Nome do Projeto
Produção de material didático para ensino na Medicina Veterinária
Ênfase
Ensino
Data inicial - Data final
22/03/2019 - 22/03/2023
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Resumo
No curso de medicina veterinária, os animais são amplamente utilizados com propósitos educativos além das áreas biomédicas e biológicas em todos os níveis. Tendo como objetivo o uso dos animais ao processo de aprendizagem, considerando a forma de transmitir o conhecimento, demonstrar a dinâmica da vida (funcionamento de órgãos, fisiológicos ou patológicos), fornecer ao acadêmico possibilidade de treinar habilidades manuais e técnicas na sua formação, entre outros. Desta forma, está ocorrendo mudanças no aspecto educacional e pedagógico, com uma mudança de paradigma, considerando o modelo de utilização de um ser vivo para aula, um modelo arcaico, e sim um modelo baseado no respeito a vida e no bom senso. Conforme a legislação Brasileira (BRASIL 2002) a utilização indiscriminada de animais no ensino é uma questão legal. Sendo que a mesma prevê penalidades para o uso de animais sempre que houver métodos alternativos,conforme veremos abaixo a publicação da lei por extenso: Com o advento da Lei 9.605(30 de março de 1998), e cujo grande mérito foi o de transformar em crime o que antes era apenas uma contravenção, ou seja, a crueldade para com animais, a prática da vivissecção passou a ser considerada delituosa caso não adotados os métodos alternativos existentes tanto no Brasil como em vários outros países, conforme dispõe o artigo 32, Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos além disso as penas para quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. Desta forma predileção por materiais paradidáticos em experimentação e demais atividades de ensino, deve-se pela permuta na compreensão quanto ao significado de bem-estar animal, o desenvolvimento ético dos discentes, a disponibilidade de novos métodos alternativos que mimetizam de forma satisfatória estruturas e circunstâncias recorrentes da rotina do profissional, e principalmente pela insegurança dos discentes em realizar manobras em modelos vivos. Dessa forma, a utilização de animais in vivo tornou-se uma situação facultativa e menos determinante para a qualidade do ensino em certas disciplinas do curso Medicina Veterinária. Sendo realizados procedimentos com animais, quando estes trazem são neutros ou benefício para os mesmos. Desde os anos 1960 a premissa dos “Princípio dos 3 R’s na Experimentação Animal (Replacement, Reduction, Refinement)” determinada por Russel e Burch, já estimulava a substituição do uso de animais, lançando mão de manequins, protótipos e demais artifícios. Além disso, reconhecendo a importância das atividades práticas de ensino as quais favorecem a adesão de saberes na perspectiva da aprendizagem significativa, o Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal, dentro de suas competências, estimula a introdução de métodos alternativos ao uso de animais, tanto na pesquisa quanto no ensino. Sendo assim, os métodos de substituição ideal para as práticas de ensino são aqueles que não envolvem animais para treinamento e após aperfeiçoamento da técnica a utilização em animais com necessidade de intervenção. Porém a utilização de métodos alternativos não dependem somente da vontade do professor. Métodos alternativos podem ser adquiridos, porém com valores muito aquem do orçamento da universidade.

Objetivo Geral

O presente projeto tem como objetivo desenvolver, disponibilizar e aplicar métodos alternativos na Disciplina de fisiopatologia da reprodução e obstetrícia e glândula mamária com o intuído de aprimorar o processo de ensino-aprendizagem, além de ensinar os alunos a pensar criticamente, comunicar de forma eficaz, e desenvolver as competências de investigação necessárias para uma carreira de sucesso.

Justificativa

O conceito da utilização de métodos complementares para evitar a utilização de animais, ganhou destaque após 1959 com a publicação "The Principles of Humane Experimental Technique" por Russel e Burch que preconizaram a utilização de técnicas humanitárias e com a consideração dos "3Rs". Sendo 1º "R" ou "replacement" (substituição) demonstrando que se deve procurar substituir a utilização de vertebrados por outros métodos que utilizem outros materiais, o que pode incluir manequins etc.
O 2º "R" ou "reduction" (redução) indica que se deve procurar reduzir o número de animais utilizados nas aulas práticas, o que é possível com uma "escolha correta das estratégias"
O 3º "R" ou "refinement" (refinamento) indica que se deve procurar minimizar ao máximo a quantidade de desconforto ou sofrimento animal.
Desta forma fica cada vez mais necessário a formação de recursos complementares que auxiliem o acadêmico em sua vivência de exames clínicos, porém sem a necessidade de ter um animal presente. Muitos recursos didáticos podem ser adquiridos no mercado, porém com as restrições orçamentárias que
a universidade pública se encontra. Devemos buscar formas de promover esses métodos alternativos, para que a educação e formação adequadas dos egressos da UFPel prevaleça além de ter uma postura mais ética perante a sociedade da utilização de animais.

Metodologia

Para a elaboração de material didático auxiliar ou complementar, chamados de material paradidático, cuja idéia central é explorar as diversas formas de aprendizado do ser humano. Uma das formas de evitar a evasão e/ou a repetência consiste em fornecer subsídios adequados às diferentes preferências de aprendizado e não apenas às preferências auditivas e Ler/Escrever, como ocorre tradicionalmente. Neste contexto, pretende-se elaborar mídias visuais e escritas complementares às expostas em aula que possam contribuir para desenvolver as demais inteligências nos estudantes.
Além do desenvolvido modelos tridimensionais (BELTRAMINI et al., 2006) e semi-planos a serem colocados a disposição dos estudantes no laboratório de do curso, com a idéia de incentivar, despertar a curiosidade e melhorar o conhecimento e aproveitamento desta disciplina. Modelos de animais que permitam a passagem de sondas, palpações de gestações e outros procedimentso considerados invasivos.

Indicadores, Metas e Resultados

O resultado e impacto mais importante é formação de material paradidático que irá reduzir o número de animais vivos e qualificar as aulas práticas sem que existe algum tipo de constrangimento ao acadêmico.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ADRIANA LOURENCO DA SILVA
AMANDA DE OLIVEIRA BARBOSA
ANA LUCIA PEREIRA SCHILD4
ANDREIA NOBRE ANCIUTI
ANTONIO SERGIO VARELA JUNIOR
ARNALDO DINIZ VIEIRA1
BEATRIZ HELENA GOMES ROCHA
BERNARDO GARZIERA GASPERIN1
BRUNA DA ROSA CURCIO
CARINE DAHL CORCINI2
CLARISSA CAETANO DE CASTRO
CRISTINA GEVEHR FERNANDES1
Cléderson Idênio Schmitt
EDENARA ANASTÁCIO DA SILVA
ELIZA ROSSI KOMNINOU
FABIANE BORELLI GRECCO1
FABRICIO DE VARGAS ARIGONY BRAGA
FERNANDA RODRIGUES MENDONÇA
FRANCELE DE ABREU CARLAN
IZANI BONEL ACOSTA
JORDANA DE MOURA DIAS
JOSAINE CRISTINA DA SILVA RAPPETI
JOSIANE BONEL1
LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA
LETICIA FISS
LETICIA TAVARES GONCALVES
LUCIANA BICCA DODE
LUÍSA MARIANO CERQUEIRA DA SILVA
MABEL MASCARENHAS WIEGAND
MARIA EDUARDA BICCA DODE
MARIA ISABEL DOS SANTOS
MARINA ZANIN
MARLA PIUMBINI ROCHA
MARLETE BRUM CLEFF
MARTIELO IVAN GEHRCKE
NIEDI HAX FRANZ ZAUK
PRISCILA MARQUES MOURA DE LEON
RAFAEL MIELKE BARBOSA
RAQUEL LUDTKE
REJANE GIACOMELLI TAVARES
ROSANGELA FERREIRA RODRIGUES
STELA MARI MENEGHELLO GHELLER
TAINÁ ANÇA EVARISTO MENDES CARDOSO
VERA LUCIA BOBROWSKI

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