Nome do Projeto
Queijo Pampeano - Identidade, Sustentabilidade e Excelência Técnica
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
27/02/2026 - 27/02/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Eixo Temático (Principal - Afim)
Tecnologia e Produção / Tecnologia e Produção
Linha de Extensão
Propriedade intelectual e patente
Resumo
O projeto de inovação visa desenvolver e validar tecnologicamente o Queijo Pampeano a partir de leite da raça Jersey produzido em sistema sobre pastagens do Bioma Pampa, tendo como eixo estruturante a geração de evidências técnico-científicas e a quantificação de benefícios ambientais do sistema produtivo. As ações de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação concentram-se na padronização do processo de fabricação de queijo de origem campestre, na avaliação comparativa do desempenho tecnológio do leite Jersey, na determinação de parâmetros críticos de processo e na caracterização físico-química, microbiológica e sensorial do produto. Serão conduzidos ensaios de rendimento industrial, análises do perfil lipídico e de compostos voláteis e a identificação de marcadores de origem associados ao manejo a pasto, com vistas à reprodutibilidade, estabilidade de qualidade e comprovação da identidade do produto. Em paralelo, será implantado um sistema estruturado de monitoramento ambiental baseado em pastagens, com indicadores quantitativos relacionados ao uso de insumos externos, conservação de solo e água, manutenção da biodiversidade de gramíneas e leguminosas, eficiência no uso de recursos naturais e integridade das pastagens nativas. A integração entre validação tecnológica e desempenho ambiental permitirá demonstrar, de forma mensurável, a viabilidade de um sistema lácteo associado à conservação do Bioma Pampa. Como resultado, o projeto busca consolidar um modelo produtivo replicável, ambientalmente responsável e cientificamente validado para a produção de queijo de identidade territorial.
Objetivo Geral
Desenvolver e posicionar o Queijo Pampeano como um queijo especial de origem controlada, produzido com leite de vacas Jersey criadas em pastagens do Bioma Pampa, assegurar a identidade territorial (selo arte); obter padrão sensorial e nutricional; fazer rastreabilidade da produção e conformidade regulatória; criar um monitoramento de indicadores ambientasi, produtivos e econômicos; atingir atributos de sustentabilidade e bem-estar animal, implantar a rota do queijo pampeano e lançar a identidade visual.
Justificativa
A proposta de lançamento do queijo denominado “Queijo Pampeano” fundamenta-se na valorização da identidade regional do Bioma Pampa, aliada à tradição da produção leiteira de animais da raça Jersey, reconhecida internacionalmente pela alta qualidade, rendimento queijeiro, riqueza nutricional e excelência na produção de derivados lácteos.
O Bioma Pampa, caracterizado por suas pastagens nativas de elevada biodiversidade, oferece condições ideais para a pecuária sustentável e, em especial, para sistemas orgânicos de produção. Esse ambiente natural resulta em um leite de características únicas, com maior teor de sólidos totais, elevado teor de gordura e proteína, além de um perfil sensorial diferenciado, atributos que conferem ao queijo sabor, textura e qualidade superiores.
O manejo criterioso dos animais, que contempla o bem-estar animal e a preservação dos recursos naturais, reforça o compromisso com a sustentabilidade e a manutenção do equilíbrio ambiental. Além disso, a adoção de práticas agroecológicas fortalece a imagem de um produto que valoriza tanto a saúde do consumidor quanto a proteção do território.
A escolha pela denominação “Queijo Pampeano” busca transmitir ao consumidor a autenticidade, a tradição e o vínculo cultural da região. Mais do que um alimento, o queijo se apresenta como um símbolo da integração entre a herança cultural da campanha gaúcha, a qualidade genética da raça Jersey, a riqueza ambiental do Pampa e os avanços em produção.
O projeto também possui potencial de fortalecer a economia local, criando oportunidade para pequenos e médios produtores, fomentando o turismo rural e gastronômico e promovendo a valorização da agricultura familiar. Dessa forma, o “Queijo Pampeano” pretende se consolidar não apenas como um produto diferenciado no setor lácteo, mas como uma marca territorial de excelência, representando identidade cultural, sabor e qualidade da região do Bioma Pampa.
O Bioma Pampa, caracterizado por suas pastagens nativas de elevada biodiversidade, oferece condições ideais para a pecuária sustentável e, em especial, para sistemas orgânicos de produção. Esse ambiente natural resulta em um leite de características únicas, com maior teor de sólidos totais, elevado teor de gordura e proteína, além de um perfil sensorial diferenciado, atributos que conferem ao queijo sabor, textura e qualidade superiores.
O manejo criterioso dos animais, que contempla o bem-estar animal e a preservação dos recursos naturais, reforça o compromisso com a sustentabilidade e a manutenção do equilíbrio ambiental. Além disso, a adoção de práticas agroecológicas fortalece a imagem de um produto que valoriza tanto a saúde do consumidor quanto a proteção do território.
A escolha pela denominação “Queijo Pampeano” busca transmitir ao consumidor a autenticidade, a tradição e o vínculo cultural da região. Mais do que um alimento, o queijo se apresenta como um símbolo da integração entre a herança cultural da campanha gaúcha, a qualidade genética da raça Jersey, a riqueza ambiental do Pampa e os avanços em produção.
O projeto também possui potencial de fortalecer a economia local, criando oportunidade para pequenos e médios produtores, fomentando o turismo rural e gastronômico e promovendo a valorização da agricultura familiar. Dessa forma, o “Queijo Pampeano” pretende se consolidar não apenas como um produto diferenciado no setor lácteo, mas como uma marca territorial de excelência, representando identidade cultural, sabor e qualidade da região do Bioma Pampa.
Metodologia
Projeto de extensão aplicado, participativo e multicêntrico (48 meses), fundamentado em metodologias de educação não formal e construção coletiva do conhecimento. A intervenção articula capacitação técnica, unidades demonstrativas (produtora de leite e queijaria), assessoria continuada e avaliação participativa de resultados produtivos, ambientais e socioeconômicos. As unidades participantes: propriedades familiares e queijarias artesanais do Bioma Pampa, organizadas como Unidades de Referência (URs). Será feito diagnóstico técnico e socioambiental nas URs por meio de visitas de campo, entrevistas semiestruturadas e checklists de manejo e processamento. Elaboração conjunta de Planos de Melhoria por unidade, definindo prioridades, metas práticas e cronograma de adoção (manejo do campo nativo, qualidade do leite, padronização do queijo, rastreabilidade e boas práticas).
Será ofertado ciclos formativos teórico-práticos, presenciais e em campo, organizados em módulos: a) Manejo dos diferentes sistemas de produção de leite, manejo de pastagens nativas e bem-estar animal; b) Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação na ordenha e na queijaria; c) Padronização do processo do queijo Pampeano; d) Rastreabilidade, rotulagem e conformidade sanitária; e) Comunicação de origem e educação ambiental.
Serão realizados dias de campo, oficinas demonstrativas, materiais didáticos e acompanhamento individualizado do produtor de leite e das queijarias.
A implantação de protocolos operacionais simplificados nas URs será feito com apoio técnico (professores e acadêmicos das Ciências Agrárias) periódico. As unidades funcionarão como espaços de aprendizagem entre professores, alunos, produtores de leite da agricultura familiar e proprietáriso e funcionários das queijarias, permitindo demonstração de práticas recomendadas (manejo do pastejo, controle de qualidade do leite, etapas críticas da fabricação e maturação).
As coletas sazonais de leite e amostras de queijo serão realizadas com devolutivas técnicas aos produtores e queijeiros. Serão acompanhados indicadores operacionais de qualidade (composição, higiene, rendimento e regularidade do produto), com foco na melhoria contínua e na padronização entre lotes.
Implementação de monitoramento ambiental simplificado nas URs, com indicadores acessíveis ao produtor da agricultura familiar: manutenção de áreas de campo nativo, práticas de conservação do solo, manejo da água e uso de insumos externos. As avaliações serão anuais, com interpretação conjunta dos resultados e ajustes de manejo.
Acompanhamento de custos básicos de produção, rendimento queijeiro e formação de preço. Oficinas de organização da oferta, rotas curtas de comercialização e comunicação de origem apoiarão a agregação de valor e a articulação territorial.
Formatar a criação da Rota do Queijo Pampeano com protocolos de visitação, trilhas interpretativas e degustações orientadas. Desenvolvimento de materiais educativos e sinalização para comunicação do sistema a pasto e da conservação do Pampa.
Será ofertado ciclos formativos teórico-práticos, presenciais e em campo, organizados em módulos: a) Manejo dos diferentes sistemas de produção de leite, manejo de pastagens nativas e bem-estar animal; b) Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação na ordenha e na queijaria; c) Padronização do processo do queijo Pampeano; d) Rastreabilidade, rotulagem e conformidade sanitária; e) Comunicação de origem e educação ambiental.
Serão realizados dias de campo, oficinas demonstrativas, materiais didáticos e acompanhamento individualizado do produtor de leite e das queijarias.
A implantação de protocolos operacionais simplificados nas URs será feito com apoio técnico (professores e acadêmicos das Ciências Agrárias) periódico. As unidades funcionarão como espaços de aprendizagem entre professores, alunos, produtores de leite da agricultura familiar e proprietáriso e funcionários das queijarias, permitindo demonstração de práticas recomendadas (manejo do pastejo, controle de qualidade do leite, etapas críticas da fabricação e maturação).
As coletas sazonais de leite e amostras de queijo serão realizadas com devolutivas técnicas aos produtores e queijeiros. Serão acompanhados indicadores operacionais de qualidade (composição, higiene, rendimento e regularidade do produto), com foco na melhoria contínua e na padronização entre lotes.
Implementação de monitoramento ambiental simplificado nas URs, com indicadores acessíveis ao produtor da agricultura familiar: manutenção de áreas de campo nativo, práticas de conservação do solo, manejo da água e uso de insumos externos. As avaliações serão anuais, com interpretação conjunta dos resultados e ajustes de manejo.
Acompanhamento de custos básicos de produção, rendimento queijeiro e formação de preço. Oficinas de organização da oferta, rotas curtas de comercialização e comunicação de origem apoiarão a agregação de valor e a articulação territorial.
Formatar a criação da Rota do Queijo Pampeano com protocolos de visitação, trilhas interpretativas e degustações orientadas. Desenvolvimento de materiais educativos e sinalização para comunicação do sistema a pasto e da conservação do Pampa.
Indicadores, Metas e Resultados
Indicadores produtivos e de qualidade
- Qualidade do leite: teor de sólidos totais e regularidade entre lotes.
Meta: elevação dos sólidos e estabilidade tecnológica.
Resultado esperado: maior rendimento queijeiro e padronização do produto.
- Qualidade do queijo: perfil sensorial distintivo e reprodutível.
Meta: padronização do processo e identidade sensorial definida.
Resultado esperado: produto diferenciado e reconhecível pela origem.
Indicadores ambientais
- Conservação do campo Bioma Pampa: proporção de área manejada sob vegetação campestre.
Meta: ≥ 70% de área conservada nas unidades participantes.
Resultado esperado: manutenção de solo, água e biodiversidade do Pampa.
- Gestão e rastreabilidade: adoção de registros produtivos e conformidade orgânica/sanitária.
Meta: 100% das unidades com rastreabilidade e certificações aplicáveis.
Resultado esperado: sistema produtivo transparente e ambientalmente responsável.
Indicadores econômicos e territoriais
- Renda da agricultura familiar: margem por litro de leite.
Meta: aumento ≥ 25% na margem.
Resultado esperado: maior viabilidade econômica e permanência no campo.
- Turismo de experiência: fluxo anual de visitantes.
Meta: ≥ 2.000 visitantes/ano na rota do queijo.
Resultado esperado: diversificação de renda e valorização cultural do território.
- Mercado e posicionamento territorial: presença em canais premium e Selo de origem.
Meta: consolidação da marca territorial Queijo Pampeano e avanço para Indicação Geográfica.
Resultado esperado: produto regional de excelência associado à sustentabilidade.
- Qualidade do leite: teor de sólidos totais e regularidade entre lotes.
Meta: elevação dos sólidos e estabilidade tecnológica.
Resultado esperado: maior rendimento queijeiro e padronização do produto.
- Qualidade do queijo: perfil sensorial distintivo e reprodutível.
Meta: padronização do processo e identidade sensorial definida.
Resultado esperado: produto diferenciado e reconhecível pela origem.
Indicadores ambientais
- Conservação do campo Bioma Pampa: proporção de área manejada sob vegetação campestre.
Meta: ≥ 70% de área conservada nas unidades participantes.
Resultado esperado: manutenção de solo, água e biodiversidade do Pampa.
- Gestão e rastreabilidade: adoção de registros produtivos e conformidade orgânica/sanitária.
Meta: 100% das unidades com rastreabilidade e certificações aplicáveis.
Resultado esperado: sistema produtivo transparente e ambientalmente responsável.
Indicadores econômicos e territoriais
- Renda da agricultura familiar: margem por litro de leite.
Meta: aumento ≥ 25% na margem.
Resultado esperado: maior viabilidade econômica e permanência no campo.
- Turismo de experiência: fluxo anual de visitantes.
Meta: ≥ 2.000 visitantes/ano na rota do queijo.
Resultado esperado: diversificação de renda e valorização cultural do território.
- Mercado e posicionamento territorial: presença em canais premium e Selo de origem.
Meta: consolidação da marca territorial Queijo Pampeano e avanço para Indicação Geográfica.
Resultado esperado: produto regional de excelência associado à sustentabilidade.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| AMANDA ALFONSO LEMOS | |||
| AMANDA VARGAS CORTEZ | |||
| BRUNA LOHANA DA SILVA FISS | |||
| CLAUDIO PUCCINELLI PICKERSGILL FILHO | |||
| DAVID DA SILVA DOS SANTOS | |||
| EDERSON BUENO VETROMILE | |||
| FELIPE FEHLBERG HERRMANN | 2 | ||
| FERNANDA MEDEIROS GONCALVES | 2 | ||
| GILLIANY NESSY MOTA | |||
| HELENICE GONZALEZ DE LIMA | 2 | ||
| ITALO MICHAEL VIEIRA | |||
| JERRI TEIXEIRA ZANUSSO | 2 | ||
| LENON DA SILVA SEDREZ | |||
| MARCELA RODRIGUES LINK | |||
| MELISSA RADMANN ADAMOLI | |||
| NICOLE DAS CHAGAS PEREIRA | |||
| ROGERIO FOLHA BERMUDES | 2 | ||
| SABRINA ROLOFF SCHELLIN |