Nome do Projeto
Diagnóstico ambiental do município de Pelotas
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
01/05/2026 - 29/02/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Multidisciplinar
Eixo Temático (Principal - Afim)
Meio ambiente / Meio ambiente
Linha de Extensão
Gestão pública
Resumo
Dada a inexistência de um diagnóstico ambiental abrangente para o município de Pelotas (RS), este projeto pretende elaborar um conjunto de mapas e relatórios temáticos incluindo a distribuição e estado de conservação da vegetação, espécies ameaçadas da fauna e flora, solos, bacias hidrológicas e áreas de relevância arqueológica no território do município. Dados existentes serão compilados da literatura e somados a novos dados (gerados em campo) por grupos de trabalho compostos por docentes da UFPEL, bolsistas e outros pesquisadores das respectivas áreas técnicas. Espera-se que este material possa orientar a gestão pública quanto ao planejamento territorial voltado ao uso sustentável dos recursos naturais e à conservação e recuperação de espécies e ecossistemas e seus componentes físicos e socioculturais.
Objetivo Geral
Elaborar um diagnóstico ambiental técnico abrangente, contemplando diferentes temáticas que possam orientar a gestão pública quanto ao planejamento territorial voltado ao uso sustentável dos recursos naturais e à conservação e recuperação de espécies e ecossistemas e seus componentes físicos e socioculturais.
Justificativa
O momento atual do planeta é marcado por um intenso impacto humano sobre o meio ambiente, que inclui mudanças climáticas, degradação de habitats e paisagens naturais, poluição, invasões biológicas e exploração excessiva de recursos naturais. Por meio dessas profundas modificações nos ambientes físico e biótico, as atividades humanas têm provocado extinções de espécies e a degradação de solos e água, culminando na perda de funções e serviços ecossistêmicos que colocam em risco a própria humanidade. O desenvolvimento sustentável constitui, portanto, uma necessidade para a manutenção do adequado funcionamento do meio ambiente e seus benefícios à vida humana, o que requer a conciliação das dimensões social, ambiental e econômica do desenvolvimento. Para tanto, políticas públicas sustentáveis precisam ser orientadas por dados técnicos robustos, os quais devem ser acessíveis em sua forma e atender às necessidades específicas dos gestores. As universidades frequentemente dispõem de corpo técnico especializado e capacitado para gerar tais dados, os quais devem subsidiar políticas de desenvolvimento territorial a partir dos pilares da sustentabilidade. O diagnóstico ambiental, quando elaborado com rigor técnico e de forma conjunta com tomadores de decisão como licenciadores ambientais, constitui uma ferramenta fundamental para a gestão pública alcançar este objetivo através do planejamento e zoneamento ambiental. Neste contexto, seguindo uma demanda trazida pela SQA (Secretaria de Qualidade Ambiental do município de Pelotas), a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) propõe valer-se de sua estrutura e corpo técnico qualificado nas áreas de Biodiversidade, Geografia e Arqueologia (entre outras) para produzir de forma dialógica com a SQA um diagnóstico ambiental abrangente para o município de Pelotas, o qual ainda não possui essa ferramenta essencial aos gestores públicos.
Metodologia
A concepção e execução deste projeto seguem a Política Nacional de Extensão Universitária (PNEU 2012) segundo a qual "as diretrizes que devem orientar a formulação e implementação das ações de Extensão Universitária, pactuados no FORPROEX (1), de forma ampla e aberta (NOGUEIRA, 2000, 2005), são as seguintes: Interação Dialógica, Interdisciplinaridade e interprofissionalidade, Indissociabilidade Ensino-Pesquisa-Extensão, Impacto na Formação do Estudante e, finalmente, Impacto e Transformação Social."
Inicialmente, serão definidos de forma conjunta e dialógica entre UFPEL e a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) de Pelotas um Plano de Trabalho e um Termo de Referência que serão balizadores do convênio entre as partes, bem como dos produtos e prazos de entrega de resultados e produtos. A formulação conjunta e baseada em diálogo entre as partes nesta etapa é fundamental para que a universidade ajuste e redirecione sua atuação para atender adequadamente à demanda. Neste processo, serão envolvidos docentes e estudantes dos programas de pós-graduação (PPGs), cujas ações de ensino, pesquisa e extensão possam ser ajustadas para atingir os objetivos deste projeto.
Na fase inicial e final do projeto, também serão realizadas consultas e audiências com comunidades dentro do território a fim de avaliar a percepção social sobre a iniciativa deste diagnóstico ambiental. Esta é uma fase que poderá gerar adequações tanto no Plano quanto no Termo (na fase inicial) e nos produtos (na fase final) de modo a melhor atender às demandas e percepções das comunidades visando a ampliação do impacto e da transformação social gerados pela iniciativa. Nesta etapa participarão representantes da SQA, docentes e estudantes da UFPEL, estudantes (de IC, pós-graduação) e bolsistas de auxílio técnico com ou sem vínculo direto com a UFPEL.
Em seguida serão gerados os dados que corresponderão a todo o território do município, incluindo zona urbana e rural. Grupos temáticos serão formados, sendo estes compostos por especialistas das áreas de Biodiversidade (fauna e flora), Arqueologia e Geografia (entre outras) atuantes na UFPEL, seus orientados de graduação ou pós-graduação, e bolsistas (ou terceiros) contratados (2) especificamente para atuação no escopo deste projeto. Inicialmente serão compilados os dados já existentes para o território. A partir da identificação de lacunas nos dados existentes, serão realizadas expedições a campo para coleta de novos dados que representem uma cobertura espacial adequada do território. Nesta etapa, diferentes métodos de amostragem serão utilizados respeitando as diferenças entre áreas temáticas, podendo incluir inventários de fauna, flora e sítios arqueológicos, coletas de perfil de solo e água e subsequentes análises em laboratório. Para a coleta e processamento de amostras, serão utilizados predominantemente a estrutura e material já presentes na UFPEL, podendo haver aquisição de novos materiais quando oportuno e justificado dentro das possibilidades orçamentárias.
Finalmente, serão gerados mapas e relatórios temáticos que descrevem a distribuição espacial e situação de preservação dos componentes bióticos e abióticos relevantes ao escopo deste projeto, dentro do território do município. Estes mapas e relatórios serão apresentados ao corpo técnico da SQA a fim de que a forma e o conteúdo maximizem a utilização para planejamento territorial (posterior ao diagnóstico) e embasamento de licenciamento de empreendimentos, sendo estes os motivadores da SQA trazer esta demanda. Nesta etapa novas audiências com comunidades presentes no território podem ser elaboradas e adequações nos produtos podem ser realizadas para contemplar suas visões.
A formação de estudantes se dará continuamente ao longo do projeto através do envolvimento de graduandos e pós-graduandos nas diversas etapas descritas. Para além da aplicação na prática de conceitos e métodos (de produção de conhecimento e de coleta de dados) aprendidos durante seus cursos, espera-se que a participação destes estudantes em reuniões e diálogos entre os diversos atores (UFPEL, SQA e comunidades) proporcionará impactos significativos em sua formação, uma vez que oportunizará a vivência de um exemplo concreto da integração entre ensino, pesquisa e extensão visando impacto e transformação social. Espera-se também que a interação dialógica constante desta iniciativa, bem como a interdisciplinaridade (múltiplas áreas do conhecimento acadêmico) e interprofissionalidade (profissionais docentes, técnicos da SQA), tenham impactos formativos nos estudantes ao oportunizar o contato com conceitos e práticas científicas de disciplinas diferentes daquelas de seus cursos. O protagonismo dos estudantes se dará tanto na organização, participação e mediação de encontros, como na coleta e divulgação de dados que deve resultar em trabalhos acadêmicos de sua autoria, para além da elaboração estrita dos mapas e relatórios.
Espera-se que a exposição dos métodos apresentada evidencie o atendimento dos componentes de extensão como a Interação Dialógica, Interdisciplinaridade e interprofissionalidade, Indissociabilidade Ensino-Pesquisa-Extensão, Impacto na Formação do Estudante e Impacto e Transformação Social.
Referências
NOGUEIRA, M. D. P. (Org.) (2000) Extensão Universitária: diretrizes conceituais e políticas. Belo Horizonte: PROEX/UFMG; O Fórum.
NOGUEIRA, M. D. P. (2005) Políticas de Extensão Universitária Brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG
PNEU (2012). Política Nacional de Extensão Universitária. Disponível em https://www.ufmg.br/proex/wp-content/uploads/2021/12/PNEU.pdf
Nota:
(1) FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS
(2) Devido à complexidade da compilação, geração e administração de grande volume de dados gerados, bem como a necessidade de alta qualificação para a subsequente elaboração de relatórios e mapas, a maioria dos recursos deste projeto será destinada à contratação de profissionais altamente qualificados (mestres e/ou doutores) que atuarão sob a supervisão e orientação dos coordenadores.
Inicialmente, serão definidos de forma conjunta e dialógica entre UFPEL e a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) de Pelotas um Plano de Trabalho e um Termo de Referência que serão balizadores do convênio entre as partes, bem como dos produtos e prazos de entrega de resultados e produtos. A formulação conjunta e baseada em diálogo entre as partes nesta etapa é fundamental para que a universidade ajuste e redirecione sua atuação para atender adequadamente à demanda. Neste processo, serão envolvidos docentes e estudantes dos programas de pós-graduação (PPGs), cujas ações de ensino, pesquisa e extensão possam ser ajustadas para atingir os objetivos deste projeto.
Na fase inicial e final do projeto, também serão realizadas consultas e audiências com comunidades dentro do território a fim de avaliar a percepção social sobre a iniciativa deste diagnóstico ambiental. Esta é uma fase que poderá gerar adequações tanto no Plano quanto no Termo (na fase inicial) e nos produtos (na fase final) de modo a melhor atender às demandas e percepções das comunidades visando a ampliação do impacto e da transformação social gerados pela iniciativa. Nesta etapa participarão representantes da SQA, docentes e estudantes da UFPEL, estudantes (de IC, pós-graduação) e bolsistas de auxílio técnico com ou sem vínculo direto com a UFPEL.
Em seguida serão gerados os dados que corresponderão a todo o território do município, incluindo zona urbana e rural. Grupos temáticos serão formados, sendo estes compostos por especialistas das áreas de Biodiversidade (fauna e flora), Arqueologia e Geografia (entre outras) atuantes na UFPEL, seus orientados de graduação ou pós-graduação, e bolsistas (ou terceiros) contratados (2) especificamente para atuação no escopo deste projeto. Inicialmente serão compilados os dados já existentes para o território. A partir da identificação de lacunas nos dados existentes, serão realizadas expedições a campo para coleta de novos dados que representem uma cobertura espacial adequada do território. Nesta etapa, diferentes métodos de amostragem serão utilizados respeitando as diferenças entre áreas temáticas, podendo incluir inventários de fauna, flora e sítios arqueológicos, coletas de perfil de solo e água e subsequentes análises em laboratório. Para a coleta e processamento de amostras, serão utilizados predominantemente a estrutura e material já presentes na UFPEL, podendo haver aquisição de novos materiais quando oportuno e justificado dentro das possibilidades orçamentárias.
Finalmente, serão gerados mapas e relatórios temáticos que descrevem a distribuição espacial e situação de preservação dos componentes bióticos e abióticos relevantes ao escopo deste projeto, dentro do território do município. Estes mapas e relatórios serão apresentados ao corpo técnico da SQA a fim de que a forma e o conteúdo maximizem a utilização para planejamento territorial (posterior ao diagnóstico) e embasamento de licenciamento de empreendimentos, sendo estes os motivadores da SQA trazer esta demanda. Nesta etapa novas audiências com comunidades presentes no território podem ser elaboradas e adequações nos produtos podem ser realizadas para contemplar suas visões.
A formação de estudantes se dará continuamente ao longo do projeto através do envolvimento de graduandos e pós-graduandos nas diversas etapas descritas. Para além da aplicação na prática de conceitos e métodos (de produção de conhecimento e de coleta de dados) aprendidos durante seus cursos, espera-se que a participação destes estudantes em reuniões e diálogos entre os diversos atores (UFPEL, SQA e comunidades) proporcionará impactos significativos em sua formação, uma vez que oportunizará a vivência de um exemplo concreto da integração entre ensino, pesquisa e extensão visando impacto e transformação social. Espera-se também que a interação dialógica constante desta iniciativa, bem como a interdisciplinaridade (múltiplas áreas do conhecimento acadêmico) e interprofissionalidade (profissionais docentes, técnicos da SQA), tenham impactos formativos nos estudantes ao oportunizar o contato com conceitos e práticas científicas de disciplinas diferentes daquelas de seus cursos. O protagonismo dos estudantes se dará tanto na organização, participação e mediação de encontros, como na coleta e divulgação de dados que deve resultar em trabalhos acadêmicos de sua autoria, para além da elaboração estrita dos mapas e relatórios.
Espera-se que a exposição dos métodos apresentada evidencie o atendimento dos componentes de extensão como a Interação Dialógica, Interdisciplinaridade e interprofissionalidade, Indissociabilidade Ensino-Pesquisa-Extensão, Impacto na Formação do Estudante e Impacto e Transformação Social.
Referências
NOGUEIRA, M. D. P. (Org.) (2000) Extensão Universitária: diretrizes conceituais e políticas. Belo Horizonte: PROEX/UFMG; O Fórum.
NOGUEIRA, M. D. P. (2005) Políticas de Extensão Universitária Brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG
PNEU (2012). Política Nacional de Extensão Universitária. Disponível em https://www.ufmg.br/proex/wp-content/uploads/2021/12/PNEU.pdf
Nota:
(1) FÓRUM DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS
(2) Devido à complexidade da compilação, geração e administração de grande volume de dados gerados, bem como a necessidade de alta qualificação para a subsequente elaboração de relatórios e mapas, a maioria dos recursos deste projeto será destinada à contratação de profissionais altamente qualificados (mestres e/ou doutores) que atuarão sob a supervisão e orientação dos coordenadores.
Indicadores, Metas e Resultados
Indicadores:
Geração de dados de inventários de fauna e flora, sítios arqueológicos e unidades geomorfológicas, hidrográficas e pedogenéticas do município de Pelotas
Metas:
Realizar a descrição abrangente da distribuição espacial e situação de conservação dos itens inventariados no município, os quais poderão informar gestores municipais para a gestão do território.
Resultados esperados:
1 - Produzir mapas descritores da distribuição espacial de áreas relevantes para preservação ou restauração de fauna e flora, sítios arqueológicos e unidades geomorfológicas, hidrográficas e pedogenéticas do município
2 - Produzir relatórios temáticos descrevendo e justificando áreas relevantes para preservação ou restauração de fauna e flora, sítios arqueológicos e unidades geomorfológicas, hidrográficas e pedogenéticas do município
3 - Envolver cerca de seis estudantes de graduação e três de pós-graduação nas reuniões, coleta de dados e desenvolvimento dos produtos (mapas e relatórios), gerando relatórios de estágios supervisionados, TCCS e/ou dissertações ligadas aos temas do projeto.
Geração de dados de inventários de fauna e flora, sítios arqueológicos e unidades geomorfológicas, hidrográficas e pedogenéticas do município de Pelotas
Metas:
Realizar a descrição abrangente da distribuição espacial e situação de conservação dos itens inventariados no município, os quais poderão informar gestores municipais para a gestão do território.
Resultados esperados:
1 - Produzir mapas descritores da distribuição espacial de áreas relevantes para preservação ou restauração de fauna e flora, sítios arqueológicos e unidades geomorfológicas, hidrográficas e pedogenéticas do município
2 - Produzir relatórios temáticos descrevendo e justificando áreas relevantes para preservação ou restauração de fauna e flora, sítios arqueológicos e unidades geomorfológicas, hidrográficas e pedogenéticas do município
3 - Envolver cerca de seis estudantes de graduação e três de pós-graduação nas reuniões, coleta de dados e desenvolvimento dos produtos (mapas e relatórios), gerando relatórios de estágios supervisionados, TCCS e/ou dissertações ligadas aos temas do projeto.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ADRIANO LUIS HECK SIMON | 2 | ||
| ARTHUR FATTAH ROSANI | |||
| CRISTIANO AGRA ISERHARD | 4 | ||
| GIOVANNI NACHTIGALL MAURICIO | 2 | ||
| JOÃO RICARDO VIEIRA IGANCI | 2 | ||
| JUAN MAREZAL HENRIQUES | |||
| JÉFERSON BUGONI | 8 | ||
| KAUA ANDREY CONRAD TESSMANN | |||
| MURILO NUNES DA SILVA | |||
| NATALIE MAILAHN GONÇALVES | |||
| PABLO MIGUEL | 1 | ||
| RAFAEL ANTUNES DIAS | 2 | ||
| RAFAEL GUEDES MILHEIRA | 2 |
Fontes Financiadoras
| Sigla / Nome | Valor | Administrador |
|---|---|---|
| PMP / Prefeitura Municipal de Pelotas | R$ 800.000,00 | Fundação Delfim Mendes da Silveira |
Plano de Aplicação de Despesas
| Descrição | Valor |
|---|---|
| 339033 - Passagens de Despesas de Locomoção | R$ 20.000,00 |
| 339020 - Auxílio Financeiro a Pesquisador | R$ 180.000,00 |
| 339018 - Auxílio Financeiro a Estudantes | R$ 50.000,00 |
| 339014 - Diária Pessoa Civil | R$ 30.000,00 |
| 339004 - Contratação por Tempo Determinado | R$ 400.000,00 |
| 339039 - Outros Serviços de Terceiro - Pessoa Jurídica | R$ 120.000,00 |