rio Canoas, do Rio Cachimbo e do Rio Vacarianos.
c. Também serão priorizadas prospecções sistemáticas dentro do Parque Nacional de São Joaquim, o que nos possibilitará pensar estratégias diferentes de manejo e conservação dos sítios arqueológicos ali encontrados.
d. Sítios considerados importantes nesse momento são o Sítio Bonin, Sítio Copetti, Sítio Ghizoni, Sítio Avencal 1, Sítio Casa de Pedra, Sítio Anderman, Sítio Sebastião, entre outros
(2) Seguir interpretando, a partir de uma abordagem regional e sistêmica, as paisagens das populações Jê na região do Alto Canoas, serra de Santa Catarina. Para tanto contaremos com o auxílio de:
a. análises arqueobotânicas, dando sequência aos procedimentos já realizados com o material recuperado nas escavações do sítio Bonin (Corteletti et al, 2015);
b. geoprocessamento de dados, ampliando o banco de dados e os exercicios de SIG para arqueologia, já iniciados na pesquisa prévia (Corteletti, 2012);
c. novos dados de cronologia, ampliando o datações para o Alto Canoas e dessa forma aumentando o conhecimento sobre os diferentes sistemas de assentamento que diacronicamente aparecem na região;
d. arqueometria, com a analise de cadeia operatória da produção da cerâmica coletadas nas pesquisas prévias e nas vindouras.
e. analises geoarqueologia, com analises de bacia e de comportamento erosivo na area do alto vale e de como isso construiu a paisagem e influenciou a ocupação humana na região.
(3) Construir conhecimento a respeito de temas como territorialidade, relações econômicas e sociais e percepções de mundo dos povos Jê que habitaram o Alto Canoas.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ANA CAROLINA SPRENGER VALUS1201/08/201731/07/2018
ANA CAROLINA SPRENGER VALUS816/01/201731/07/2017
BRUNO LABRADOR RODRIGUES DA SILVA816/01/201701/01/2019
JORGE LUIZ DE OLIVEIRA VIANA216/01/201701/01/2019
LUCIANA DA SILVA PEIXOTO216/01/201701/01/2019
LUISA NUNES DAVILA816/01/201731/01/2018
MANOELLA DE SOUZA SOARES816/01/201701/01/2019
RAFAEL GUEDES MILHEIRA416/01/201731/01/2018

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