Nome do Projeto
Teatro do Oprimido na Comunidade
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
24/04/2025 - 16/12/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Linguística, Letras e Artes
Eixo Temático (Principal - Afim)
Educação / Cultura
Linha de Extensão
Artes cênicas
Resumo
O Projeto de Extensão TOCO – Teatro do Oprimido na Comunidade, foi criado no Centro de Artes da UFPel em 2010 e encerrado em 2024. Em sua nova fase articula suas ações pautado nas reflexões dos teóricos Augusto Boal e Paulo Freire. Apresentará suas contribuições para elaboração de expressões cênicas e artísticas que se comprometam com a problematização dos discursos e condutas opressivas que se manifestam em espaços da sociedade civil organizada nas comunidades de Pelotas e região sul do estado do Rio Grande do Sul
Objetivo Geral
Promover debates e experimentações cênicas para os participantes das comunidades envolvidas, sob o eixo da opressão e violência a partir do conjunto de técnicas de Teatro do Oprimido relacionando seus contextos a estas práticas, possibilitando ações de reflexão e formação humana bem como o desenvolvimento de idéias para implementação de políticas emancipatórias favorecendo a formação de sujeitos com comprometimento humano, social e cidadão.
Justificativa
O Teatro do Oprimido (TO) é um conjunto de técnicas teatrais sistematizadas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, a maioria desenvolvidas durante a década de 1960 para suprir as necessidades da resistência em relação ao período ditatorial. Nos seus estudos, Boal investiga as potencialidades da cena no combate às opressões desenvolvendo jogos e metodologias que estimulam suas jogadoras e seus jogadores a problematizar as condutas no que tange às opressões, sejam elas quais forem.
Os estudos sobre Teatro do Oprimido já foram utilizados em diversos espaços de educação, formais ou não, para o combate a opressão. Até o ano de 2014 suas técnicas estavam presentes em mais de 77 países mostrando-se, desde o seu surgimento, uma ferramenta eficiente para a consolidação de um debate acessível acerca das opressões/violências de gênero, raça, sexualidade e classe.
Dentro do contexto brasileiro, torna-se cada vez mais necessário debater acerca dessas violências uma vez que estas, encontram-se institucionalizadas e em crescente expansão. Suas estruturas de manutenção são alimentadas por mecanismos de desinformação e intolerância e estimulam ações violentas em relação a determinados grupos como negros e negras, indígenas, comunidade lgbtqia + e mulheres.
Os estudos sobre Teatro do Oprimido já foram utilizados em diversos espaços de educação, formais ou não, para o combate a opressão. Até o ano de 2014 suas técnicas estavam presentes em mais de 77 países mostrando-se, desde o seu surgimento, uma ferramenta eficiente para a consolidação de um debate acessível acerca das opressões/violências de gênero, raça, sexualidade e classe.
Dentro do contexto brasileiro, torna-se cada vez mais necessário debater acerca dessas violências uma vez que estas, encontram-se institucionalizadas e em crescente expansão. Suas estruturas de manutenção são alimentadas por mecanismos de desinformação e intolerância e estimulam ações violentas em relação a determinados grupos como negros e negras, indígenas, comunidade lgbtqia + e mulheres.
Metodologia
Desenvolveremos o projeto em encontros semanais realizando oficinas com os alunos envolvidos propondo discussões acerca do debate sobre opressões proporcionando a experimentação cênica e argumentativa. Para isso, nos valeremos das técnicas de Teatro do Oprimido (Teatro Imagem e Teatro Fórum) vinculando os conhecimentos específicos da prática e pedagogia teatral e demais estudos pedagógicos.
Realizaremos uma breve averiguação com os/as alunos/as buscando conhecer o nível de envolvimento com a linguagem teatral através de jogos contidos nos estudos de Augusto Boal, em especial no que se refere aos exercícios introdutórios. Nestes, são sistematizadas uma série de exercícios corporais que possibilitam a aproximação dos/as envolvidos e envolvidas na atividade com as especificidades da linguagem teatral, instrumentalizando-os/as para as posteriores atividades cênicas que serão realizadas para o debate sobre opressões. Segundo Bárbara Santos, pesquisadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (CTO Rio), o método sistematizado por Augusto Boal busca “restituir aos oprimidos o seu direito à palavra e o seu direito de ser” possibilitando que estes se apropriem de seus respectivos espaços de luta e fala, ampliando suas capacidades de inserção e resistência no mundo. Para Boal, “cidadão não é aquele que vive em sociedade - é aquele que a transforma” (BOAL, 2009, p. 22).
Ao longo das oficinas utilizaremos as técnicas de Teatro Imagem e Teatro Fórum possibilitando o exercício cênico e reflexivo acerca das suas capacidades de modificação social referente a questão das opressões, violências que em sua maioria encontram-se naturalizadas em nossos cotidianos e servem de alicerce para outros tipos de violência.
“No Teatro-Imagem, a encenação baseia-se nas linguagens não-verbais. Essa foi uma saída encontrada por Boal para trabalhar com indígenas, no Chile, de etnias distintas com línguas maternas diversas, que participavam de um programa de alfabetização e precisavam se comunicar entre si. Esta técnica teatral transforma questões, problemas e sentimentos em imagens concretas. A partir da leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos fatos representados na imagem, que é real enquanto imagem. A imagem é uma realidade existente sendo, ao mesmo tempo, a representação de uma realidade vivenciada.” [Bárbara Santos, site CTO RIO]
Assim como esta técnica foi importante para Augusto Boal na consolidação de uma unidade comunicativa entre distintas etnias indígenas no Chile, utilizaremos essa técnica como um instrumento pedagógico potencial na discussão dos temas acerca de suas opressões e como forma de introduzir algumas premissas específicas da linguagem teatral às jogadoras e jogadores. Essa etapa pode ser vista também como pressuposto pedagógico para a abordagem posterior, o Teatro Fórum.
“A dramaturgia simultânea era uma espécie de tradução feita por artistas sobre os problemas vividos pelo povo. Até o dia em que uma mulher, no Peru, não aceitou a tradução e ousou subir ao palco para dizer com sua voz e através de seu corpo qual seria a alternativa para o problema encenado. Aí nasceu o Teatro-Fórum, onde a barreira entre palco e platéia é destruída e o Diálogo implementado. Produz-se uma encenação baseada em fatos reais, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. No confronto, o oprimido fracassa e o público é estimulado, pelo Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.” [Bárbara Santos, site CTO RIO]
Os procedimentos de construção e aplicação das técnicas de Teatro do Oprimido possibilitam a criação de uma rede de compartilhamento de saberes e experiências que alimentam debates que contribuem para emancipação e problematizam nossos cotidianos.
Realizaremos uma breve averiguação com os/as alunos/as buscando conhecer o nível de envolvimento com a linguagem teatral através de jogos contidos nos estudos de Augusto Boal, em especial no que se refere aos exercícios introdutórios. Nestes, são sistematizadas uma série de exercícios corporais que possibilitam a aproximação dos/as envolvidos e envolvidas na atividade com as especificidades da linguagem teatral, instrumentalizando-os/as para as posteriores atividades cênicas que serão realizadas para o debate sobre opressões. Segundo Bárbara Santos, pesquisadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (CTO Rio), o método sistematizado por Augusto Boal busca “restituir aos oprimidos o seu direito à palavra e o seu direito de ser” possibilitando que estes se apropriem de seus respectivos espaços de luta e fala, ampliando suas capacidades de inserção e resistência no mundo. Para Boal, “cidadão não é aquele que vive em sociedade - é aquele que a transforma” (BOAL, 2009, p. 22).
Ao longo das oficinas utilizaremos as técnicas de Teatro Imagem e Teatro Fórum possibilitando o exercício cênico e reflexivo acerca das suas capacidades de modificação social referente a questão das opressões, violências que em sua maioria encontram-se naturalizadas em nossos cotidianos e servem de alicerce para outros tipos de violência.
“No Teatro-Imagem, a encenação baseia-se nas linguagens não-verbais. Essa foi uma saída encontrada por Boal para trabalhar com indígenas, no Chile, de etnias distintas com línguas maternas diversas, que participavam de um programa de alfabetização e precisavam se comunicar entre si. Esta técnica teatral transforma questões, problemas e sentimentos em imagens concretas. A partir da leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos fatos representados na imagem, que é real enquanto imagem. A imagem é uma realidade existente sendo, ao mesmo tempo, a representação de uma realidade vivenciada.” [Bárbara Santos, site CTO RIO]
Assim como esta técnica foi importante para Augusto Boal na consolidação de uma unidade comunicativa entre distintas etnias indígenas no Chile, utilizaremos essa técnica como um instrumento pedagógico potencial na discussão dos temas acerca de suas opressões e como forma de introduzir algumas premissas específicas da linguagem teatral às jogadoras e jogadores. Essa etapa pode ser vista também como pressuposto pedagógico para a abordagem posterior, o Teatro Fórum.
“A dramaturgia simultânea era uma espécie de tradução feita por artistas sobre os problemas vividos pelo povo. Até o dia em que uma mulher, no Peru, não aceitou a tradução e ousou subir ao palco para dizer com sua voz e através de seu corpo qual seria a alternativa para o problema encenado. Aí nasceu o Teatro-Fórum, onde a barreira entre palco e platéia é destruída e o Diálogo implementado. Produz-se uma encenação baseada em fatos reais, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. No confronto, o oprimido fracassa e o público é estimulado, pelo Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.” [Bárbara Santos, site CTO RIO]
Os procedimentos de construção e aplicação das técnicas de Teatro do Oprimido possibilitam a criação de uma rede de compartilhamento de saberes e experiências que alimentam debates que contribuem para emancipação e problematizam nossos cotidianos.
Indicadores, Metas e Resultados
Que os estudantes dos cursos de teatro, dança ou demais cursos da UFPel que se envolvam no projeto, construam reflexões sobre os processos de desenvolvimento de opressões presentes nas comunidades envolvidas, com o objetivo de transformá-las em processos de emancipação ou libertação conforme o conceito freireano que fundamenta o projeto.
Que as comunidades envolvidas reflitam e se envolvam na construção coletiva de processo artístico, para a elaboração de possibilidades de transformação das opressões sociais em processos de emancipação e libertação pessoal e coletivas.
Que as comunidades envolvidas reflitam e se envolvam na construção coletiva de processo artístico, para a elaboração de possibilidades de transformação das opressões sociais em processos de emancipação e libertação pessoal e coletivas.
Equipe do Projeto
Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
---|---|---|---|
FABIANE TEJADA DA SILVEIRA | 8 | ||
GEOVANNA SOBRINHO PEREIRA | |||
LAWRIEN OLIVEIRA DE FREITAS |