Nome do Projeto
Filosofia, Educação e Arte como mecanismos de democratização: uma proposta pedagógica para pensar o cidadão e seus processos formativos
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/01/2022 - 01/01/2026
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Resumo
O tripé que sustenta a base da formação e do papel da universidade perante a sociedade consiste em Ensino, Pesquisa e Extensão. Nesse sentido, há a necessidade de se planejar estratégias viáveis para a consolidação destas três esferas, igualmente relevantes na vida acadêmica. Assim, no período em questão, o planejamento prevê o desenvolvimento de um projeto unificado, abrangendo diversas ações, com graus diferentes de inserção em cada uma delas. Com relação às articulações do projeto com as atividades de extensão, cabe destacar alguns aspectos, também presentes no corpo do projeto. Desta forma, vale frisar que será dada prioridade ao incentivo à pesquisa na área da Filosofia da Educação e suas interlocuções com a Estética, em geral. O projeto se insere no rol de pesquisas sendo desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisas FEPráxiS (Filosofia, Educação e Práxis Social) e pode contar com a colaboração de estudantes de graduação e de pós-graduação, proporcionando oportunidades de aprendizado a pesquisadores iniciantes e/ou em formação.

Objetivo Geral

Extrair reflexões que visem ampliação da compreensão acerca das relações entre filosofia, arte e educação; bem como proporcionar vivências significativas que edifiquem ideias a respeito dos processos formativos vivenciados individual e coletivamente.

Justificativa

Filosofia e Educação não são campos isolados e distantes um do outro. Não há educação ou formação que não necessitem de pensamentos, seja na criação de novos conceitos ou na reflexão crítica de conceitos já existentes, instrumentais de trabalho da Filosofia, seja na própria prática docente, onde o professor pode assumir o papel de um sujeito que pensa e avalia sua própria prática.
A Filosofia, em si, não se restringe a uma produção “morta”, em que simplesmente são estudadas as obras clássicas dos filósofos profissionais. Mais do que isto, se propõe a ser “viva”, a ser experienciada. Sendo assim, viver a Filosofia significa fazer valer seus métodos e suas inquietações. Embora os instrumentos de trabalho da Filosofia sejam os textos filosóficos, vale lembrar que a leitura de textos, requer, assim, o exercício do filosofar. Não se trata de uma leitura passiva, sem atitudes e ensinamentos. A leitura de textos filosóficos, presente e motor no/do exercício do filosofar, consiste em uma experiência singular, que se apresenta de maneira formativa ao indivíduo, ensinando inúmeras lições a serem aprendidas.
A atenção aos escritos filosóficos, atrelada ao exercício do filosofar, pode ser desenvolvida de várias maneiras. Há aqueles sujeitos que conseguem estudar e praticar Filosofia de maneira autodidata. Entretanto, há de se concordar que um espaço direcionado ao debate de textos filosóficos e ao desenvolvimento do exercício do filosofar aparece como um diferencial no modelo formativo que se está sendo ofertado ou sugerido.
Ademais, o projeto justifica-se em função de suas interocuções com o campo da arte e, mais especificamente, da música enquanto impulso para o filosofar e para a formação humana.
Vivemos tempos envoltos em confrontos. Os embates teóricos muitas vezes revelam diferentes posturas diante do mundo e projetos filosófico-políticos irreconciliáveis. Por um lado, permanece viva a expectativa de que é possível compreender e articular complexas estruturas para que se possa, no presente, organizar o futuro. Para tanto, julga-se indispensável pensar os fragmentos, ou seja, permitir-se, por ora, entregar-se ao campo da subjetividade para fazer emergir o pensar racional, filosófico, pedagógico, crítico.
Percebe-se, por meio do olhar da Filosofia, o quanto a dicotomia cartesiana, que separava corpo e mente e que entendia que a racionalidade era superior às emoções, encontra-se defasada. A problematização das prescrições que se impõem em relação à conduta educativa na sociedade atual, que pretendemos aqui investigar, dá-se a partir de experiências sensíveis, sensoriais, sonoras – através da Música. Diante das questões estabelecidas, pretendemos demonstrar que a Estética, enquanto campo da Filosofia, pode contribuir para pensarmos a Educação em sua ampla dimensão.
Além do já exposto, justifica-se ainda o projeto como consolidação interna do Grupo de Pesquisa “Filosofia, Educação e Práxis Social”, da mesma Instituição que sedia os diferentes Grupos de Pesquisa, bem como pela possibilidade de estreitar os vínculos do Grupo com pesquisadores e instituições estrangeiras.

Metodologia

As atividades de pesquisa deverão privilegiar a investigação bibliográfica e a abordagem qualitativa, analítica e sintética, condizente com os métodos de tradição filosófica. A pesquisa bibliográfica, em seu sentido mais estrito, deverá ser qualificada por diferentes modalidades de discussões e ampliações coletivas.
Em relação ao ensino, serão ofertadas disciplinas específicas, bem como criados espaços de grupos de estudos. O conhecimento dos referenciais teóricos que embasarão a pesquisa será relevante na compreensão da prática docente desenvolvida nas escolas públicas de Pelotas e viabilizará pesquisas futuras. Sob a perspectiva da iniciação científica, o desenvolvimento das atividades previstas possibilitará ao aluno bolsista a vivência da co-participação na organização de um evento científico. Também visa a publicação dos resultados em congressos científicos, contribuindo para a divulgação da pesquisa realizada na Faculdade de Educação, da UFPel.
Espera-se contribuir com a formação docente de professores atuantes, vigilantes e aptos a exercerem seus papéis de partícipes dos processos político-pedagógicos.
No que tange à extensão, serão proporcionados eventos, abertos à comunidade, em que se intenciona promover espaços formativos, de modo a pensar as relações entre filosofia, arte e educação.
O projeto visa perceber intersecções entre a Arte e a Filosofia, e valorizá-las como elementos imprescindíveis na construção da subjetividade e da formação humana. Assim, espera-se analisar, em especial, a Música como Bildung e percebê-la, enquanto linguagem, como propulsora do filosofar. Serão estudados aspectos da seara da Filosofia da Música e suas potencialidades para a Educação.
A Literatura, o Cinema, o Teatro, a Dança e as Artes Visuais também poderão integrar focos de estudo para análise estética e de percebimento da íntima ligação entre Arte e Filosofia na formação das potencialidades humanas.
Pretende-se extrair do construto teórico de Jean-Jacques Rousseau, em especial de seus escritos sobre a Música Moderna, um conjunto de categorias capazes de contribuir na composição de um referencial teórico para refletir sobre a temática da Educação nos dias atuais.
O projeto será desenvolvido através de diferentes estratégias de ações, cada uma delas com diferentes graus de inserção e de abordagens a serem desenvolvidas, respeitando suas peculiaridades.

Indicadores, Metas e Resultados

- Proporcionar momentos de vivências estéticas, através da Música, que sirvam de impulso para o pensar filosófico da Educação e de suas problemáticas;
- Publicar artigos científicos, em periódicos ou capítulos de livros;
- Extrair do construto teórico de Jean-Jacques Rousseau um conjunto de categorias capazes de contribuir na composição de um referencial teórico para refletir sobre a temática da Educação nos dias atuais;
- Contribuir com os processos formativos de pesquisadores de graduação e pós-graduação, bem como oferecer momentos de formação continuada para professores da Educação Básica;
- Desenvolver ações extencionistas, abertas á comunidade pelotense e da região, em geral;
- Desenvolver ações de ensino.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALEXANDRE NEVES SAPPER
ALINE NUNES DA CUNHA DE MEDEIROS
AMANDA MIRANDA DO CARMO
ANA PAULA GONÇALVES ARAUJO
ANA PAULA GRELLERT
ANGELA MARIA PACHON ELIAS
ANGELA MOREIRA VITORIA
AVELINO DA ROSA OLIVEIRA
Alexandre Reinaldo Protásio
Ana Isabel de Oliveira Maestri
Antônio Joaquim Severino
BIBIANA DE LEON SEDREZ
BRUNA DA SILVA LOUZADA
Bianca Moreira Caetano
CAMILA XAVIER VIEIRA
CARLA ARAUJO DE MACEDO NOGUEIRA
CARLOS ALBERTO JARDIM COGOY
CARLOS JOSÉ DE AZEVEDO MACHADO
CARMEN BEATRIZ SILVA DE CASTRO
CAROLINE BLANK MESQUITA
CHAIANA BRAVOS ACOSTA
CLARA COUTO FERREIRA
DANIELA RODRIGUES BRIZOLARA
Dalva Maria Vighi
EDSON PONICK
ELIZE TORBES DE LEMOS
Elisabete de Avila Cezar
FABRIZIA BORGES DUARTE
FATIMA CAVALHEIRO COSTA
FRANCIELE VAZ DE OLIVEIRA
FRANCINE NUNES DE SOUZA
Fausto dos Santos Amaral Filho
GILNEI FARIAS SOUZA
GIOVANI DE SOUZA BARBOSA
HELEN RODRIGUES OLIVEIRA
ISADORA CARRICONDE RIBEIRO
ISMAEL FELIPE DE PAULA ANGELI
JAQUELINE LAKMAN ALMEIDA
JEAN CARLOS GULARTE
JOAO PEDRO FERREIRA DOS SANTOS
JOÃO ALBERTO DOS SANTOS FERREIRA FILHO
Joriê Brum da Rocha
Josoela Cenci Guedes
KAROLINE SEYFFERT CRUGER
KEIMILLY MAKIELLY DA SILVA ROSA
KÁTIA APARECIDA POLUCA PROENÇA
LAIRA FERREIRA DE CAMPOS
LAURA SILVA COSTA
LETÍCIA MARIA PASSOS CORRÊA78
LISANDRA FERREIRA JARDIM
LISANDRA FERREIRA JARDIM
LISIÂNI COELHO
LUCIA HELENA FIALHO PEREIRA DA SILVEIRA
Leandro Macedo DAvila
Lia VERA TOMÁS
MANOELLA BOETEGE MARTINS
MARIANA LUÍZA NEY PRADO
MARIANA MIRANDA DA SILVA
MELLANY NUNES FERREIRA
Marcelo Barros de Borba
Maria Cândida Silva de Souza Silva
NEIVA AFONSO OLIVEIRA2
NILVO LOPES DA ROSA JUNIOR
Natalia Paola Jorge Ferreira
PAOLA OLIVEIRA BRUNO
PATRICIA MACHADO LISBOA
PATRICK DE LIMA FARIAS
PAULO EDUARDO DIAS TADDEI
RAFAEL MENDES
RAFAELA NOGUEIRA DA SILVA
RENATA PATZLAFF NEUENFELD
RITA DE CASSIA TAVARES MEDEIROS
RITA DE CÁSSIA GRECCO DOS SANTOS RINALDI
ROBENSON AZOR
Raimundo José Barros Cruz
Roselaine Trevisol Dutra
Rui Miguel Antunes Ribeiro
SHEILA DOS SANTOS CARRILHO
SIMONE ZARICHTA RAKULOSKI
STEFANIE GRUPPELLI KURZ
STELLA MARIS MOREIRA
TAMIRES PINHEIRO DA ROSA
TATIANI BEATRIS SILVA DA SILVA
THIAGO COSTA PERDIGÃO
VALMIRO PEREIRA MACHADO JUNIOR
VANDERLEI GULARTE FARIAS
WANDERLANE DE FARIAS CAETANO
Ângelo Hentz Cappellari

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